sábado, 19 de julho de 2014
Gosto -- Ozo.
Gosto de cus ligeiros
Transar entre os passageiros
Forte e viril aguentando e gostando de cada centímetro de vara
Melando... lambuzando a cara
Gosto de paus duros dentro da boca
Ou brincar com algum amigo de troca-troca
Com o meu pau crescendo com auxílio de alguma língua
Mesmo que eu não possa ver de quem é a tal língua
Gosto de todos os tipos de beijo
Com barba... beijo grego... apenas me deixa rijo
Já experimentei diversas coisas loucas
E prefiro pessoas de bem roupas poucas
Desenho no corpo me chama a atenção
Pelos no corpo é uma tentação
Meninos se conhecendo sem a tal da experiência
Aprendendo com alguém mais velho depois de muita persistência
Gozo branco, negro, amarelo
Levar pra cama um homem belo
Músculos, alguma inteligência ou apenas bonito
As horas passam e te deixam aflito
Querendo apenas o próximo gozo
Que pra decepção é apenas o mesmo gozo.
De olhos fechados.

" Por que aquele negrinho não para de olhar para o meu corpo? Estou só de sunga".
Prólogo.
Numa penitenciária do Rio de Janeiro perambula um rapaz alto, loiro, de olhos verdes, bem branco, não muito forte. Ele senta para almoçar na cantina, passa um outro rapaz forte, com uma tatuagem de um dragão no braço, entrega uma bola de papel.
Ele levanta " Não vou ficar aqui por muito tempo e esperar o advogado provar que sou dependente. Essa cadeia de papel não vai me segurar".
No seu fardamento está escrito o nome Felipe Boutinho Moraes Couto.
Na sala de visita a mãe dele lhe entrega um bolo, conversam. A mãe dele parece desgastada com isso, chorando ela se despede.
Ele volta para a cela e desmonta o bolo e pega as agulhas.
Na lavanderia ele pega a sua roupa. Chega um funcionário velho.
-Vem. - eles entram num beco da lavanderia.
-Está tudo certo?
-Sim, não tem como falhar
-Tem certeza?
-Sim, mas não quero que você vá.
-Nós vamos nos ver lá fora.
-Não sei. - ele desce a mão pelo corpo do rapaz.
-Aqui não dá.
-Dá sim.
Felipe abre a blusa da farda dele.
-Está bem se você quer. - ele abaixa o eclé da calça.
O velho se abaixa.
-Eu te quero. - ele estaciona -Ah! Ah! O que você fez?
-Morra! -O velho cai no chão.
Ele acabando de fazer isso veio na mente dele aonde estaria Pedro e Guilherme.
Num hotel de Salvador está tomando banho de sol um rapaz branco, de barba, olhos azuis, cabelos castanhos. Ele se levanta e cai na piscina sendo observado por uma senhora de aparência jovem, bonita, de cabelos amaronzados.
Ele saiu da piscina " Ninguém pode descobrir quem sou".
A noite num coquetel realizado no hotel.
-Carlos essa é Elís Andrada Machado. -uma moça baixa de cabelos castanhos bem curtos, só cobindo a nuca -Ele salvou o meu filho.
"Eu fui mais inteligente que Felipe e Guilherme".
Na noite do Rio de Janeiro, numa boate gay está dançando um rapaz só de cueca. Branco, forte, de cabelos castanhos grandes até os ombros, olhos amelados. E outros homens o alisando.
Ele desce do palco e vai até uma mesa.
-Boa noite.
-Boa noite. - com sotaque americano.
-500 dólares pelo programa, pode ser em qualquer lugar, pagando. Está a fim?
O americano o olha de cima a baixo.
-No carro, venha.
"Grandes sacanas são Felipe e Pedro".
Capítulo 1.
Na faculdade UQUE ( Universidade Quadrangular da União de Estudos) é o dia 17/03/1999, é dia de trote, para receber os novos alunos. Foi realizado num clube famoso do Rio de Janeiro.
-Quem é aquela?
