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segunda-feira, 28 de maio de 2012
Bahia de todas desigualdades.
Nessa terra que recebe turista como ninguém
Em que certas minorias ainda não são vistas como alguém
Do garoto queimando pedra na orla
Ao homem que teima em coexistir entre arranha-céus
Passando por mais um furto
Da qual os homens de terno são lembrados que também dessa terra são filhos seus
A prostituta universitária da Pituba e a puta da Sete Portas que se vende a dez reais não são iguais?
Terra de muitos frutos
E de pequenas e grandes obras que se arrastam
Terra de tantos becos e saídas sem solução para engarrafamentos que persistem
Em tirar uma... duas horas do trabalhador baiano
Nessa terra brinca-se de educar
E nem a nossa polícia truculenta é salva do engano
Nessa terra que recebe bem turista, mas doente espera em corredor
Amanhece o dia em fila a procura de atendimento
Isso quando não encontra a porta fechada e descobre uma outra dor
Aqui o pouco que se tem vai embora
De um lado por falta de chuva do outro por excesso dela
Em um mesmo pedaço de chão persiste a luta de interesse
Dos que nada têm e dos que querem ainda mais
Povos que lotam arquibancadas por amor a um time
Não amam com a mesma intensidade e depredam essa cidade bela
Berço de artistas mundialmente conhecidos em meio há um emprego ainda a procura-se
Terra de diversos ritmos e sons, mas que não abre espaço para esses demais
E assim cidades vão se construindo
De um lado casas amontoadas e do outro bairros dentro de outros bairros
Nesses dois espaços os verdadeiros governantes se apresentam
Nessa terra em que toda luta é justa
O trabalhador vai se diminuindo
Perante uma copa que não sabemos o quanto custa
Na minha Bahia com tudo isso o povo ainda consegue rir
Porque aqui até protesto termina em festa
O governo finge que governa nós os governados
A Bahia que não me sai do pensamento é essa e teima em não partir
De absurdos não se sabe do que a vir ainda resta
Passam-se mandatos sem mudar os mandados
Nessa Bahia de diferentes credos
Que Oxalá olhe por nós.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
De tudo que é lascivo a decência censurá
O beijo é a minha ereção preferida
Diante do fato que o fato não será consumado
Resta-me os carinhos, afagos e a gozada de fim de noite
Não ganhei o dinheiro da entrada
A sorte que tenho contatos nessa noite apátrida
Claro que num espaço adequado
Mas também não tem problema adoro ser desacoito
É difícil o cliente tem corpo grande e cú apertado
Mas toda foda mal dada é esquecida quando chupam o meu pau grande
Cadê a camisinha e o pó sobre a mesa?
Depois de ter derramado o seu líquido sobre o meu abdômen
O que pelo menos conforta a foda
Não consigo lembrar os meus passos durante o dia devido a fraqueza
Só me lembro da cocaína cheirada no banheiro com franqueza
Aqueles corpos todos acessíveis e olhei para um cliente de boa bunda
Estava vestindo colcci, bonito e estava fumando narguilé com amigos
A madrugada foi entrando e eu com meus castigos
No final ficava com o que realmente valia a pena
É dezembro, ninguém fode, sem centena
Nessas horas é bom revisitar
Os românticos, os profissionais, os frios
E deixar correr o risco
Clientes, drogas, sexo, amor, solidão
Quem sabe um dia saia dessa devassidão.
Meu help.
Acordei triste sem saber muito o porquê
A minha noiva veio pra festa sem buquê
Estou cansado das frases feitas
De tudo que é perfeito
Que sempre tem algum defeito
Tudo igual, mais do mesmo
O meu gozo já não me satisfaz
E gostar de alguém eu não sou capaz
A droga já não tem efeito
E a vida já não tem sentido
Onde está a morte?
Já não tenho essa sorte
E continuo fingindo, fugindo
Perdendo e não me acostumando
Dando o pouco do que me resta a outro alguém
E o maldito sono não vem
E a minha maldita vez não vem
Estou aquém a Deus
Afim de ficar triste
Dançando sobre a própria merda
Esperando o sono que não vem.
quinta-feira, 22 de março de 2012
SIMlêncio
Hoje eu quero seu sim
Não ouse me dizer não
Qual é o seu veneno?
