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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Releituras -Memória em surto.

Este é o sexto memória em surto, memórias porque são lembranças que vem a tona em certas noites que surto, surto, pois só em surto escreveria essas coisas.
Me lembro como se fosse ontem, eu no sofá, sozinho em casa, não tinha nada de interessante na TV, as horas não passavam. Estava sozinho em casa, 12 anos, os hormônios gritando. Notei que tinha certa parte do meu corpo cheia de carne, ao pegar para dar aquela coçadinha de homem ( meninos tem dessas coisas, imitar os adultos) gostei da sensação boa, também coloquei o meu pau para fora e comecei a admirá-lo. Ai que chega a minha mãe e me repreende por estar me masturbando, disse que se me visse com as duas mãos de novo no meu pinto botaria ovo quente para eu segurar.
Eu não sabia direito o que eu estava fazendo. No ano seguinte soube o que eu tinha feito recebia o nome de masturbação. Nessa época também freqüentava a Igreja e aí veio a culpa, cometi um crime que resultaria a minha morte soube.
Nessa época também comecei a assistir o Cine Prevê, aí veio as punhetas noturnas. Hoje me cansei desses filmes, prefiro ver uma cena de nudez que tenha conteúdo, que me prenda. Fui crescendo e fui preferindo ver ao vivo e a cores ( apesar que para chegar nessa fase demorei).
Na época, não sei se ainda existe, ou se alguém fora eu e meus amigos costumava ligar para o disk sex, hoje dou muita risada em relação a isso, como menino na época da puberdade é besta, só em ouvi uma mulher gemendo ele já fica com o pauzinho duro.
Sair do primeiro grau, fui para o segundo e conheci uma garota que me deixava louco quando fazia trabalho escolar na casa dela, era cada blusa com cada decote. E pedia para que aqueles peitinhos dela pulassem para fora da blusa. Aí eram noites e noites só punhetando, não é que eu era apaixonado por ela, só achava ela gostosa mesmo. Teve uma vez que eu, ela e outra amiga saímos para um show de uma banda de forró.
Nossa aquela noite me sentir o homem mais invejado. Até que uma delas ao receber um xaveco de um cara diz que era sapatão e eram namoradas. Nossa como eu queria um banheiro naquela hora se aquilo fosse verdade, pois elas deixaram os respectivos namorados em casa para saírem comigo.
Aí me cansei da mão, queria enfiar o meu negócio em algum buraco. Aí minha mãe comprou uma mesa daquelas de plástico, que vinham quatro bancos, todos com um buraco no assento , perfeito para o que eu queria. Aí era todo dia penetrando o tal banco. Éramos tão íntimos, não reclamava, eram duas... Três até por dia, que nem me preocupava em quebrá-lo ou que o meu negócio ficasse preso naquele buraco.
Juro que fiquei até com medo de me apaixonar pelo banco, pensei até nessa época que eu era pansexual, mas essa fase também passou.
Entrei na vida de universitário ainda virgem, aí pensei comigo: "É agora que perco a virgindade, sexo, amor e drogas lícitas e ilícitas".
Aí passei a freqüentar barzinhos, a me libertar de certos preconceitos, mas a virgindade permanecia.
Nessa fase me apaixonei por uma amiga lésbica, tive a minha primeira namorada e dei beijos em rapazes. Fui convidado por uma amiga para ir a uma boate, e lá acontece à coisa mais louca da minha vida, ao mesmo tempo gostosa, o sexo oral. Particularmente não gosto de balada, não dá para ver o rosto direito das pessoas, e ainda nunca entendo, só são três perguntas: Nome, idade e orkut ( isso quando fazem!). Numa dessas baladas, a menina foi logo abaixando a minha calça, na rua, os carros passando e as pessoas na boate vendo e dizendo: "Chupa mesmo", "Tá gostoso ai hein pai"
Na hora você não pensa em nada, é tão gostoso o momento que esqueci que ela era bissexual, tinha feito naquela noite antes de mim com outras quatro pessoas aquilo, e beijou a minha boca, com gosto de pau( e também do meu pau). Aí quando cheguei em casa bateu aquele nojo, e talvez nunca mais a veja, que loucura ela participou de um momento tão íntimo da minha vida, me viu gozar literalmente.
Depois veio aquela dor de cabeça de poder ter contraído alguma doença sexualmente transmissível. Ela fez comigo, eu não fiz com ela, não tenho essa coragem de meter a minha boca em qualquer lugar, apesar de admirar a coragem dela de saber usar a boca daquela forma. Aí se alguém puder me tirar esse peso das costas, se devo ou não me preocupar com isso, agradeceria.

