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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Verdades



Preste atenção cidadão vou te contar certas verdades
Os números sobre educação apresentados pelo governo são sempre otimistas
Mas a verdade atualmente é que muitos professores fingem que ensinam
E alunos fingem que aprendem
Porém muitas vezes nem isso eles conseguem por caridade
E planos e mais planos são elaborados e dinheiro some na mão dos alquimistas
Puta é uma profissão que vai deixar de existir
Eu me pergunto ainda existe virgem
Ah esqueci dentro das das igrejas, eles oram
Eu prefiro oral mesmo
Tá todo mundo dando de graça
Vem aqui pra dá minha contribuição
Atrás dos muros novos narizes são feitos
Dois homens se beijam publicamente na praça
Os imorais se revoltam
Enquanto suas filhas brincam de serem adultas
Fabricando crianças mortas
E na sua ausência você não sabe com quê seu marido brinca atrás das portas
Que tal pra os nossos marajás cotas
Reserva de lugares nas prisões quem sabe assim eles ficam presos
Nossas prisões são feudais, e nossas leis...
Homens de bem, cidadãos, trabalhadores presos
E quando saem não sabem se voltam
Existe alguma explicação
Ocupam-se de culpar
E nesse desastre chamado governo quem perde são as famílias
Caminhamos com a nossa democracia a passos lentos
Numa sucessão de erros quem sabe nos enganamos
Porque ainda pensamos com a bunda e dançamos com a cabeça
Vamos comemorar o carnaval
E comemorar as vidas deixadas no caminho dessas estradas
Vamos rir da cara da mãe que não tem o que dá de comer aos seus filhos
Vamos dançar nos engarrafamentos que se multiplicam
E vamos beber em favor dos desabrigados
E nossos problemas continuarem sendo discutidos em mesas redondas
E governados por bestas quadradas
Então ao ver um número pense  de que fonte veio
Está real aos seus olhos?
É apupável?
Números quando não estão materializados em qualidade
São apenas números, não são verdades.



Sexta-feira



Preparo-me para mais uma noite
Vou arrasar
Com dez garotos eu vou ficar
Com uma calça saruel e a camisa em decote V
Estava lindo
Ao entrar no ambiente escuro olhares para mim para a minha sorte
E no banheiro uma pica enrijecida para eu gozar
Curto magrinhos para ficar e grossas para chupar
Aos mais novos vou instruindo
Com os experientes vou me divertindo
Recuso gordos, velhos e afetados
Apesar de darem o cu como ninguém
Os negros escondido
Sem companhia
Só um dois para as noites de alterado
Que faz esquecer as merdas da noite passada
Só passo se esqueço alguém na minha cama
Um desconhecido
O fodido
Da noite de luzes ou escuro
Por que sou assim
Quatro, uma hora... meia hora me bastam
Meu apartamento, meu emprego, meus pseudoamigos
Nas noite de carência procuro abrigos
Nas noites de demência procuro para os meus egos algo que os satisfaçam
Porque só eles me bastam
Só a Sexta-feira me basta
Só eu me basto
Basta!

domingo, 19 de agosto de 2012

Meus números



Em um minuto posso te ensinar
A dois, o popular, eu gosto mais
Diga três motivos para não te querer
Estou de quatro pra ficar com você
Com cinco palavras faço você se apaixonar
Não te espero contar até seis jamais
Vamos criar sete novos segredos esta noite a escolher
Comigo tudo oito ou oitenta
E tudo pode se resolver num meia nove espetacular
Meto, te chupo e te lambo em dez minutos
Do onze não faço questão
No doze dispenso nota desde então.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Íntimos


Dizem que somos íntimos
Somos apenas 4 amigos
Gostamos de ver as vergonhas de cada um
Todos juntos, separados, nada comum
Gosto de acariciar os pêlos loiros da púbis de Mariana
Beijando Ana
Comendo o Marcelo
Admirando a falo dele reto e belo
Dominado entre as minhas pernas o glúteo delas
As duas se tocando e gemendo feito duas cadelas
E eu gozando na boca carnuda dele
Batendo uma só pra ele
Aqui todos dão o cu
Nada é proibido
Quando se tem libido
A ninfomaníaca que não quer envelhecer
Gosta de dá  depois de fumar um dois
Dá até pro cobrador de ônibus
Abre as pernas pro seu psicologo antes da consulta
A outra, a putinha da família que cavalgava sobre o pau do tio
Foi expulsa de casa, ganhou seu ônus
O Marcelo perdeu a virgindade com uma defunta
Pelo menos não pagou multa
E eu... O meu pai disse trabalhar
Virei ator pornô
Vi tudo que é tipo de buceta
Aqui é proibido acanhar
Somos assim... íntimos
Tem alguma pergunta
A intimidade é nossa entre quatro paredes
Mas aceitamos visitas
Deixamos sempre todas as janelas abertas.