Pois já sei o seu perfume
Não me deixe vestido assim
Prefiro ficar sem roupa olhando suas vergonhas sem nenhum senão
Diga que quando toco outro alguém que sente ciúme
E se junte ao meu corpo nu para provocar um verdadeiro frenesim
Deixe eu percorrer cada centímetro com a minha boca a sua vara
Faça-me esquecer do meu nome, idade, endereço e do meu chato trabalho
Invada a minha privacidade
Corrompa a minha desinibição
Deixe eu gozar pelo teu corpo e realize minha tara
Deixe te dizer palavrões caralho
Depois dessa noite falaremos de assiduidade
Com um, com dois, com três... com vários, quantos na imaginação couber com ambição
Por favor agora saia quero agora o meu apartamento só para mim
Te ligarei sem falta quando sentir falta pra você ou pra outro alguém
Porque a noite sou como todos e não sou de ninguém
O último que sair bata a porta
Deixe curtir meu silêncio.
Pragas de amor
Riscarei teu carro já que não posso marcar o seu rosto
Vou violentar a sua lembrança
Gritarei o teu nome na avenida para acordar a sua vizinhança
Procurarei só para ferir, o teu oposto
Farei macumba para que não mais goze com outro
Inventarei mentiras para sujar o seu nome
Vou rezar e ele da sua vida some
Jogarei todos os seus discos
E queimarei todas as suas roupas
Ligarei todas as noites para te encher de ofensas
Dispensar-me da sua vida não vai ser fácil como pensa
E quando não tiver mais nada e relembrar que eu era o seu tudo
Vou olhar pra você e ficar mudo
Levantar minha arma da indiferença
E tentar sepultá-lo de vez da minha vida
Tudo isso não passa de pragas de amor
Tudo isso não passa de uma história que acabou.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Subentendido
Minha dor não atende por nenhum nome
Não tem cor, endereço, cor, forma, tamanho
Eu queria saber no final com isso o que ganho
Com ela tudo perde sentido e não há fome
Eu prefiro senti-la para que tenha sentido
A minha dor faz eu gostar do escuro
Mata-me lentamente fazendo querer do veneno mais puro
Ela não está escrita em parede
Não está escancarada
Muito menos trancafiada
Ela pode ser visualizada pelos meus olhos
Tudo ela me impede
As vezes no lugar do coração eu queria uma pedra
Já tentei deixar de gostar de um amigo
Como eu quero um abrigo
As vezes esqueço da dor me armando
Mas o certo era me amando
Porque ela está lá quieta pronta pra sangrar
Pronta para me deixar sem ar
A minha dor não pode ser substituída
Ela só está subentendida.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Minha namorada
Minha namorada tem 22 anos
Trabalha, estuda e ainda se diverte
Gostamos as vezes de fazer planos
Eu deitado sobre os poucos pelos do seu peito
Olhando para seus olhos e sorriso que levanta a minha auto-estima
Não vou dizer que fomos feito um para o outro
Já que me conheceu de calça arreada
É que me perdi naqueles 22 centímetros
Quando me vi já era difícil dá aquela freada
Aquelas mãos fez o meu dia perfeito
Minha namorada, não posso dizer o nome
Atende pela posição ativa
Pela net se apresenta pelo nick RR
Tem um piercing na língua e uma tatuagem no braço viva
Hum e a boca capaz de coisas incríveis
A auto-estima agradece pelo feito
Mamãe já fiz coisas com a minha namorada inimagináveis
Pena que eu não posso apresentá-la
Tipo não é a garota dos seus sonhos
Tem 1,80 cm, 75 kg, calça 40
Já me proporcionou grandes gozadas de ganhos
Mamãe não se preocupe, ela sempre me deixa antes das 11 em casa
Usamos camisinha, e graças a ajuda da natureza não corro risco de engravidar
E não pretendemos casar, a sociedade não deixa
E não se preocupe da nossa pouca vergonha a nossa vizinhança não vai ficar a par
O nome?
Isso é o que menos importa
No dia que a conheci a última coisa que quis saber era o nome.
Minha dose de subjetividade
O que eu não sei
Eu queria ter o menos pra compartilhar
Nesse mundo em que perder é menos importante que ganhar
Eu queria que amigos brotassem em árvores
E que inimigos fossem apenas uma palavra em desuso
Percorri caminhos pelos quais nunca passei
Meu coração apaixonou-se por sonhados amores
Não queria estar diante dessas letras extremamente confuso
Queria amar quem me oferecesse o mundo
Mas teimo em amar quem me oferece tão pouco
Queria rir do nada feito louco
Ao invés desse vazio existencial profundo
Essas tortas linhas refletem o quanto sou torto
Sinto vergonha dos meus medos
Onde foram para meus brinquedos?
