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domingo, 29 de maio de 2011

Quero você! Capítulo 3.

I

Eu já contava com 15 anos quando conheci Paulo, ele se tornou o meu melhor amigo. Ele era alto, cabelos castanhos bem escuros, tinha um jeito de meninão. Gostava de jogar bola na quadra da escola, com isso filava muitas aulas. O ajudava nos estudos, ele era inteligente, só não gostava de estudar como eu. Era o primeiro ano dele na escola, mas logo fez vários amigos, todos gostavam do jeito brincalhão dele. Menos Mariana.
Mariana e eu crescemos juntos, compartilhamos todas as emoções da saída da infância para a adolescência. Ela era loira, tinha olhos castanhos espertos, branca, mas se notava um pouco de sol na sua pele. era inteligentíssima  .Tinha o ar de mandona , não gosta de ser contrariada, ciumenta com os amigos. Ela não gostava de Paulo, pois me afastava cada vez mais dela para ficar com ele.
-O trabalho vai ser em dupla
-Pedro, eu e você. -Mariana.
-Não, Paulo já me chamou.
Ela olha pra Paulo.
Saída da escola.
-Você não vai embora? -Mariana pergunta pra mim.
-Não, vou esperar Paulo acabar o jogo.
-Nunca mais você me acompanhou até em casa.
Eu olho pra quadra, Paulo ainda jogando.
-Acho que não vai acabar agora o jogo. Vamos.
E seguimos andando.
-Poderíamos parar para tomar sorvete. Eu ainda sei o seu preferido, creme com passas.
-Não, já é tarde, meu pai gosta de todos a mesa na hora do almoço.
-Você tá se afastando de mim. Fiz algo pra você?
-Que pergunta. Claro que não! Você é a minha irmãzinha.
Ela abaixa a cabeça.
Chego em casa.
-Estava com mariana? Ótima menina. -meu pai.
-É minha amiga.
-Homem não tem amiga mulher, isso é coisa de mariquinha.
Esqueci de contar que meu pai casou novamente, casou com Lourdes ano passado numa cerimônia simples apenas para a família. A família não teve dificuldade em aceitá-la, já que Lourdes vivia lá em casa. Depois disso diminuiu as visitas de Tia Rita a  nossa casa. Tia Rita passou a morar sozinha na Pituba.
A tarde estudava pelo menos  3 horas todos os dias. O telefone toca.
-Pedro, Paulo no telefone.
-Alô.
-Oi Pedro, vai rolar uma festinha de uma banda em Nazaré quer ir comigo?
-Não sei.
-Vamos. É cedinho e lá deve ter muitas gatinhas.
-Ok, vou.
Mas meu pai não deixou.
-Não vai para essas festas, depois acontece alguma coisa e sou chamado de inresponsável nos jornais. Não, não vai.
No dia seguinte encontrei Paulo.
-Foi bem legal, pena você não ter ido. Seus pais são chatos. Hoje é a prova de química, não estudei nada.
Vamos sentar ali.
Sentamos.
-A fórmula é A=Z mais N, sendo A, a massa, Z o número de prótons.
E Mariana do outro lado nos observando.
Mais tarde ficamos no pátio da escola, eu deitado na pernas de Paulo e ele afagando meus cabelos, me sentia tão bem com ele, tinha mãos maravilhosas e que não eram raras as vezes que eu dormia. Eu nem prestava muita atenção no papo de Paulo, Beto e Saulo que tinha se juntado a nós. estavam conversando sobre o BAVI.
-Ah Paulo tinha um defeito, torcia para o Vitória e eu era Bahia doente, agente sempre fazia graça e pegava no pé um do outro quando o time do outro perdia. mas nem assim deixávamos de ser amigos, pelo contrário o nosso laço de união ficava mais forte.
Parecíamos gêmeos, pois sentíamos quando o outro estava mal, sentíamos  a dor do outro. Eu chegava na escola e a primeira pessoa que procurava era ele e isso e isso me assustava.
Depois fomos comprar os ingressos, o jogo ia ser na Fonte Nova, a minha casa. Compramos os ingressos e depois fumamos uma na praia, presente de Beto pra nós.
Pena que no dia o Bahia perderia, fiquei tão mal e recebi consolação de Paulo que disse que da próxima  deixaria eu ganhar. O bom que voltamos de carro. Porque é muito ruim pegar ônibus depois de um clássico, muita barulheira, muita confusão.
