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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Carne fraca. - Capítulo 1.

- Valéria Messalina,  foi uma imperatriz, terceira esposa do imperado Cláudio. Ela era também prima pelo lado do pai de Nero, prima de segundo grau de Calígula e sobrinha-bisneta de Agusto. Messalina era poderosa e influente, e recebeu a  reputação de promíscua, alega-se que ela teria conspirado contra o marido e foi executada quando o plano foi descoberto. E esta reputação, que pode ser derivada de um viés político contra ela, acabou perpetuada na arte e na literatura até os tempos modernos. Messalina era a mais nova e a única menina entre dois filhos  . Sua mãe era a filha mais nova do cônsul Lúcio Domício com AnTõnia Maior. Domício já era casado com quem viria a ser a impertariz Agripina, a Jovem. e era o pai biológico do futuro imperador Nero, que era, portanto, primo de Messalina apesar de ser dezessete anos mais velho. As avós de Messalina, Claúdia Marcela e Antônia Maior eram meio-irmãs. Cláudia, a paterna, era filha da irmã de Augusto, Otávia, a Jovem e de Caio Cláudio Marcelo Menor. Antônia, a materna, era a filha mais velha da mesma Otávia com Marco AnTônio e era tia de Cláudio. Como se pode ver, a família tinha muitos casamentos de parentes próximos.
Pouco se sabe sobre a vida de Messalina antes do casamento em 38 com Cláudio, que já tinha por volta de 48 anos de idade. Dois filhos nasceram desta união. Quando o imperador Calígula foi assassinado em 41, a  guarda pretoriana proclamou Cláudio o novo imperador e Messalina, sua imperatriz. Com sua ascensão ao poder, Messalina entrou para a história com uma reputação de implacável, predadora e insaciável sexualmente. Seu marido é retratado como sendo facilmente guiado por ela e ignorante de seus muitos adultérios, até ser informado de que ela teria exagerado ao se casar com seu último amante, o senador Caio Sílio em 48. Cláudio então teria ordenado a sua morte e ela recebeu a opção de se suicidar. Incapaz de se auto-apunhalar, Messalina foi morta pelo oficial que a prendeu. O senado romano então ordenou que o nome de Messalina fosse retirado de todos os lugares públicos e privados e que tivesse todas as suas estátuas destruídas. A sua história só ficou conhecida através dos  historiadores que contam estas histórias através de sátiras, principalmente Tácito e Suetônio, escreveram por volta de 70 anos depois dos eventos, quando o ambiente era hostil à linhagem imperial de Messalina. Porém é bom lebrar que as fontes não são confiáveis, a maioria vem de memórias  de Agripina, a Jovem, que havia conseguido retirar os filhos de Messalina da sucessão imperial e que, portanto, tinha todo interesse em manchar a imagem de sua predecessora . Já se argumentou que tudo não passa interesses políticos essas acusações sexuais.os excessos sexuais, principalmente, eram uma tática já testada e aprovada para manchar a reputação e geralmente era resultado de "hostilidade politicamente motivado" . Dois relatos foram os principais culpados pela má reputação da imperatriz. Um é a história de uma suposta competição de sexo com uma prostituta,  que teria durado 24 horas e que Messalina venceu com um placar de 25 parceiros diferentes. E outra igualmente famosa de que a imperatriz costumava trabalhar clandestinamente a noite toda num bordel sob o nome de "Loba" . Ele também menciona a história de como ela teria compelido Sílio a se divorciar de sua esposa para casar-se com ela em sua décima sátira.
É fato que a traição é um tema bem antigo, por isso mesmo se criou códigos de regra como O antigo testamento, principalmente entre judeus, gregos e romanos. Antigamente mesmo se você trísse sua esposa com uma escrava ou uma serva ou uma prostituta, isso não era considerado como um ato de infidelidade,na Idade Média os maridos não poderiam obter prazer com as suas esposas, pois isso era condenado pela Igreja, ai corriam para as prostitutas. E a mulher? Essa não tinha direito a nada, e também não sentia nada. Por isso personagens como Messalina chamam tanto a atenção e provocam num ambiente da traição que predominantemente masculino.
Toca a sirene.
-Até a próxima aula e na próxima aula.
Verônica poderia não reclamar da vida, é professora de História Antiga, famosa com vários livros escritos, ensina na melhor universidade da cidade, casada com um homem lindo, não tem nada de errado com o corpo dela, apesar de já ter 33 anos, ninguém diz que ela tem essa idade. Mas não julguem ela caro leitor, ela jogaria essa vida toda fora por uma aventura,o desejo de voltar a se sentir desejada.
O casamento dela aparentemente feliz é um tédio, monótono. Dizem que a culpa é o filho que ainda não veio. Ela se cansou de ser a esposa perfeita, gostaria de errar algumas vezes.
O seu marido, Celso, não culpem ele caro leitor, não é por falta de amor, ele a ama, realiza todos os desejos dela. mas também sabe que após dez anos de casado, o casamento esfriou. Ainda tem a cobrança da família do filho do casal que ainda não veio. Ele é instrutor de uma academia, gosta de correr pela manhã no bairro.