Onde foi parar aquele menino em que não mais me reconheço?
É tão difícil o recomeço
É tão difícil se reencontrar consigo mesmo
As vezes acho que nasci na data e hora errada
Que eu não sou desse mundo em que não é me oferecido nada
Em que se usam palavras repetidas
Em que o espelho é o mais importante
E você o objeto que quando perde a serventia é posto distante
Por favor, se tiver ouvindo em outra oportunidade me reprograme
Caso não encontre o meu canto
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Não queria gostar tanto de alguém
Por que me ofereceu seus olhos?
Se não posso agora olhá-los
Por que me me ofereceu seus beijos?
Se tinha intenção de tirá-los
Por que me ofereceu sua mão?
Já que elas me levaram ao fim
Por que me ofereceu esse sorriso?
Por que esse mesmo sorriso vai ser oferecido a outro rapaz
Por que me ofereceu seu calor?
Se estou aqui de novo sozinho.
Sinto saudade do seu abraço
De todo teu rosto
E da maneira como me toca quando encosto
Já estou eu aqui de novo pelo mesmo caminho
Não queria me comportar como bobo
Agora chorando
Não queria gostar tanto de alguém
Queria fechar esse coração para não entrar mais ninguém
Ficar com apenas as lembranças
Pelo menos essas doloridas lembranças
Vão me lembrar que um dia fui feliz.
domingo, 23 de outubro de 2011
Deixe ser sua lembrança.
As vezes me pergunto como podemos nos enganar tanto com alguém
E não há palavras, motivos, nada e ninguém
Que cure a desilusão que abate em mim
Sei que isso algum dia vai ter fim
Vai cicatrizar
Vou voltar a amar
E se algum dia por essas ruas te rever
Não vou te demonstrar desprezo, se houver
Não vou tentar esconder o afeto que persistiu
Não vou ser indiferente pelo que existiu
Mas tentarei conter as lágrimas que possam surgir
Da saudade do seu abraço tentarei fugir
Não olharei para esses olhos que me prenderam a ti
E se por acaso me encontrar algum dia
Saiba que não precisa de explicações
Não precisa mostrar sua emoções
Só te peço uma única coisa não se esqueça de mim.
E não há palavras, motivos, nada e ninguém
Que cure a desilusão que abate em mim
Sei que isso algum dia vai ter fim
Vai cicatrizar
Vou voltar a amar
E se algum dia por essas ruas te rever
Não vou te demonstrar desprezo, se houver
Não vou tentar esconder o afeto que persistiu
Não vou ser indiferente pelo que existiu
Mas tentarei conter as lágrimas que possam surgir
Da saudade do seu abraço tentarei fugir
Não olharei para esses olhos que me prenderam a ti
E se por acaso me encontrar algum dia
Saiba que não precisa de explicações
Não precisa mostrar sua emoções
Só te peço uma única coisa não se esqueça de mim.
sábado, 16 de julho de 2011
Por todos Pai nossos e Ave-Marias
A arma apontada pro meu rosto
Chamei Deus!
A lágrima que desce do meu rosto me mostra o passado em tela branca
Naquela época que descobrir que não tinha esperança vendo meu pai
Que não tinha como escapar de inimigos meus
Quando percebi o verdadeiro gosto do desgosto
Sair da casa aos dezassete
Aos 18 já tinha mulher e filhos
Dez anos se passaram num piscar de olhos
Da casa de aluguel não me livrei
Dos bicos diários me criei
Sextas, sábados e domingos era no bar que procurava descanso
Com a bebida esquecia dos planos falidos, das cobranças e presságios
Apesar de ter mulher me esperando em casa
Não deixava de procurar puta na rua para sair daquilo que cansa
Ainda dava para escutar minha mãe me mandar estudar depois das diárias andanças
Fumo minha bituca de cigarro e percebo que estou no mundo sozinho
Nas orações de garoto pedia para não me desviar do caminho
Mas deixei de rezar quando tinha 14 anos
Me acostumei com a vida destinada
Era melhor deixar tudo por debaixo dos panos
Senhor Deus dos desgraçados, dos desgarrados da fé
Aonde estava o Senhor quando do emprego me mandaram embora
Aonde estava o Senhor que não impediu de ser um pai e marido ruim
Por que não impediu que a minha mãe morresse
Puta que pariu que pariu que destino é esse?