-Está no terceiro semestre de Direito, se chama Patrícia.
-Quem é o rapaz que está do lado dela?
-O namorado dela, Edson, estudante de Administração, está no segundo semestre.
Um rapaz de cabelos aloirados está todo agitado, já bebeu vários copos.
" Por que aquele negrinho não para de olhar para o meu corpo? Estou só de sunga".
No outro dia os alunos que vão morar nas repúblicas oferecidas pela faculdade foram conhecê-las.
Um rapaz de estatura média, de óculos e cabelos castanhos entra na república.
"Cadê as outras pessoas?". Ele tropeça num jarro que quase cai, entra um rapaz só de toalha, molhado.
-Você também é dessa república?
-Sim, aliás como se chama a república?
-Ainda não decidimos.
-Eu não vim para o trote.
-Ah! -entra um rapaz alto, com cabelos castanhos até os ombros, com várias sacolas de compras.
-Quem é esse? - pergunta Guilherme
-Também é integrante da república. Com licença, vou vestir uma roupa.- se retira para o quarto.
-Prazer, meu nome é Guilherme, e o seu?
-Pedro Soares Viena.
-Ah! O dele é Felipe Boutinho. É parece que eu é que vou ter que preparar a comida. Patrícia até agora não veio. Vai desfazer as malas.
Pedro entra no quarto e pega Felipe de cueca.
-Desculpe.
-Já acabei de me vestir. - ele abotoa a calça e bate na costas de Pedro amigavelmente.
Pedro era sempre o garoto mais inteligente das turmas em que ele caia. Sempre elogiado pelos professores e diretores, as escolas o disputavam. Era chamado de super dotado.
Felipe é filho de Bernardo Boutinho Moraes e Dona Magarida Boutinho Couto. Uma das famílias mais inlustres do Brasil, milionária, Felipe decidiu estudar nessa faculdade longe de casa, para não saberem de que família ele é, já que detestava. Mas como o pai é o advogado mais requisitado do Brasil e a mãe dona da grife Couto Estilos, isso fica impossível.
Guilherme está nessa faculdade graças a uma bolsa gratuita, ele é pobre, mas detesta ser pobre.
Chegam duas meninas quando eles almoçavam.
-Patrícia e Alice. - diz felipe.
-Sou estudante de Direito. - diz Patrícia.
-Eu faço jornalismo. -Alice.
-Sou do Rio Grande do Sul, estudante de Direito. -Felipe fala.
-Eu sou de Brasília, também Direito. -fala Guilherme.
-Sou de Belo Horizonte, Direito. -Pedro.
Estou me sentindo um peixe fora do aquário, sou daqui daqui do Rio de Janeiro. - Alice.
-Sou de São Paulo, falta 6 semestres para me formar. -Patrícia.
Entra um rapaz alto, de uns 2 metros de altura e beija Patrícia.
" Chegou o bruta monte". Pensa Guilherme.
-Acharam o Ruy morto nos matos do clube, todos que participaram do trote foram chamados para depor.
Capítulo 2.
Ruy era o rapaz negro que olhava para Felipe, foi encontrado nú da cintura pra cima, sem marca faca ou bala, mas de surra, Ruy era estudante de aquitetura, estava no quarto semestre. Era um rapaz alto, com os cabelos crespos, com os seus 27 anos.
O único da república que não foi depor foi Pedro, já que ele não participou do trote.
Pedro gostava de ler e agradeceu por não depor, mas adorava notícias criminais, o interessava os crimes impossíveis de solucionar, os psicopatas estampados nos jornais, maníacos.
Mas nada dava pra ele mais prazer do que ler romances, sejam criminais, românticos, humorados, verídicos. Sendo um romance ele ia, tinha uma biblioteca na sua cabeça de Machado de Assis a Paulo Coelho. sabia narrar o livro do começo ao fim.
Quando ele lia s eperdia no tempo, nada para ele interessava a não ser o livro. Ele está lendo Triste fim de Policarpo Quaresma. A história d eum nacionalista ufanista que foi abandonado pelos amigos. Ele enquanto estava lendo notou que um rapaz gordo entrou na república.