Ao meio dia entra em casa, enxuga o rosto na toalha, beija a esposa, esta já estava em casa para preparar o almoço., como todos os dias fazia.
-Adivinha quem vai se hospedar aqui?
-Não estou com cabeça para adivinhações.
-Augusto. O meu ex-colega do ensino médio. Ele vem passar uns dias aqui com a sua esposa Suzana.
Ele nota que ela não gostou da notícia.
-Não gostou?
-Hospedar desconhecidos na nossa casa?
-É o meu amigo.
-Seu amigo. Eu tinha esquecido que não temos amigos em comum. Aliás o que temos em comum Celso? Todos perguntam a mesma coisa. Desculpa, estou nervosa. Tive um dia cheio. E onde eles vão ficar?
-No quarto lá em cima, é só tirarmos as coisas de lá, dá uma arrumada e limpar.
A tarde arrumaram o quarto.
-Por que não joga esses livros fora?
-São livros da minha época de faculdade, esse é um exemplar raro escrito em francês do mazdeísmo. Mas perco tempo em te explicar coisas que você nunca vai entender. -se retira.
No dia seguinte, dia chuvoso, chegam os visitantes. Eles entram correndo, molhados.
-Como foi a viagem até aqui? -Pergunta Celso.
-Se não fosse a chuva, diria que foi maravilhosa. -Augusto.
-Moram aonde? -Pergunta Verônica.
-Estamos morando em Belo Horizonte. -responde Augusto.
-Onde colocamos as malas? -Pergunta Suzana.
-Acompanhem-me. -Eles seguem Celso.
Verônica fica, observa os hospedes.
A noite Verônica e Celso na cama não dormem, o casal de hospedes que está no quarto acima do deles, fazem amor, e não deixam eles dormirem, com os gemidos, risadas, orgasmos sucessivos. Eles ouvem com uma pontinha de inveja.
No dia seguinte, Verônica coloca a mesa para o café, se aproxima Suzana e senta-se a mesa.
-Desculpa por ontem, acho que incomodamos.
-O que aconteceu ontem? Eu peguei no sono rápido, não ouvi nada.
-E vocês transaram ontem?
Verônica se surpreende com a pergunta.
-Por quê? Temos que transar todos os dias?
-Um casal que se ame, sim. Como são vocês na cama? Discretos, safados, puritanos ou libidinosos?
Verônica se senta.
-E você e o Augusto?
-Somos dois putos, adoramos putaria. -ela sorrir.
Chegam Celso e Augusto e elas mudam a conversa.
-Você tem que me dá a receita desse bolo.
Suzana olha para Verônica.
-Claro. -esta responde desconcertada.
-A casa de vocês é muito bonita. Quem a decorou? Aposto que foi sua esposa Celso, na época que estudávamos juntos você não tinha esse bom gosto.
-Minha esposa, não gosto da decoração, acho antiga demais, ela ensina História Antiga.
-Não, a casa mostra-se bem acolhedora.
-Perdoem o Augusto, sabem os aquitetos, sempre observando se está tudo no lugar certo, harmônico, economizar espaços.
-E você Suzana faz o quê? -Verônica.
-Sou artista plástica.
-Interessante.
Depois Verônica foi receber a amiga na varanda de casa, tomaram xícara de café, Augusto estava na piscina.
-Esse amigo do seu marido é um gato.
-Jura? Nem notei.
-O quê? Mentira, com a crise que você está passando no casamento.
-Que crise que estou passando Amanda?
-Já que eles transaram sem nenhum pudor na sua casa. Por que você e o seu marido não propõem uma suruba?
-Que absurdo Amanda.
-Eu não perderia essa oportunidade, já vou indo. -se beijam no rosto -Me ligue a noite- se retira.
Augusto sai da piscina, arruma a sunga, ela não tinha notado que ele era forte, tinha uma tatuagem na virilha, só dava para ver uma parte dela.
-A água da piscina é maravilhosa.
-É -ela fala após algum tempo.
Bebe o suco para se esfriar e alisa o pescoço.
Augusto e Celso assistem jogo de futebol pela TV. Verônica lava os pratos.
-Homens quando tem duas beldades em casa perdem tempo para ver um monte de coxas de homens. -Quem vai entendê-los?
-Nem Freud explica.
-Por que não tiveram filhos?
-Não foi por falta de tentativas, inseminação... várias experiências frustrantes. -ela fala emocionada -Mas não veio, fazer o quê?
-Vocês são jovens ainda. Eu e o Augusto não queremos ter filhos. Acho que filho atrapalha, tira o tesão do casal.
No sofá.
-Você tem uma esposa muito bonita -Augusto fala.
-A sua também é.
-Já a traiu?
-Por que essa pergunta?
-Acharia você louco se a traísse, sua esposa é perfeita.
Mais tarde Celso vai ao banheiro e pega Suzana nua.
-Desculpa -ele se vira.
Ela se enrola na toalha e se retira para o quarto, ele vai até a porta do quarto, olha pela fechadura ela vestir a calcinha, passando um creme por todo o corpo, alisando os mamilos, dá as costas a ele e coloca os cabelos loiros cacheados para o lado, dá para ver a tatuagem, deve ser a tatuagem que Augusto disse que ela tinha, o nome dele tatuado.
Ele começa a se excitar com o corpo nu da esposa do amigo, abaixa o ecler da calça e começa a segurar com a mãos o  seu sexo, o aperta com mais força, suando, quase se desvanecia com o prazer que isso provocava.
No dia seguinte Verônica levanta mais cedo como de costume, e ver na mesa um bilhete:
" Noto em seus olhos que não é feliz. saiba que desejo a sua boca".
-Bom dia amor.
Ela esconde o bilhete assustada.
-O café já está pronto.
Ela sobe e entra no quarto. Abre o bilhete novamente, ler cada palavra novamente, sorrir e fecha os olhos, deita na cama.
Estava se sentido como uma criança, que estava descobrindo um mundo novo.