Não me diga que o melhor não está lá fora
Eu suplico me mantenha em pé
Não adiantará quantos Pai nossos e Ave-Marias irei rezar
O meu algoz selou o meu algoz selou o meu destino com apenas um tiro.
Garoto mistério
Garoto mistério que me desnuda com um olhar
Que me provoca ao chegar
Com o seu desdém fere
Com o seu jeito de passar despercebido, me espere
O que está por detrás da roupa de marca e do cabelo arrumadinho?
Do seu não ufanismo?
Que idade esconde?
Por quais caminhos percorre responde
Me diga de qual álcool bebe
Quero imprimir meu cheiro em você
Despir sua pele de todos seus caprichos
Libertar por uma noite todas as feras e bichos
Olhe pra mim e só negue
É apenas uma noite não se apegue
Ao mistério do seu falo frio
É num beco que como a bicha
Chamando o garoto que só sei apenas o nome
Que me provoca ao chegar
Com o seu desdém fere
Com o seu jeito de passar despercebido, me espere
O que está por detrás da roupa de marca e do cabelo arrumadinho?
Do seu não ufanismo?
Que idade esconde?
Por quais caminhos percorre responde
Me diga de qual álcool bebe
Quero imprimir meu cheiro em você
Despir sua pele de todos seus caprichos
Libertar por uma noite todas as feras e bichos
Olhe pra mim e só negue
É apenas uma noite não se apegue
Ao mistério do seu falo frio
É num beco que como a bicha
Chamando o garoto que só sei apenas o nome
quarta-feira, 8 de junho de 2011
História nenhuma
Quero arroz e feijão na minha refeição
Que parte da nação vai colocar alguma coisa no meu prato?
De barriga vazia não consigo chegar a perfeição
Mas ao roubar o Estado é impiedoso com o meu ato
Na minha terra tinha fruta, verdura e carne
Aqui só vejo desilusão
Até da terra onde me criei eles deram o preço
Para a modernidade demonstro o meu grande apreço
De como eles tratam gente com o capitalismo da prisão
Tenho fome, ela não espera
A história se repete, os personagens são os que vieram antes de mim
Palavra é tudo bonita, mas promessa não tem fim
Tome sua nova condição e com ela se esmere
E com dívidas a classe te encarrega
Não seja egoísta tem mais gente na sua condição
Mas eu só posso responder pela minha fome
Ontem aprendi a assinar meu próprio nome
Disseram a mim que com isso virava cidadão
Que poderia escrever minha própria história
Mas como vou explicar aos meu filhos a falta do pão de cada dia
Não me venha com ingratidão
Doutor, não é o senhor que está sem as suas ferramentas de trabalho
Pessoas não são como cartas de baralho.
E não se escreve história nenhuma de barriga vazia
Não quero que você vá embora
Não mais me lembro de como nos conhecemos
Em que ano? Aonde? Estava sóbrio?
Não somos irmãos, mas não é que parecemos!
Me ensine uma forma de atrasar o relógio
Pois existe laços consanguíneos na amizade
Porque logo você, tã descolado foi morrer de maneira tão banal
Á espera de um sinal estendido na marginal
A placa ninguém anotou e a morte cospe a realidade
Ninguém pode morrer aos 22, ninguém pode ceifar a vida de alguém e sair impune
Pais, namorada, faculdade, risadas, sonhos deixados
E eu que pensava que da morte estava imune
Pois o tempo, ou sei lá o quê nos fazem forçados
Acreditar que tudo vai correr na ordem natural das coisas
Os jogos do nosso time não serão mais os mesmos
Na reunião de bar não vai ter como não perceber a sua ausência
Não quero um mundo que me dá e tira coisas preciosas
Temos que nos conformar, seguir em frente... porra não temos
Ainda procuro alguma explicação pra isso da ciência
Espero você bater a minha porta, ligar num Sábado a noite
Encontrar você nos corredores da facul com o seu semblante calmo e sereno
Quem vai rir das minhas histórias e da minha má sorte com as mulheres?