O pai de Saulo sempre me dava carona, Saulo é daqueles amigões, gostei de graça dele, foi assim de cara. E Beto já o conheço há tanto tempo, acho que o conheci no mesmo período que Mariana..
Dessa vez quem veio nos buscar foi o irmão de Saulo e ele logo perguntou se eu era Vitória e eu mentir dizendo que era e descobrir que vivia mentindo para agradar os outros.
Eu, Paulo, Beto e Saulo fomos ao cinema ver uma estréia, eu era cinéfilo sabem.
Depois voltamos de ônibus, batendo papo sobre o filme, todos riram de mim, por ter boiado na ficção científica, Saulo atrás, eu e Paulo sentados lado a lado no banco, e ele com a mão sobre minha mão, e Beto em pá coitado no ônibus lotado.
Depois o papo parou, Paulo reparou uma espinha no meu rosto e ele tinha a mania de catar meus cravos e espinhas.
-Nossa esta está enorme.
-Pára paulo.
-Pare de comer chocolate, temos que continuar os caras mais gatos da escola.
Se ele soubesse que as minhas espinhas não são por causa do chocolate, mas  das minhas lutas de cinco contra um, adorava bater uma em homenagem a ele.
De repente o braço dele pousa sobre o meu ombro e ele acaricia a minha nuca e repouso a minha cabeça no ombro dele.
Ao saltar do ônibus nem tinha percebido que uma vizinha estava também no ônibus.
-Pedro.
-Oi Dona Carmem.
-Você gosta muito desse rapaz né?
-Somos amigos.
-Vocês são muito próximos... Você entende.
-Eu não sei do que a senhora está falando.
Eu entro em casa correndo e bato a porta.
Na semana seguinte uma apresentação na escola. Todos tínhamos que estar de roupa social. Beto me deu uma calça, já que não costumava usar.. A equipe era eu, Paulo, Beto, Saulo e Mariana. Nessa época não gostava de meninas, só de Mariana.
Ela me ajuda abotoar a camisa.
-Você está lindo.
-Obrigado.
Depois fui ao banheiro colocar a calça. Ficava com vergonha de ficar sem roupa na frente dos outros.
-Tá esperando o quê para tirar a roupa?
-Paulo.
-Nada.
Tiro a calça, reparo nas coxas torneadas de Paulo por causa do futebol, tinha ombros largos, ele era um magro falso, pois tinha corpo, poucos pêlos sobre o peito. E eu me controlando para não ter uma ereção na frente dele e também estava com as besteiras que surgiam na minha cabeça.
Na apresentação fui elogiado pela professora por ter falado claro e alto. Um avanço para uma pessoa muito tímida e com pavor de platéia.
Eu ficava com raiva de paulo, pois ele não estudava nada , eu passava a noite decorando e mesmo assim esquecia alguma coisa. Paulo convencia a platéia pelos eu jeitão descontraído, enganava bem, tinha cara de pau. Isso deixava Mariana puta da vida, pois ela era certinha, queria tudo do jeito dela.
Depois da aula Beto e Paulo me carregaram, Paulo me abraçou pelas costas.
-Me larga.
Subo correndo as escadas.
-O que deu nele? -Paulo.
-Sei lá.
Na verdade tinha medo que as pessoas percebessem o que eu sinto por Paulo.
Um mês depois Paulo fez  a cirurgia de hérnia.
-Como foi? Doeu muito muito?
-Quase estrangulava, nem sentir, fui anestesiado. Você quer ver?
-Não, estamos na sala de aula.
-E qual é  o problema?
Ele desce um pouco a calça e me mostra a marca da costura e como eu quis que ele descesse mais para ver mais.
-A nova aluna é bonita é?
-É.
-E você e Mariana? Todo mundo já percebeu que ela é apaixonada por você.
-Não, Mariana e eu somos amigos.
-E você tá gostando de alguém?
Não penso nessas coisas. Você sabe que só faço estudar.
Ele sorrir.
Aí veio meu aniversário e ele me dá uma camisa.
-Azul, minha cor preferida. Como sabia?
-Eu reparei, os eu quarto é azul, sua mochila é azul, seu tênis é azul...
-Então você é observador. -eu dou risada -Obrigado.
Ele me abraça, e como eu desejei que o tempo parasse, pois eu ficaria horas ali protegido pelos braços dele.
Na sala.
-Mariana você viu Paulo hoje?
