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quinta-feira, 22 de março de 2012

Pragas de amor



Riscarei teu carro já que não posso marcar o seu rosto
Vou violentar a sua lembrança
Gritarei o teu nome na avenida para acordar a sua vizinhança
Procurarei só para ferir, o teu oposto
Farei macumba para que não mais goze com outro
Inventarei mentiras para sujar o seu nome
Vou rezar e ele da sua vida some
Jogarei todos os seus discos
E queimarei todas as suas roupas
Ligarei todas as noites para te encher de ofensas
Dispensar-me da sua vida não vai ser fácil como pensa
E quando não tiver mais nada e relembrar que eu era o seu tudo
Vou olhar pra você e ficar mudo
Levantar minha arma da indiferença
E tentar sepultá-lo de vez da minha vida
Tudo isso não passa de pragas de amor
Tudo isso não passa de uma história que acabou.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Subentendido



Minha dor não atende por nenhum nome
Não tem cor, endereço, cor, forma, tamanho
Eu queria saber no final com isso o que ganho
Com ela tudo perde sentido e não há fome
Eu prefiro senti-la para que tenha sentido
A minha dor faz eu gostar do escuro
Mata-me lentamente fazendo querer do veneno mais puro
Ela não está escrita em parede
Não está escancarada
Muito menos trancafiada
Ela pode ser visualizada pelos meus olhos
Tudo ela me impede
As vezes no lugar do coração eu queria uma pedra
Já tentei deixar de gostar de um amigo
Como eu quero um abrigo
As vezes esqueço da dor me armando
Mas o certo era me amando
Porque ela está lá quieta pronta pra sangrar
Pronta para me deixar sem ar
A minha dor não pode ser substituída
Ela só está subentendida.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Minha namorada



Minha namorada tem 22 anos
Trabalha, estuda e ainda se diverte
Gostamos as vezes de fazer planos
Eu deitado sobre os poucos pelos do seu peito
Olhando para seus olhos e sorriso que levanta a minha auto-estima
Não vou dizer que fomos feito um para o outro
Já que me conheceu de calça arreada
É que me perdi naqueles 22 centímetros
Quando me vi já era difícil dá aquela freada
Aquelas mãos fez o meu dia perfeito
Minha namorada, não posso dizer o nome
Atende pela posição ativa
Pela net se apresenta pelo nick RR
Tem um piercing na língua  e uma tatuagem no braço viva
Hum e a boca capaz de coisas incríveis
A auto-estima agradece pelo feito
Mamãe já fiz coisas com  a minha namorada inimagináveis
Pena que eu não posso apresentá-la
Tipo não é a garota dos seus sonhos
Tem 1,80 cm, 75 kg, calça 40
Já me proporcionou grandes gozadas de ganhos
Mamãe não se preocupe, ela sempre me deixa antes das 11 em casa
Usamos camisinha, e graças a ajuda da natureza não corro risco de engravidar
E não pretendemos casar, a sociedade não deixa
E não se preocupe da nossa pouca vergonha a nossa vizinhança não vai ficar a par
O nome?
Isso é o que menos importa
No dia que a conheci a última coisa que quis saber era o nome.

Minha dose de subjetividade


Eu queria ser
O que eu não sei
Eu queria ter o menos pra compartilhar
Nesse mundo em que perder é menos importante que ganhar
Eu queria que amigos brotassem em árvores
E que inimigos fossem apenas uma palavra em desuso
Percorri caminhos pelos quais nunca passei
Meu coração apaixonou-se por sonhados amores
Não queria estar diante dessas letras extremamente confuso
Queria amar quem me oferecesse o mundo
Mas teimo em amar quem me oferece tão pouco
Queria rir do nada feito louco
Ao invés desse vazio existencial profundo
Essas tortas linhas refletem o quanto sou torto
Sinto vergonha dos meus medos
Onde foram para meus brinquedos?
Onde foi parar aquele menino em que não mais me reconheço?
É tão difícil o recomeço
É tão difícil se reencontrar consigo mesmo
As vezes acho que nasci na data e hora errada
Que eu não sou desse mundo em que não é me oferecido nada
Em que se usam palavras repetidas
Em que o espelho é o mais importante
E você o objeto que quando perde a serventia é posto distante
Por favor, se tiver ouvindo em outra oportunidade me reprograme
Caso não encontre o meu canto

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não queria gostar tanto de alguém



Por que me ofereceu seus olhos?
Se não posso agora olhá-los
Por que me me ofereceu seus beijos?
Se tinha intenção de tirá-los
Por que me ofereceu sua mão?
Já que elas me levaram ao fim
Por que me ofereceu esse sorriso?
Por que esse mesmo sorriso vai ser oferecido a outro rapaz
Por que me ofereceu seu calor?
Se estou aqui de novo sozinho.
Sinto saudade do seu abraço
De todo teu rosto
E da maneira como me toca quando encosto
Já estou eu aqui de novo pelo mesmo caminho
Não queria me comportar como bobo
Agora chorando
Não queria gostar tanto de alguém
Queria fechar esse coração para não entrar mais ninguém
Ficar com apenas as lembranças
Pelo menos essas doloridas lembranças
Vão me lembrar que um dia fui feliz.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Não sou filho dos meus pais -Capítulo 1.