Beleza de vitrine


A última prótese de silicone
Na TV bundas para subir a audiência
No espelho você se olha com que frequência?
Gosta do que ver? Consome?
Negra do cabelo duro ou liso?
A beleza do teu olhar em teu sorriso
Vou comprar um carro e me tornar bonito
Beleza americana, oriental, européia
Eu quero a beleza dos índios
Quanto custa o rosto perfeito?
Aposto que tem defeito
Magro, musculoso, epopeia
A beleza está no corpo?
É mais fácil apontar o feio do que o belo
E o feio no belo
Harmonia, simetria, agonia
Beleza passageira
Dizem que só os jovens tem
Medo de envelhecer
Lei natural das coisas
Então fui mais belo anteontem
A ciências e suas fórmulas
Como se existisse em fórmula
A mídia e seu rostinho bonito
Eu quero da beleza a súmula
E não buscá-la em vitrines aflito
Sugando a beleza, a jovialidade, a hombridade
Beleza não está em liquidação
Mas está em promoção logo ali na esquina
Diante do bonito não há ação
Só valorização
Mas aqui as coisas se desvalorizam tão rápido
Eu quero da noite a adrenalina
Caminhando pela vitrine
Talvez amanhã não esteja mais aqui
Porque beleza cansa
E algumas vezes você se engana com o rótulo
Talvez a beleza não esteja nem aqui


Não me ensinaram sobre o amor


Eu não sei nada sobre o amor
Me ensine, por favor
Eu já não consigo mais fazer as coisas do dia a dia
Pois só penso em você, e eu pensava que não podia
Com você estou no ar
E eu pensava que pássaros voavam
Não dá para explicar quando fecho os olhos ainda dá pra sentir seu cheiro
Eu pensava que pessoas como eu não amavam
Pois as vezes me sinto egoísta cobrando do amor a fagulha do isqueiro
Já estava meio desacreditado
Acostumado a ser sozinho
Procurando resquícios de carinho
Achando que amor era amar alguém
E eu já não querendo mais ninguém
Mas chegou você de um meio não tão inusitado
Mas nunca pensei em tentar por esse caminho
Você ofereceu abrigo num momento em que procurava um porquê
Você ofereceu um sorriso num momento em que não queria buquê
E me tirou um sorriso num momento em que as lágrimas era o mais fácil
Você me deixa mal acostumado ao se preocupar comigo
Você me deixa de olhos brilhando ao me dá sua atenção
Me ensina a retribuir essa atenção, me distraio rápido digo
Mas minha distração preferida é estar com meus dedos entre seus cabelos
Sair deles não faço nem menção
Aí já me vejo esperando uma ligação
A caixa de entrada lotada
E diante de suas palavras ficando sem ação
Esperando apenas a entrada
A entrada na sua vida
Deixa eu cuidar de você e me ensine a cuidar de mim
As vezes acho que esqueço um pouco de mim
Um pouquinho em cada um nessa estrada
Não te peço para curar ferida
Eu só tenho medo que lhe cause elas
E de suas bobagens eu não consigo mais ficar longe delas
O nosso beijo foi no cinema
O nosso encontro foi no shopping
E eu acreditava que isso era um problema
Não me disseram o significado do amor
Não procurei em dicionário
Talvez eu nem saiba definir com meu glossário
É que as vezes acho que é tão indescritível que as palavras não cabem
Pena que amor não rime com felicidade
Porque essa é sua melhor qualidade
Por isso não digo que te amo
Eu digo que desde que lhe conheci você me faz uma pessoa mais feliz
Porque acho que não há melhor prova de amor a se dizer
Que é dizer que quero estar feliz com você.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Bahia de todas desigualdades.



