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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A família do Marvin

Numa sala de aula ocorre uma reunião.
-Quem são os pais de Marvin?
Dois homens levantam a mão.
-Nós somos os pais de Marvin, este é o meu marido.
No dia seguinte notei tudo diferente, as pessoas me olhavam diferente.
-Bom dia classe. Marvin vai para a sala da diretora.
-Por quê?
-Porque sim.
Me chamo Marvin, tenho 11 anos, estou na quinta série, meus pais são Igor Bittecourt e Flávio Figueira. Meu pai biológico, Igor, decidiu se mudar para Argolinha, uma cidade pequena e pacata, mas por causa da chegada dessa mais nova família foi abalada.
-Já em casa filho. -Flávio.
Pai Flávio era artista plástico, escultor.
-O que foi?
-A diretora pediu para eu voltar para casa.
-Mas pago a mensalidade da escola bpara você ficar lá.
-Ouvir piadinhas, como o filho do casal anormal.
Meu pai Igor foi procurar emprego, ele é Consultor de vendas.
-Qual a sua opção sexual?
-Por que essa pergunta? Eu não entendo onde vai interferir minha opção sexual no meu trabalho.
-Tem pessoas que querem ser uma coisa que não foram feitas pra isso. Imagine que você faz bolos e alguns desses bolos sairam com anormalias. O que você faz com esses bolos? os afastam dos bolos perfeitos e elimina a forma defeituosa, para não produzir mais esses bolos.
-Eu entendi onde o senhor quer chegar, com licença. -Se retira.
A professora saiu da sala para atender a mãe de um aluno.
-É incabível o meu filho conviver com esse menino que convive numa pouca vergonha.
-Mas é bomo seu filho saber que existe diversidade.
-Diversidade, sei lá o que esses pais ensinam a esse menino, depois espalha essa tal de liberdade sexual na cabeça dessas crianças. Por isso que o mundo está cheio desses anormais.
Gostava da companhia de Maria Lúcia.
-Eu não posso ir com voc~e.
-Por quê?
-os meus pais disseram que voc~e não é uma boa companhia pra mim, por causa dos seus pais, que não é certo dois homens viverem juntos.
-eu não concordo. Se eu me apaixonar por um homem um dia, eu vou deixar de viver esse amor porque alguns não vêem isso com bons olhos? Não, eu vou viver esse amor. -Se retira.
Meu aniversário tinha chegado, mas ninguém apareceu. o meu pai Igor me olhou, eu estava desapontado, subi e me tranquei no quarto.
-Marvin! -Era uma voz vindo lá de fora.
Abrir a janela, era Maria Lácia.
-Parabéns.
Eu sorrir.
Meus pais no súpermercado, Flávio olha um rapaz que passa.
-O que é isso? Não pode olhar pra ninguém a não ser pra mim. -Pai Igor coloca as mãos no rosto de Flávio e sorrir.
-Mas só tenho olhos pra você, ficaria horas perdido no tempo olhando para o seu rosto, sei cada parte dele, pois quando o olho você me desperta o que há de melhor em mim.
-Que descaramento. -Uma senhora.
_O quê? -Igor.
-Desavergonhados.
-Se é descaramento amar, pois amo. Então sou com muito orgulho descarado.
-Igor chega.
-Essa senhora que começou. -Se retiram
Na cama.
-Hoje faz 3 anos que te conheci. -Igor.
Igor olha para Flávio.
-Me lembro de cada detalhe daquele dia, a roupa que você usava, o seu sorriso, aquela linda manhã de setembro. O seu cavanhaque cafona. -sorrir-Eu disse pra mim mesmo que você seria meu um dia.
