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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Se perguntassem o que é o amor.



Se perguntassem a um romântico desencantado o que é o amor
Ele responderia que queria mais um instante de amor
Num mundo em que se prega cada vez mais o desamor
Em que não se enxergam mais coisas com nenhum humor
Talvez amor seja apenas um primo rico do sexo
Se perguntassem o que é amor a um romântico apaixonado
Ele iria pintar o amor cheio de cores, fantasioso, indecente
E cada vez mais falaria do outro num extremo estado de ser um ser carente
O amor seria apenas o estado da euforia, do descobrimento, do embelezamento
De coisas que muitas vezes não são tão belas
O romantismo fingido embalsamado em literaturas
Se perguntassem a um ultrarromântico o que seria o amor
Ele diria que é impossível viver sem amor
Tem  de buscá-lo em cada coisa na vida em outras telas
É um sentimento nobre, das mais puras
Que poderia morrer sem esse sentimento
O amor a todos, sem a necessidade de amar de fato nenhum
O sentimento superiorizado do que o próprio amado e o próprio tolo amador
Se perguntassem o que é o amor ao anti-romântico
Ele diria que era balela, coisa pra se vender
Que é impossível encontrar em qualquer esquina e  se perder
Que é apenas um artifício criado pelo homem a se satisfazer
E nega que precise desse sentimentalismo para ter algo sendo somente ser
O amor só estaria apenas no plano das ideias negadas
Se perguntassem a um sexualizado o que é o amor
Ele diria que encontrou em cada perna e o perdeu em cada gozo
Que é possível amar alguém que malmente conhece e deixá-lo pra trás como se já bem o conhecesse
O amor não passaria de encontros furtivos, de troca, de dissabores
Se perguntassem o que é o amor ao amante
Ele diria que é o ato de abster da própria vontade em razão do outro
Porque o outro é maior do que a si mesmo
Colocando-se num papel de coadjuvante
Um amor que não é mesquinho, mas é pobre do sentimento próprio a esmo
Se perguntassem a um louco o que é o amor
Ele diria que é o próprio amor e iria dá risada de todos os outros
Não estaria enganado
Pois o amor tem que partir com ou sem a necessidade de  chegada e volta
Feita pra nos prender não deixando de ser  uma coisa solta
Se perguntassem o que é o amor a uma pessoa que nunca experimentou o amor
Aí sim tudo que se falaria não poderia ser mencionada como amor
Talvez até o próprio poeta desconheça o que é o amor
Porque o amor foge de qualquer generalidade, regra
É apenas e ponto.


Ménage



Dois corpos a satisfazer
Lutando por um pouco de prazer
Duas bocas para se perder
Com duas línguas sem ceder
Dois paus para entreter
Num parque de diversões as escuras sem temer
Ou as claras  para fazer o corpo tremer
Dois cus para  abastecer
Um cu de dois para ser
Um pouco mais viril
Sem romantismo vil
Sem pelos e pentelhos
Apenas cabelo puxados sem  entolhos
Gozos compromissados  em derramar no outro
Gozos com a necessidade do neutro
A três apenas no nome
Individual ao que se consome.

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