Nunca disse eu te amo com medo de como soaria
As lembranças e fotografias não me confortam
Tenho medo de esquecer dos eu rosto
Devido aos dias que passam e as novas amizades que surgem
E você se torne na minha história mais um personagem
Você significou tanto, me deu um novo significado de vida que no dia seguinte não morria
As lágrimas já não têm mais gosto
Não vá embora amigo, fique mais um tempo
Não quero deixá-lo lá atrás, não me deixe sozinho
É difícil prosseguir por esse caminho
domingo, 5 de junho de 2011
Um dia você compreende.
Você já sentiu um olhar que te conforta?
Pode vim guerras, tempestades, maldições
Mas aquele olhar sempre vai lhe trazer esperança
Não é só o encontro de duas pessoas num espaço
Você não saberia descrever um amor com um abraço
Olhar para o retrato da pessoa e ainda enxergar a bonança
Não estou aqui para te ensinar novas lições
Prometo que nem vou lhe bater a porta
Você se incomoda quando meto o meu pau em cus mais viris que o seu
Eu não falo do seu gosto horrível, do seu jeito irritante
Então não me incomode quando chupo um rapaizinho
Dentro de um desses banheiro infectos por aí
Te assusto com a minha sinceridade?
Dou risada, pago minhas contas, minto a idade
Não sou diferente de você, só busco carinho
Só mudo o sujeito que levo a minha cama
Já sofri por amor, já fiz declarações, já fui amante
Aprendi a não ter vergonha de quem me ama
E muito menos do meu amor
Você vai me perguntar se tenho medo do inferno
Tenho medo dos humanos, eles sim andam com menos amor a cada dia
Sou anormal pra você?
Acho anormal crianças morrerem, alguém ainda morrer de tuberculose
Que tem gente passando fome, que algum lugar desse país uma mulher sofre algum tipo de violência
Que têm crianças se prostituindo, que tem alguém querendo enterrar um ente querido e não pode
Um dia espero que você compreenda
Não espero que sofra a minha dor
Amigos que não são mais amigos, família que esquece que você é da família
Já tentei escapar através de uma overdose
Também não procuro explicação pro meu amor através de alguma religião ou ciência
Só quero sentí-lo, o seu calor, cada detalhe dos eu rosto quando me fode
Ainda imagino um mundo que podemos ser o que quisermos
O que acho importante é sermos sinceros a nós mesmos
Agora você pode me chamar de louco
Não te levo a mal se você não me entende nem um pouco.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Popular
Costas largas e sorriso largo e fácil
Ele estava lá olhando pra mim
Com aqueles olhos que me olhavam
De um jeito nunca antes feito
Eu não sou do tipo frágil
Mas tenho queda, e admito que estou afim
Homens de bermuda, e as coxas deixada à mostra é perfeito
Perfeito seria saber até onde a tatuagem ia
Não estava cometendo nenhum pecado, todos paqueravam
Uma piscada e retirada para o banheiro
Aquilo significava alguma coisa companheiro
Foi lá que ele puxou o meu corpo contra o dele
Com as mãos desvendou o meu pau
Um boquete no fim da tarde não despenço
A temperatura aumentava com o contato da nossa pele
As nossas línguas respondia ao que penso
Ele tinha uma linda bunda, além de um lindo rosto
Cu viril, contraía e fechava e de prazer eu gozava
Éramos loucos, se alguém visse a diversão acabaria
Pena, pois assim não se espalharia que eu comi Marcelo
Menino de 16 anos de corpo esplêndido
Namoradas, eu nem sei quem é a garota da vez
Talvez esse dia pra nem tenha sido compreendido
Melhor jogado do time escolar
Um grupo de meninos e meninas o seguem como todo garoto popular
Menino marrento mexia e procurava encrenca em tudo
E agora de quatro pra mim
Não poderia imaginar dominá-lo, me sinto sortudo.
Poderia me tornar popular com isso.