Saia daqui!

Sai daqui!
Você não me convence mais
Sai daqui!
Não tem mais sentido esse jogo
Sai daqui!
Acabou aquele fogo
Sai daqui!
Sua cobra peçonhenta
Você não sabe o mal que me faz
Eu pensei que poderíamos ser algo mais
Sai daqui!
Agora tanto faz
Eu não vou abrir mão da minha paz
Sai daqui!
O seu amor já não me satisfaz
Vai fazer mal para outro rapaz
Sai daqui!
Você tem o Diabo entre as pernas
Sai daqui!
Moça de várias facetas
Você me deixa de quatro
Me faz de palhaço
Levou todo o meu dinheiro
E descobriu o meu ponto fraco
Estou perdidamente apaixonado
Sai daqui!
Com suas frases cheias de interesse
Sai daqui!
Com a sua dissimulação
Sai daqui, mas me deixe as lembranças que guardo no coração.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Liquidação de Cristo


Na rua querem apenas a sua aceitação


Prostitutas, drogados, ladrões, viados e corruptos para eles existem salvação?

Com a bíblia em punho te mostram o melhor caminho

Mas eu prefiro cometer adultério com a mulher do vizinho

E daí se quiser dá o meu cú para quem eu amo

Já fui pra cama por muito menos que isso

Nas minhas orações posso até dizer que o Chamo

Depois de ter cheirado todo o pacote de farinha e saber que iria terminar nisso

Eu preferia estar na minha quente cama com a minha boneca

Ao invés de bater uma para um filho da puta mais coitado do que eu

Só queria uma festa de 15 anos e um príncipe encantado que fosse meu

Já se passaram 15 anos e ainda não fui perdoado pelo meu crime

Existe maior castigo que o remorso de ter matado seu próprio filho?

Poderia antes de estar empunhando armas estar ainda jogando no time

Mas não era bom com números e ainda a professora de português era chata

Foi mais fácil seguir o caminho dos meus amigos

E quem dá palpite na minha vida tenho matado

Não adiantou ser boa filha, estudiosa e ir a igreja dizer amém

Menina conheceu a dor entre as pernas em nome de Deus

E morreu com o seu lindo rosto desfigurado

Quem vai nos livrar dos perigos?

Quem vai se importa com os problemas seus?

Eu? Você? Deus?! Julgue-os se quiser

A Sua imagem e palavra está presente em todos os cantos

Eles só não são santos

E aposto que se perguntam da existência de Deus

Está à venda um cantinho no céu

É baratinho ( uma pechincha), basta apenas se arrepender e oferecer a sua oferta

Tem Deus para todos os gostos

Católico, evangélico, espírita, talvez opta pelo de ubanda

Criança para enganar a fome brinca de ciranda

Enquanto sua mãe e outros pagam o dízimo com o suor dos seus rostos

E o pastor pela graça de Deus compra um apart e vai morar na classe média alta

Eu queria me encontrar com Cristo para gritar contra Ele

Por que meu filho de cinco anos e não o pai alcoólatra e mau marido?

Só queria saber se vou ser ouvido, que não estou sozinho sonhando

A Sua imagem e palavra está presente em todos os cantos

Eles só não são santos

E aposto que se perguntam da existência de Deus

Está à venda um cantinho no céu

É baratinho ( uma pechincha), basta apenas se arrepender e oferecer a sua oferta

Tem Deus para todos os gostos

Mas aproveite que a liquidação está acabando.








terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Próximo demais -Capítulo 3.