Nessa terra que recebe turista como ninguém
Em que certas minorias ainda não são vistas como alguém
Do garoto queimando pedra na orla
Ao homem que teima em coexistir entre arranha-céus
Passando por mais um furto
Da qual os homens de terno são lembrados  que também dessa terra são filhos seus
A prostituta universitária da Pituba e a puta da Sete Portas que se vende a dez reais não são iguais?
Terra de muitos frutos
E de pequenas e grandes obras que se arrastam
Terra de tantos becos e saídas sem solução para engarrafamentos que persistem
Em tirar uma... duas horas do trabalhador baiano
Nessa terra brinca-se de educar
E nem a nossa polícia truculenta é salva do engano
Nessa terra que recebe bem turista, mas doente  espera em corredor
Amanhece o dia em fila a procura de atendimento
Isso quando não encontra a porta fechada e descobre  uma outra dor
Aqui o pouco que se tem vai embora
De um lado por falta de chuva do outro por excesso dela
Em um mesmo pedaço de chão persiste a luta de interesse
Dos que nada têm e dos que querem ainda mais
Povos que lotam arquibancadas por amor a um time
Não amam com a mesma intensidade e depredam essa cidade bela
Berço de artistas mundialmente conhecidos em meio há um emprego ainda a procura-se
Terra de diversos ritmos e sons, mas que não abre espaço para esses demais
E assim cidades vão se construindo
De um lado casas amontoadas e do outro bairros dentro de outros bairros
Nesses dois espaços os verdadeiros governantes se apresentam
Nessa terra em que toda luta é justa
O trabalhador vai se diminuindo
Perante uma copa que não sabemos o quanto custa
Na minha Bahia com tudo isso o povo ainda consegue rir
Porque aqui até protesto termina em festa
O governo finge que governa nós os governados
A Bahia que não me sai do pensamento é essa e teima em não partir
De absurdos não se sabe do que a vir ainda resta
Passam-se mandatos sem mudar os mandados
Nessa Bahia de diferentes credos
Que Oxalá olhe por nós.

domingo, 27 de maio de 2012

Curtas urbanas

Gláuber e Júlia são um casal que se "amam" muito e aproveitando a deixa de um apagão no condomínio para discutir a relação e relembrar alguns fatos.

O apagão.