-Quem é você? - Pergunta o rapaz a Pedro.
-Pedro Soares Viena, também sou pertencente a república.
-Onde se encontra os outros?
-Foram depor...
-Ah! Sobre o Ruy. Peguei até o jornal, olhe - entrega a ele -Morreu feio não foi?
-Foi.
-Ah! Me chamo Renato,e stou fazendo o último semestre de Pedagogia.
-Faço Direito.
-É a maioria aqui é Direito, tirando eu, Alice, Edson. Pode ficar a vontade, eu vou depor.
O caso UQUE estava em todos os jornais, a faculdade vai paralisar as suas atividades por uma semana. A família de Ruy quer justiça.
No corredor da delegacia, sai da sala do delegado Guilherme.
-Como foi? -Pergunta Edson.
-Só fez um monte de perguntas.
-Pra mim também. - Falou Alice.
-Só falta eu, Edson e Felipe. -Patrícia.
-Felipe Boutinho. -um rapaz o convida para entrar na sala do delegado.
-Faltava.
Felie entra. Oado o nota muito o delegado o nota muito nervoso "Droga! Por que tinha que dar errado".
-Sente-se. -o delegado, Felipe senta -Felipe Boutinho Moraes Couto?
-Sim.
-Você é filho de Bernardo Boutinho Couto e Margarida Boutinho Couto? É?... -longa pausa -Você estava no trote?
-Sim, estava.
-Você conhecia Ruy?
Não.
-Você foi visto com ele, 5 estudantes confirmaram isso.
-Sim, conheci-o ontem no trote.
-Você sabia que o Ruy é homossexual?
-Não.
-Espero que seja um bom advogado.
-Por quê?
-Por nada, está dispensado.
Ele sai da sala " Você está a fimde um drink?"
-Patrícia. - ela foi chamada pelo rapaz.
-Eu fui visto com o Ruy, eu sou o principal suspeito. - ele abaixa a cabeça e levanta e vai até o bebedouro, enche o copo de água -Droga, porque isso acontece comigo.
-Mas você estava com o Ruy ontem. - fala Edson.
-Fale, vai para 6, para confirmar com os outros cinco.
Ele senta " Vamos nos afastar da festa?"
De olhos fechados.
Capítulo 3.
-Aqui diz que você tem a Síndrome da Imudeficiência Adquirida... AIDS.
-Eu sou soropositivo.
-Desculpe por perguntar. Mas como você contraiu a doença?
-Pelo meu namorado, que contraiu AIDS, e o sacana não me disse nada. -ela abraça Pedro- Não quero que ninguém saiba.
Já se faz um mês que estão estudando na UQUE. Pedro está lendo o Ateneu, de Raul Pompéia. Patrícia está fritando uns pastéis, Alice lavando os pratos, Renato se encontra no sofá deitado lendo um jornal, Felipe está jogando xadrez com Guilherme no chão, Edson bebendo água.
-Essa é a única república que ainda não tem um nome. -Fala Edson.
-Eu estava pensando em UESF. -Fala Pedro.
-O que significa isso? -Pergunta Patrícia da cozinha.
-União dos Estudantes Sem Formatura. -ele rir.
-Sem nenhuma criatividade. -Interrompe Renato.
-Rabo de saia, isso república rabo de saia. -Felipe.
-Ah não! O que vão pensar da república? E tem duas moças dividindo essa república - Fala Alice.
-Acho que deveria se chamar República das bananeiras. -Guilherme.
-Não vai se chamar República Bob Esponja. -Alice.
-Chega! Vai se chamar república 7 de setembro. -Interrompe Edson.
-Ai, legal, gostei. -Fala Renato.
-Vamos comemorar, os pastéis estão prontos. O recheio fui eu que fiz, a massa comprei pronta.
-Eu faço a placa. -Se candidata Felipe.
-Viva a República 7 de setembro! -Grita Renato.
-Viva! -Todos.