-Ela está desaparecida desde ontem, saiu para trabalhar logo cedinho e não voltou.
-Desculpa, mas só podemos tomar alguma atitude quando completar 48 horas do desaparecimento dela, é de prache. -O delegado.
-Que porra de prache! -Eu bato na mesa.
-Calma Pedro -Wassaly me contendo.
-Lamento, mas é assim que as coisas funcionam.
Volto para casa e encontro a minha filha no sofá me esperando.
-Acharam mamãe?
-Não, mas não se preocupe. Quando isso acabar vamos dá risada juntos. Entendido?
E por que você tá chorando?
-Por nada. Foi cisco no olho.
Mais tarde o telefone toca, estava na cozinha.
-Alô.
-"Encontramos a sua esposa".
Fui ao estacionamento da escola onde ela trabalhava. havia muitos peritos, policiais e gente da imprensa.
-É minha esposa, deixa eu passar.
Ela estava com a cabeça deitada no volante e uma faca enorme fincada na nuca.
-Não!
Regina me abraça.
Eu começo a chorar, me aproximo do carro, a toco.
-Meu amor... -depois olho pra as minhas mãos sujas de sangue.
São 16h 20 min., dava para perceber que a casa estava com mobilia nova, uma cortina separava a sala do quarto, as paredes tinham cores vivas. Havia um piano e um frigobar na sala . A casa tinha vários quadros. Ela deve gostar muito de obras de arte.
-O café está pronto, não sei se está bom. Não sou muito de fazer as tarefas domésticas do dia-a-dia. -ela me entrega a xícara.
Me sento na poltrona, ela vai até a janela.
-Você tem idéia de quem tenha feito isso?
-Renata timha muitos amigos, era impossível não gostar dela. Amiga, companheira, leal, justiceira, amável. -ela enxuga as lágrimas -A família não aceitava, mas creio que não fariam essa monstruosidade. Se eles matassem alguém, esse alguém tinha que ser eu. -ela se abraça ainda com a xícara na mão.
-Quanto tempo de relacionamento?
Ela coloca a xícara em cima do piano.
-Dois anos morando juntas, três anos de relacionamento. Nos conhecemos numa boate, mas ela não chegava junto e eu disse a mim mesma eu vou ficar com essa garota essa noite. Ela era baixinha, me aproximei , a beijei. Foi a melhor noite da minha vida.
-Você a amava muito?
-Eu era louca por ela. Eu não deveria ter viajado, se eu não tivesse viajado não tinha acontecido o que aconteceu.
-Não se culpe, não foi sua culpa. Você viajou por quê?
-A trabalho, fiquei seis dias na Austrália. Eu tinha gostado tanto de lá que liguei para ela dizendo que nossas próximas férias seriam lá. Tínhamos feito um pique-nique um dia antes, nunca mais vou ver aquele sorriso.
-E a ópera?
-Ela adorava executar essa ópera no piano e eu gostava de ouvir, Cármen. Quem a matou a conhecia bem.
Saio da casa de Renata , não tinha como não me emocionar, me lembro do assassinato da minha esposa. Porque mortes tão violentas e tão sofridas para as vítimas. passo na banca em todos os jornais a capa era sobre esse crime com requintes de crueldade.
Renata também estudou no Liceu, era da turma de 97, não tinha com ter conhecido Dominique. As duas morreram por causa de uma ópera.
Carmen é uma ópera em quatro atos do compositor francês Georges Bizet, estreou em 1875, no Ópera-Comique de Paris. Conta a história da cigana Carmen, que usa seus talentos de dança e canto para enfeitiçar e seduzir vários homens, entre eles Don José, Cabo do exército, é um homem honesto e decente que, ao se envolver com Carmen, vira um fora-da-lei.Micaëla, noiva de Don José, tenta resgatá-lo da vida destrutiva que ele levará com Carmen. No final Don José com ciúmes de Escanillo,e Cármen já cansada da vida que levava com Don José. Joga o anel no chão. Don José com fúria enfia uma faca na barriga de Cármen. E Renata também morreu devido a um ferimento com faca na barriga.
Que motivo tinha esse assassino em série  para matá-las. Isso se  houver motivo, porque de uma mente doentia pode se esperar até um motivo bobo.
Vou até o Liceu e espero Lucas acabar a sua aula, eu na porta. Ele vira-se e me ver.
-Então amanhã a valiação, estão dispensados. Estudem!
Os alunos se retiram, a sala vai ficando vazia, eu entro. Ele está guardando as coisas dele, vejo um livro sobre óperas.
-Gosta de ópera?
-Sim, todos que tem um gosto apurado devem gostar de ópera.