Júlia está batendo algo no liquidificador, falta luz.
-Droga, na hora da minha vitamina de banana.
-Droga bem na hora do jogo do Flamengo.
-Gláuber acenda uma vela.
Ela vai pra sala e ver Gláuber com uma lanterna.
-Eu falei vela Gláuber. Você é surdo?
-Vou procurar meu rádio de pilha.
-Gláuber você é velho hein! Você pode muito bem escutar a porcaria dessa partida pelo celular.
Júlia acende uma vela.
-Pra quê vela se tem lanterna?
-Eu quero acender a vela posso? Tem muita vela em casa. Eu não quero ser uma colecionadora de velas. Compro pra acender para os finados da família, mas infelizmente ninguém morre nessa família.
-Vamos jogar buraco?
-Você não tem nada mais interessante pra fazer. Eu aposto que nossos vizinhos não estão jogando buraco nesse momento, devem estar aproveitando pra brincar com outros buracos. Ah tive uma ideia, vamos ficar ouvindo o que nossos vizinhos estão fazendo.
-Não. Você se lembra como terminou da outra vez, eu levei uma dedada no cu e você ficou toda arrebentada.
-Maldita cigana, eu deveria ter acreditado nela e ter me separado de você enquanto te namorava.
                                                        ***
Júlia e Gláuber jovens passeando de mãos dadas, se beijam.
-Posso ver o futuro do lindo casal?
Eles se olham e Júlia sorrir e oferece a mão.
-Como será meu futuro com Gláuber?
A cigana olha pra Júlia.
-Sabe quando estamos com diarreia e tiramos a roupa intima e vemos aquele estrago, aquela linha, aquele rojão...aquele borrão no meio?
Sei... Deixa eu ver se entendi. Você está dizendo que meu destino está cagado? É isso?
-Mais ou menos isso.
-Gláuber me segura que vou dá umas bifas nessa mulher.
-Espera é a entidade que está dizendo.
-Então manda descer essa entidade porque tenho uma coisinhas não muito legais pra dizer a essa criatura. Gláuber tapa os ouvidos que meu vocabulário de palavrões é mais extenso do que a de Dercy Gonçalves.
-Júlia só falta essa você brigar com entidade.
-Isso é coisa que se diga pra uma pessoa.
-Quanto é? -Gláuber.
-R$ 50,00
-O quê? Querida por R$ 50,00 você poderia ter mentido né? Gláuber não vamos pagar porra nenhuma, vamos.
-Espera aê. -A cigana.
                                                              ***
-Mas eu tinha que ter adivinhado como ia ser minha vida com você já pelo casamento. O carro que o seu foi me pegar quebrou e o filho da mãe nem pagou um táxi me enfiou numa combe  lotada.
                                                            ***
A combe lotada pára e entra uma gordona.
-Licencinha, desculpa. Peraê gente me dê um espaço aí? -Ela senta uma banda da bunda nas pernas do pai de Gláuber.
-Ai, não estou sentindo minhas pernas. Minha mão tá aonde? Eu tô pegando o quê?
-Ei tio é melhor o senhor num sabê no que tá pegando.
-Ai Tô passando mal, acho que vou morrer. -Uma senhora.
-Pelo amor de Deus não tenho licença pra dirigir na cidade. -O motorista.
A senhora solta um peido.
-Minha senhora você não vai morrer, você já está é morta. -Um rapaz.
-Meu Deus não posso entrar na igreja com esse cheiro -Júlia.
Júlia se levanta e fica encurvada na combe com buna encostada na janela.
-Meu filho acelera esse carro pelo de Deus. -Outra mulher.
-Oh minha senhora só se eu passar por cima dos carros. Não tá vendo desgraça que tá tudo engarrafado?
-Ai eu quero sair. -A senhora
-Gente é melhor tirar essa criatura daqui. -Um homem.
-Ah não, demorei muito pra me acomodar. Eu não vou levantar não. -A gordona.
A senhora solta outro peido.
-Ai Jesus esse foi pior do que o primeiro. -O pai de Gláuber.
A combe pára e entra mais um passageiro, e ao fechar a porta o rabo do vestido de Júlia fica do lado de fora.
-Minha nossa o que é isso? Tem peixe morto aqui dentro? O homem que entrou.
Passa um carro e leva o rabo do vestido de Júlia.
-Nossa até que agora tá dando um ventinho bom. -Júlia.
-Minha filha, não olhe agora mas seu rabo tá todo do lado de fora. - O pai de Gláuber.
                                                     ***
-Toda a Avenida Paulista viu minha bunda. Mas todo mundo pensou que eu não ia casar. Mas casei, entrei na igreja assim mesmo. Mas pior que o casamento foi a Lua-de-mel, a casa que sua mãe te deu pra passarmos a lua-de-mel. Sua mãe te ama Gláuber. A gente demorou dois dias pra entender porque só tinha a gente naquele lugar. A casa no meio do nada, só mato, cheio de sapo, a casa toda esburacada. Eu não sei se eu não dormir por causa do coaxar dos sapos ou por causa das pingueiras. Mas até hoje me pergunto que criatura constrói uma casa perto de barragem de uma usina hidrelétrica . Não é de Deus não.
-Quando a gente conseguiu dormir a sirene da usina nos acorda.
-Mas o mais impressionante é que a casa ficou em pé depois da enchente.
-Não, o mais impressionante foi você no dia seguinte tentar vender a casa.
                                                           ***
Um casal aparece interessando em comprar a casa.
-Cadê a vizinhança? -O homem.
-Pra quê vizinhos? existe coisa mais chata que vizinho? -Júlia.
-E podemos ver a casa por dentro? -A mulher.
-Não mandamos foto? Vocês não viram?
-Você disse que a casa era em frente ao mar. -A mulher.
-É em frente, bem lá na frente.
-Eu não tô vendo.
-Querida se eu tô dizendo que tem mar lá na frente é porque tem mar lá na frente.
-Querida acho melhor  não comprarmos a casa. -O homem.
-Não, vocês vão ficar com a casa. -Júlia tira uma arma da bolsa.
-Júlia o que você  está fazendo? -Gláuber.
-Entram na casa bora e não olhe para atrás, passa o cheque.
O homem dá o cheque.
-Não nos mate. -eles entram na casa e Júlia passa a corrente e prende  com cadeado.
-Bora Gláuber.
-Socorro! Ai tem sapos aqui dentro. -A mulher dentro da casa.
E Júlia e Gláuber partem com o carro.
                                                   ***
A luz voltou.
-A luz voltou. vamos fazer o quê agora? -Gláuber.
-Eu vou terminar de bater minha vitamina de banana.
-Eu vou ver se ainda está passando a partida do Flamengo.

-.

sábado, 26 de maio de 2012

Memória em surto - Dizem que sou romântico.