Ele estava lá olhando pra mim
Com aqueles olhos que me olhavam
De um jeito nunca antes feito
Eu não sou do tipo frágil
Mas tenho queda, e admito que estou afim
Homens de bermuda, e as coxas deixada à mostra é perfeito
Perfeito seria saber até onde a tatuagem ia
Não estava cometendo nenhum pecado, todos paqueravam
Uma piscada e retirada para o banheiro
Aquilo significava alguma coisa companheiro
Foi lá que ele puxou o meu corpo contra o dele
Com as mãos desvendou o meu pau
Um boquete no fim da tarde não despenço
A temperatura aumentava com o contato da nossa pele
As nossas línguas respondia ao que penso
Ele tinha uma linda bunda, além de um lindo rosto
Cu viril, contraía e fechava e de prazer eu gozava
Éramos loucos, se alguém visse a diversão acabaria
Pena, pois assim não se espalharia que eu comi Marcelo
Menino de 16 anos de corpo esplêndido
Namoradas, eu nem sei quem é a garota da vez
Talvez esse dia pra nem tenha sido compreendido
Melhor jogado do time escolar
Um grupo de meninos e meninas o seguem como todo garoto popular
Menino marrento mexia e procurava encrenca em tudo
E agora de quatro pra mim
Não poderia imaginar dominá-lo, me sinto sortudo.
Poderia me tornar popular com isso.
domingo, 10 de abril de 2011
Mais valia
Vamos subornar o sistema
Me diz qual é o esquema?
Vamos levar Karl Marx além dos muros da universidade
Cansei dessa tal chamada unidade
Roupa não é pra se vestir
Tem que ter uma marca legal estampada no peito
Calçado não é pra calçar
Tem que ser o tênis da moda
Me diz a última novidade em celular feito
Quem não for a engrenagem correta no emprego roda
Tem uma fila enorme na marginal querendo o seu lugar
Então engole os sapos e o salário que não dá no final do mês
Aguente o colega encrenqueiro, o puxa-saco, o invejoso, o traíra
Não melhor seu otário junte-se a eles e vá se danar
Coloque TV a cabo e uma caranga legal de 1800 cilindradas
Parcele em 36 vezes aquela TV de plasma de 39 polegadas
Faça uma imagem legal na sua vizinhança, se torne um burguês
Tô me lixando se minha rua não têm saneamento, iluminação, e a frente não é asfaltado
Minha casa não é rebocada, acabei de fazer um gato
Mas tenho uma frost-free dentro de casa que é demais
As meninas já me notaram e buzú lotado mané não pego mais
E tenho que tá em casa antes das 22 se não dou minha "cota de participação" na sociedade para ser assaltado
Meu em prego é ótimo, trabalho em casa
Meu patrão não gasta comigo luz, água, telefone, transporte, alimentação e vejo ele raramente
E o meu horário eu que faço, só tenho que bater no final do mês minha meta
Eu represento a empresa: Quebrou, eu conserto
Trabalho oito horas, mas recebo por duas, as outras seis são do meu chefe
Não sei mais o que são férias, o filho da puta do FHC privatizou tudo
E todo ano é empresa nova
As vezes acho que eu estou cavando a minha própria cova
Aposto que você ainda não enxergou as coisas de perto
Tem a TV para nos informar, as intenções não sabemos claramente
Não gosto de política, quero que os deputados se fodam!
Aumentou o transporte, a luz, o feijão, o gás, e o salário...
Prefiro gastar meu dinheiro com algo mais importante
Com aquela puta do sinal, tem um rabão!
Acho que vou fazer um filho na minha esposa, assim recebo ajuda do governo
Já usei todo cheque-especial, peguei um empréstimo e fiz um crediário na Insinuante
Depois do almoço uma coca-cola bem gelada cai bem pra ler a notícia
Menino morre com dez tiros no rosto nesse mundo cão
Contanto que não morra na minha porta tá tudo ótimo!
Me empurraram mais um cartão, agora vou poder comprar aquele terno
Pagar só Deus sabe quando
Você já se perguntou:
-Por que homem ganha mais que mulher?
-Por que tal empresa da Europa veio se instalar aqui no Brasil?
-Por que o Brasil vai sediar a Copa?
-Por que o trabalhador do sudeste ganha mais que o trabalhador do nordeste?
-Por que certos problemas não têm solução?
-Por que certos assuntos não são discutidos no Plenário?
-Por que seu celular não tem sinal em Cabriobó?
-Não se perguntou? Não sabe a resposta? Não se preocupa?
Não tem importância
Tem gente que tem muito interesse nisso e não quer que você descubra as respostas
Aposto que você nem se lembra em que deputado ou senador votou na eleições de 2002
Vamos continuar vivendo de festa em cima das misérias e desgraças dos outros
Das nossas faltas, da mais valia!
E continuar sendo um país de eleitores imperfeitos
No mundo de consumidores mais-que-perfeitos.
