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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Apena versos.

Eu sonhei ontem com um mundo
No qual eu queria estar.
Um mundo onde podia assistir comédia
Sem lembrar os meus dramas
Um mundo onde as pessoas não procuravam fazer média
Um mundo onde homens não batessem em damas
Um mundo onde meninas não ficassem na rua
Em busca de poucos trocados, ao invés de suas quentes camas
Um mundo onde pudesse beijar meu namorado
Sem me importar o que certas pessoas vão pensar
Um mundo onde uma palavra de afeto
Fosse mais importante do que armas
Um mundo sem desorientado governo
Um mundo cheio de olhares de crianças
Um mundo onde não houvesse ninguém sendo maltratado
Um mundo onde homens tivessem esperanças
Um mundo que não fosse chamado apenas de moderno
Um mundo onde eu pudesse crer que Deus me ama
Um mundo onde voltasse a receber o amor dos meus filhos
Um mundo onde eu pudesse ser perdoado dos meus erros já cometidos
Um mundo que não tivesse formas de pensar tão antigos
Um mundo onde eu não notasse que cresci para ficar com meus amigos
Um mundo onde amigos não procurassem alívio através de um pico
Um mundo que não dissesse que não era rico
Um mundo onde todos fosse considerados iguais independente da cor
Um mundo onde pudesse encontrar Deus
Através dos meus orixás, santos, espíritos e anjos
Quem te disse que a minha forma de chegar a Deus é errada?
Na verdade todos buscam explicar o inexplicável
Um mundo onde não se enxergue mais dor
Um mundo em que eu não me surpreendesse com a maldade humana
Um mundo que não se comemorasse o lamentável
Um mundo onde não se perdessem vidas por nada
Ao fim do meu sonho uma voz me perguntou:
-Quando esse mundo vai ficar parecido com o mundo dos seus sonhos?
Aí eu repondi:
-Quando todos se derem conta do que vale verdadeiramente, que é amar.

Otage- capítulo 33.

-Ma nu.
-Caio.
-Posso falar com você?
-Entre.
-Sentam no sofá.
-Eu vou confessar tudo.
-Tá doido? Quer ferrar comigo? Com os outros?
-Eu não agüento mais. –chorando – Eu não durmo, eu tenho medo de pagar por isso lá em cima. A Ingrid se matou, a Elís morreu, o Heitor está doente...
-Você sempre continuará sendo um covarde.
-Eu prefiro pagar pelo que eu fiz e ter minha consciência limpa.
-Foi preciso matar a Carol.
-Meu Deus Manu.
-Eu não me arrependo! –ela se levanta –Se lembre o que aconteceu com o Marcos?
-Isso é uma ameaça? Eu não vou dedurar ninguém
-acho bom.
Ele se retira, ela liga para Pedro.
-Amor... caio decidiu se entregar.
-“Você tem certeza que ele não tinha uma escuta, um grvador?”
-Por quê?
-“ Porque ele pode ter gravado o que vocês conversaram”.
Caio está saindo da exposição
-caio, eu preciso falar com você
Foram num restaurante.
-Eu também decidi me entregar, eu recebi uma mensagem dizendo: Eu não morri, vou me vingar, um por um.
-Eu também.
-E se Carol não morreu, eu prefiro me entregar, vou ao banheiro.
Ela derruba o paletó de Caio no chão, se abaixa e pega a chave e coloca o paletó pendurado na cadeira.
Vai ao banheiro, faz a maquiagem. Aproxima-se Pedro travestido de mulher e ela lhe entrega a chave.
Ela volta e Pedro vai até a casa de Caio e coloca uma caixa embaixo da cama e procura a fita, acha uma e coloca num gravador.
-“ Manu
-Caio
-Eu vou confessar tudo.
-Tá doido?” – desliga.
Coloca umas tábuas aluminadas na janela da casa e fecha as cortinas, vê um carro chegando e sai pela porta do fundo.
Caio entra, sobe para o quarto e vê uma caixa embaixo da cama, a abre, e sai muitas abelhas dela.
Ele desce correndo as escadas, abre a cortina e vê a tábua aluminada, tenta a tirar.
Manuela no dia seguinte vai comprar o jornal, na primeira página informa-se :” Pintor morre por picada de abelhas”

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Minha preta.