Eu não sou romântico, não sei quem inventou e espalhou essa ideia. Só porque escrevo poesia ( hoje com a internet qualquer um rima), só porque acredito no amor ( a cabeça é minha e acredito no que eu quiser), só porque falo em família ( se você conhecesse minha família você iria querer outra família). Românticos são loucos, românticos são tristes e pirados, então pra quê vou querer ser romântico?
Um amigo meu uma vez falou: " Não basta comer, dormir e respirar? Por que ainda temos que amar? Porque temos essa vontade louca... muito louca ( não é a música das gaiolas, meu texto é de nível) de encontrar a nossa metade da laranja?
Nunca namorei, estou começando a achar que vim com algum defeito de fábrica. Eu acho que sou feio, mas se fosse feio não pegava ninguém em balada, é mas pode até ser que fui a segunda... terceira opção da pessoa, ou álcool ajudou. Confesse você nunca fez caridade bêbado? A adolescência é uma desgraça você pega qualquer coisa que anda. Ou você está no zero a zero a balada acabando, seus amigos na festa, você pega aquele tribufu que tá te olhando só para não sair por baixo. Quem nunca fez isso?
Um colega meu de trabalho disse um dia que ficar acreditando nesse negócio de amor ou amizade entre homem e mulher, ou era coisa de mulher ou de viado. Eu como conheço bem os viados, posso garantir que não, são coisas de viado: Comentar a nova bizarrice da Lady Gaga, saber que Madonna lançou um novo clipe e correr pra ver e garantir que é o primeiro a compartilhar, ir pra balada que só vai tocar música da Rihanna, estar em casa em plena sexta-feira ( viado não fica sexta-feira em casa) então pode ter a certeza que ele estar ou sem dinheiro ou chorando por alguém ouvindo Adele, ficar na frente do espelho imitando a Beyoncê, tem ainda os que ficam malhando ouvindo Katy Perry, e não posso esquecer o tipo que vai ler isso e vai dizer que sou homofóbico -o Paranomofóbico -e os mais espertos que vão estar é fudendo mesmo.
Um tio meu falou uma vez que de tão romântico que era, acreditava que nasceu com uma alma feminina, ou o lado feminino. Eu confesso que temo que ele um dia exacerbe esse lado feminino.
E digo uma coisa, eu não acredito naqueles que postam no face que estão felizes solteiros, sozinhos e ficam a madrugada toda na internet e eu me pergunto fazendo o quê. Mas pior do que isso, e confesso que já cheguei nesse estado, é aquela pessoa que posta: Quem quer namorar comigo?, Estou solteiro., Case comigo?. Ninguém posta quer trepar comigo? Mas acreditem tem estágio mais desesperado que esse, o de conversar com a atendente de telemarketing que te liga cobrando cobrança, ou dá em cima da entrevistadora que está te selecionando pra uma vaga de emprego, ou ficar respondendo mensagem da operadora que te manda mensagem pra você recarregar. E o mais desesperado de todos, dá em cima do testemunho de Jeová que bate na sua porta ( Me salva!) vai que cola, quem sabe a pessoa que você tanto procura é uma testemunha de Jeová.
Outra coisa juro que a próxima pessoa que dizer que sou legal enquanto estiver teclando comigo eu solto um palavrão. Você está numa sala de bate papo que a temática é sexo, a pessoa te diz que você é legal, é a mesma coisa que dizer que você é estranho.
Do que adianta dizerem que você é legal, inteligente, engraçado, diferente dos outros se em todas as noites você dorme sozinho?
Então pra acabar com essa ideia de que sou romântico entenda que todas as palavras bonitas que escrevo nas entrelinhas significa o seguinte: Quero comer você!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

De tudo que é lascivo a decência censurá



O beijo é a minha ereção preferida
Diante do fato que o fato não será consumado
Resta-me os carinhos, afagos e a gozada de fim de noite
Não ganhei o dinheiro da entrada
A sorte que tenho contatos nessa noite apátrida
Claro que num espaço adequado
Mas também não tem problema adoro ser desacoito
É difícil o cliente tem corpo grande e cú  apertado
Mas toda foda mal dada é esquecida quando chupam o meu pau grande
Cadê a camisinha e o pó sobre a mesa?
Depois de ter derramado o seu líquido sobre o meu abdômen
O que pelo menos conforta a foda
Não consigo lembrar os meus passos durante o dia devido a fraqueza
Só me lembro da cocaína cheirada no banheiro com franqueza
Aqueles corpos todos acessíveis e olhei para um cliente de boa bunda
Estava vestindo colcci, bonito e estava fumando narguilé com amigos
A madrugada foi entrando e eu com meus castigos
No final ficava com o que realmente valia a pena
É dezembro, ninguém fode, sem centena
Nessas horas é bom revisitar
Os românticos, os profissionais, os frios
E deixar correr o risco
Clientes, drogas, sexo, amor, solidão
Quem sabe um dia saia dessa devassidão.

Meu help.



