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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Entre 5 e meia noite. -Cap. 1.



-Que horas sai o próximo voo para Nova York?
-As 15:00 senhora.
-Quatro passagens. -entrega o dinheiro.
A moça olha para a senhora e seus filhos, ela era loira, de olhos azuis, alta nos seus 35 anos, com várias sardas no ombro, com uma filha adolescente com cabelos loiros , mais escuros do que a da mãe, alta com os seus 15 anos. Os outros menores, um de 10 e outro de 6, o menor loiro, espevitado, e o de 10 anos  carregava uma bombinha para asma, tinha cabelos castanhos claros, meio gordinho, tinha uma pele meio rosada, enquanto o caçula um branco palídico.
A moça olha o nome da senhora no passaporte, vera Cláver.
-De onde o sobrenome?
-É um sobrenome catalão.
Ela olha o nome das crianças, a mais velha Christina e o do meio Afonso, o mais novo Miguel.
-Aqui.
-Obrigada.
-Boa viagem.
Eles sentam na área de espera e Vera leva as malas e pede ajuda pra colocar um baú na esteira de embarque.
-Pesada. -o homem rir carregando com ajuda de mais um.
-´´E chumbo senhora.
-Mais ou menos. Obrigada. -ela agradeceu aos homens.
Ela volta pra perto das crianças, pega o celular e faz uma ligação.
-Alô... Você tem certeza que o baú tem como passar?...Assim espero, confiarei em você. -desliga.
-Vai demorar muito mãe? -Miguel.
Já já, vamos entrar no avião. -sorrir.
O sorriso sai do rosto ao ver dois homens em frente procurando algo ou alguém. Ela se vira de costas, a filha se levanta e segura na mão da mãe.
-São eles né mãe.
Se vira pra filha, colocando a filha de frente pra ela, olha pros homens.
-Olhe nos meus olhos, preste atenção, não saia daqui. Eu vou ao banheiro. Cuide dos seus irmão.
Ela sai e entra no banheiro. Ela lava o rosto, se refresca, tira o casaco, dobra e coloca sobre o ombro. Olha pro espelho, fica olhando pros seus olhos azuis, se perdendo no passado diante do espelho.
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-Acorda dorminhoca.
O homem que subiu na cama com uma bandeja e a beija.
-Trouxe algo pra você comer.
-Se dependesse de mim não sairia dessa cama. -ela alisa a cama e os dois dão risada.
Ela deita, ele olha pros olhos dela, a beija, passa a mão pelo cabelo e rosto dela.
-O que foi?
-Eu te amo, não deixe nada o que acontecer você esquecer disso.
-Eu também te amo.
Ela olha o relógio digital, mostrava 17:00.
-Eu vou tomar um banho.
-Por que não foi trabalhar hoje?
-Folga.
-Pensei que não folgava, ultimamente andava trabalhando tanto.
Ela se levanta, veste o roupão e penteia o cabelo. Senta na cama, come um biscoito.
-Crianças se arrumem, vamos ao mercado. - fala bem alto.
Se levanta e vai até a porta do banheiro e ver o marido tomando banho.
-Vai sair?
-Vou resolver um negócio. -desliga o chuveiro e começa a se enxugar.
-Vai precisar do carro?
-Não, pode levá-lo.
Ele a puxa pra ele.
-Você ainda tá molhado?
-Eu sei. - a beija.
Alguns minutos depois, eles descem, ela tira o carro da garagem.
-Bora crianças.
Ela olha pro marido.
-Tchau pai. - as crianças o abraçam.
-Te amo.- fala ele.
-Te amo. -ela fala e entra no carro.