A mulher do desembargador. Capítulo 1.






A história que vou lhes contar se passou exatamente em 1956, tinha eu 15 anos de idade. Naquele ano exatamente tinha acabado de se mudar um senhor gordo, baixo, barbudo, com uma careca, com uma cabeça enorme, e os poucos cabelos que lhe sobravam eram brancos, e era desembargador! E sua esposa, uma senhora alta, de cabelos e olhos castanhos, de nariz arrebitado, de aparência jovem, bonita, aliás muito bonita, não parecia ser feliz, aparentava ser uma mulher submissa, dedicada, atenciosa ao marido, mas dava para ver em seus olhos que era mal amada, mal amada.
Estava andando de bicicleta quando a vi pela primeira vez, meu coração palpitou, tive a sensação de ter sido engolido pelo chão, não via mais ninguém, a não ser ela e a aberração do seu marido. Não ouvia o que meus amigos falavam, mas depois acordei, quando eles entraram na casa, seguido pela voz do meu amigo Felipe.
-Você não acha Pedro que ela tem um belo par de seios?
-Respeite, ela é uma senhora casada.
-Muito linda para estar casada com aquela coisa.
-Ela deve amar muito seu marido. – Falou Cláudio, outro amigo meu.
-É deve amar muito seu marido. –Falei desconsolado.
-Vamos para a República do Lar. –Fala Felipe para irmos até um orfanato.
-Eu não vou, tenho que voltar para casa.
-O que tem para você fazer lá? –Pergunta outro dos meus amigos, Renato.
-Tenho que ajudar o meu tio na barbearia.
-Então até, vamos. - E se vão depois de Felipe falar.
São Paulo esta cidade que abriga tantas pessoas, entre elas uma senhora que não é feliz, apesar de ser muito dedicada, submissa, atenciosa ao marido, ela não era feliz, isso martelou na minha cabeça até a minha chegada em casa.
-Boa tarde.
-Só sabe agora ficar na rua, parecendo que não tem família. –Era a minha mãe falando, jovem, mas aparentava ser velha, do que adianta ser jovem, se aparentava ser velha, jovem, porém velha na aparência.
-Desculpa, estava com uns amigos.
-Vai suba, tome um banho, que vou colocar a mesa.
O nome dela, Augusta, ela só tinha eu e minha irmã, Maria Bárbara, de apena 6 anos, eu tinha um pai, desempregado, Eduardo, que por causa da vergonha que ele sentia em não poder sustentar a família com o seu trabalho, afoga a humilhação no álcool.
É triste admitir que seu pai seja um alcoólatra.
Subi para o meu quarto, abrir a janela e peguei um binóculo, a casa do desembargador ficava de frente para a minha.
E comecei a observar, ela tirou o sapato dele e colocou os pés dele na bacia com água, depois ela se levantou e tirou o paletó dele, folgou a gravata e desabotoo a camisa dele e depois levou uma bandeja para ele, e ele bebeu o líquido que estava no copo, este depois se levantou e entrou em outro cômodo da casa. Ela subiu as escadas e foi para um quarto e começou a desabotoar a blusa, abaixa a saia, e tirou a parte de cima da roupa intima, e vi as costas dela, que eram lindas, ela foi até o guarda-roupa, e tirou um roupão, se vestiu, tirou as duas presilhas do cabelo e foi até a janela e fechou a cortina.
Tive inveja do desembargador, ele tinha uma bela mulher em sua cama todas as noites. Mas ela não tinha um belo homem em sua cama.
No final da tarde fui até a barbearia do meu tio Almir. Eu estava fazendo a barba de um guarda, o senhor Marcos Ventura, mas todos o chamavam de o guarda Ventura, era um senhor alto, de cabelos castanhos e tinha barba, claro, e um par de olhos azuis, estava conversando com um senhor de cabelos brancos.
-Viu a senhora que acabou de chegar, não é muito bela?- Pergunta o guarda Ventura.
-É casada com desembargador.
-Aquele homem gordo!
-Isso mesmo!
-Deixa pelo menos ela ver os meus olhos, vai ficar doidinha por mim. Ai tu arrancou a minha pele infeliz!
-Desculpa.
-Deixa que eu continuo Pedro. – Tio Almir.
-É nisso que dar deixar frangos fazerem serviços de homem.
Eu me retirei depois de ter ferido o guarda Ventura com a navalha. Depois o meu tio foi falar comigo.
-O que deu em você?
-Eu não percebi.
-Quase cortava o rosto do guarda Ventura.
-Não cortou?
-Não, felizmente.
-Que bom...
-Vai, aqui seu dinheiro.
-Tchau tio Almir.
Cheguei em casa.
-Aqui o dinheiro mãe.
-O seu pai até agora não colocou os pés dentro de casa, deve estar bebendo.
-Maria Bárbara já estar dormindo?
-Já, vai deitar filho.
Fui para o meu quarto, peguei o binóculo, o desembargador estava na cama, ocupando ela toda com a sua gordura. Ela apareceu com os cabelos soltos e com uma camisola branca, deitou-se ao lado dele e a luz foi apagada.
Me deitei, mas não dormir, o meu pai tinha chegado bêbado em casa e tinha batido na minha mãe. Eu me perguntei a noite toda porque ela não reagia, aceitava apanhar de papai.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Hotel Carnivale. - Bem vindo ao prazer. Capítulo 1.

Irmãos.
 