-Me lembro também daquele dia, quando te vi, eu me perguntei porque aquele homem bonito olha pra mim, um sujeito tão simples, ali naquele dia, eu tive a certeza que encontrei o homem da minha vida.
Entra eu e deito entre os meus dois pais, meu pai Igor me abraça e alisa o rosto de Flávio.
-Eu já disse que os amo muito?
-Se disse, é sempre bom repetir não é Marvin?
-Os amo muito.
Eu indo para a escola, vejo Felipe que não fala comigo.
-O que foi? Por que não fala comigo? Éramos tão amigos
-Minha mãe proibiu de conversar com você. Mas quero continuar conversando com você.
-E por que não conversa?
-Os seus pais, eles são diferentes.
Nesse mesmo dia dei o meu primeiro beijo.
-Desculpa.
-Por quê?
-Por não ter compreendido os seus pais.
Pai Igor contou logo a novidade a pai Flávio.
-A chama pra jantar aqui em casa. Faço minha melhor receita, bacalhau.
No dia seguinte ela foi almoçar em casa.
-Gosta mesmo do meu filho?
-Muito.
-Então gostarei de você muito.
Que pena que também não poderei jantar na casa dela, os pais dela não concordaram com o namoro.
No colégio, eu estava entrando no colégio e vinha atrás o carro trazendo Felipe.
-Bom dia Marvin. –Felipe coloca a cabeça pra fora do carro.
-Bom dia.
-Eu já disse pra você não falar comesse menino. –A mãe de Felipe.
-Eu não tenho nada haver com a vida dos pais de Marvin levam ou deixam de levar, só me interessa que ele é é o meu amigo, é legal e me faz bem. –se retira do carro e foi falar comigo.
No final do dia, minha casa recebe a visita da professora.
-Marvin tem recebido notas baixas, tem se comportado diferente. E certos colegas dele o isolaram quando souberam a história dos pais dele. Eu recomendo que vocês voltem pra cidade, a cidade grande é mais condescendente em relação a certas opções de vida.
-Você acha que eu não sofro por ver o meu filho sofrendo? Eu sofro muito, pois sei que o problema dessa gente não é com ele, é comigo. Violência e preconceito existe em qualquer lugar, não é justo que eu tenha que me mudar por causa de uma ou duas dúzias de pessoas. Eles não pagam minhas contas . Não devo nada a eles e nem a justiça. Eles não tem nada haver se amo ou deixo de amar um homem. Só devo satisfação aos meus pais e ao meu filho.
No fim de semana meus pais me levaram para pescar, enquanto estava feliz com o meu primeiro peixe, eles conversavam.
-Como queria que os meus pais fossem como os seus, compreendessem a minha opção sexual. Meus tios diziam que eu tinha problema, todos os meus amigos namoravam, menos eu. Mas vi que o problema não era comigo, era com eles que não compreendiam o meu modo de ser. –Igor.
-Minha mãe falou uma vez uma coisa que me emocionou muito. Que o fato de eu ser gay ela não deixaria de ser minha mãe como um passe de mágica, e era por esse fato que ela disse que não poderia deixar de me amar.
Meus pais me levaram a uma festa de uns amigos deles.
-Não vou cantar hoje, vou ler uma poesia de Carlos Drumond de Andrade, o amor segundo Drumond. –Uma moça. –Quando encontrar alguém e esse alguém fizer o seu coração parar de funcionar por alguns segundos, presta atenção:
- Pode ser a pessoa mais importante da sua vida!

