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domingo, 27 de março de 2011

Eu nunca pensei que iria postar algo sobre BBB

Primeiro antes que me critiquem, confesso tenho defeitos, sou BBBmaníco. Por que gosto do BBB? Primeiro vou ilustrar com uma coisa simples, um twitteiro muito famoso em uma das suas twittadas disse que ele sentia vergonha num momento que o Japão passava por uma catástrofe ele estava empenhado na enquete para tirar Mau Mala do programa, eu também estava.O que acho interessante no programa é esse negócio de nos vermos torcendo, amando, odiando pessoas que não conhecíamos, desconhecidos que tiveram a idéia insana de terem suas vidas completamente destrinchada por uma mídia cruel e porque não pessoas cruéis. Passou a aparecer fotos  suspeitas de um participante, fotos do passado de uma participante, começou a falar que tal participante era rica que não precisava ganhar e por aí vai, num programa desse é embutido a nós o poder do julgamento, mas quem somos nós para julgar? Quem não teve momentos de Maria na vida? Tentar desmedidamente ficar com alguém . Quem não pensa que mulher que vai pra cama na primeira noite é vagabunda? É um jogo, por que não jogar num jogo? Quem não fala mal de alguém que atire a primeira pedra,  quem não critica artista ou fala da vida dele ( é natural, é burrice fazermos isso diante de várias câmeras).  Não tem fã que critica outro artista que faz "rivalidade" ao seu artista? ( coisas da cabeça de fã e alimentada pela mídia), só para dá um exemplo fãs de Claudia Leitte chamam Ivete de a gorda, e fãs de Veveta vaiam por um descuido de tal artista em pleno carnaval.Quem não dá vexame quando bebe? Quem não sente inveja? É fácil sentir inveja, o difícil é afirmar isso em rede nacional. Não foi um dos melhores elencos do BBB, não foi também o melhor BBB de se assistir, me lembro ainda com saudades do BBB de Jean Willys e Diego Alemão. Não sei também se os participantes que sobraram merecem vencer tanto quanto outros participantes que já venceram o BBB. Mais o que mais me chamou atenção nessa edição o quanto se julgou os particpantes dessa edição.  Que tal participante era gay, uma pessoa que se ver como uma mulher, mas não é reconhecida como mulher por  preconceitos, ou até mesmo desinformação sobre o assunto. A achar desorientação a orientação sexual de tal indivíduo, julgar uma pessoa pela sua orientação, agredir uma pessoa pelo que ela é., . Agora de todos os personagens que povoaram esse BBB 11 dois me chamaram bastante atenção e acho que o programa foram deles, foram Maria e Daniel. A primeira, é a pessoa pra quem eu torço que ganhe, vi hoje uma reportagem no IG que disse que ela fez o programa A noite é uma criança, fez videos eróticos e concluiu  em 2007 o curso de teatro no Tablado e até ano passado estava em uma peça e que mora no apartamento e é vizinha de tal pessoa. Ela não disse em nenhum momento que precisava da grana, segundo eu não acho que ela seja tão ingênua, talvez seja a que melhor jogou até agora, terceiro a admiro por ela fazer o que quer e não pensar que os outros vão pensar, quarto ela tem uma coisa que vai contra ela, o estigma de que mulher bonita ou gostosa não pode ganhar, pois pode sair pelada e ganhar uma boa grana e ela não é coitadinha. O segundo é Daniel, confesso que torci de início para Diogro, depois minha torcida foi pra ele, pois ele fez o meu maior desejo mandar o trio ternurinha para o paredão, ele foi cabra macho em mandar pessoas que já estavam se ditando como favoritas e também me divertia e muito com a suas danças com o coqueiro.Ele tem um defeito que talvez não o faça campeão dessa edição, ele é uma contradição, ele faz coisas nas festas, e depois diz que sente pelas coisas que fez, diz que não vai beber muito em festas como promessa, mas em outra oportunidade repete tudo, enfia o pé na jaca, ele demonstra coisas e depois com atos futuros ele contradiz os seus antigos atos, segundo eu não gosto de pessoas que vão pro programa e diz que é pobre ou que ajuda e tal. Eu não acho que o BBB seja programa de caridade, eu acho que tem que ganhar quem joga, BBB é um jogo e deve premiar quem jogou melhor, tem que premiar aquela pessoa que quando lhe fazem a pergunta diga um nome  que marcou BBB 11, aquela pessoa que não passou despercebida. Daniel e Maria me chamam atenção porque são aquilo tudo que temos vergonha de ser, e não temos coragem de admitir que temos um pouco desses BBBs. É fácil ir com a maioria, o difícil é ir de contra com a maioria. os dois tem como inimigos os pudorados, não se pode dormir com um homem sem calcinha, não pode se masturbar ao termino de uma festa. dane-se a moral, eu quero é ser feliz, eu vim pro mundo pra ser feliz, é assim que classifico esses dois personagens e assim também que quero ser.
Eu não gosto de BBB, eu gosto de  pessoas, seres humanos, bicho- homem, de personagens, acho que por isso comecei a fazer histórias, a criar personagens, pois eu achava a vida dos outros muito mais interessantes que a minha, queria ser como meus personagens. Quem não tem um amigo com as idéias e jeito explosivo de Diogo? Quem não conhece uma Talula da vida? Quem já não viu uma Diana pela noite? Me diz se não existe Daniéis e Marias por aí? É fácil apontar os defeitos de alguém, o difícil é apontar os seus próprios defeitos ou se colocar no lugar da pessoa que você está mirando com o seu dedo da verdade.. BBB não pode ser a vida real, mas tem personagens bem reais.