Minha preta do cabelo duro
Em que sobre o teu corpo desejo me debruçar
Descobrir a tua ancestralidade
Vamos nos libertar da vaidade
Com o teu jubilo vou me afogar
Pare de resmungar
Venha ser minha em uma mesa de bar
Vou descobrir se o teu santo combina com o meu
Com você aprendo até a ser Romeu
O seu sorriso que me desarma
Você na verdade é o meu carma
Você diz que é minha
Mas na verdade não é de ninguém
Nem de você mesma
Pois nenhuma crença a seduz
Nenhum comportamento te conforma
Nem as ideologias lhe enganam
Mas a tua pele é o que me seduz
Quando estou com você não existe norma
Apenas o toque do branco e do preto numa perfeita sintonia
Eu quando estou longe de você vem logo àquela louca agonia
Que só se cala quando me aconchego entre suas pernas
Com as tuas curvas vou inventar um samba
E com ele prometo te deixar bamba
Me leva ao infinito do seu olhar
Para nunca mais esquecer a maravilha que é te amar.

Otage- capítulo 32.

Manuela soube que Tadeu estava num hospital e decidiu fazer uma visitinha a ele. Entrou no quarto dele vestida de enfermeira.
Desligou os equipamentos.
-Por causa de você eu trair o grande amor da minha vida.
Caio está dormindo, ele acorda e vê Carolina olhando para ele, ele dá um grito.
Manuela chega em casa, toca o telefone.
-Alô.
-“Eu não morri, vou me vingar, um por um”.
-Idiota! – desliga.
Ela vai se encontrar com Pedro.
-A polícia esteve lá e disse que está de olho em mim.
-Você tem que tomar mais cuidado.
-Mas não é isso que me preocupa. Eu recebi uma ligação em que dizia: Eu não morri, vou me vingar, um por um.
-Desconfia de quem seja?
-Não, só sei que estou com muito medo.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Memória em surto.

Este é o quarto Memória em surto, pra quem não conhece, esse quadro é onde posto coisas que aconteceram comigo e também pessoas que conviveram comigo.
Memória porque são lembranças, surto, pois só posso estar louco em escrever certas coisas que não tenho coragem de falar com ninguém. Diferente dos outros, este Memória em surto não tem um tema definido. Talvez indagações?
Mas vamos lá, pra começar a pergunta que não quer calar. Por que o homem se preocupa tanto com a vida sexual de outro homem? Será que conseguimos viver sem fazer sexo? Aliás, vou mudar a pergunta: Qual a maneira mais fácil de viver? Ficar sem sexo ou viver sem conhecer o amor?
Não entendo essa preocupação dos homens ao conhecer um rapaz virgem, de que esse rapaz tem que logo comer uma mulher, estar pegando alguém.
Será que o homem é definido pela quantidade de mulheres que ele consegue levar para a cama? Primeiro lugar o pau é meu, eu uso ele quando quiser e com quem eu quiser.
Segundo, apesar de não ter a vida sexual que eu pedi a Deus ( confesso que a dos meus personagens estão melhores que a minha) não fiquei louco, nem doente. Terceiro, eu tenho o direito de escolher com quem eu vou perder a minha virgindade, seja ela puta, colega, desconhecida, namorada.
Quarto, creio que não sou menos homem por acordar e não ter uma linda mulher com a boca da Angelina, os seios da Daniele Winits e as pernas da Hickman, pois honro meus compromissos, tento ser verdadeiro o máximo possível, ao deitar tenho a minha consciência limpa.
Se alguém me perguntar hoje se sinto falta de sexo, responderia que não, pois conheço os meios de achar o tal “prazer” sozinho. Mas se me perguntarem se sinto falta de estar com alguém, a situação muda, pois sou humano e tenho a necessidade de ser ouvido, de olhar nos olhos de alguém e ver que sou importante para aquela pessoa, de estar abraçado com alguém e nem sentir o tempo passar, porque eu estava sentindo o calor dela. Enfim sinto falta de uma namorada, nesses 21 anos de vida – pode se espantar caro leitor - só tive uma namorada, mas o destino ( e uma parcela de culpa minha) fez terminar.
Eu já me indaguei o porquê ainda me mantenho com essa vida sexual tão casta.
1- Por ser tão tímido;
2-Será que tenho medo de mulher?
3-será que sou gay?
4-Ou sou tão romântico a ponto de acreditar que existe a metade da minha laranja a minha espera para que tenhamos uma noite tórrida de amor.
Confesso que não gosto mais de ler horóscopo, porque ele sempre diz a mesma coisa, que vou encontrar alguém que vai me completar, ou que vai virar minha cabeça e etc. Mas esse alguém nunca chega.
Arrependo-me profundamente de ter gastado um bom tempo da minha vida com livros, estudos, números. Se eu visse um menino que se comporta como eu me comportei na adolescência, eu diria, feche os livros por um momento, eles são bons, mas não vão trazer a mãe de seus filhos, vai beija na boca rapaz.
Eu não quaro levar para o meu epitáfio o quanto fui santo, puro. Acho que é bom às vezes sim ser depravado, incauto. Queria narrar a história do meu tio que já foi pra cama com duas mulheres ao mesmo tempo.
Desculpe caro leitor de encher você com essa minha vidinha medíocre de sempre. Não é intenção minha transformar o blog em um diário da minha vida ou extensão dela. Eu escrevo o que tenho vontade e também para desabafar às vezes. Enfim se alguma menina tiver a fim de dar pra mim e acabar com essa minha castidade coloque o endereço com o telefone no comentário. Aceito também conselhos de pessoas experientes nesse assunto. É sempre bom ouvi-los ( ou lê-los sei lá).