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Ela toma um susto ao ver que alguém entrou no banheiro e se tranca e sobe em cima de um vaso. Ela ouve passos de alguém caminhando e portas se abrindo. Ela começa a suar  e quase cai, devido ao salto está escorregando. Até que ela ver sapatos masculinos pela fresta da e notar através da sombra que ele está se abaixando pra ver se alguém atrás da porta., mas desiste e sai e ela respira aliviada.
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Ela chega com as crianças no mercado, estaciona o carro e entra.
-Miguel e Afonso não corram.
-Mãe pode levar isso? -Miguel mostrando biscoito.
-Não, besteira não.
Depois ela ver um pacote de lasanha.
-Que tal lasanha? -ela mostra a massa a Christina -Seu pai adora. -coloca no carrinho.
-Os nuggets estão caros. -Christina fala.
-Mãe e isso? Miguel mostrando chocolate.
-Eu já disse, besteira não.
Afonso começa a ter uma crise.
-Filho. Cadê sua bombinha?
-Deixei no carro.
-Christina pega lá. -dá a chave a filha -Você sabe que não pode andar sem ela.
Ela alisa o peito dele.
-Tá passando?
-Precisando de ajuda? -Uma senhora.
-Ele é asmático.
-Aqui Afonso. -Christina.
Afonso usa a bomba.
-Pronto, passou filho. Quer voltar pra casa?
-Não, tudo bem.
O carrinho quase cheio. vera nota que um homem a observando do outro lado enquanto ela coloca as coisas no carrinho. Ela sai do setor de frios e vai pra outro setor e o homem começa a segui-la. Ela para. Ela olha pra ele, ele percebe que ela já notou. Ela coloca as latas de molho de tomate no carrinho. ela começa a mover o carrinho e o homem também.
-Filhos não se afastem de mim.
-O que foi mãe? -Pergunta Christina.
-Nada.
Ela olha pra trás e ele não está mais a seguindo, no fim do corredor ela se esbarra em alguéme deixa cair umas coisas.
-Desculpa. -ela levanta o rosto, era ele.
Ele a ajuda a pegar as coisas e ela ver a tatuagem na mão direita, duas cordas fazendo um nó.
-Obrigada.
Ela se afasta, ela olha pra trás e ele continua parado.
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Ela sai do banheiro e ver as crianças  tomando refrigerante.
-Eu disse pra você não sai de perto deles.
-Eles foram comigo. E ficaram me pedindo.
Ela vê o painel.
-O nosso voo, vamos.
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Vera vai passando as compras, tira o cartão.
-Não liberado senhora.
-O quê? Tente débito.
Ela digita a senha.
-Nada.
-O pessoal de trás começa a se irritar.
-Tente esse.
Tenta.
-Recusado também.
-Esse.
-Também não.
-Quero falar com o gerente. -ela olha pro relógio no pulso, 19:15.
-Eu vou ter que cancelar a compra.
-Você vai cancelar coisa nenhuma, eu tenho certeza que isso é um engano. essas máquinas erram, dão piti.
-Me acompanhe senhora. -o gerente -O que aconteceu?
-Três cartões meus foram recusados, inclusive o do mercado.
-Você pode ter esquecido de alguma compra  ou pagamento.
-Que compra? Eu não fiz nada. Que inferno! que constrangimento, eu tentei débito também e nada, sendo que tenho 10 mil na conta.
-Calma. podemos tirar a sua fatura nessa máquina aqui e você pode ligar pra central de atendimento do cartão usando esse telefone.
-Obrigada.
Ela usa o telefone.
-O que foi? -Christina.
-Não tem mais dinheiro, foi retirado todo semana passada pelo seu pai.
-Aqui a fatura.
Ela olha, tênis, boliche, corrida de cavalo, clubes, hotéis, spa,   lojas de esporte, uma lancha.