Acordei triste sem saber muito o porquê
A minha noiva veio pra festa sem buquê
Estou cansado das frases feitas
De tudo que é perfeito
Que sempre tem algum defeito
Tudo igual, mais do mesmo
O meu gozo já não me satisfaz
E gostar de alguém eu não sou capaz
A droga já não tem efeito
E a vida já não tem sentido
Onde está a morte?
Já não tenho essa sorte
E continuo fingindo, fugindo
Perdendo e não me acostumando
Dando o pouco do que me resta a outro alguém
E o maldito sono não vem
E a minha maldita vez não vem
Estou aquém a Deus
Afim de ficar triste
Dançando sobre a própria merda
Esperando o sono que não vem.

quinta-feira, 22 de março de 2012

SIMlêncio



Hoje eu quero seu sim
Não ouse me dizer não
Qual é o seu veneno?
Pois já sei o seu perfume
Não me deixe vestido assim
Prefiro ficar sem roupa olhando suas vergonhas sem nenhum senão
Diga que quando toco outro alguém que sente ciúme
E se junte ao meu corpo nu para provocar um verdadeiro frenesim
Deixe eu percorrer cada centímetro com a minha boca a sua vara
Faça-me esquecer do meu nome, idade, endereço e do meu chato trabalho
Invada a minha privacidade
Corrompa a minha desinibição
Deixe eu gozar pelo teu corpo e realize minha tara
Deixe te dizer palavrões caralho
Depois dessa noite falaremos de assiduidade
Com um, com dois, com três... com vários, quantos na imaginação couber com ambição
Por favor agora saia quero agora o meu apartamento só para mim
Te ligarei sem falta quando sentir falta pra você ou pra outro alguém
Porque a noite sou como todos e não sou de ninguém
O último que sair bata a porta
Deixe curtir meu silêncio.

Pragas de amor



Riscarei teu carro já que não posso marcar o seu rosto
Vou violentar a sua lembrança
Gritarei o teu nome na avenida para acordar a sua vizinhança
Procurarei só para ferir, o teu oposto
Farei macumba para que não mais goze com outro
Inventarei mentiras para sujar o seu nome
Vou rezar e ele da sua vida some
Jogarei todos os seus discos
E queimarei todas as suas roupas
Ligarei todas as noites para te encher de ofensas
Dispensar-me da sua vida não vai ser fácil como pensa
E quando não tiver mais nada e relembrar que eu era o seu tudo
Vou olhar pra você e ficar mudo
Levantar minha arma da indiferença
E tentar sepultá-lo de vez da minha vida
Tudo isso não passa de pragas de amor
Tudo isso não passa de uma história que acabou.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Subentendido



Minha dor não atende por nenhum nome
Não tem cor, endereço, cor, forma, tamanho
Eu queria saber no final com isso o que ganho
Com ela tudo perde sentido e não há fome
Eu prefiro senti-la para que tenha sentido
A minha dor faz eu gostar do escuro
Mata-me lentamente fazendo querer do veneno mais puro
Ela não está escrita em parede
Não está escancarada
Muito menos trancafiada
Ela pode ser visualizada pelos meus olhos
Tudo ela me impede
As vezes no lugar do coração eu queria uma pedra
Já tentei deixar de gostar de um amigo
Como eu quero um abrigo
As vezes esqueço da dor me armando
Mas o certo era me amando
Porque ela está lá quieta pronta pra sangrar
Pronta para me deixar sem ar
A minha dor não pode ser substituída
Ela só está subentendida.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Minha namorada



Minha namorada tem 22 anos
Trabalha, estuda e ainda se diverte
Gostamos as vezes de fazer planos
Eu deitado sobre os poucos pelos do seu peito
Olhando para seus olhos e sorriso que levanta a minha auto-estima
Não vou dizer que fomos feito um para o outro
Já que me conheceu de calça arreada
É que me perdi naqueles 22 centímetros
Quando me vi já era difícil dá aquela freada
Aquelas mãos fez o meu dia perfeito
Minha namorada, não posso dizer o nome
Atende pela posição ativa
Pela net se apresenta pelo nick RR
Tem um piercing na língua  e uma tatuagem no braço viva
Hum e a boca capaz de coisas incríveis
A auto-estima agradece pelo feito
Mamãe já fiz coisas com  a minha namorada inimagináveis
Pena que eu não posso apresentá-la
Tipo não é a garota dos seus sonhos
Tem 1,80 cm, 75 kg, calça 40
Já me proporcionou grandes gozadas de ganhos
Mamãe não se preocupe, ela sempre me deixa antes das 11 em casa
Usamos camisinha, e graças a ajuda da natureza não corro risco de engravidar
E não pretendemos casar, a sociedade não deixa
E não se preocupe da nossa pouca vergonha a nossa vizinhança não vai ficar a par
O nome?
Isso é o que menos importa
No dia que a conheci a última coisa que quis saber era o nome.