Muitos me chamam de bruxa, pérfida, cruel, sem coração, messalina, puta, facínora. Claro que o passar dos anos eles aumentavam o coro, ou ganhavam outra conotação. Nunca fui pra ligar o que os outros falavam de mim. também caminhei pela moral sem tropeçar, cair ou hesitar. Não tenho vergonha do que sou, do que carrego ou do que ainda possa vim fazer.
Mas de todos os nomes, o que eu mais gostava é que me chamem de vagabunda. Lembro da primeira vez que fui chamada pela mulher que me trouxe ao mundo, eu tinha apenas 13 anos.. Eu fugia da aula de catequese pra brinca com paus de meninos que conhecia, ou jamais viria. Naquele mesmo dia ela me deu uma coça com cordas trançadas. E quanto ela me batia eu dizia que gostava, e isso a dava mais raiva, fazendo-a aumentar o coro da palavra vagabunda.
Hoje mudei os meus brinquedos, eles estão maiores.
Ela para diante de uma jaula, onde tem um homem acorrentado.
Ela abre a jaula, esta somente vestida com uma cinta liga preta . Ela deita na poltrona, o puxa pela coleira, tira o mordaça dele. Ele beija a nuca dela.
Ela pega o chicote e bate nele.
-Devagar!
-Vagabunda!
Chega quatro homens, se aproximam, e cada um começa a beijá-la em cada parte do corpo dela, mãos, pernas, braços, pescoço, rosto. Outro se encontra no meio das pernas dela, a fazendo delirar.