-Tem alguma coisa errada. -ela sorrir -O seu pai vai ter que me explicar isso. -ela liga pra ele -Nada, fora de área. Vamos, me desculpe, pode cancelar a compra.
Ao chegarem no estacionamento, ela vê os pneus furados.
-Roubaram os fios também. -Christina.
-E os vidros estão quebrados mamãe. -Miguel.
-Eu sei filho, Droga. Merda!
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Vera passa pelo detector e é revistada e depois os filhos.
-Pode passar.
Ela na fila para o embarque vê que os dois homens ainda procuram e estão se aproximando. Ela tapa o rosto com o cabelo e suspende a gola do casaco.
Ela consegue entrar e depois os filhos.
-Bem vinda a Company aere United.
-Obrigada.
Sentam na poltrona.
-Eu quero esse lugar. -Miguel brigando com Afonso.
-Meninos parem, fiquem quietos.
-Champanhe senhora? -Aeromoça.
-Não, obrigada.
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-R$ 874,00 senhora o serviço.
-Que bom que deu pra resolver ainda hoje. Vou te pagar em cheque, já que meus cartões não estão sendo aceitos, ok?
-A pessoa que fez isso, só queria te atrasar.
-E conseguiu, já são 22:20.
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-Senhora Vera Cláver?
-Sim.
-Por favor senhora acompanhe esses dois homens.
-O que houve?
-Não estou autorizada a falar.
-Posso levar os meus filhos?
-Sim, eles também vão ter que se retirar.
Já fora do avião, ela passa por um homem e olha pra ele.
-Eles ficam aqui no corredor. E você entra aqui.
Ela lê: Polícia, entra.
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-Droga, agora engarrafamento.
-Eu acho que do jeito que tá chegamos mais de meia noite em casa. -Christina
-Vou tirar do mp3 e colocar no rádio, talvez passe alguma coisa sobre.
-Bee Gees mãe. -Afonso.
-Que porra de Bee Gees! -ela para viu que falou algo que não devia -Perdoa a mamãe, ela só teve um resto de dia difícil, por isso está estressada. Seu pai vai ter que me dá boa explicação pra aqueles gastos exorbitantes. -ela buzina, olha o relógio 23:43.
Uma senhora passa entre os carros e Vera a chama.
-O que houve?
-Tem um homem morto lá na frente.
-Crianças fiquem aqui, eu vou ver o que houve.
Ela sai do carro e começa a caminhar entre os carros, outras pessoas também saem dos carros. Ela começa a sentir uma angústia, está se aproximando do pessoal em volta.
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-Boa noite dona Vera Cláver.
-Boa noite. O que aconteceu?
-Por que não me diz a senhora mesmo.
-Não faço a menor ideia. -sorrir.
Foi encontrado uma coisa muito interessante no baú que você levou. Um corpo... esquartejado. Qual a sua explicação pra isso E a melhor pergunta: De quem é o cadáver?
-Do meu marido, Paulo Cláver. E fui eu que dividir o corpo em 11 pedaços para que cabesse no baú.
O policial olha pra ela  não acreditando em tamanha frieza.
-Ele já estava morto, vocês bem sabem disso.
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-Não! -ela começa a chorar ao ver o marido no chão -Paulo!
Ela passa pelo circulo.
-É meu marido. Paulo não faz isso comigo meu amor, não me deixa. Um médico!
-Ele tá morto. -fala a policial.
Ela se abraça ao corpo como se não quisesse acreditar ou pedindo que a levasse junto com ele.