Minha dose de subjetividade


Eu queria ser
O que eu não sei
Eu queria ter o menos pra compartilhar
Nesse mundo em que perder é menos importante que ganhar
Eu queria que amigos brotassem em árvores
E que inimigos fossem apenas uma palavra em desuso
Percorri caminhos pelos quais nunca passei
Meu coração apaixonou-se por sonhados amores
Não queria estar diante dessas letras extremamente confuso
Queria amar quem me oferecesse o mundo
Mas teimo em amar quem me oferece tão pouco
Queria rir do nada feito louco
Ao invés desse vazio existencial profundo
Essas tortas linhas refletem o quanto sou torto
Sinto vergonha dos meus medos
Onde foram para meus brinquedos?
Onde foi parar aquele menino em que não mais me reconheço?
É tão difícil o recomeço
É tão difícil se reencontrar consigo mesmo
As vezes acho que nasci na data e hora errada
Que eu não sou desse mundo em que não é me oferecido nada
Em que se usam palavras repetidas
Em que o espelho é o mais importante
E você o objeto que quando perde a serventia é posto distante
Por favor, se tiver ouvindo em outra oportunidade me reprograme
Caso não encontre o meu canto

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não queria gostar tanto de alguém



Por que me ofereceu seus olhos?
Se não posso agora olhá-los
Por que me me ofereceu seus beijos?
Se tinha intenção de tirá-los
Por que me ofereceu sua mão?
Já que elas me levaram ao fim
Por que me ofereceu esse sorriso?
Por que esse mesmo sorriso vai ser oferecido a outro rapaz
Por que me ofereceu seu calor?
Se estou aqui de novo sozinho.
Sinto saudade do seu abraço
De todo teu rosto
E da maneira como me toca quando encosto
Já estou eu aqui de novo pelo mesmo caminho
Não queria me comportar como bobo
Agora chorando
Não queria gostar tanto de alguém
Queria fechar esse coração para não entrar mais ninguém
Ficar com apenas as lembranças
Pelo menos essas doloridas lembranças
Vão me lembrar que um dia fui feliz.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Não sou filho dos meus pais -Capítulo 1.


O barulho vindo do corredor me faz retirar-me da minha sala, uma enfermeira fala comigo, era John, o nosso paciente mais problemático. Ao chegar na sala, lá estava ele amarrado pela camisa de força, e o corpo de Herbert, um dos funcionários do sanatório, no chão e embaixo uma poça de sangue.
-O que você fez?
-Estou com as mãos ocupadas Capitão.
-Por que você faz essas coisas? -seguro ele pelos braços.
O solto, e tiro um lenço do jaleco e enxugo o rosto.
-Retirem o corpo.
Os dois funcionários que me acompanharam retiram o corpo. Olho pra John.
-Por que mata?
-Digamos que temos um vizinho chato que toda noite liga o som dele potente nas últimas alturas. Você, como bom homem vai lá bate na porta dele e tenta resolver amigavelmente, ou faz uma denúncia anônima a polícia. Eu, que adoro o meu jeito de resolver as coisas, vou lá na casa dele, bato na porta, ele atende e meto uma bala na testa dele. Assim ele vai perturbar lá no inferno. Sabe  porque  você não toma a atitude que eu tomei? Medo! Vivemos sobre malditas regras, não faça isso, não faça aquilo. Onde está escrito não matarás. Ao você retirar a vida de alguém sofrerá as consequências do outro lado da vida. Ou aqui mesmo, atrás das grades.
-Errado, eu não faço isso, porque eu não sou um assassino.
-Todos não são assassinos até que cometem o primeiro crime.
-Por que matou sua mãe?
-Já era difícil dividir o amor dela com os meus outros dois irmãos, eu não gosto nada pela metade. Muito menos um terço, é quase nada. E a coisa pioraria com a chegada do meu irmãozinho, ela esfregava isso na minha cara, o quanto estava feliz com o bebê que estava esperando.
-Você é louco.
-Eu sei, e o pior louco é aquele que sabe até onde pode ir com sua loucura.
-Sabe o que admiro em você? A sua frieza, sabe que até tenho dúvida se você é louco mesmo, ou que você seja humano, que tenha um coração batendo aí dentro.
Ele sorrir.
-A psicologia nunca poderá dizer a verdade sobre a loucura, pois é a loucura que detém a verdade da psicologia.
Eu vejo uma Bíblia no chão.
-Está lendo a Bíblia?
-Até o Diabo conhece as palavras de Deus.
-Você tem medo do quê John?
Ele pára, silêncio profundo, olha pra mim.
-Da sanidade, que eu acorde desse buraco em que me enterrei.
Aparece a enfermeira.
-Visita para John.
-Visita para mim? Eu nem sei há quanto tempo eu não recebo visitas. Acho que é porque todos os meus parentes estão mortos.
É levado, entra na sala, ele ver uma moça loira de costas, uma mesa os separa. Ela vira-se com lágrima nos olhos.
-Lembra de mim?
Ela se aproxima dele.
-Por que não me afogou naquele dia? 13 de outubro de 1996. São exatamente 15 anos de terapia  que eu devo a você. Você não tem ideia de quantos remédios eu tomo pra conseguir dormir e para não acordar com os pesadelos que me perseguem.
Os olhos dele enchem-se de lágrimas.
-Você destruiu minha vida, tudo que eu tinha você acabou. Monstro! Você é pior do que o lixo de São Paulo. Aqui é pouco pra você. Eu desejo os piores dias da sua vida pra você.
Ela sai da sala, abraça um homem que a esperava e chora nos braços dele.
No dia seguinte, o vejo, ele está pintando um quadro na oficina, ele está afastado dos outros internos e há uma grade no cubículo onde ele se encontra e a mão esquerda está algemada, entro.
-Bom dia John!
-Bom dia Capitão.
-Quem era a visita?
-Minha irmã, Daiana Herthman... -ele pára de pintar -Continua linda ela.
-Pintando o quê?
-Um quadro idiota, pra passar o tempo sabe.
Olho pro quadro, tinha nada com nada.
-Tem mãe Capitão?
-Claro. -dei risada.
-Não é isso que eu quis perguntar, eu quis perguntar se ela é viva.
-Sim, ela está num manicômio há 40 km daqui. Ela foi pedir ao meu pai arrumar a antena. Ele tomou um choque e caiu do telhado de casa. Ela depois disso nunca mais foi a mesma, se culpou, enlouqueceu, nem mais se lembra quem eu sou. Acho que por isso escolhi a psiquiatria. Há uma linha tene que nos separa da loucura a sanidade.
-Adorava ver minha mãe se arrumar, era tão linda, charmosa, fina, feminina. Nunca entendi porque ela se casou com o estúpido do meu pai. Eu até hoje me lembro da música que ela cantava pra eu dormir.