Obs.:  A postagem pra quem não entendeu não fala de BBB, mas fala de pessoas e julgamento, então me poupem de ler comentários como odeio BBB, acho o programa o lixo, ou que odeia Tv e seus programas ( parabéns a você que não é um alienado como eu) e também não precisa dizer que gosta do programa apenas comente o que acha dos personagens e seus comportamentos e os julgamentos para com elas  e sobre o ato de julgar.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cor negra

Não basta um século para ser equiparado
Dos vagões de um navio vem o meu grito calado de liberdade
Vem saudar Iansã, Oxum filho de Ogum
Com as mãos cheias de calos e as costas feridas escrevi minha história
Irmão apanha por causa de sua cor e um tiro é disparado
Menino favelado sorrir da janela e sonha acordado
E dos cafezais vem um choro de saudade
Menina expressa sua dança que vem dos antepassados
Negros fugidos até hoje são caçados
Só mudou os capitães-do-mato, hoje eles estão fardados
-Pára de rir negrinho desemxabido, tá pensando que é gente
-Negro não roubou patroa, negro não mente
Favelado, pobre, preto sim senhor
A cor negra é a minha cor
A cor negra é minha cor
Negro trabalha, estuda e ainda reza
Pedreiro, padeiro, bombeiro, professor, médico e advogado
Quero respeito
Chega de preconceito!
Me dá um beijo meu negro amado
Filas enormes se formam em busca de esperança
Família agradece apesar das adversidades a bonança
Favelado, pobre, preto sim senhor
A cor negra é a minha cor
A cor negra é a minha cor

quarta-feira, 9 de março de 2011

Entenda.

Não entenderia o amor se me ensinassem ao pé da letra
Não entenderia me entregar assim, toma e leva meu coração
Não entenderia ficar vivendo em busca de alguém
Não entenderia que meus olhos ao cruzar os seus desperta tamanha emoção
Não entenderia o amor se não sentisse, me soletra
Não entenderia como alguém me entende tão bem como ninguém
Não entenderia esses versos se você me correspondesse
Não entenderia as lágrimas, os batimentos cardíacos sem você
Não entenderia o beijo se não ficasse com o gosto da sua boca
Não entenderia o tempo com um momento desse
Não entenderia a felicidade se não sorrir pra você
Não entenderia o sexo se você não me toca
Não entenderia o medo se estivesse no seus abraços
Não entenderia a vida se não for pra viver esse amor
Não entenderia o ódio nos seus olhos depois de tudo que vivemos
Não entenderia o céu por não ouvir da porta os seus passos
Não entenderia a tristeza se ainda tivesse a alegria que traz o teu amor
Não entenderia os desencontros da vida se guardo as conversas que tivemos
Não entenderia o espaço com o vazio que você deixou
Não entenderia o fim com as recordações do nosso começo
Não entenderia a distância se em mim você ainda é tão presente
Não entenderia o passado se aqueles olhos que já foram meus fossem para outra pessoa
Não entenderia o frio que agora sinto se agora tivesse o seu corpo sobre o meu me aquecendo
Não entenderia os dias se ao olhar no espelho ver a imagem que hoje pareço
Não entenderia as manhãs de agora sem o seu beijo quente
Não entenderia as noites vendo o que a falta faz, com o meu cigarro vejo o dia amanhecendo
Não entenderia as cores se não tenho o que agora careço
Entenda que viver sem você não entenderia
Que nem todas as palavras expressaria o que sinto
E não caberia nesses versos perversos pra mim que agora escrevo
Devolve a mim a vida, me devolve você, só assim saberia
Só assim me entenderia
Entenderia... Entenderia
Entenderia.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Quero você! -Capítulo 2.