 



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Espectador.



Delicioso de ver
Sem ao menos você perceber
Estranho saber cada detalhe do seu corpo
Enquanto obtenho prazer no toque sozinho
Em que cada ato seu com a minha mente deturpo
Esquecendo da soma de espinho
Brincando escondido
Viciado na adrenalina derramada
Sem parecer culpado ou arrependido
Por não ter convite pra balada
No silêncio da noite ou no agito do dia
Sem roupa com roupa em que se despe a imaginação
Sem pressa ou com antecedência
Sendo provocado onde não há provocação
Apenas um espectador
Que não se importa se o objeto tem companhia
Se está no ato ou é amador
Desconhecendo a transgressão da pura agressão
Em que sem esse deleite ver a agonia
No qual o mais agonizante é o gozo
Sem testemunhas, sem parceiro, sem gozo.

domingo, 1 de setembro de 2013

Vago.



Não sei se  é a velha música
Que faz me lembrar de você
Talvez só seja uma teoria casuística
Já que não durou tanto tempo
Não era amor
Fomos um pro outro um passatempo
Sem declarações apaixonadas em folha de papel
Sem coisas embrulhadas em datas comemorativas
Não é que eu seja cruel
Já que não correspondemos as nossas expectativas
Mas é que as vezes vem seu rosto em situações banais
E nem sinto falta dos nossos momentos carnais
Pergunto se é despeito já que me esqueceu tão rápido
No outro dia já estava com outro que nem quis saber se era mais bonito
Talvez seja a minha cama vazia
E por me tocar seja inevitável lembrar você entre minhas pernas ávido
Acho que é por não ter havido mais ligações
Eu só sei que essas malditas lembranças tem me deixado aflito
Que me deixam em conflito
Sem entender certas ações
Como essa de lembrar de você
Talvez só seja o tempo vago entre as horas
Ou não ter ainda encontrado alguém em alguma hora fortuita
Pois o nosso encontro foi um acidente entre duas bebidas
E entre outras trocas de saliva
Foi troca de prazeres gratuito
Só basta compreender que tudo que tem início e meio tem fim sem restar dúvidas
Acho que tá na hora de procurar alguma coisa mais produtiva
Sem desperdiçar o tempo vago
Com momentos que não voltam mais
Sem se perguntar se em seus tempos vagos resta alguma coisa de mim

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Por trás do crime. -Cap. 2.