 Eu canto pra você dormir
A terra gira sem ter fim
O sol se esconde não sei
Onde
Escurece a noite cresce

Eu canto e você já dormiu
A terra gira por um fio
A lua brilha, meu filho
Eu canto este acalanto
Deve ser difícil pra você, não tem filhos, sofre problemas no casamento.
-O quê? O que você está falando?
-Sua esposa não ama mais você, ela encontrou Arthur. Acha mesmo que ele é só um colega de trabalho dela?
Pego ele pelo braço.
-Como sabe disso?
-Você não imagina o quanto eu sei sobre você Capitão. Hoje mesmo você está sem a aliança.
O solto.
-É difícil chegar em casa e sua esposa não querer trepar com você, mas ela gosta de foder com o coleguinha dela.
-Cale a boca!
-Estou indisposta querido, tive o dia cheio, estou com enxaqueca. -ele faz voz feminina - Agora mesmo aposto enquanto você está cuidando de bando de loucos, ela está dando loucamente pro Querido Arthur na sua cama, entre quatro paredes.
-Eu já falei pra calar a boca!
Derrubo a mesa com o quadro e as tintas no chão.
-Tire a dúvida, faça uma festa, são treze anos de casamento, ela com certeza vai convidar o Arthur. Eu saberia muito bem como limpar minha honra, mas isso não é pra pessoas como você com sangue tão barato.
-O levem daqui!
Eu tapo os ouvidos, o retiram, ele com o sorriso nos lábios. Eu passo pelos pacientes, tudo turvo na minha frente, chego ao corredor e entro na minha sala. Sento, tentando respirar, suando muito, desabotoo  o botão da roupa. Abro uma gaveta, abro um pote e tomo três comprimidos a seco , em poucos segundos estou com um sorriso nos lábios e a sensação de alívio.
Colocam a camisa de força em John, um velho e um jovem o levam pelo corredor.
-Que crime cometeu? -pergunta o jovem enfermeiro.
-Não fale com ele, ele é o demônio. -o velho.
O colocam dentro da cela.
-O que foi seu velho? Eu mesmo com as mãos amarradas consigo quebrar todos os seus ossos e enfiar esse seu indicador sujo nesse seu rabo seco.
O velho fecha a porta e coloca o cadeado, ele abre a janelinha.
-Psiu -ele chama o enfermeiro jovem -Sabe qual foi o meu crime? Não ser filho dos meus pais.

Continua...

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