1922.
                                                                              ***
Jovens estão tomando banho no rio e duas moças sentam na beira do rio, admiram os rapazes lutando na água.
-Seu irmão tá muito bonito, Ele é assim forte né?
-Eu vejo isso todos os dias e até mais.
-Como assim?
-Você tem que ver ele tomando banho, provoca a maior quentura lá embaixo.
-Você viu seu irmã nú? É pecado.
-Se for pecado, é o que eu mais gosto de cometer. - sorrir.
Um dos rapazes joga água nelas.
-Bora. - ela puxa a outra meni e voltam pra água,
Eva Guimarães Abelho era irmã de Jackson Guimarães Abelho, ela nasceu em !902, e Jackson só era 4 anos mais velho do que ela. Era filha  dos casal de camponeses protestantes Helena e Severo Augusto. Ela só tinha 20 anos, porém já era bastante desenvolvida pra idade. Começou a se menstruar aos 12 anos, e não se assustou. Amorosa com o pai, e rude e rebelde com a mãe, que olhava pra filha como se estivesse de frente com o demônio. Obrigava a filha todas as noites orar todos os Pai nossos possíveis. Mas isso não afazia odiá-la mais do que ela não deixar ela ser a vagabunda que ela tanto falava e que não conseguia arrancar  da pele da filha mesmo vermelha, e sim a morte  de forma prematura do pai  num acidente, em que caiu do teto  de casa, e a mãe herdou  apólices de seguro com isso logo se casou com o pastor, chamado Jezebel, que era tão mais lunático quanto ela.
E fazia ela decorar cada trecho da Bíblia, enquanto ela só queria era se perder dentro das calças dos eu irmão. Jazebel  chegou até a aconselhar Helena a expulsar Eva de casa, dizendo que ela era caso perdido, depois de provocar a excitação e gozo proposital do padrasto. Mas Helena não desistia, acreditava numa espécie de missão vinda do céu de salvar a filha, ou justificava isso para atormentá-la.
De quem Eva realmente gostava era do irmão. Não desgrudava dele desde que nasceu. Aproveitava cada cômodo da casa para se beijarem escondidos, bolinarem um ao outro. O incesto era a brincadeira preferida deles.Isso foi crescendo a medida que foram crescendo e junto a medida que iam se descobrindo, sobre a mesa, pia, estábulo, dispensa. E tinham certeza que eram feitos um para o outro.
E não entendiam o que tinha de errado nisso, mesmo que tudo dissesse que era errado. Ela só queria mesmo era brinca o pau de Jackson e ele entre suas pernas, da qual ele fazia muito bem isso.
-Vamos fugir. - Propõe Eva.
-Ir pra onde?
-Um lugar que ninguém nos conheça. E que possamos nos amar não mais escondido.-
-Com que dinheiro?
-Eu sei onde Jezebel guarda o dinheiro dos cultos.
E assim planejaram tudo, e em dois dias marcaram de se encontrar na estação de trem. Só que ela não contava que o plano não daria certo, confiança da juventude.
Ela vê Jackson, acena e vê atrás dele, a mãe, o sorriso logo se fecha.
-Sua ordinária. Você trouxea aabominação pra nossa família. O pecado pra dentro da nossa casa. -dá um tapa nela.
E começa a esbofeteá-la ali mesmo, chorando, bravejando, e se culpando por chegar aonde chegou.
Ao chegar em casa fez a filha se ajoelhar em cima do milho e diante da Bíblia, a fazia ler alto Levítico. Helena estava certa que tinha que separar os irmãos. Por isso iria manda o mais velho para a capital morar com os tios. Enquanto a própria cuidaria de corrigir Eva perante a Deus.
 Jackson  já estava de viagem marcada. Durante esses dias Helena dormia com Eva, para evitar visitas noturnas. Nem a mesa comiam mais juntos. E Helena arranjou uma irmã para acompanhar Eva aonde fosse.
Durante as manhãs Eva tinha que fazer as orações e olhando o tio cortando o tronco com o machado, veio a ideia a cabeça dela. Só tinha um jeito pra ela não se separar de Jackson, matar os pais.
 Ela tratou de despistar a sua sombra, e colocou um bilhete embaixo da porta do quarto de Jackson, escondeu o machado no seu quarto.
Não passaria daquela noite, dela colocar o plano em pática.
Ela levanta da cama devagar, se aproxima da outra cama, onde está a mãe.Estava num sono tão pesado que ela sentiu pena, por achar que não sentiria dor, isso a incomodava. Sem hesitar ela deu a primeira machadada, e por conseguinte as outras.
Saiu do quarto toda encharcada de sangue, ela foi pro quarto de Jackson. Ele olha pra ela assustado, mas não fala nada. Não estava acreditando que ela teve a coragem, ou que ela estaria falando sério no bilhete. Se dão as mãos e vão para o quarto do padrasto terminar o serviço.
Atualmente...
                                                        ***
-O hotel tem uma decoração meia antiga, mas é muito aconchegante.
Uma moça conversando com outra via SKYPE
-Vou desligar, tem alguém batendo na porta, acho que é o serviço de quarto. - sorrir.
Ela deixa o laptop em cima da cama e vai atender a porta. Dá de cara com um anão com uma cara muito má.
-Bom dia senhora, me chamo Batista, vim trazer seu almoço.
-Pode entrar, deixe ali.
Ele entra.
-Ah, eu tenho que avisar, que vai ter um baile hoje a noite no hotel, e a senhora é a nossa  convidada de honra.
Ela olha os pratos, cheira.
-Estou com tanta fome.
Começa a comer uma espécie de tora, que ao morder, sai um líquido vermelho de dentro.
-Tá muito bom. Qual é o nome do prato?
-Segredo do chef.
-Então você não vai me contar o que vem nele.
Batista sorrir pra ela, e ele lembra como fez o prato, com o cadáver de um homem na mesa e ele arrancando o ingrediente principal do prato do peito deste, e admirando diante da luz o coração em sua mão, e ele continuando destrinchando cada órgão de dentro do corpo.
-A roupa para o baile está dentro do guarda-roupa. Com licença. -se retira.
Ela fecha a porta. Termina de comer a o prato, até o lambendo, sente um calor. Ela vai até o guarda-roupa, abre e encontra uma camisola preta transparente com um sobretudo e a roupa íntima do lado.
-Fala sério, que eles acham que vou descer com isso? - sorrir- Por acaso esse baile é alguma espécie de festa do pijama.
-Ela tira uma foto e manda pelo WHATSAPP para a amiga.
A moça se chama Wanessa, é uma cantora pop famosa, e estar em turnê pelo Brasil, e tirou dois dias de descanso depois de quadro de estresse diagnosticado. Chegou a esse hotel por um anúncio que viu na internet, pesquisando lugares em que paparazzi não pudessem a encontrar. O que mais a chamou atenção foi o nome do hotel, Hotel Carnivale e logo embaixo vinha escrito" O lugar onde você realiza suas fantasias.
Ela desce a escada com a roupa que encontrou no guarda-roupa. O salão estava vazio cheio de mesas, todas arrumadas, ela estranha, mas o horário estava correto.
-Boa noite madame. - ela se abaixa e Batista tira o sobretudo dela.
Ela se sente envergonhada, como se estivesse nua.
-Onde estão os outros?
-Só tem a senhora convidada. Algo pra beber?
-Algo bem forte, por favor.
As luzes se apagam. Chegam vários homens musculosos com máscaras com apenas cueca e botas.
A cercam.
-Que tipo de brincadeira é essa?
Ela toca no peito de um e ver que é de verdade os músculos.
-É alguma pegadinha da minha produção?
Um começa a beijar a nuca dela, o outro rasga a camisola dela. Ela assustada e extasiada, eles tiram as máscaras, mas ela não consegue ver os rostos deles, a suspendem e colocam na mesa deitada, ela apenas fecha os olhos e se entrega.
No dia seguinte, ela acorda e toma um susto ao ver Batista ao pé da cama.
-Estava há muito tempo aí?
-Não muito. Vim trazer seu café da manhã. A porta estava aberta... E eu decidir entrar, só na sabia como te acordar.
-Obrigada... Batista.
-O que foi?
-Foi real?
-O quê?
-Tudo.
-O que a senhora acha? - sorrir.
E ele se retira.
Ela se levanta, coloca um roupão e vê uma máscara debaixo da coberta, mas não conseguia se lembrar de muita coisa.
Sai do quarto, com curiosidade de explorar o hotel, ouve uma música antiga muito bonita vinda de um quarto.
A porta estava aberta. Era um hoem de barba, costas largas, forte. Estava assistindo algo.
Ela entra, ele percebe a presença dela.
-Desculpa.
-Me chamo Jack, sou dono do hotel junto com minha esposa Eva.
Ela fica desapontada.
-Está gostando de ficar com a gente. - ele se aproxima.
-É diferente... Que lugar é esse?
-O lugar onde desperta e encontra os seus prazeres... até os mais ocultos. - fala no ouvido dela. -Algo pra beber?
-Eu não sei... Da última vez que bebi, não lembro muito o que fiz.
Ele dá as costas a ela, troca a música e prepara os drinks. Ela s aproxima da TV e se ver sendo penetrada por vários homens no salão do hotel.
-O que é isso? - com lágrima nos olhos.
Ele vira-se.
-Que merda é essa?! -Ela grita-Eu vou processar esse hotel.
-Acalme-se. - ele se aproxima.
Ela estava se sentindo violada.
-Vocês querem dinheiro, fama, ou alguma coisa assim?
-Pode acreditar que já temos muito de tudo isso.
-Eu vou sair desse hotel agora.
-Espera. - ele segura o braço dela. -Aqui ninguém sai insatisfeito.
Ele injeta algo no pescoço dela, a fazendo apagar.
Ela sente o corpo dela balançando e uma dor muito grande entre suas pernas. Ela abre os olhos devagar, uma luz branca muito forte em cima dela. Ela percebe que está algemada e está nua, e em cima dela um  homem com uma roupa toda preta de poliéster e de máscara  a penetrando com algo muito grande, que a fazia até sangrar. A única abertura que a roupa tinha, era para o membro dele avantajado.
Ela grita, grita mais alto, mas não pode ser ouvida.
-Arh!...