O barulho vindo do corredor me faz retirar-me da minha sala, uma enfermeira fala comigo, era John, o nosso paciente mais problemático. Ao chegar na sala, lá estava ele amarrado pela camisa de força, e o corpo de Herbert, um dos funcionários do sanatório, no chão e embaixo uma poça de sangue.
-O que você fez?
-Estou com as mãos ocupadas Capitão.
-Por que você faz essas coisas? -seguro ele pelos braços.
O solto, e tiro um lenço do jaleco e enxugo o rosto.
-Retirem o corpo.
Os dois funcionários que me acompanharam retiram o corpo. Olho pra John.
-Por que mata?
-Digamos que temos um vizinho chato que toda noite liga o som dele potente nas últimas alturas. Você, como bom homem vai lá bate na porta dele e tenta resolver amigavelmente, ou faz uma denúncia anônima a polícia. Eu, que adoro o meu jeito de resolver as coisas, vou lá na casa dele, bato na porta, ele atende e meto uma bala na testa dele. Assim ele vai perturbar lá no inferno. Sabe  porque  você não toma a atitude que eu tomei? Medo! Vivemos sobre malditas regras, não faça isso, não faça aquilo. Onde está escrito não matarás. Ao você retirar a vida de alguém sofrerá as consequências do outro lado da vida. Ou aqui mesmo, atrás das grades.
-Errado, eu não faço isso, porque eu não sou um assassino.
-Todos não são assassinos até que cometem o primeiro crime.
-Por que matou sua mãe?
-Já era difícil dividir o amor dela com os meus outros dois irmãos, eu não gosto nada pela metade. Muito menos um terço, é quase nada. E a coisa pioraria com a chegada do meu irmãozinho, ela esfregava isso na minha cara, o quanto estava feliz com o bebê que estava esperando.
-Você é louco.
-Eu sei, e o pior louco é aquele que sabe até onde pode ir com sua loucura.
-Sabe o que admiro em você? A sua frieza, sabe que até tenho dúvida se você é louco mesmo, ou que você seja humano, que tenha um coração batendo aí dentro.
Ele sorrir.
-A psicologia nunca poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que detém a verdade da psicologia.
Eu vejo uma Bíblia no chão.
-Está lendo a Bíblia?
-Até o Diabo conhece as palavras de Deus.
-Você tem medo do quê John?
Ele pára, silêncio profundo, olha pra mim.
-Da sanidade, que eu acorde desse buraco em que me enterrei.
Aparece a enfermeira.
-Visita para John.
-Visita para mim? Eu nem sei há quanto tempo eu não recebo visitas. Acho que é porque todos os meus parentes estão mortos.
É levado, entra na sala, ele ver uma moça loira de costas, uma mesa os separa. Ela vira-se com lágrima nos olhos.
-Lembra de mim?
Ela se aproxima dele.
-Por que não me afogou naquele dia? 13 de outubro de 1996. São exatamente 15 anos de terapia  que eu devo a você. Você não tem ideia de quantos remédios eu tomo pra conseguir dormir e para não acordar com os pesadelos que me perseguem.
Os olhos dele enchem-se de lágrimas.
-Você destruiu minha vida, tudo que eu tinha você acabou. Monstro! Você é pior do que o lixo de São Paulo. Aqui é pouco pra você. Eu desejo os piores dias da sua vida pra você.
Ela sai da sala, abraça um homem que a esperava e chora nos braços dele.
No dia seguinte, o vejo, ele está pintando um quadro na oficina, ele está afastado dos outros internos e há uma grade no cubículo onde ele se encontra e a mão esquerda está algemada, entro.
-Bom dia John!
-Bom dia Capitão.
-Quem era a visita?
-Minha irmã, Daiana Herthman... -ele pára de pintar -Continua linda ela.
-Pintando o quê?
-Um quadro idiota, pra passar o tempo sabe.
Olho pro quadro, tinha nada com nada.
-Tem mãe Capitão?
-Claro. -dei risada.
-Não é isso que eu quis perguntar, eu quis perguntar se ela é viva.
-Sim, ela está num manicômio há 40 km daqui. Ela foi pedir ao meu pai arrumar a antena. Ele tomou um choque e caiu do telhado de casa. Ela depois disso nunca mais foi a mesma, se culpou, enlouqueceu, nem mais se lembra quem eu sou. Acho que por isso escolhi a psiquiatria. Há uma linha tene que nos separa da loucura a sanidade.
-Adorava ver minha mãe se arrumar, era tão linda, charmosa, fina, feminina. Nunca entendi porque ela se casou com o estúpido do meu pai. Eu até hoje me lembro da música que ela cantava pra eu dormir.