I.

Notei que era diferente muito cedo e logo aprendi que ser diferente não era bom. Por que logo eu? Me perguntava. Não era legal ser diferente, as pessoas comentavam sobre mim. Minha mãe falava da minha voz, da minha aproximação muito próxima do meu amigo. Gostava das bonecas da minha prima.
Minha mãe saía e logo abria o armário para me compor com as roupas dela, ficar sobre o salto, imitar Madonna.
Me olhava no espelho e via o que eu queria ser e não era.
Minha mãe chega em casa e me ver com as roupas dela, me pega pelo braço, rasga a roupa ainda em meu corpo. Ela dá gritos, as coisas caem pelo chão e ela ainda com o cinto na mão. Lágrimas e mais lágrimas desciam do meu rosto.
-Não mãe.
-Toma! Eu não quero filho filho viado dentro de casa.
Eu no chão e ela ainda me batendo. Corro e me tranco no quarto.
-Abre a porta Luís Otávio. Abra a porta! -ela batendo na porta.
Meia hora depois os gritos cessam, eu saio. Meu pai estava a mesa com uma garrafa de pinga.
-Cadê mãe?
-Foi a igreja. Agora sai daqui, não me amole!
No dia seguinte ela me levou a igreja, achou que era encosto, no outro dia no hospital, mas eu continuava mais viado ainda.
Volto da escola e minha mãe na cozinha. Peço a bença dela, ela me olha e diz de meia boca Deus abençõe.
Vou ao banheiro, tiro a roupa e entro embaixo do chuveiro.
Meu pai costumava me olhar pela fresta da porta. Saio do banho enrolado na toalha e encontro o meu pai no meu quarto.
-Pai, cadê mãe?
-Foi visitar a comadre. Mais lindo tu fica a cada dia. -ele desprende o cinto -Tira a toalha filho pro pai ver.
Eu ando pra trás.
-O que foi? Não vai  obedecer o seu pai?!
Ele me joga na cama.
-Não, eu não quero.
-Fica de costas.
Aquilo não era a primeira vez que acontecia, o primeiro abuso aconteceu quando eu tinha oito anos, ele me levou pra pescar, mas não era pescaria. Depois disso comecei a evitar sair com meu pai, mas ainda morava com ele e toda semana acontecia.
Eu chorando agachado nú na cama, ele se veste.
-Não conta nada para sua mãe. Por que  aborrecê-la mais? Ela está muito brava com você.
Ao completar 15 anos fugir de casa, me prostituir para sobreviver, conheci Alexandre e ele me transformou na estrela na Frisson, passei a me chamar Marion Boonbygton, a rainha das performances de divas dos  gays.
-Olhe a tatuagem de São Jorge que fiz nas costas. -Emerson ou Vieta Ágape como prefere.
-Ficou bonito.
-Lá me disseram que você é de Iansã.
Coloco a  minha peruca loira preferida, porque parecia os cabelos da Vera Fisher e termino a maquiagem, me viro e vejo um altar.
-Aí comprei uma imagem de Santa Bárbara e outra de Iansã, gostou da cruz com Jesus Cristo achei sua cara, cheia de brilhantes.
Derrubo o altar e quebro as imagens.
-O que é isso?!
-Como vou acreditar num deus que diz que fez todas as coisas perfeitas, tudo perfeito, se não fez logo a mim perfeito, porque eu sempre achei que me faltava alguma coisa. -chorando. -Droga você fez eu borrar a minha maquiagem.
-Chegou sua hora Vieta. Não está pronta ainda Marion e que bagunça é essa?
-Pergunte a Vieta.
Vieta se retira com Alexandre. Logo depois eu, depois de ter refeito a maquiagem.
Estava com uma blusa transparente preta de renda que mostrava os meus seios recém comprados e uma calça de seda com um sapato de salto cano longo. Vieta me chama. Subo, os bailarinos sobem comigo. Canto primeiro Don't for cry me Argentina, ao acabar a música rebebo palmas e um grito de gostosa de fã caloroso. Alexandre me entrega o buá, enrolo no meu pescoço, bebo o meu drink que estva numa mesina ao lado e começo a cantar Vogue, mas não acabo a apresentação, desmaio, vejo por último Vieta  ao meu lado segurando minha mão pedindo ajuda.
Acordo no meu quarto., vejo Alexandre, Vieta,  Lady Zara e um rapaz.
-Ela está bem, mas aconselho levá-la em alguma clínica. -O rapaz.
-Que plano de saúde eu tenho, estou esperando a minha cirúrgia pelo SUS. -rir
-Obrigado -Alexandre.
-Se cuida.- ele se retira.
-Deve ser essas porcárias que você toma! -Vieta.
-Ele já disse que estou bem, agora por favor me deixem sozinha.
Todos saem., me levanto, tiro a peruca, solto os meus cabelos ruivos, sento numa cadeira, me vejo pelo espelho e começo a desfazer a maquiagem.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Quero você! - Capítulo 1.