 


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Clandestinos.

 

Fico olhando pro seu corpo nu dormindo
E minhas ideias vão indo além do toque
E com a ereção a mão gostando tu vou presumindo
E depois ao te acordar lhe conto tudo sem nenhum retoque
Um terceiro sujeito a cama lhe possuindo
De portas e pernas abertas invadindo minha morada
E a prostituta no lance da escada pedindo
Vestida de colegial pronta pra ser namorada
Com ou sem algemas pra alcançar
E cam ligada pronto pra dançar
Para olhos curiosos e enrijecidos
Saindo a rua clandestinos
Com dose de álcool na mão e na boca peitos endurecidos
Beijos parceiros apressados ou paulatinos
Que levem à cama ou a ser pública
Rostos escondidos de um vídeo amador
Numa viagem acusmática
Onde as próprias vontades não vão se antepor
Na experiência de dor e prazer de ser humano
Mesmo pra olhos de outrem não seja algo transumano.

Orla desvairada



Num cantinho qualquer
O prazer alguém quer
Onde mão boba é bem vinda
E você pode não ter gozado ainda
Onde sem pudor se leva a boca
Nem sempre só se despindo a roupa
Orla que tem preço
E terminar dentro de um carro não é apenas o começo
Onde puta é apenas um elogio
E ficar duro longe de curiosos é apenas um privilégio
Onde terminar um coito é apenas um convite para o próximo
E sem flerte o que é boníssimo
Protegido ou não a depender do seu tesão ou desvairança
E com sorte segura o troféu que conquistou diante de muitos com perseverança
Orla onde as vez não se faz nada e se observa tudo
Até o beijo desprovido em algum carnudo
De quatro experimentando a delícia de ser
Sendo observado experimentado a delícia de fazer 
Orla do sexo fácil e descompromissado
Descompromissado até mesmo com a tesão do outro por ser apressado
Ao cair da noite tudo é só sexo
Mesmo que pra você não tenha algum nexo

domingo, 19 de outubro de 2014

12 sessões de sodomia. - Capítulo 4.



Helena - 50 anos.