-Deve tá jogando bola, como sempre faz matando aula..
Bate a sirene.
-Pedro dá pra você ir comigo na secretária? Preciso pegar meu histórico.
Fomos até a secretária.
-Eu vim pegar meu histórico, eu tive aqui ontem.
Mariana coloca a mão no pescoço.
-Minha corrente.
-O que foi?
-Acho que a minha corrente caiu.
-Você tem certeza que estava com a corrente? Pois acho que nem vi você com corrente hoje.
-Claro que estava com corrente Pedro, foi da minha falecida avó. Deve ter caído aí fora.
-Eu vou procurar.
Saio, não vejo o sorriso que Mariana fez por ter dado certos eu plano.
E eu vejo Paulo namorando uma menina na escola.
-Pedro achou?
-Não.
-Tá aqui minha mochila. Como sou distraída. Ali não é o Paulo, ele tá com a nova aluna da sala, não perde tempo.
-Com licença.
No dia seguinte.
-Oi Pedro.
Eu passo por Paulo sem falar nada. E todos estranham.
Na sala.
-Professora, meu celular, pegaram meu celular.
-Tem certeza Mariana? Procure direito.
-Roubaram professora.
-Todos antes de saírem abrem a mochila pra eu ver.
-Professora eu vi Paulo mexendo na mochila de Mariana. -uma aluna.
-Paulo o que você tem a dizer?
-Essa menina é maluca professora.
-Foi ele professora, esse ladrãozinho. Não fica contente em roubar minhas canetas, agora tá passando a pegar coisas mais caras. -Mariana.
-Eu não preciso nada seu garota.
-Paulo abra a mochila.
Paulo abriu a mochila e a professora foi retirando as coisas até retirar um celular.
-É esse aqui Mariana?
-Sim professora.
-Eu não roubei.
-Paulo me acompanhe até a diretoria.
-Não foi ele professora. - me levanto -Fui eu, com medo que descobrissem coloquei na mochila dele.
-Pedro. -a professora espantada -Você vai tomar uma suspensão para aprender a não fazer mais isso.
Mariana olha pra mim e a professora me leva até corredor. fico sentado na poltrona esperando. Mariana aparece com lágrima  nos olhos, parecendo que estava com ódio.
-Por que você faz isso?
-Por que não foi ele. É injusto alguém receber a culpa sem ter.
-Mas também não foi você. Por que você defende  esse menino tanto?
-Porque o conheço mais do que a mim mesmo.
-Qual os eu problema? Estão chamando você de viado pelos corredores da escola.
-Quem está espalhando isso? Eu e Paulo somos amigos.
O diretor aparece na porta.
-Pedro.
-Diretor não foi ele, eu forjei tudo para que Paulo recebesse a culpa.
Permaneço no corredor esperando ela sair da sala do diretor. Ela sai com a mãe.
-Filha porque você fez isso? Eu não a criei assim.
-Me deixa mãe.
Ela olha pra mim e entra no carro chorando, se aproxima de mim Paulo.
-Você é o Paulo? -a mãe de Mariana.
-Sim.
-Desculpe o transtorno que a minha filha causou. Eu não sei o que deu nessa menina para ela mentir desse jeito. Tomara que ela reflita no que fez nesse período em que ela ficar suspensa. -se retira.
-Obrigado por confiar em mim. Você não precisava fazer isso.
-Precisava, precisava fazer o certo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Próximo demais -Capítulo 4.

 Marcos tinha um bando lá na escola que todos temiam, gostava de bater nos menores, não deixar o professor dá aula, gostava de tocar o terror nos corredores, ninguém se metia com ele por medo. Eu e Lucas costumávamos sair juntos da escola. Naquele dia vimos na porta Marcos. Passamos por ele fingindo que não o vimos.
-Já vai o casal de namoradinhos.
Paramos, Lucas olha para trás.
-O que você disse?
-O que foi viadinho?
Lucas se joga em cima de Marcos e começam a brigar.
-Lucas, pára!
Eles lá no chão entre pontapés, socos e chutes, rolam pelo chão. Agora Marcos que está em cima de Lucas, mas Lucas logo muda a posição a seu favor.
Lucas pega uma pedra de tamanho considerável que ver no chão e bate repetidamente na cabeça de Marcos.
Marcos tentando manter-se acordado, com o nariz sangrando, tentando respirar. Lucas bate mais uma vez na cabeça de Marcos.