Pedro vai até um estúdio de TV e ver um apresentador reclamando enquanto ocorre a gravação do seu programa. Ele fala que é amigo do tal apresentador e aguarda encerrar as gravações. o nome do apresentador é Felipe Pontes, ficou famoso com um programa que expunha os piores momentos das pessoas, ou seja o fracasso, a derrota.
O pai de Pedro foi uma das vítimas de Felipe Pontes, hoje ele realiza um programa de entrevista, que revela segredos de celebridades e subcelebridades, como famosos midiáticos e mulheres frutas. o programa é sucesso de audiência nas manhãs da família brasileira.
                                                        ***
O pai de Pedro, Afonso tavares está numa festa infantil realizando um truque de mágica, as crianças atentas percebem  que a mágica  deu errado e Afonso super sem graça, desconfortável, constrangido com a situação, não ter conseguido realizar a mágica e começam a dá risada e Pedro no meio da platéia assistindo o fracasso do pai.
Em casa
-Desista Afonso, você não é mágico coisa nenhuma, as pessoas debocham de você. Você não coloca mais nada em casa! - a esposa sai revoltada da sala.
Afonso fica de cabeça baixa chorando. pedro se aproxima e abraça o pai.
-Não importa o que os outros digam. Pra mim você ainda é mágico.
                                             ***
-Oi. O senhor quer falar comigo?
-Sim, eu sou Pedro tavares, nãos ei se o senhor lembra, mas há 19 anos atrás o senho me entrevistou. Com o título de o menino hipnotizador que sustenta o espetáculo do pai.
-Acho que lembro, apesar de já ter entrevistado muitos. Eu lembro que fiquei impressionado com o seu talento e você foi uma das maiores audiências do programa. como está?
Oferece a mão.
-Meu pai está morto. A vida dele nunca mais foi a mesma depois daquele programa.
-Sinto muito.
-O que você quer que eu faça?
-Eu também quero arruinar sua vida. Acho que esse vídeo te pertence. Esse vídeo sim seria a maior audiência do seu programa.
                                                     ***
Pedro na varanda chorando, o pai se aproxima dele.
-Por que você está chorando filho?
-Porque a minha mãe disse que foi errado o que eu fiz.
-Você não pode ter vergonha, você é especial. Você tem um dom.
No espetáculo do pai.
-Apresento a vocês o Dominador de atos.
Aparece o filho de máscara. Ele está diante de uma mulher.
-Imite sons de bicho.
A mulher obedece fazendo sons de diversos bichos. Ele pega outro rapaz.
-Role no chão e se esbofetei.
Em casa.
-O nosso filho é uma mina de ouro!
-Ele é uma criança Afonso.
-Você não estava reclamando que não estava colocando dinheiro em casa?
-E continua não colocando, quem tá sustentando essa casa é o nosso filho. Sabe o que é isso? ela mostra um pedra -Algum vizinho jogou isso. Os coleguinhas dele estão bravos e estão o hostilizando, até a diretora me pediu para trocá-lo de escola.
                                                     ***
O apresentador Felipe Pontes sai do estúdio de carro e ver um rapaz encostado na parede que levanta a camisa, mostrando o abdômen definido.
Ele pára o carro na frente do rapaz.
-Como vai? Admiro muito o seu trabalho. Não perco o seu programa.
-E como faço pra ver o tamanho da sua admiração?
-Que tal começando me convidando para tomar um drinque?
-Teria problema se fosse na minha casa?
-Seria um prazer.
Felipe abre a porta do carro, o rapaz entra. O rapaz era o mesmo que atendeu Pedro na locadora.
Paulo Gastão chega em casa e ver o filho no sofá.
-O senhor anda trabalhando demais.
-Você sabe porquê?
-Tá na hora de recomeçar meu pai.
-Sinto tanto a sua falta.
-Eu tô bem, acredite.
-Eu acredito, eu que não acredito mais em mim desde que lhe perdi.
Paulo começa a chorar sozinho no sofá, na solidão que é sua casa.
Miguel chega num hospital.
-Como ele está?
-Na mesma. -fala o enfermeiro.
-Eu dou a sopa.
Se aproxima da cama.
-Você aqui.
-Como todos os dias.
-Eu não viria mais.
-Eu não sou o senhor.
Felipe e Rafael chegam no apartamento.
-Grande.
-Me sinto tão sozinho, este apartamento é muito grande pra uma só pessoa.
-Está calor aqui. -Rafael tira a camisa.
-Sua idade?
-17.
-Ótima idade. Quer algo pra beber?
-Eu quero saber aonde é o quarto.
Algumas horas depois Rafael chega em casa. Sobe pro quarto. Liga a TV e abre a mochila e ver uma camisa ensaguentada e no seu braço duas formigas.
-O que está acontecendo.
Passa um noticiário informando que Felipe Pontes foi encontrado morto no banheiro de sua casa, mostra a imagem do prédio.
-Eu acho que estive aí.