Me diz qual é o esquema?
Vamos levar Karl Marx além dos muros da universidade
Cansei dessa tal chamada unidade
Roupa não é pra se vestir
Tem que ter uma marca legal estampada no peito
Calçado não é pra calçar
Tem que ser o tênis da moda
Me diz a última novidade em celular feito
Quem não for a engrenagem correta no emprego roda
Tem uma fila enorme na marginal querendo o seu lugar
Então engole os sapos e o salário que não dá no final do mês
Aguente o colega encrenqueiro, o puxa-saco, o invejoso, o traíra
Não melhor seu otário junte-se a eles e vá se danar
Coloque TV a cabo e uma caranga legal de 1800 cilindradas
Parcele em 36 vezes aquela TV de plasma de 39 polegadas
Faça uma imagem legal na sua vizinhança, se torne um burguês
Tô me lixando se minha rua não têm saneamento, iluminação, e a frente não é asfaltado
Minha casa não é rebocada, acabei de fazer um gato
Mas tenho uma frost-free dentro de casa que é demais
As meninas já me notaram e buzú lotado mané não pego mais
E tenho que tá em casa antes das 22 se não dou minha "cota de participação" na sociedade para ser assaltado
Meu em prego é ótimo, trabalho em casa
Meu patrão não gasta comigo luz, água, telefone, transporte, alimentação e vejo ele raramente
E o meu horário eu que faço, só tenho que bater no final do mês minha meta
Eu represento a empresa: Quebrou, eu conserto
Trabalho oito horas, mas recebo por duas, as outras seis são do meu chefe
Não sei mais o que são férias, o filho da puta do FHC privatizou tudo
E todo ano é empresa nova
As vezes acho que eu estou cavando a minha própria cova
Aposto que você ainda não enxergou as coisas de perto
Tem a TV para nos informar, as intenções não sabemos claramente
Não gosto de política, quero que os deputados se fodam!
Aumentou o transporte, a luz, o feijão, o gás, e o salário...
Prefiro gastar meu dinheiro com algo mais importante
Com aquela puta do sinal, tem um rabão!
Acho que vou fazer um filho na minha esposa, assim recebo ajuda do governo
Já usei todo cheque-especial, peguei um empréstimo e fiz um crediário na Insinuante
Depois do almoço uma coca-cola bem gelada cai bem pra ler a notícia
Menino morre com dez tiros no rosto nesse mundo cão
Contanto que não morra na minha porta tá tudo ótimo!
Me empurraram mais um cartão, agora vou poder comprar aquele terno
Pagar só Deus sabe quando
Você já se perguntou:
-Por que homem ganha mais que mulher?
-Por que tal empresa da Europa veio se instalar aqui no Brasil?
-Por que o Brasil vai sediar a Copa?
-Por que o trabalhador do sudeste ganha mais que o trabalhador do nordeste?
-Por que certos problemas não têm solução?
-Por que certos assuntos não são discutidos no Plenário?
-Por que seu celular não tem sinal em Cabriobó?
-Não se perguntou? Não sabe a resposta? Não se preocupa?
Não tem importância
Tem gente que tem muito interesse nisso e não quer que você descubra as respostas
Aposto que você nem se lembra em que deputado ou senador votou na eleições de 2002
Vamos continuar vivendo de festa em cima das misérias e desgraças dos outros
Das nossas faltas, da mais valia!
E continuar sendo um país de eleitores imperfeitos
No mundo de consumidores mais-que-perfeitos.
Preto, branco, amarelo, lilás
Já tentei namorar mulheres
Digo até que já beijei algumas
Gosto do processo da conquista
Da troca de olhares
Não passa disso, nada mais
Isso acontece porque gosto de cu de homem
Preto, branco, amarelo, lilás
Os orientais são demais
Os negros me satisfaz
Os sem pêlos me deixa louco
Os de pêlo clarinho gosto até um pouco
Me desculpem as mulheres
Não é questão de gosto ou estado de espírito
É questão de satisfação,de amor
Quem sabe amanhã eu aprenda a gostar, ou até mude
Ou melhor ainda aprenda a dar
Desculpe eu não disse que era um amor de pessoa
Mas por enquanto não me incomode
Vai curtir o seu pagode
E me deixe com o meu cu preto, branco, amarelo, lilás
Digo até que já beijei algumas
Gosto do processo da conquista
Da troca de olhares
Não passa disso, nada mais
Isso acontece porque gosto de cu de homem
Preto, branco, amarelo, lilás
Os orientais são demais
Os negros me satisfaz
Os sem pêlos me deixa louco
Os de pêlo clarinho gosto até um pouco
Me desculpem as mulheres
Não é questão de gosto ou estado de espírito
É questão de satisfação,de amor
Quem sabe amanhã eu aprenda a gostar, ou até mude
Ou melhor ainda aprenda a dar
Desculpe eu não disse que era um amor de pessoa
Mas por enquanto não me incomode
Vai curtir o seu pagode
E me deixe com o meu cu preto, branco, amarelo, lilás
Caixa-postal.