No corredor que leva a sala do diretor da escola, eu sentado no sofá, Lucas na porta da sala de cabeça baixa. Marcos está internado, teve traumatismo craniano e Lucas foi expulso da escola.
Os pais dele saem da sala, a mãe pega ele pelo braço e encurva-se pra ele.
-Você é um demônio na minha vida, sua praga... Peste, Satanás! Está satisfeito demônio?!
O pai o leva pelo braço, a mãe se segura pelas paredes do corredor.
-Seu demônio!... Demônio! Demônio!
O pai o joga dentro do carro, tira o cinto e começa a bater nele.
-Toma seu infeliz!
As pessoas passavam e olhavam, outros se indignavam, mas não faziam nada.
-Não pai, pára, não.
Eu viro o rosto e desce uma lágrima do meu rosto.
-Pedro vai querer o quê?
Abro os olhos, eu e Lucas numa mesa de restaurante. Ele de frente pra mim com aquele sorriso indecifrável.
-Escolha o que quiser.
-Então acho que vou pedir -ele leva a mão ao queixo -Um arroz a maravilha, tortilha de frango com uma porção de brócolis e de sobremesa um fumblê de chocolate - ele entrega o cardápio ao garçom.
-Por que nunca denunciou seus pais?
-Pelo quê? Pelas garfadas pelo corpo? Pelos socos e pontapés? Ou os xingamentos? Ou até mesmo as queimaduras. -ele com lágrimas nos olhos - Nada disso doía mais do que ver o quanto não era amado por eles. Eu tive inveja de você e de todos os garotos da escola, eu queria que meus pais fossem um pouquinho como os seus.
Chegam os pratos, ele se recompõe.
-Estão muito bonitos os pratos não acha?
-Hum hum
Ele pega a faca.
-Eu sempre tive atração por alumínio. Lembra-se de quando juramos morrermos juntos?
-Juramos? -eu dou risada.
-Por que a risada? Amigos também morrem juntos.
-Éramos crianças bobas, não se jura essas coisas.
-Eu quero morrer nos seus braços Pedro, mesmo que você não me acompanhe.
-Você está me assustando. E assim a comida vai esfriar.
-Você teria a coragem de me matar?
Eu largo o talher.
-Por que esse fascínio pela morte? É desde garoto que você colocou na cabeça que tenho que matar você.
-Não me respondeu, mas tudo bem.
Ele coloca o braço sobre a mesa e coloca a faca sobre o pulso.
-Cortar os pulsos é uma das mais antigas formas de se matar, é uma morte lenta e dolorida, dependendo da sua sáude pode levar de 40 min. a duas horas, por isso que a maioria que tenta não consegue, pois é logo socorrida e os cortes são superficiais, por causa da dor tremenda, a causa da morte normalmente é falta de sangue no corpo, pois corta-se uma das veias principais. É a oitava forma de suicídio mais praticada nos Estados Unidos.
Levanto-me.
-Perdi o apetite, aqui o dinheiro para pagar a conta, pode ficar com o troco. -deixo o dinheiro na mesa e me retiro.
No dia seguinte eu, Regina, Wassaly e Sérgio e o restante do pessoal nos reunimos num clube, uma vez ao mês fazíamos isso, já são dez anos desse ritual, era para nos aproximarmos, por isso considerávamos a nossa equipe uma família.
-O romance sai quando Freddy? -Wassaly pergunta.
-Em breve, tô até com umas idéias, vou falar sobre um serial killer. -se retira.
-Wassaly eu já falei que Frederico é cheio de pormenores, precisa de tempo e espaço para vim a inspiração. Ele nem queria vim. -Regina.
-O fato é que ele só escreveu um livro de sucesso, o resto é tudo fracasso.
-Eu desisto.
-Alguém precisa acordá-lo para a realidade.
Ela se retira.
-Oi senhora Regina Ábramo.-Cibele.
-Ai que linda. Que bom que trouxe Pedro. Vai pegar uns doces querida.
Cibele corre pra mesa.
-Cibele cuidado.
Regina virá-se e bebe seu drink.
-Sabia que Renata tinha um amigo que não desgrudava dela?
-Fátima sabia?
-Não, o engraçado  que ele não apareceu no enterro, não se tem retrato dele e  nem sinal. Se eram muito próximos o que poderia se esperar é ele ter ido ao enterro e não sumir.
-Pode ser criação.
-De quem? De Fátima ou Renata?