Ele ver que tem algo que a camisa está enrolando, desenrola e ver uma faca.
Paulo Gastão e Miguel no cenário do crime, verem Felipe Pontes na banheira com o mesmo corte da vítima anterior, um corte da cintura até o peito esquerdo e muitas formigas na banheira.
-Como o assassino conseguiu colocar tanta formiga sem ser notado? -Miguel.
-Isso te lembra alguma coisa?
Pedro em casa vendo o noticiário comendo um sanduíche e bebendo refrigerante.
-Chega disso, hora de ver algo mais interessante.
Coloca o DVD e no  filme estava Felipe Pontes chupando um rapazinho de 16 anos.
                                                 ***
No camarim o pai parabenizando o filho pelo trabalho, alguém bate na porta.
-Com licença, eu sou o apresentador Felipe Pontes e fiquei impressionado com o filho do senhor. Queria entrevistá-lo em meu programa,
No programa.
-O senhor não tem vergonha de explorar o dom do seu filho?
-Ele é anormal! -Uma mulher na platéia.
-Isso é coisa do demônio. -Outra voz.
-O que são essas marcas no braço do menino? Diga senhor Afonso. -Felipe Pontes.
-Ele é hostilizado pela vizinhança.
-Coitada dessa criança minha gente. Onde estão as autoridades pra tamanha brutalidade? E que tipo de pai é esse?
-Não fala assim comigo! -Afonso levanta e dá um murro em Felipe Pontes, que cai no chão.
A câmera filmando Pedro sem ação, assustado com os humanos.
O juizado interferiu e pais de Pedro perderam a guarda dele.
-Eu quero o meu filho! - a mãe de Pedro pra TV chorando.
Pedro no orfanato olhando a TV que mostrava a imagem também chorando.
O pai vai visitá-lo.
-Pai -Pedro o abraça.
-Eu vou tirá-lo daqui. Eu juro.
-Eu quero sair daqui agora.
-Eu não posso... Eu não posso. -chorando.
Algum tempo depois uma assistente vai falar com ele.
-Bom dia Pedro. Não fala? -senta de frente pra ele.
Ele continua calado.
-Eu sinto muito pelo o que você está passando.
Mostra duas fotos pra ele.
-Qual dessas você prefere?
Uma é ele no espetáculo, é ele com a família.
-Você não sente nada. -chorando -Me tira daqui.
Ela vira o rosto e se levanta.
-Eu sei que é mais fácil fazer com que as pessoas façam o que você quer, mas não podemos tratar as pessoas como marionetes.
-Você nunca teve filhos e quer cuidar dos filhos dos outros. Acha justo isso?
Ela se aproxima de Pedro.
-O que é você? - alisa o rosto dele.
Alguém bate na porta.
-Tudo bem aí senhora Marckenzie? -Uma voz de homem do lado de fora.
-Pode abrir a porta. -ela sai.
No quarto Pedro vê  cupim no seu sapato. Ele procura ver de onde vem. E segue a cerreira pelo corredor. Até chegar na varanda e ver uma árvore cheia deles, se aproxima, admirando. Coloca a mão no buraco, tirando o seu braço logo em seguida com vários deles.
Num certo dia a assistente leva ele até a mãe.
-Você pode ir Pedro.
A mãe com outro homem esperando ele de braços abertos.
Ele chega na nova casa.
-Gostou Pedro?
-Onde está o meu pai?
-Não tem mais espaço pro seu pai em nossas vidas. Você vai ter um irmãozinho. Vai ficar tudo bem. O César é um bom pai.
-Eu não quero outro pai. Eu quero o meu pai! Eu não quero ficar com a senhora. -Ele sobe correndo chorando.
-Pedro, volte aqui!
-Deixe ele se acostumar com a ideia.
                                              ***
Pedro diante do túmulo do pai, ver uma barata andando pela lápide, pega ela com a mão e a aperta até esmagá-la.
-Prometo meu pai.
Os colegas de Rafael, uma menina e um rapaz, vão a casa dele depoisd e receberem um telefonema dele.
-O que foi Rafael?
-Eu acho que matei alguém?
-O quê?
-Como isso?
-Sabem o apresentador Felipe Pontes, que foi encontrado morto em sua casa?
Sim.-os dois.
Ele mostra a camisa e a faca.
-Isso é loucura! Isso é impossível!
Ele chorando.
-Eu sou um assassino.
-Espera Rafael você não faria uma coisa dessa.
-Você é sonambulo?
-E se eu matar mais alguém?
-Rafael pára com isso! Olhe pra mim.
-Eles vão descobrir. ele sai do quarto.
-Rafael! vai atrás dele Hugo.
Pedro vendo uma senhora cuidando de uma criança, a acompanha até a casa dos patrões. Bate na porta. Ela atende.
-Bom dia, eu soube que vão vender a casa, estou interessado.
-Os patrões não estão em casa.
-Deixa eu entrar. -olha pra ela.
Ela abre a porta e ele entra.
-Trabalha há muito tempo com crianças?
-Dez anos.
-Tem filhos?
-Não, estão mortos.
Ele fica alisando os móveis, vira pra ela  e ver ela com uma arma apontada pra ele.
-Pra você eu estou morto. -ele chorando.
-Quando foi solto?
Rafael chega na delegacia.
-Eu sou o assassino de Felipe Pontes. -joga a faca e a camisa sobre a mesa -Por favor, me prendam antes que eu mate mais alguém.