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fica alerta:
- Pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que você nasceu!

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem de água nesse momento, perceba:
- Existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
- Deus te mandou um presente divino: O AMOR!

Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se:
- Vocês foram feitos um para o outro!

Se por algum motivo estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seusofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura:
- Você poderá contar com ela em qualquer momento da sua vida!

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijama velho, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não conseguir trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não conseguir imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo...e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se preferir morrer, antes de a ver partindo:
- É o Amor que chegou na sua vida!

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.
Por isso, presta atenção aos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia te deixem cego para a melhor coisa da vida: - O AMOR!!


Veio a festa da formatura da turma , a chegada da vez do meu nome se aproximava, olhei para os meus pais.
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Marvin sentado na escada, senta ao lado Igor.
-Filho, ta na hora de você saber uma coisa, eu não quero que você saiba isso por terceiros , até de uma forma distorcida. Eu amei a sua mãe um dia, e não foi a toa que eu o tive, mas acabou e agradeço por ela ser minha amiga hoje. O seu pai tem um namorado, e eu o amo muito, como amo muito você também, e eu pretendo passar o resto da minha vida com ele.
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A mãe de Marvin morre num acidente de carro, onde também estava Igor.
Marvin no hospital, ver Flávio sentado num banco chorando.
-É você o namorado do papai?
-Sim, sou eu.
Marvin o abraça.
-Papai vai sair dessa não é?
-Vai meu anjo... Vai.
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-Marvin Bittecourt.
Eu subo no palco.
-Antes de começar o meu discurso, quero ler o conceito de família que achei em um dicionário: Pessoas aparentadas que vivem em geral, na mesma casa. Não diz se deve ser obrigatoriamente formada por um pai e mãe, ou um pai sozinho ou uma mãe sozinha ou dois pais ou duas mães. A minha família tem brigas, dá risada, chora, se reúne pra assistir televisão, os eus membros se amam muito, tem contas pra pagar no final do mês. Enfim é uma família como qualquer outra.
-Isso é uma imoralidade. –Uma senhora se levanta e se retira.
-Imoral é alguém roubar uma vida de uma pessoa, mentir, pegar uma coisa que não lhe pertence. Isso aprendi com os meus pais, tudo que sou devo a eles. E posso garantir que sou muito feliz . Sei que não vou mudar o mundo, também não planejo isso, quando eu nasci ele já existia. E não me envergonho em ter dois pais. Por que me envergonharia de duas pessoas que só me deram amor. – chorando abraço os meus pais.
Um homem se levanta e bate palmas e todos os outros depois seguem o exemplo.
Continuei jogando futebol com meus dois pais nas tardes de domingo e a parte que eu mais gosto de casa é o retrato da minha família na estante.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Indecência

Algumas vezes vem aquela louca vontade de soltar um porra. Putz, xinguei, espero que nenhum dos meus tios leia isso. Senão, vão descobrir que também xingo as vezes.
Porra para o desemprego;
Porra para as criancinhas na sinaleira;
Porra para os pais que perdem os seus filhos para a violência;
Porra para a morte que cada vez mais leva nossas crianças;
Porra para a AIDS, a droga e a prostituição das mulheres que ainda brincam de boneca;
Porra para o analfabetismo;
Porra para a nossa falta de compromisso para com o outro;
Porra para nós que aceitamos ser prisioneiros na nossa própria casa;
Porra para os maus tratos contra animais, mulheres, idosos e crianças;
Porra para o preconceito;
Porra para o desmatamento;
Porra para a corrupção;
Porra para os politicos;
Porra para a imprensa que deforma antes de informar;
Porra para as pessoas que não tem teto;
porra para os olhos e mãos fechadas do governo;
Porra para educação que deseduca;
porra para nós que não temos tempo nem para nós mesmos e muito menos para os outros;
Porra para a mentira e ainveja;
Porra por termos tirado a inocência de nossas crianças;
Porra para o buzu lotado;
Porra para o engarrafamento;
Porra para tanto imposto;
Porra para a falta de dinheiro;
Porra para o aborto;
Porra para nós que abortamos o nosso tempo;
Porra para a calúnia e a defamação;
Porra para a falta de idéia;
Porra para a falta de paz;
Porra para a juventude desorientada;
Porra para desonestidade;
Porra para a insenssibilidade;
Porra para as ideologias erradas;
Porra para os que sofrem sem ser acalentados;
Porra por sermos tão acomodados.

Sem você

Cheguei um tempo a pensar que ficaria na maior fossa, curtindo a maior dor. Eu era o tipo de pessoa que acreditava que iria casar com a primeira namorada, ter filhos com ela, envelhecer junto com ela e dormir todas as noites abraçado a ela.
Mas hoje vejo que a vida não é assim, amei várias vezes, amores não correspondidos, amores impossiveis, amores que amei de outra forma, não a forma que a outra pessoa queria. fui também amado e também não correspondi. Pensava que a gente só seria capaz de amar uma só vez.
Mas existe diferentes formas de amar, o amor sereno, o amor quente, o amor turbulento, o amor que nos faz sofrer. Todos diferentes, mas especiais para cada momento.
Chorei por arrependimento de não ter dado um beijo na hora certa. Chorei pelo beijo que não recebi.
Agora sem você, vou tentar outra vez ser feliz, pensava que era bom sentir saudades de alguém, mas agora prefiro deixar saudades antes de senti-las.