-Uma coisa não tiro da cabeça Dominique tinha algum motivo para ir ao Liceu frequentemente.
-Quem sabe um namorado?
-Ou namorada. Não se esqueça que Renata era lésbica, Dominique também pode ser lésbica ou bi.
-Você acha que um louco quer eliminar as lésbicas da cidade? -sorrir -Acho que não. A única coisa que tem em comum  entre elas é que as duas são mulheres e estudaram no Liceu e que nosso assassino é apreciador de óperas. E nem sabemos se trata de um assassino em série, ainda não  ocorreu a terceira morte.
-E temos que tentar descobrir como ele escolhe as vítimas, para tentar evitar uma quarta... quinta ou sei lá quantas ele pretende realizar.
-Não vão ficar falando de trabalho né gente. -Wassaly com duas latas de cerveja nas mãos.
Wassaly me entrega uma.
-Já vai Sérgio? -Pergunta Regina.
-Eu tenho que ir.
Ele se retira.
-O que será que houve?
Deixo Cibele em casa e vou ao hospital onde está internado o pai de Sérgio. Bato no vidro, ele vira-se e me ver e sai do quarto.
-Ele piorou.
-Eu imaginava
-Não quero que ele.morra. -o abracei.
Depois de algum tempo, nós dois tomando café.
-Eu até esqueci-me de te mostrar uma coisa lá na nossa reunião.
Logo em seguida ele aparece com um notebook.
-Eu tomei a liberdade de examinar o computador pessoal de Dominique para ver se eu encontrava algo e achei esses e-mails: " Já estou com saudades", "Quero te ver amanhã meu raio de sol" Adorei o jantar ontem meu colibri". Aí pensei podemos ver uma forma de rastrear e descobrir com quem ela se correspondia com essa forma tão carinhosa.
-Com certeza o motivo de ela ir tantas vezes ao Liceu. Isso se trata de bilhetes de amor. Mas creio que ele não vacilaria em usar o seu computador pessoal, ele é esperto. Ma pode ter usado do trabalho, pode ser do Liceu também, podemos ver cadastros em lan houses.
-Não custa tentar, mas não é só isso. Olhe encontrei essas fotos no computador dela. -ele vai passando as fotos -Até que encontro essa. -a foto de Dominique com Lucas no jardim frontal do Liceu -Esse não é o seu amigo Pedro?
Levanto-me.
-Pedro?
-Preciso ir.
Retiro-me, porque Lucas me escondeu que conhecia Dominique. O que ele mais me escondia? Tinha medo de me fazer essa pergunta.
Chego em casa e encontro Lucas e Cibele no chão brincando. Fico parado com a porta aberta, eles estavam dando risada. Eles param, ele olha pra mim.
-Papai. -ela me abraça.
-Vai arrume tudo para tomar seu banho.
Lucas se levanta.
-Eu não te encontrei... E ela estava brincando...
-Você pode vim comigo aqui fora?
Saímos, fecho a porta.
-Por que você me escondeu que conhecia Dominique?
-Faz sei lá três... Ou quatro ou seis meses até. Ela iria estudar no Canadá, e soube através de um professor que estudei lá. E pediu pra mim para ajudá-la.
Ele olha pra mim.
-Você não acredita em mim?
Eu levo à mão a cabeça.
-Eu vim me desculpar pelo jantar, eu fui infantil, às vezes nem eu me entendo. Desculpa.
-Eu tô cansado, eu tive um dia cheio.
-Me divertir muito com sua filha, sua filha é muito divertida. -sorrir.
-Eu sei boa noite.
-Boa noite.
Fecho a porta, tranco e me viro e vejo Cibele, me abaixo a altura dela e a seguro pelos ombros.
-Não abra a porta para estranhos nunca mais.
-Mas era amigo do senhor.
-Nem pra amigo, pra ninguém. Entendido?