Entro na sala, a senhora já estava sentada e confortável na poltrona.
-Como vai Helena?
-Vou bem.
Ela era loira, já tinha vários fios de  cabelo branco que a idade teimava em mostrar e a nenhuma vaidade que ela tinha teimava em não pintar. Tinha olhos verdes tristes, apagados, longes, como se olhasse para o passado e se perdesse lá. Unhas não pintadas, rosto cheio de marcas e nenhuma maquiagem.
-Hoje está pronta pra falar de Solange?
-Sol... -ela sorrir.
Um sorriso envergonhado, cheio de falhas e escurecidos pela nicotina.
-Solange era uma das poucas coisas boas que a vida me trouxe. Ela era pra frente, enquanto eu era conservadora, era atirada, enquanto eu era tímida, era liberal, enquanto eu ficava só nos pensamentos ou ao que os outros pensavam. Era linda, uma beleza simples que não precisava de muita maquiagem pra nos ofuscar e embebedar. Tinha um bom e mau humor na medida que não nos deixavam exacerbados e enjoados. Eu a conheci na faculdade, éramos estudantes de enfermagem.
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Helena aos 19 anos no banheiro trocando de roupa, entra Solange, uma moça negra, muito bonita e também começa a se trocar. Helena olha pra ela, sendo refletida no espelho. Solange tira a calça e o sutiã , deixando a mostra para os olhos curiosos de Helena.
Ela ficava olhando pra aqueles seios tão diferentes do dela, bonitos, grandes, as costas dela, um lençol que tinha vontade de se cobrir com elas, a cintura fina que cabia  perfeitamente em suas mãos.de unhas mal feitas e calejadas pelas atividades domésticas que a mãe a obrigava  a fazer e também pra ter com que sustentar o sonho de se formar.
-Helena você está aí?
Helena se vira.
-Estou.
-Chegue mais perto.
Helena se aproxima.
-Deixa vê-los, já que ficou olhando para os meus.
-Desculpa, eu não tive a intenção...
-Não tem nada, não me incomodo, até gosto.
Solange se vira pra ela.
-Pode tocar neles.
Helena sem palavras pra ousadia nas palavras pronunciadas por Solange e antes que pensasse em alguma resposta Solange a beija.
Helena a empurra, veste a roupa rapidamente e sai.
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-Eu não sabia que ela era, apesar de saber que tinha colegas que faziam isso, ela era tão feminina que me pegou de surpresa, nem desconfiava.
-E depois como ficou?
-Aquele beijo ficou em mim, mesmo lavando a boca, mesmo rezando que a vontade passasse.
-Foi o seu primeiro beijo?
-Foi. Eu não era a garota para qual os rapazes olhavam e perdiam tempo em cortejar, e era a amiga que era posta de lado quando era conveniente.
-E depois disso o que aconteceu?
-Eu decidir cortar qualquer relação com ela, pra não ficar mal falada, e principalmente não ser tentada. Eu várias noites tinha sonhos com ela, mesmo não querendo ter e eu tinha a certeza que era o Diabo me tentando, pra ver a desonra da minha família. Sofria tanto com esse desejo que as noites em meio as minhas orações, eu com o cinto do lado, batia com o cinto na minha vagina, era 20... 50... quantas fossem necessárias pra passar o desejo e só restar a dor.
-Ela nunca tentou falar com você?
-Ela respeitou o meu desejo e acho que também ficou extremamente envergonhada.
-Uma pena, uma coisa tão simples tenha provocado tanto sofrimento a você.
-Eu cheguei até a pensar em namorar um menino feio da igreja, que seria a alegria para o meu pai, que pra ele pra mim só existia Jesus. - sorrir -Ele teve três filhos, o único homem, mais novo, morreu afogado num rio aos 14 anos, depois de 11 anos esperando um filho homem, perdê-lo numa tragédia, acho que essa dor foi o matando aos poucos e minha irmã mais velha, Glória, já estava encaminhada, namorava um rapaz de boa família e de boa índole, e principalmente uma família abastada. E eu não pensava em namorar, só estudar e ir pra igreja, eu me cobria toda, usava saias longas, não dava um sorriso pra homem algum. Eu achava os meus seios grandes, pedi pra minha mãe me ajudar a diminuí-los, porque sabia que isso atraía os olhares de homens.
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-Helena! - Glória.
Glória ver a irmã sentada na bacia do banheiro com uma faca e cheio de sangue.
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-Eu tentei tirá-los de mim. Aí viram que meu caso precisava de tratamento.
-E Solange?
-Solange morreu, não aqui no meu coração, nem na cabeça. Solange era desatenta, andava sempre com a cabeça nas nuvens. Foi atropelada a uma quadra da faculdade. Ainda lembro ela estirada no asfalto à espera de ajuda.
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-Uma moça foi atropelada, uma negrinha, parece que era aluna da faculdade. Onde já se viu cara de empregada ser estudante de enfermagem.
Helena começa a chorar, se aproxima do círculo de pessoas .
-Com licença.
Ver Solange deitada ainda com os olhos abertos, que olha pra ela. Helena se abaixa.
-Desculpa Helena.
-Desculpa Sol.
-Você tem olhos tão bonitos.
-Vai ficar tudo bem.
-Seja feliz Helena.
-Alguém ajuda aqui!
-Ixi morreu! - Uma senhora.
-Solange! Solange!
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-Faltavam 4 meses pra nos formamos, foi uma perda muito grande e um vazio. E eu fiquei me perguntando se ela era feliz. Eu não aceitava alguém ser feliz assim, desse jeito, não conseguia compreender, mesmo não sendo feliz. - chorando.
-Quer continuar?
-Glória casou. E pra mim não me restava  muita coisa, não dava pra escolher como ela, devido aos meus poucos atributos, Tinha Flávio um homem bom, um pouco mais velho do que eu, motorista de ônibus, pro desagrado do meu pai, mas pelo menos estava empregado e o mais importante, tinha se interessado por mim. Começamos a namorar no sofá e depois na porta de casa e em pouco tempo casamos. Eu tinha uma única qualidade importante na época, era virgem.
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Flávio já deitado na cama, entra no quarto Helena, toda tímida e envergonhada, só de camisola.
-Deita aqui. - ele bate com a mão na cama.
Ela se aproxima, senta na cama, deita depois de fazer uma oração, fica parada, imóvel, afastada com medo de aproximar seu corpo do outro.
-Você estava tão bonita de noiva.
-Obrigada.
Pega na mão dela.
-Vai doer? - ela chorando.
-Calma querida. - ele alisa o rosto dela e enxuga as lágrimas dela.
-Eu não sei como faz, nem por onde começa.
Ele a beija, desce a mão pelos seios dela, até chegar no meio das pernas dela, ela começou a tremer com aquilo, ele desce uma alça da camisola e depois a outra, deixando os seios dela a mostra, ele ver a cicatriz.
-Por que você quis tirar seios tão bonitos?
-Porque tinha medo de olhos como esses.
Ela se vira.
Ele suspende a camisola pra ver a bunda dela, ela fecha os olhos pedindo que aquilo terminasse logo.
-Vire-se pra mim.
Ela se vira pra ele.
Ele tira a bermuda, o pênis dele já estava ereto. Deita sobre ela, tira a calcinha dela, e começa a penetrá-la e ela a sentir dor.
-Para.... para, por favor para. - ela bate nele.
E ele sai de cima dela, ela se cobre e fica sentada na cama.