Ele guarda o livro.
-Ao que deve a visita?
Ele coloca o braço levemente no meu ombro e nos retiramos da sala.
-Estou lhe devendo você conhecer a minha casa.
-Ah é mesmo!
Descemos a escada.
-Muito trabalho? Soube de mais um assassinato na cidade.
-É, a garota se chama Renata, é da turma de 97, estudou no Liceu. -entrego a foto do corpo.
-Que horror!
-Eu juro por Deus que vou pegá-lo, ele vai sofrer em dobro tudo que suas vítimas sofreram. Eu vou pegá-lo nem que seja a última coisa que eu faça em vida. Nem que eu tenha que ir ao inferno para buscá-lo.
E saímos do Liceu.
-Eu nem me lembro mais de que turma éramos?
-93.
-Nossa! Você ainda com a memória ótima. -ele acende um cigarro -Tem notícias de alguém da nossa época?
-Não, que me lembre só Marcos, ele trabalha como modelo, eu soube já tem alguns anos. Mas amizade de conversar e sair só com você mesmo.
-Me sinto lisonjeado.
Passamos por uma quadra de basquete, ele entra, o sigo. Ele ver uma bola e pega.
-Vamos jogar? -ele joga o cigarro no lixo.
-Já estou velho pra isso.
-Que nada!
Começamos a jogar, me canso logo. Ele ainda continua rápido e faz logo a cesta. Ele abre um sorriso enorme.
-Você ainda continua bom.
-Acho que a única coisa que sei fazer bem.
-Não acho, você sabe fazer muitas coisas, toca divinamente, é inteligente.
-Tem melhores do que eu por aí.
-Mas pra mim você  ainda continua o melhor.
-Obrigado. -ele beija o meu rosto.
Chegamos em minha casa.
-Cibele Lucas, Lucas Cibele.
-Prazer, linda menina.
Eu passo em frente ao quarto de Cibele.
-Cibele arrume essa bagunça no seu quarto.
Ela entra no quarto.
-Deve ser difícil criar uma menina sozinho. Não pensa em casar novamente?
-Eu não esqueci Andréia ainda. A lembrança dela ainda é muito forte pra mim. Acho que nunca vai diminuir essa dor que sinto. Bebe alguma coisa?
-Não, obrigado. Não bebo.
Lucas se aproxima de um retrato de Andréia.
-Ela ficou muito mais bonita depois de adulta.
-É.
-Por que você não gosta de falar sobre a morte dela?
-Pois desejo esquecer. Ela morreu dentro do carro dela no estacionamento da escola onde ela trabalhava. Ela estava com a cabeça deitada no volante com uma faca enorme fincada na nuca . Todas as noites se repete essa imagem na minha cabeça. è um pesadelo que não tem fim. Até hoje nada de evolução no caso. Não me conformo que o assassino esteja aí solto, talvez até cometendo outros crimes. Mas por que a curiosidade? Você não gostava dela.
-Era ciúmes bobo de menino do seu melhor amigo. pensei que ela roubaria você de mim.
-Você acha que sou sua propriedade?
-Coisa de criança sabe.
Pego na mão dele.
-Gosto muito de você, não se esqueça disso.
Depois decidir seguir Sérgio, não sabia muita coisa dele. Era jovem, sempre recebia umas ligações e evitava falar na frente de todos com o telefone. E tinha o ar de estar preocupado com alguma coisa. Entrava calado e saía mais calado ainda do trabalho.
Ele entra num hospital da cidade vizinha a Paraíso. Espero ele sair, ele demorou algumas horas, ele ao sair.
-Sérgio. -ele vira-se -Podemos tomar um café juntos?
No café.
-Então o seu pai tem câncer?
Sim, eu tenho tanto medo de perdê-lo. Tudo o que sou devo a ele. Minha mãe morreu quando eu ainda era muito menino. Por isso me preocupo com Cibele, agora ela não entende direito que a mãe morreu, mas a medida que for crescendo ela vai se dá conta da tremenda falta que ela faz. Se meu pai morrer, minha família acaba, eu fico sozinho no mundo.
-Ele está muito mal?
-Sim. Eu não quero que ele morra. -chorando.
-Se precisar de alguém pode contar comigo.
-Obrigado.Me levanto e o abraço.
Chego em casa e encontro Cibele no sofá dormindo com TV ligada, desligo, a carrego no colo e a levo pro quarto. Olho para o rosto dela antes de me retirar. Tão parecida com a mãe Beijo  a testa dela e a cubro com o corbertô e me retiro. Entro no chuveiro, saio enrolado com uma toalha na cintura.
O telefone toca.
-Alô... Regina.
-" Pedro, Dominique Oliveira não morreu devido aos cortes no pulso. Foi encontrado alta dose de cicuta no corpo dela. Ela foi envenenada.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mais uma listinha.