-Hum hum
No dia seguinte a notícia de mais uma morte, Milena Pouso, 26 anos, formada em licenciatura de música, mas iria prestar outro vestibular, para medicina. Estudou no Liceu, turma de 99. Viam-se escoriações no seu rosto e o rosto estava bem pálido, com certeza deve ter lutado para tentar se livrar do saco que a asfixiava. Pego o saco que estava ao lado do corpo e fecho os olhos dela. Ao lado também havia um caderno com o trecho de uma ópera de Mozart, a Flauta Mágica, ópera bastante popular devido  a ter bastante passagens cômicas, nessa ópera Mozart vai se utilizar de vários elementos da maçonaria, foi encenada pela primeira vez em 30 de setembro de 1791,Tamino, protagonista da história, é questionado por ser um principe, e que por tal motivo talvez não conseguisse suportar as duras provas exigidas para entrar no templo. Em sua defesa, Sarastro responde: "mais que um príncipe, é uma pessoa".Há dois casais que se formam na ópera, Papageno-Papagena, simbolizando o lado comum da humanidade, e Tamino-Pamina, simbolizando o iniciado. O contexto é uma luta entre a Rainha da Noite, que ambiciona o poder, e Sarastro, o grande sacerdote que só pratica o bem. Para Sarastro trabalha, porém, o mouro Monostatos, que tenta seduzir Pamina e se alia à Rainha da Noite.
Desço as escadas e vejo uma menina nos seus já 18 anos conversando sozinha, mesma altura da vítima, 1,60 no máximo.
-O senhor é o pai da vítima?
-Sim.
-Desconfia de quem possa ter feito isso?
-Não, ela estava com novos planos, fez um curso na área de saúde, pegou gosto e decidiu ser médica. Ela não queria ser professora de música. Ela queria viver de música.
Aproxima-se uma mulher bem mais jovem, ele era bem velho, pensei até que ele era avô de milena.
-É a mãe de Milena?
-Não. -ele dá risada - É a minha segunda esposa, sou viúvo da mãe de Milena.
-Droga todo lugar que vou tem policial, perito, jornalista. Estragaram o meu tapete. Silvia! - ela grita.
Aparece uma espécie de governanta, tão série, tão loira, tão fria, parecia uma alemã.
-Sim senhora.
-Estou com enxaqueca, venha comigo me ajudar a escolher uma roupa para uma festa que vou à noite.
Sobem as escadas.
-E aquela menina?
-É a irmã de Milena, Marcela.
Ela olhava pra gente e inclinava a cabeça a direita e logo depois à esquerda e repetia os movimentos.
-Mais alguma coisa?
-Não, é tudo, obrigado.
Retiro-me com Sérgio.
-A mãe de Milena deixou uma fortuna pra ela. E o senhor Perseu não é viúvo, ele e dona Elisa já eram separados, logo em seguida ele casou com Constantine.
-Você acha que Constantine e ele se uniram para...?
-Temos que pensar em todas as hipóteses, Milena tinha como direito a herança, Marcela está interditada tem deficiência mental.
Viro-me e vejo Constantine e a sua governanta nos observando lá de cima.
-Oi, me chamo Simone Riviera, sou do jornal A notícia.
-Não dou entrevista, com licença.
-Grosso.
Ela fala baixo, mas escuto, me viro. Ela já estava indo em direção a casa, tinha cabelos castanhos bem escuros e olhos verdes bem grandes como da minha esposa.
Tomo um susto, Marcela me segura  com os olhos bem arregalados como de assustada.
-Eles a mataram. Eu sou a próxima, me ajudem.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

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Costas largas e sorriso largo e fácil
Ele estava lá olhando pra mim
Com aqueles olhos que me olhavam
De um jeito nunca antes feito
Eu não sou do tipo frágil
Mas tenho queda, e admito que estou afim
Homens de bermuda, e as coxas deixada à mostra é perfeito
Perfeito seria saber até onde a tatuagem ia
Não estava cometendo nenhum pecado, todos paqueravam
Uma piscada e retirada para o banheiro
Aquilo significava alguma coisa companheiro
Foi lá que ele puxou o meu corpo contra o dele
Com as mãos desvendou o meu pau
Um boquete no fim da tarde não despenço
A temperatura aumentava com o contato da nossa pele
As nossas línguas respondia ao que penso
Ele tinha uma linda bunda, além de um lindo rosto
Cu viril, contraía e fechava e de prazer eu gozava
Éramos loucos, se alguém visse a diversão acabaria
Pena, pois assim não se espalharia  que eu comi Marcelo
Menino de 16 anos de corpo esplêndido
Namoradas, eu nem sei quem é a garota da vez
Talvez esse dia pra nem tenha sido compreendido
Melhor jogado do time escolar
Um grupo de meninos e meninas o seguem como todo garoto popular
Menino marrento mexia e procurava encrenca em tudo
E agora de quatro pra mim
Não poderia imaginar dominá-lo, me sinto sortudo.
Poderia me tornar popular com isso.

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