                 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Vagarosamente.


Me arriscando no meio fio sem medo da queda
dando audiência para a beleza da sarjeta
Arrependido talvez de não ter voltado
E ter dado aquele beijo que poderia ter dado
Aventurando tomando chuva por não estar de guarda-chuva
Desperdiçando o tempo por saber que não há ninguém
Lhe esperando dentro de casa
Sem pedi a imaginação lhe empresta asa
Sem se preocupar por um minuto em não ser alguém
Andando por entre os meus iguais
Sem me incomodar ou assustar com o que é apenas diferente
Deixando a água cair por estar quente
Ser indiferente pelo o que eu não quero
Brincar de porta fechada imaginando o que quero
Tendo orgasmos quando reencontro as minhas velhas músicas
Sentindo falta de velhos rostos
Abrindo a porta e deixando entrar novas companhias
Tentando conviver com o meu maior medo a autocrítica
Se espantando com os meus diferentes gostos
Sabendo que em cada aniversário vou ficando menos vivo
Tem certas coisas que só gosto ao vivo
Aprendendo a colocar mais cores na tela da vida
Curtindo a festa que está em plena avenida
Perdendo as contas de quantos cabelos brancos vieram
Por ver o dia amanhecendo sorrindo nem aí pra sua idade
Com a sua invencidade experimentando toda a virilidade
Sabendo que ainda há espaço vago
E que tem memórias que não podem ser roubadas
Mesmo que não lembre cada palavra daquele dialogo
E ficar surpreso que um dia tudo vai tá acabado
Todos os seus filhos encaminhados
E certas despedidas inevitáveis
Tantas experiências não contáveis
E dá de cara que que muitas vezes não está acompanhado
Até cerrar os olhos vagarosamente abruptamente
Feliz com a tarefa cumprida
Pronto pra mais outras tantas vidas.

domingo, 28 de julho de 2013

Memorial de um ator pornô.



Experimentando a buceta de minha mãe
Por 100 contos esfolo a puta de pueris curvas
Que estava na esquina para descolar umas notas
Quando a encontrei em uma das minhas noites turvas
Em que me desviava das minhas roubadas rotas
Como da vez que comi a colegial na mesa da professorinha
Enquanto sentia o reto do menino da minha madrinha
Encantado por cada dobra do corpo de 120 quilos
Sobre o meu pau  a me satisfazer
Tirando a virgindade da moça que buscava aquilo
Com a velha de 65 anos tenho o prazer
Com a língua auxílio a triste amante
Da perversidade da reclusa santa Maria de pernas abertas
Pinta o quadro a artista de quatro
E sobre os seios do calvário calmante
Da casada infiel a piscadela se escondendo sobre a coberta
Até se pode dançar com a feia de castigo na dispensa
Fudendo e fodido pelo homem que pra mostrar o instrumento abaixou a calça
Perdendo a dignidade por cada desenho em preto e branco das costas
Com duas rotas alteradas no carro sem ofensa
Depois de uma por um cigarrinho abaixar a alça
Até a minha cama morrerem sem da noite obter resposta
Das minhas memórias me perdi da virgindade
Com o pau ereto atrás da minha próxima atividade.

domingo, 21 de julho de 2013

O beco.


No beco escuro explode a abstinência
Com dois homens másculos trocando carícias sem nenhuma prudência
Longe dos olhos dos infames
Experimentando o sexo do outro sem nenhum proclame
Contando as bitucas de cigarro assistindo a monotonia
Onde é bem vindo a poligamia
Onde não existe o resultado sentenciado da morte
Encenando a vida novamente por puro medo
Entre cervejas providenciando outros desfechos para o enredo
Drogado e de quatro sem ao menos um nome
Da bichinha triste palhacenta que para um curioso se consome
No total sigilo do céu a livre
Montada a prestação se enganando dizendo indiferente a tudo isso
Com a boca ocupada com 21 cm sem compromisso
Em que este deixou a namorada em casa para experimentar outros prazeres
Sendo que durante o dia no escritório não deixa de fazer seus afazeres
Juntos, sozinho, acompanhado ou em busca de companhia
Escondidos de sua própria soberania
Para não afrontar os outros de sua cidadania
Que não entendem essa magia
De ser estritamente humanos.

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