Depois de comerem os pastéis, a placa foi colocada com letras garrafadas vermelha.
-Pronto a placa foi colocada. -Todos saíram para olhar.
-Urh...Urh! -Renato grita. -todos entram.
-Guilherme você é o único fora Felipe que não trabalha. -Fala Patrícia.
-Porque não preciso.
-Como assim?
-Já foi paga todas as mensalidades.
-Você é mais rico do que eu! -Se impressiona Felipe.
-E você? -ele retorna.
-Eu e Renato trabalhamos numa danceteria, eu sirvo os drinks e ele como dj.
-Eu cuido de uma idosa que dá para tirar uma grana legal. -Fala Alice.
-E você Pedro? -Pergunta Edson.
-Arranjei emprego numa lanchonete, começo amanhã, pela noite.
Anoitece Pedro vê Alice chorando nos degraus da escada que dá república.
-Alice.
-Pedro.
-Por que você está chorando?
-Não é nada. -cai um exame.
Ele se abaixa para pegar.
-Pode ler.
-Aqui diz que você tem a Síndrome da Imudeficiência Adquirida... AIDS.
-Eu sou soropositivo.
-Desculpe por perguntar. Mas como você contraiu a doença?
-Pelo meu namorado, que contraiu AIDS, e o sacana não me disse nada. -ela abraça Pedro- Não quero que ninguém saiba.
De olhos fechados

Chegaram no parque, todo arborizado, eles começaram a se esconder atrás das árvores, a rolar na grama e quando viram estavam rindo, pararam se olharam e se beijaram.
Capítulo 5.
A noite todos decidiram ir à danceteria, pensaram que Patrícia não iria, mas ela foi.
“Que corpo ela tem, seios que mais parecem duas peras prontas para serem mordidas. Que seios!". Pensou por um momento Guilherme.
Patrícia dançou, todos paravam de dançar para vê-la, os homens babavam.
"Adoraria tê-la na minha cama, nem que fosse por uma noite apenas, que gracinha, esse avião nunca vai pousar no meu aeroporto". Pensou Felipe.
Ela já estava toda suada, mas parecia que a música que tocava era para ela.
“Edson perdeu uma grande mulher". Pedro.
Ela começou a sorrir, o que fez as outras meninas se roerem de inveja.
“Nem parece que acabou um namoro de três anos". Pensou Alice.
Ela parou de dançar.
-Chega.
-Gostosa! -Um grito.
-Princesa. -Um rapaz se aproxima.
-Para ter alguma coisa comigo tem que estar com a carteira recheada, ter um bom papo, educado e homem e melhorar no quesito cantada. -Fala ela.
-Você arrebentou. -Falou Renato.
-Que nada. Duas garrafas. -Ela se encosta no balcão -Que sede! -Ela pega as garrafas - Obrigada. Quer?
-Não, obrigado, não bebo.
-Já tomei algumas aulas de dança.
-Ah! Explicado.
-Renato dança comigo. -Pede Alice.
Ele olha para Patrícia.
-Vai. -fala ela.
-Claro.
Patrícia vira o copo depois de Renato se retirar.
De longe encostado na parede Pedro observa todos dançarem e Felipe beijando uma garota loira, as mãos da garota procurando a bunda de Felipe.
“Adoraria estar ali".
-Não dança? -Pergunta Guilherme ao se aproximar.
-Não, não gosto.
-Vou aqui.
-Sim.
A noite estava encerrando quando os outros da república notaram o desprendimento de Patrícia e Guilherme, como se já se conhecessem há anos.
-Gostaria de sair comigo? -Guilherme pergunta.
-Acabei um relacionamento hoje... Vão pensar que sou uma galinha. -ela sorrindo.
-Não vou deixar que a denominem assim.
-Sim.
-Mesmo?
-Sim. Quando?
-Quando sairmos da faculdade.
-Certo.
-Vou no banheiro.
Ele se retira e se aproxima Alice.