Vamos falar de educação

O Brasil foi descoberto em 1500.
e como explicar já os indios habitantes dessa terra? e a América dividida pelo Tratado, será que isso não prova já conhecimento de terras do lado de cá?
E o Paraguai, alguém já se perguntou porque hoje é o país do contrabando? E a rivalidade entre Cuba e Estados Unidos e agora Venezuela e Estados Unidos, quem explica?
Por que tanto alvoroço no mundo na eleição de um presidente negro no EUA? Será que capitalismo e comunismo conseguem conviver juntos?
E a crise econômica é culpa de quem? Por que houve 20 anos de ditadura no nosso país? Você já se perguntou? Quem tem mais poder a minoria ou a maioria? cabeças rolaram por causa disso.
Você pergunta, a História responde. Que tipo de professor você quer ser? Um professor cheio de respostas para dá, ou despertar a idagação nos seus aluno. Essa é a luz da sabedoria.

Vamos falar de educação

Por que ser professor? Algumas vezes me perguntei isso.
Já me falaram que professor ganha mal, que é preguiçoso, trabalha muito, não é reconhecido, enfrenta muitos desafios em sala de aula.
já quis ser empresário, jornalista, músico e advogado, mas nada me satisfaz tanto, do que é o ato de ensinar.
É verdade que professor ganha mal, ganha pouco, ainda não dá pra me sustentar sozinho, ainda dependo de mamãe, mas compro o que quero na hora que quero -isso se me pagam -Que é preguiçoso, não sei, também não concordo com greves, prejudica muito os alunos. Trabalha muito para ganhar melhor, isso eu já sei, dei aula até nas minhas férias. Não é reconhecido, não acho, talvez salarialmente não. Enfrenta muitos desafios, isso sim, cada aluno é uma caixinha de surpresa.
Mas sabe o que me dá mais satisfação em ser professor, é quando um aluno diz: Eu aprendi isso com você.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O mestre-Capítulo 16