Mais uma listinha, e nessa listinha decidir recordar a infância, lembrando  10 programas infantis. A numeração não significa ordenamento, é só para arrumar. Como sempre, peço que vocês também digam que programas vocês gostavam de ver quando crianças ou citar algum programa da lista que também assistia.

1- Castelo Ra tim bum
Adorava esse programa, me lembro ficava sozinho em casa com meus irmãos, pois minha mãe ia trabalhar e eu não perdia um programa. Como esquecer personagens como Nino, Morgana, Dr. Victor, Penelope, Etevaldo, Caipora , o Dr. Abobrinha, Celeste, Biba, Zeca, Pedro, Adelaide e  etc. E esse programa ultrapassa gerações e até hoje ainda paro pra ver para matar a saudade.
2-Cocoricó.

Outro programa que fez companhia para as minhas tardes. Júlio e sua turma.



3-Glub glub

Outro programa da tv cultura que eu gostava. Gostava sempre dos enredos que sempre levava a uma lição de moral.


4-Chaves.

Falar de infância e não citar Chaves não é infância, o menino do barril ultrapassou geraçoes e e até hoje conquista crianças e falar dele sem falar do sbt, não tem como não associar chaves do sbt.



5- Chapolin Colorado

Outro programa que gostava de ver.


6-Chiquititas.
Pergunte a qualquer pessoa da minha idade se assistiu chiquititas pelo menos uma vez e a resposta vai ser sim sem dúvida, essa novela parceria da telefé com o sbt reunia uma  garotada na frente da tv para ver Carolina e suas meninas do orfanato e carimbando para sempre no currículo de Flávia Monteiro e Fernanda esse sucesso que revelou muitos outros artistas.


7-Carrossel.

Como não lembrar essa turma da segunda série e da professora Helena, carrossel foi uma das melhores novelas do sbt, e superou várias vezes no ibope o Jornal Nacional.



8-Tv Cruj

Outro programa que não perdia, passava a noite e não perdia um, depois passou para as manhãs de sábado ( claro, isso antes de várias mudanças de horários, coisas do sbt).


9-Caça talentos.

Angélica como a Fada Bela não tem como esquecer. A novelinha fez mais sucesso que o programa Angel mix. Angélica fez parte da vida de muitas crianças. Que bom existir o Viva para recordar.



10- Tv Colosso.

Eu esperava acabar o programa só pra ver o chef francês falar aquele bordão, adorava Priscila. Não perdia esse programa. E passaram por lá Caverna do dragão, Capital planeta, as tatarugas ninjas, eekb the cat e vários outros desenhos que amava assistir.

Bônus: Eu esqueci de citar O Mundo de Beakman, o programa fez a criançada aprender ciência na frente da tv.


Me lembrar desses programas me fez saber que a minha infância foi boa, não a de hoje com Ben 10 e outras porcarias que tornam as nossas crianças adultas cada vez mais cedo, os programas tinham uma magia e inocência que não se ver maia, uma pena as próximas geraçoes só saberem disso através da internet. Prometo que na próxima postagem trago uma listagem dos desenhos que marcaram a minha infância, vai demorar um pouquinho ( pois dá um trabalhão fazer essas listinhas). Espero que tenham curtido e tenham voltado a ser criança.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Próximo demais -Capítulo 2.