-Nossa Guilherme já fez curso de robótica, teatro, esgrima, tênis e fala 8 idiomas diferentes, inglês, francês, alemão, russo, mandarim, espanhol, italiano e grego.
-Nossa Guilherme deve ter muito dinheiro.
No dia seguinte todos ao saírem da UQUE verem Guilherme chegando num carro cinza escuro, aberto.
-Patrícia. -ele de óculos escuros.
Ela entra.
-Nossa que carro! -Felipe.
-Você comprou? Ela pergunta.
-Claro, ainda não gostei que esse carro é barato.
-Mas custa 100 mil reais no mínimo!
-O triplo ainda é pouco para o que eu posso gastar.
Chegaram no parque, todo arborizado, eles começaram a se esconder atrás das árvores, a rolar na grama e quando viram estavam rindo, pararam se olharam e se beijaram.
Todos na república estavam os esperando, quando chegou Patrícia sozinha.
-Como foi? -Alice perguntou logo.
Patrícia senta no sofá.
-Estamos namorando.
-Nossa!
Ele está dirigindo o carro. "Tenho que levar esse carro antes que o chefe saia. Como vou colocar a chave na sala dele?". Sinal vermelho.
-Assalto, saia. -ele sai e levam o carro.
“Merda, perdi o emprego. Ainda vou ser processado.
"- Mas custa 100 mil reais no mínimo!".
sexta-feira, 18 de julho de 2014
De olhos fechados.
Capítulo 4.
Pedro guarda uma mágoa, ele viu a mãe morrer na sua frente. " Eu devia ter morrido naquele acidente". O carro ficou em destroços, a mãe morreu e seu irmão também.
Descobriram na biblioteca da UQUE cocaína, 950kg debaixo de uma mesa, mas um caso da UQUE estampado nos jornais. Os alunos da faculdade estão sendo revistados todos os dias, já que o diretor desconfia que algum aluno vende a droga dentro da faculdade.
Pedro guarda uma mágoa, ele viu a mãe morrer na sua frente. " Eu devia ter morrido naquele acidente". O carro ficou em destroços, a mãe morreu e seu irmão também.
A família veio de uma festa, o som alto, aparece um caminhão no cruzamento com outra pista. "Porque, porque logo comigo, por que perdi a minha mãe?".
Estavam todos saindo da faculdade quando todos verem Patrícia e Edson discutindo.
-Me larga Edson.
-Você é a minha namorada.
-Não sou mais nada sua, estou cansada dos seus ciúmes.
-Patrícia volta aqui! -Patrícia se retira com Alice.
Patrícia era bonita, cabelos castanhos longos até a cintura, alta, magra, olhos castanhos grandes com sobrancelha fina. Linda séria e quando sorria, um sorriso que poderia iluminar qualquer lugar.
Alice era descendente de japonês, cabelo curto, cobrindo a nuca, mais velha do que Patrícia.
Na república chega Guilherme que nem imagina o que aconteceu.
-Por que Edson saiu com as malas?
-Ele terminou com Patrícia.
"Hoje é o meu dia de sorte".
De olhos fechados.
Capítulo 2.
Pedro gostava de ler e agradeceu por não depor, mas adorava notícias criminais, o interessava os crimes impossíveis de solucionar, os psicopatas estampados nos jornais, maníacos.
Mas nada dava pra ele mais prazer do que ler romances, sejam criminais, românticos, humorados, verídicos. Sendo um romance ele lia, tinha uma biblioteca na sua cabeça de Machado de Assis a Paulo Coelho. sabia narrar o livro do começo ao fim.
Ruy era o rapaz negro que olhava para Felipe, foi encontrado nú da cintura pra cima, sem marca faca ou bala, mas de surra, Ruy era estudante de aquitetura, estava no quarto semestre. Era um rapaz alto, com os cabelos crespos, com os seus 27 anos.
O único da república que não foi depor foi Pedro, já que ele não participou do trote.
Pedro gostava de ler e agradeceu por não depor, mas adorava notícias criminais, o interessava os crimes impossíveis de solucionar, os psicopatas estampados nos jornais, maníacos.