Ana está numa danceteria, dançando muito, ainda não tinha tirado da da cabeça a traição de Pedro, ele não podia ter levado o plano daquele jeito.
Ela já tinha bebido todas, estava toda suada, tinha já 31 anos, mas nem parecia, todos olhavam para ela. Tinha um corpo que não precisava de nenhum recalque.
Ela sorria e bebia mais, os cabelos loiros dela faziam sucesso, dançou com quase todos os garatões da festa.
Aparece um homem careca e ela dança com ele. Ela de costas para ele, rebolando por todo o corpo dele.
Vira-se para ele e passa a mão por todo o corpo dele e rir, vira o copo. Balança a cabeça para todos os lados.
Olha para ele e pega a mão dele e coloca na cintura dela e enlaça os braços no pescoço dele e começa a dançar.
Ele vai beijá-la, ela vira o rosto e rir e pára a música.
Ela senta numa cadeira do bar da danceteria e ele em outra e começa a tocar outra música.
-Você vem sempre aqui? –Pergunta ele.
Ela rir.
-Essa é antigaça. Uma tequila com muito gelo.
-Duas, eu pago.
Ela vira-se para ele.
-Eu não permito que homens desconhecidos paguem minhas contas.
-mas nos conhecemos na pista.
-Eu nem sei o seu nome.
-Não seja por isso, Pablo. E o seu?
-Ana.
-É casada? – Ele olha a aliança.
-Sou muito bem casada por sinal, já tenho um filho.
-Nem parece.
-Você fala isso pra todas, aposto.
Chegam às tequilas.
-Sabe que eu acho que seu marido é um idiota em deixar você vim sozinha aqui.
-Sabe que também acho. –ela bate no ombro dele - E ainda me traiu com uma mulher de uns quarenta e poucos anos, cachorro.
-Não me diga.
-Digo.
Começou a tocar outra música.
-Vamos.
Ela o pega pela mão e voltam a dançar, mas depois toca uma música lenta.
-Droga.
-Vamos.
Eles dançam juntinhos, Ana nota como ele é forte, as suas costas largas, suas mãos grandes, o sorriso dele, a boca dele, tudo nele mexia com ela, ela se afasta e mostra o anel.
-Eu sou casada.
-É só guardar o anel. –ele tira o anel. –Assim você não vai se sentir culpada por trair ele. Não se esqueça que ele te traiu. –Ele fala a última frase no ouvido dela.
-Não posso.
Ela se retira, ela estava carente, ela tinha que se afastar dele, por causa da Síndrome do Pânico de Pedro, ela estava na secura um mês.
O careca aparece, a beija, ela o afasta.
-Não. Tenho que ir pra casa. Devolve a aliança, por favor.
Ele entrega.
-Eu te levo.
-Eu sei ir sozinha.
-Você bebeu demais.
-Eu vou de táxi.
-Então espero você pegar o táxi.
-Então venha.
Eles andando numa rua deserta, já são 02h00min.
-Você trabalha com o quê?
-Sou cirurgião plástico.
--Ah, eu sempre quis saber se eu tinha que fazer alguma mudança nos meus seios.
Ela abaixa as alças da blusa, mostrando os seios para o careca.
-São perfeitos, não precisa mudar nada.
-Deve ser uma chatice casar com cirurgião plástico. Nunca casou?
-Não.
-Você tem razão.
-O quê?
-Eu sou uma idiota, eu tenho que aproveitar esse momento. –o beija - Onde você mora? -Me leva para a sua casa.
Chegam à casa do careca.
-Bom gosto na decoração.
-Está desarrumado, não repare. –ela o beija.
Ela desabotoa a camisa dele e ver a tatuagem.
-Você tem um dragão tatuado no peito. Sabe que sempre quis fazer uma tatuagem. –ela de costas para ele, e ele beijando a nuca dela.
Ela tira a blusa.
-Não me diga.
Ela se encosta na parede.
-Tira a calça. Anda!
Ele tira a calça, ele vai a direção a ela e esta prende as pernas na cintura dele e ele começa a beijar os seios dela.
Ela alisando as costas dele, beija a tatuagem, lambe a orelha dele a mordendo no fim.
Este a beija e a joga na cama.
-Ai.
Deita em cima dela, coloca a mão no pescoço dela, ela sorrir, a beija e começa a apertar o pescoço dela. Ela arregala os olhos, olhando para ele.
Ana tenta tirar Pablo de cima dela e procura algo. Chuta na verilha dele.
Ele grita de dor na cama.
-Sua vadia!
Ela sai da cama tentando respirar.
Ele tira uma arma da gaveta, ela chuta a arma, esta cai no chão.
O careca a pega e começa a bater o rosto dela contra a parede, está sangrando o nariz de Ana. Pega Ana pelos cabelos, a joga na cama e quebra uma garrafa.
Com o caco de vidro ele vai em direção a ela, ela se vira e cai no chão e ele termina furando a cama.
Ela pega a arma a atira várias vezes. Pablo escorre pela parede a manchando de sangue.
Ana começa a chorar. Ela vai no banheiro, veste um roupão, lava o rosto.
Se senta na cama e ver o corpo do careca, pega o telefone.
Horas depois ela ver sendo levado o corpo de Pablo e descobriu que ele era matador de aluguel e entra na viatura da polícia.
Em casa, ela corta os cabelos, continua loira, mas o cabelo fica bem curto, mostrando a nuca., tira as lentes de contato azul e abre o lavatório.
-O que aconteceu?
Ela vira-se.
-Tentaram me matar, e eu sei quem foi.
-Raul?
-Sim. Para ele quem é a pessoa mais importante?
-A filha.
-Vamos seqüestrar a filha dele e pedir 4 milhões de dólares de resgate, eu quero que ele nunca esqueça com quem se meteu.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O mestre -Capítulo 15

Ana e Pedro foram fazer compras num supermercado. Só que Ana é barrada.
-Pode abrir a bolsa.