Eu quero um amor que seja de verdade
Eu quero um amor com gosto de liberdade
Eu quero um amor que me dê carinho
E que assim possamos ficar juntinho
Eu quero um amor irresponsável
E que tenha um Q de loucura
Que seja para a minha solidão a cura
Não importa que pareça ridículo
Mas que me torne importante para alguém
Eu não quero amor desses de novela
Pois quero finais felizes todos os dias junto dela
Eu quero um amor sincero
E me faça dizer te quero
Eu quero um amor companheiro
Eu quero um amor sem-vergonha entre quatro paredes
E que me faça esquecer certos olhos verdes
Eu quero um amor consciente, dialogado e que discorde.
Eu quero um amor com jeito de poesia de Drummond
E que me faça ouvir Roberto Carlos quando acorde
Eu não quero um amor tão adulto
Não importa se sujar, mas que tenha brilho no olhar.
Que me aceite como sou
Pois isso é amar
Onde está você amor?
Quem é você amor?
Quantos caminhos e bocas viverei até que te encontre?
Como vai ser?
Vai ser como nas novelas de Gilberto Braga?
Ou como nos contos de Stanislaw Ponte Preta?
Ou ainda como nas músicas de Renato?
Eu só peça que não tenha te encontrado ainda e não percebido aqueles sinais
Eu só peço que espere em alguma rua, avenida...
quinta-feira, 10 de março de 2011
Cor negra
Não basta um século para ser equiparado
Dos vagões de um navio vem o meu grito calado de liberdade
Vem saudar Iansã, Oxum filho de Ogum
Com as mãos cheias de calos e as costas feridas escrevi minha história
Irmão apanha por causa de sua cor e um tiro é disparado
Menino favelado sorrir da janela e sonha acordado
E dos cafezais vem um choro de saudade
Menina expressa sua dança que vem dos antepassados
Negros fugidos até hoje são caçados
Só mudou os capitães-do-mato, hoje eles estão fardados
-Pára de rir negrinho desemxabido, tá pensando que é gente
-Negro não roubou patroa, negro não mente
Favelado, pobre, preto sim senhor
A cor negra é a minha cor
A cor negra é minha cor
Negro trabalha, estuda e ainda reza
Pedreiro, padeiro, bombeiro, professor, médico e advogado
Quero respeito
Chega de preconceito!
Me dá um beijo meu negro amado
Filas enormes se formam em busca de esperança
Família agradece apesar das adversidades a bonança
Favelado, pobre, preto sim senhor
A cor negra é a minha cor
A cor negra é a minha cor
Dos vagões de um navio vem o meu grito calado de liberdade
Vem saudar Iansã, Oxum filho de Ogum
Com as mãos cheias de calos e as costas feridas escrevi minha história
Irmão apanha por causa de sua cor e um tiro é disparado
Menino favelado sorrir da janela e sonha acordado
E dos cafezais vem um choro de saudade
Menina expressa sua dança que vem dos antepassados
Negros fugidos até hoje são caçados
Só mudou os capitães-do-mato, hoje eles estão fardados
-Pára de rir negrinho desemxabido, tá pensando que é gente
-Negro não roubou patroa, negro não mente
Favelado, pobre, preto sim senhor
A cor negra é a minha cor
A cor negra é minha cor
Negro trabalha, estuda e ainda reza
Pedreiro, padeiro, bombeiro, professor, médico e advogado
Quero respeito
Chega de preconceito!
Me dá um beijo meu negro amado
Filas enormes se formam em busca de esperança
Família agradece apesar das adversidades a bonança
Favelado, pobre, preto sim senhor
A cor negra é a minha cor
A cor negra é a minha cor
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