Mas nada dava pra ele mais prazer do que ler romances, sejam criminais, românticos, humorados, verídicos. Sendo um romance ele lia, tinha uma biblioteca na sua cabeça de Machado de Assis a Paulo Coelho. sabia narrar o livro do começo ao fim.
Quando ele lia se perdia no tempo, nada para ele interessava a não ser o livro. Ele está lendo Triste fim de Policarpo Quaresma. A história de um nacionalista ufanista que foi abandonado pelos amigos. Ele enquanto estava lendo notou que um rapaz gordo entrou na república.
-Quem é você? - Pergunta o rapaz a Pedro.
-Pedro Soares Viena, também sou pertencente a república.
-Onde se encontra os outros?
-Foram depor...
-Ah! Sobre o Ruy. Peguei até o jornal, olhe - entrega a ele -Morreu feio não foi?
-Foi.
-Ah! Me chamo Renato,estou fazendo o último semestre de Pedagogia.
-Faço Direito.
-É a maioria aqui é Direito, tirando eu, Alice, Edson. Pode ficar a vontade, eu vou depor.
O caso UQUE estava em todos os jornais, a faculdade vai paralisar as suas atividades por uma semana. A família de Ruy quer justiça.
No corredor da delegacia, sai da sala do delegado Guilherme.
-Como foi? -Pergunta Edson.
-Só fez um monte de perguntas.
-Pra mim também. - Falou Alice.
-Só falta eu, Edson e Felipe. -Patrícia.
-Felipe Boutinho. -um rapaz o convida para entrar na sala do delegado.
-Faltava.
Felipe entra. O delegado o nota muito nervoso "Droga! Por que tinha que dar errado".
-Sente-se. -o delegado, Felipe senta -Felipe Boutinho Moraes Couto?
-Sim.
-Você é filho de Bernardo Boutinho Couto e Margarida Boutinho Couto? É?... -longa pausa -Você estava no trote?
-Sim, estava.
-Você conhecia Ruy?
-Não.
-Você foi visto com ele, 5 estudantes confirmaram isso.
-Sim, conheci-o ontem no trote.
-Você sabia que o Ruy é homossexual?
-Não.
-Espero que seja um bom advogado.
-Por quê?
-Por nada, está dispensado.
Ele sai da sala " Você está a fim de um drink?"
-Patrícia. - ela foi chamada pelo rapaz.
-Eu fui visto com o Ruy, eu sou o principal suspeito. - ele abaixa a cabeça e levanta e vai até o bebedouro, enche o copo de água -Droga, porque isso acontece comigo.
-Mas você estava com o Ruy ontem. - fala Edson.
-Fale, vai para 6, para confirmar com os outros cinco.
Ele senta " Vamos nos afastar da festa?"
sábado, 12 de julho de 2014
Quadro.
Duas bichas velhas se agarrando no corrimão
E outra novinha em que todos passam a mão
O bonito malhado, desbotado procurando levar a bunda alguma coisa mais colorida
O boy tentando ganhar a noite em ato de desespero mostra a sua coisa rígida
Beijos no escuro, língua atrás, leitinho pelo corpo
Todos se divertem sem nenhum anticorpo
Inclusive o sentado no mastro sem cerimônia
E aqueles sem conversa nem parcimônia
Tem algo pra cheirar pra ficar legal
E bebidas pra ficar soltinho diante de algum bear
Tudo no alto astral
Ou embaixo chupando uma bela glande
Sem fazer nada, apenas ouvinte do barulho entre paredes
Ou fazendo tudo com muitos sem que ninguém debande
Independente do tamanho do pau em que o prazer não se mede
Rostos conhecidos
Gostos percebidos
Nenhuma novidade
Apenas um sotaque diferente, língua diferente
Que não se fica indiferente
Pau desenhado sob a toalha
Ereção sobre o corpo não contendo o tesão
Mesmo assim diante de alguma bunda lisinha se falha
E mesmo assim você fica com alguém sem precisar de alguma coesão.
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