No dia 23 de setembro de 1993 fui junto com a minha família ver o pai de Lucas ser enterrado. Tinham assaltado a casa e o atacaram com a apá, morreu na hora com a cabeça rachada ao meio. A viúva chorava, ele era homem de poucos amigos, só tinha mesmo as companhias de bebedeira. Alguns até agradeceram a Deus por ter levado o infeliz.
Apesar da consternação geral, Lucas estava lá no alto da árvore, observando tudo e nem um pouquinho abalado. Aproximo-me dele.
-Não vai enterrar o seu pai?
Ele desce.
-Pra quê?
-É seu pai. Você nem chorou.
-E onde está escrito que temos que chorar pela morte dos nossos pais? Sabe de uma coisa. Ele já foi tarde! Um grosso estúpido. Você quer que eu chore por um homem que me espancava todos os dias?- mostra as marcas da surra.
Fico calado, silêncio por um tempo, ele olha pra mim.
-Posso lhe contar um segredo?
-Sim, pode.
-Fui eu que matei o meu pai. Esperei ele sair do banho e acabei com a raça dele!
Desperto, estava no sofá da minha casa, os vídeos de Dominique estavam sendo passados e o cd com ópera La Gioconda na voz de Maria Callas estava ainda tocando.
Volto a minha atenção para a tela da TV. Até hoje não sei se o que Lucas me contou era verdade. Lucas era dessas brincadeiras, gostava de assustar as pessoas, mas até hoje ninguém descobriu quem matou o pai dele.Lucas era uma incógnita, até pra mim, melhor amigo dele. Não dava para adivinhar o que veria da parte dele.
Dominique no seu baile de 15 anos, ela era uma menina bonita, tinha tanta vida nos seus movimentos, brincalhona, animada. Não poderia ter inimigos, poderia até conquistar alguns invejosos.
No dia seguinte vou ao Liceu, pesquiso a pasta de Dominique.
Excelentes notas, nenhuma observação, todos os professores mais velho a elogiavam. Vejo fotos de comemorações de festas no Liceu, ela estava em todas as fotos com aquele sorriso enorme que não parecia em nada com a cena dela morta na banheira.
Nada! Minha visita tinha sido em vão, pelo menos confirmou que ela andava freqüentemente ao Liceu esses dias. Mas por quê? Ela era da turma de 99.
Desço as escadas e esbarro em Lucas.
-Você aqui?
-Esqueceu, eu ensino aqui.
-Ai, desculpa. Tinha esquecido e estou mal, nem dormir direito.
-Mas o que faz aqui? Saudade da infância?
-Não, aliás! Você a conhece? - mostro a foto de Dominique.
-Nunca a vi. -ele sorrir pra mim - É a jovem que foi encontrada morta na banheira?
-É ela sim.
-Que horrível. Tem um cigarro aí?
-Lucas naquele dia do enterro do seu pai você não estava falando a verdade não né? -ele vira-se pra mim.
-E o que você acha?
Ele pega o cigarro e o acende, o tragando logo em seguida.
Por que me pergunta sobre isso? Éramos meninos. E nunca leve a sério o que meninos contam.
-Você ainda fuma?
-Você parou?
-Conseguir parar, já faz dois anos.
-Eu não sou tão persistente quanto você. -ele arruma o meu casaco - O outono é uma desgraça, deixa a cidade tão mórbida. E ainda não encontrei nenhum lugar para se fumar maconha aqui.
Ele pára e se encosta-se ao para-peito para ver a paisagem.
-A sua esposa morreu como?
-Eu não gosto de falar sobre isso.
-E gosta de falar sobre o quê? É impressionante quanto mais convivemos com as pessoas próximas a nós mais estranhas ficam para nós. Já reparou isso?
-Já. Às vezes eu tenho a sensação que você é uma farsa ou que você é tão verdadeiro que me assusta.
-Eu te assusto?
-Sim, às vezes.
-Por que nos tornamos amigos Pedro? Somos tão diferentes, mas tão iguais ao mesmo tempo.
Ele faz que vai se jogar.
-Morra comigo Pedro!
Desce daí. Quer me matar do coração? -o desço.
Ele começa a rir.
-Você continua aquele mesmo menino que tanto me encanta. -alisa o meu rosto.
Chego no escritório e Wassaly me encara.
-O que aconteceu?
Viro e vejo Regina Ábramo.
-Aconteceu mais um assassinato na cidade.
Vou até a casa da vítima e encontro um quadro horripilante que se não se tratasse da realidade diria que era das ficções de terror mais assustadora das hollywoodianas que vi.
Uma mulher nos seus 20 para 30 anos pendurada por arames farpados. Um no pescoço, outro em volta da cintura, outros dois no sulco da perna e outro enrolados pelos braços, pingando sangue pelo corpo todo. E na parede inscritos em vermelho o que poderia se tratar de mais um trecho de ópera.

40, 41.

Escolha um número: 40 ou 41?
Corpos de todas as idades
E de todas as cores
E paus de vários tamanhos
Não precisa-se de nome
Depende de como anda sua fome
Venha tomar um banho
Muitos até são atores
Mas aqui ninguém está em busca de verdades
Todos os locais lhe levam ao prazer
Você pode se distrair sozinho com uma revista
Goze na frente do computador
Ou na boca de algum senhor
Não se preocupe tem sempre alguém querendo foder
Em um cantinho qualquer
Sem recado
E nem teve encontro marcado
Cuidado nem todos parecem o que são
E a diversão pode sair cara
Quanto vale o programa?
Na sessão estão sempre dispostos a lhe dá a mão
E aproveitar do seu prazer cada miligrama
Aqui não é proibido a toalha cair
Se mantenha a oferta
Me aperta
Não paro
No darkroom ninguém é de ninguém
E entre quatro paredes sempre tem alguém
40 ou 41? Escolha freguês
Quem diria que diversão começa com a escolha de apenas um número.

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