domingo, 16 de agosto de 2009

Curtas urbanas.

Curtas urbanas são situações que podem acontecer com qualquer um, com dosagens de humo. Decidir criar esse quadro devido ao sucesso de Memória em surto, para aquelas pessoas que comentam que escrevo textos muito longos, e também por ter gostado da experiência de me arriscar no humor (chega de tragédias).
O jornal
Não há mais nada prazeroso do que ler o jornal do vizinho, basta alguém sentar com algo impresso vem logo àquela louca vontade de dá uma espiadela no que o outro está lendo. E o senhor Waldecir comprou o seu jornal logo ao sair de casa, era só uma condução para ir para o trabalho.
-O que foi perdeu alguma coisa?
-Nada.
O rapaz disfarça olhando para outro lado. O senhor Waldecir volta a abrir o jornal.
-Nossa!
O senhor Waldecir olha feio para o rapaz.
-Nossa que lindo dia está lá fora. –o rapaz ajeita o cabelo com um sorriso sem graça.
-Não se pode nem mais ler um jornal em paz nessa vida. –resmunga senhor Waldecir.
Um minuto depois o rapaz de novo se contorcendo para ler o jornal.
-O que você achou de tão interessante no meu jornal?
-As notícias.
-Então as compre, porque esse é meu!
-Você pulou a parte de economia.
-Não gosto dessa parte do jornal.
-Mas o senhor deveria ler, está prestes a se aposentar...
-Eu comprei o jornal, leio o que me der vontade de ler. –o senhor se vira para voltar a ler o jornal.
-O senhor vai demorar muito nessa parte de mídia... É que depois vem a de esportes.
-Você é chato sabia? Tem outros assentos vazios no ônibus, se você não notou você está se tornando inconveniente!
-Dudão vai voltar pra seleção.
-Tem alguma foto sua aqui por acaso, você está no jornal?
Não.
-Então não me amole!
O senhor volta a ler o jornal, bastante irritado.
O rapaz se levanta para saltar e tira da mochila o mesmo jornal que o senhor está lendo
-Ei você estava se matando para ler o meu jornal, tendo o mesmo com você.
-É que eu gosto de ler o jornal ao sair do ônibus. –se retira.
-Cada doido que aparece.

Otage- Capítulo 31.

Manuela, Ingrid e Elís vão numa boate.
Elas dançaram e depois foram beber alguma coisa.
-Olhe o que coloquei. –Elís mostrando a tatuagem na nuca, uma borboleta.
-Que lindo! –Manuela.
-Comprei cada vestido em Londres. –Ingrid.
-Depois você me mostra. –Elís
Aproxima-se um rapaz, depois de Manuela e Elís se retirarem.
-Você ta só, eu to só, vamos ficar só juntos.
-Essa é a pior cantada que já ouvir. Só você mesmo Fábio para me fazer rir.
Elís e Manuela saem do banheiro, se aproxima Carol.
-Por que a chamaram? –Manuela pergunta.
-É sua prima e nossa amiga.
-Oi. Elís você está bebendo, você é menor de idade.
-Deixa de ser careta Carol.
Manuela se retira e vai dançar e vê Ingrid beijando Fábio. Tomava raiva ao ver um casal se beijando, porque se lembrava que Carol beijou o seu homem.

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