-Por quê? Sabe quem eu sou Carolina Ambrósio, isso é uma humilhação, eu vou processar esse supermercado. Eu tenho cara de pobre menina! Quero falar com o gerente dessa espelunca.
-Calma senhora.
-Que calma?! Eu lhe disse Eduardo fazer compras num lugar de ralé dá nisso. Me larga!
-Olha o escândalo Carolina.
Chega o gerente.
-Tome a bolsa.
-Não precisa senhora. A senhora é uma das nossas melhores clientes, lamento por esse absurdo e desculpa pelo constrangimento.
-Devia me mudar para a concorrência.
Eles saem, no estacionamento, ela tira o urso de pelúcia da bolsa.
-Você não presta.
-Eu sei.
-Por que você rouba?
-Eu gosto, é um hobby, adoro sentir aquele sentimento de fazer alguma coisa errada, sentir o medo de que podem lhe pegar a qualquer momento.
Pedro ainda se lembrava como conheceu Ana.


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1988.


Pedro conheceu Ana numa festa, ela era de uma família de classe média alta, já era estudante de enfermagem, o pai queria que ela fizesse medicina, e Pedro era um pobre coitado, que conseguiu se formar em Ciências da Computação, já trabalhava para o senhor Raul nessa época.
-Ana esse é o Pedro. – uma jovem apresenta Pedro para Ana.
-Prazer.
-Prazer. – Pedro fala sem graça.
-É tímido.
-è solteiro. – Fala a jovem no ouvido de Ana. – Vou os deixar a vontade, com licença. – se retira.
Começa a tocar uma música.
-Dança? - Pergunta Ana.
-Sim. – Ele pega um drink e vira o copo.
Algumas horas depois, Pedro a leva até em casa.
-Já está entregue.
-Não precisava vim até aqui. Obrigada. Que pena que tenho namorado. Você me entenderia mal se eu lhe beijasse?
-Não, adoraria.
-Ela o beija e se retira, antes de entra vira-se e o olha pela última vez.
Foi assim que se apaixonaram, logo estavam namorando, o pai não gostava que a filha namorasse um pobretão, por causa dele ela terminou um namoro de dois anos.
Eles dentro de um carro, do qual Ana pegou escondido do pai, se beijando. Aparecem vários meninos que verem a cena.
-Ana.
Ela rir.
Ana se abaixa e faz sexo oral com Pedro.
-Ana.
Os meninos começam a rir
Pedro tendo um orgasmo
Ela levanta e beija Pedro, senta no colo dele e tira a blusa.
-Ana, ta maluca?
-Vamos dá um presente para esses meninos.
Ela vira-se mostrando os seios.
-Ana.
Ele tapa os seios dela e sai do carro.
-Saiam!
Os meninos correm. Ele volta para o carro e a encontra rindo.
-Hoje eles não saem do banheiro por nada nesse mundo.
Com um ano e 6 meses de namoro, Pedro pediu Ana em casamento. Em cima de um prédio altíssimo.
-Aqui é bonito.
-Escolhi aqui, porque essa é uma situação bonita. Quer casar comigo Ana?
-É sério Pedro? De véu e grinalda?
-Sim, tudo que você merece.
-Sim. – o beija. – Vamos para o meu quarto, os meus pais não estão lá, assim já treinamos para a nossa lua-de-mel. – o beija.

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Lá em Santos, Raul observa um homem careca, com um dragão tatuado no braço, jogando vôlei, este pára e vai falar com Raul.
-Eu preciso dos seus serviços.
Sérgio num estacionamento fecha a porta-mala do carro, vira-se e ver o homem careca.
-Quem é você?
-Vim em nome do senhor Raul para lhe dá um aviso.
-Que aviso?
-Que ele não confia em gente que sabe de mais. – tira uma arma do bolso do paletó e atira na testa de Sérgio, e esse cai do lado do carro.

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