 Eu canto pra você dormir
A terra gira sem ter fim
O sol se esconde não sei
Onde
Escurece a noite cresce

Eu canto e você já dormiu
A terra gira por um fio
A lua brilha, meu filho
Eu canto este acalanto
Deve ser difícil pra você, não tem filhos, sofre problemas no casamento.
-O quê? O que você está falando?
-Sua esposa não ama mais você, ela encontrou Arthur. Acha mesmo que ele é só um colega de trabalho dela?
Pego ele pelo braço.
-Como sabe disso?
-Você não imagina o quanto eu sei sobre você Capitão. Hoje mesmo você está sem a aliança.
O solto.
-É difícil chegar em casa e sua esposa não querer trepar com você, mas ela gosta de foder com o coleguinha dela.
-Cale a boca!
-Estou indisposta querido, tive o dia cheio, estou com enxaqueca. -ele faz voz feminina - Agora mesmo aposto enquanto você está cuidando de bando de loucos, ela está dando loucamente pro Querido Arthur na sua cama, entre quatro paredes.
-Eu já falei pra calar a boca!
Derrubo a mesa com o quadro e as tintas no chão.
-Tire a dúvida, faça uma festa, são treze anos de casamento, ela com certeza vai convidar o Arthur. Eu saberia muito bem como limpar minha honra, mas isso não é pra pessoas como você com sangue tão barato.
-O levem daqui!
Eu tapo os ouvidos, o retiram, ele com o sorriso nos lábios. Eu passo pelos pacientes, tudo turvo na minha frente, chego ao corredor e entro na minha sala. Sento, tentando respirar, suando muito, desabotoo  o botão da roupa. Abro uma gaveta, abro um pote e tomo três comprimidos a seco , em poucos segundos estou com um sorriso nos lábios e a sensação de alívio.
Colocam a camisa de força em John, um velho e um jovem o levam pelo corredor.
-Que crime cometeu? -pergunta o jovem enfermeiro.
-Não fale com ele, ele é o demônio. -o velho.
O colocam dentro da cela.
-O que foi seu velho? Eu mesmo com as mãos amarradas consigo quebrar todos os seus ossos e enfiar esse seu indicador sujo nesse seu rabo seco.
O velho fecha a porta e coloca o cadeado, ele abre a janelinha.
-Psiu -ele chama o enfermeiro jovem -Sabe qual foi o meu crime? Não ser filho dos meus pais.

Continua...

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Mais uma listinha 2011 -TV.

A última listinha do ano, e Tv é o tema. A numeração não significa colocação é só questão de estética.  E quem comentar, que tal falar o que marcou a tv em 2011?

1-Cordel encantado: Há tempo que eu não parava para ver uma novela das seis, desde os tempos de Alma gêmea. Novela engraçada, com grande senso de estética.

2- Bruno Gagliasso: Brilhou na pele de Timóteo na novela, chegando a figurar entre os personagens mais detestáveis na rede globo. Prova que ele não é só um rostinho bonito na TV.

3-Glória Pires e Gabriel Braga Nunes: A novela Insensato coração no início foi bem chato, o casal não rendeu, mas a novela foi desses dois atores, ótimo ver Gabriel Braga de volta a Globo. E esperei Glória ser aquela vilã na novela, mas no final ela se mostrou o verdadeiro insensato coração da novela. Eu comecei a ver a novela só pra ver a vingança dela, ela se tornou a protagonista, coisas de Glória.
4-A vida da gente: Já tinha gostado da série que autora criou em 2009, Tudo novo de novo, ela é ótima em dramas familiares e nessa novela que drama ela criou, pena que Malhação derruba a audiência dela.
5-Amor e sexo: Adoro Fernanda Lima, eta programa que me pegou foi esse, não perdi nenhuma temporada, e nessa última morri de rir com as peripécias dela no Japão.
6-Saída de Fátima Bernardes do JN: Isso virou notícias em sites,e até notícia internacional, só não gostei de ter Patrícia Poeta no lugar dela.


7-CQC: Se teve um programa que teve polêmicas foi esse, mas acho que o programa precisa se renovar, já anda arrastado há tempos, veio como promessa, mas anda fazendo mais do mesmo, e com a saída de Danilo Gentili o programa perdeu muito. E é difícil eu parar pra assistir o programa todo, assisto mais o Top Five.
8-Tapas e beijos: O melhor programa de 2011 na minha opinião, não sentir nem um pouco falta do Casseta e planeta. Fernanda Torres e Andréia Beltrão animam minha noite de terça-feira.

9-Manhã maior: É muita gente vai estranhar porque coloquei o programa, mas me divirto com as burrices Daniela Albuquerque. Coitada da Regina Volpato, o que deu nela pra enterrar a sua carreira na Rede TV.
10-Hoje em dia: O jornalismo da record tem mesmo credibilidade. Coitada da recópia.
11-Marcelo Serrado ( Clô) Se teve um acerto esse ano, foi o de Aguinaldo Silva em tirar Marcelo Serrado da record, confesso que assisto mais a novela pra vê-lo.

Christiane Torloni: É dia de rock bebê, ela rouba a cena em fina estampa, confesso que até gosto mais da Tereza Cristina do que do Pereirão. E transformar um mico em fala na novela das oito e até hit na internet, não é pra qualquer, eu só pra Torloni.



É isso aí, espero que tenham gostado.. Até a próxima listinha.

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