V.

Eu tinha poucos amigos, desses poucos eus empre andava com Baltazar, Antônio Carlos e Valmir. Éramos quatro mosqueteiros inseparáveis. estava em época de férias e o meu irmão Lúcio não tinha ainda voltado. Eu e os meus amigos gostávamos de ficar na casa da árvore, que o próprio pai de Valmir construiu.
Me lembro que  que quando cheguei para as nossas reuniões eles estavam folheando uma revista de mulher pelada.
-Nossa olha quanto cabelo ela tem lá!
-Quer ver Pedro? -Baltazar pergunta.
Ele era gordo, bem gordo aliás.
Entregam-me a revista, folhei sem muita curiosidade, preferia ver meu He-man com aqueles peitos e braços só pra mim e minha imaginação. Foi vendo ele que comecei a bater bronha.
-Está com pau duro? -pergunta valmir.
-Não.
-Não gosta?
-Claro que gosto!
Logo entendi que todo homem tinha que ficar de pau duro quando visse uma mulher nua, mas eu não ficava. O que tinha de errado? Eu ficava de pau duro assistindo He-man.
-E você está?
-Estou.
Ele abaixa a calça e todos dão risadas ao vê-lo de pau duro, logo em seguida Baltazar abaixa a sua calça e todos dao risada por não conseguir ver ele de pau duro, devido a sua gordura. Baltazar começou a mexer no pau de Valdir e Valdir começou a gostar e todos nós a admirar. Até que Valdir ejacula e todos demos risadas.
Depois saímos com as nossas bicicletas pela rua e paramos num orelhão.
-Liga logo porra.
Ligamos e eu peguei o telefone e do outro lado da linha havia uma mulher gemendo.
-Deixa eu também. -Baltazar.
-Bota outra ficha logo -Valmir para Antônio Carlos.
Antes das seis estava em casa para assistir Jaspion. Nessa hora não tinha ninguém em casa e aí eu poderia brincar com a minha gostosura sem nenhuma repressão.
Depois me dava uma fome e ia na lanchonete do Lua para comer um sanduiche real. Dependendo de como tinha ido a bronha eram até três sanduíches reais.
E algumas vezes a noite nos reuníamos no meu quarto para ver a vizinha gostosa trocar de roupa. teve uma vez que ela tirou tudo, mas normalmente ficava só de calcinha e sutiã.
-Vai tira logo belezinha. -Valmir falando com a mão na gostosura dele.
Aparece o marido dela só de cueca, um moreno alto, forte, tatuado no braço, com a barba pra fazer, um brinco na orelha e sorriso safado que tinha levado a minha gostosura as alturas.
-Que merda! Cadê ela? Só tem a porra do marido dela agora. -Valmir.
Alguém bate na porta, fechamos a janela e sentamos na cama e abrimos os livros.
Abre a porta tia Rita.
-O que estão fazendo?
-Estudando.
Estudando em plenas férias, bons meninos. Acho que vocês merecem uma torta de chocolate que acabei de fazer.
-Oba! -Todos descem, eu fico.
Não vai descer Pedro?
-Daqui à pouco tia. -Ela se retira.
Eu volto para a janela, ele não estava mais lá.
No dia seguinte acordo com uma barulheira que só. Era Lúcio que tinha voltado. Desci as escadas e ele veio logo me abraçando e eu ainda sonolento. Todos encheram ele de perguntas. De como foi lá, do que fez e etc.
-Lúcio se não quiser voltar você pode. -Tia Rita.
Lúcio olha para o meu pai.
-Eu vou voltar tia.

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