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-Ele tentou mais uma vez sem sucesso e depois ficou enfurecido, foi dormir no sofá. Pedi desculpas no dia seguinte. Conversei com minha mãe e ela disse que era minha obrigação, que doía, mas depois se acostumava, que o importante era relaxar, que pensasse em outras coisas. E ele tentou novamente na noite seguinte. Ficou não sei quanto tempo metendo, eu tentava o parar, mas ele continuava, virei de costas pra ele e ele insistiu, e lá não demorou muito pra ele gozar. E assim passou um ano, grávida da nossa primeira filha, minha mãe já era viúva do meu pai. Era casada, trabalhava, ele ficava descontente, eu ganhava mais do que ele. Em 4 anos tive três meninas, Clara, Isabela e Fátima. Sair do emprego por ele insistir muito que eu tinha que ter  mais tempo para as meninas. E as vezes inventava desculpas pra ele não me pegar, dizendo que estava cansada, ou que tinha que fazer algo na rua, ou plantões. Eu rezava que terminasse logo e eu não me acostumava como minha mãe disse que aconteceria.
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Flávio gozando dentro dela, sai de cima dela. Deita do lado e começa a roncar. Ela se vira de lado e começa a chorar.
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-Ele ficou deixando de ser romântico ou talvez nunca fosse. Ele se transformava na cama, as vezes eu demorava de ir pro quarto, ele ia me buscar aonde estivesse  não tinha mais os plantões como desculpa e as minhas amizades ele cortava todas. Era insuportável sentir o cheiro de álcool que vinha de sua boca tentando me beijar, em cima de mim. E numa dessas noites ele me deu um murro no olho. Disse que eu era a mulher dele, que não tinha que tá na rua aquela hora.
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Helena passando roupa, quase queima a mão. Coloca o ferro em pé na tábua, olha para o ferro, pega o ferro e vai até um espelho. Olha-se no espelho, abaixa a saia e coloca o ferro quente sobre sua vagina.
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-Eu pensei que com aquela queimadura ele não ira mais me querer. Ele falou pra minha mãe e minha mãe pediu pra minha irmã conversar comigo, já que ela tinha mais experiência de casada, e minha mãe não tinha nenhum traquejo pra conversar sobre essas coisas.
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-Você é feliz Glória?
-Sou casada.
-E a felicidade é só o casamento?
-Eu amo o meu marido e os meus filhos.
-E só isso basta?
-Meu pai não deveria ter deixado você fazer faculdade. Só sabe fazer perguntas. Sou feliz, tenho nome, você também deveria, Flávio é um homem bom e lhe suporta Helena.
Glória joga um frasquinho de remédio em cima da mesa.
-Isso vai lhe deixar anestesiada, não vai sentir nada.
Helena pega o frasco.
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-Fiquei viciada no remédio por um tempo como ela disse passei a não sentir nada, mas ele continuou reclamando, disse que era como se tivesse transando com alguém morta e eu tinha vontade  de estar morta as vezes, não sentia, mas ainda via. Aí minha irmã começou a me aconselhar a voltar a trabalhar e pediram pra ele permitir, fiz um curso, já tinha um tempo parada, voltei a trabalhar, na mesma época que me tornei fumante. E nessa época conheci a doutora Roberta. Eu tinha 40 anos e ela 45. Todos sabiam que ela era homossexual, mesmo ela não falando de sua vida pessoal, não tinha filhos e tinha um jeito bem masculino, voz forte, grossa, cabelos mais louros que os meus, vivos sabe. Apesar do jeito masculino, andava sempre de batom, mas discreto e o perfume dela exalava pelos corredores, suave, meio amadeirado ou de rosas. Nessa época já estava bem afastada da igreja, devido ao trabalho e Flávio que não gostava. Ela sabia que eu fumava e quando esquecia o cigarro me pedia um.
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Helena fumando do lado de fora do hospital.
-Helena você me ver um cigarro?
-Sim, doutora Roberta.
-Me chame só de Roberta, temos quase a mesma idade e somo colegas. É casada há quanto tempo?
-Quase 16 anos.
-Eu também já fui casada por um tempo, só por 10 anos. Ela arranjou uma moça mais nova do que eu, da idade dela, fez uma boa troca. - ela ver o rosto assustado de Helena -Desculpa, você já deve saber que sou homossexual.
-Sim, já ouvir falar sobre.
-Sei, não precisa se desculpar, sei que falam de mim pelos corredores, ás portas fechadas. - sorrir - Quero você na minha equipe Helena.
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-Ela disse que eu era atenciosa e amorosa com os paciente, que eu tinha toda a paciência do mundo, mesmo para as tarefas desagradáveis, e que gostava disso em mim. Disse que eu precisava sorrir mais, que eu tinha um sorriso bonito e fazia piadas pra me fazer rir. E num natal, que sempre passava na casa da minha irmã, ela fazia questão de eu ver a bonita mesa que ela fazia, e principalmente ver a mesa cheia, farta que tinha.
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-A vizinha descobriu que o filho é gay e não expulsou o menino de casa. Pode uma coisa dessa?
Helena vai ajudando a irmã a colocar as coisas na mesa, ouvindo a vizinha falando.
-A médica com você trabalha é homossexual não é minha irmã? Ela já deu em cima de você?
-E deixam pessoas como ela serem médicas? E se ela passar alguma doença aos pacientes?
-Quanta ignorância! A vida é dela, vocês só sabe julgarem a vida dos outros.
-O que é isso Helena? - Glória.
Helena deixa o peru sobre a mesa.
-Vocês não passam de duas infelizes no casamento, então deixa quem quer ser feliz do jeito que quiser ser.
A irmã segura no braço dela.
-Você defende essas coisas Helena?
-Eu defendo a liberdade das pessoas.
-Deixa o padre e minha mãe souberem disso e até o seu marido.
-Sabe, coma todo o seu peru e toda a sua ceia sozinha. Porque eu sei que o seu marido vai chegar depois da meia noite. E o que lhe garante que ele não esteja dentro de alguma sauna agora?
Glória dá um tapa em Helena.
-Feliz Natal minha irmã.
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-Até o meu marido passou a notar que falava muito de doutora Roberta.
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-Você só fala agora dessa doutora Roberta!
Eles se arrumando para irem para a cama.
-Ela fala que tenho mãos de anjo, que todo paciente que eu pego, eu curo.
-Mãos que não conseguem pegar direito a rola do marido.
-Como você é grosseiro. - ele dá um tapa nela.
-Pede desculpa.
-Desculpa. - chorando - Você nunca me faz um elogio.
-Porque você não serve pra nada, até o meu bife você faz errado. - ela olha pra baixo - Até uma mesa tem mais serventia que você. Por acaso você já fez alguma coisa nojenta, alguma imundície com essa daí?
-Você está me ofendendo.
-Tire a roupa.
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-E eu me aproximava cada vez mais dela e até começaram a achar no trabalho que estávamos tendo alguma coisa , que eu fiz logo questão de dizer eu era uma mulher casada, que não passava de amizade e eu voltei a sentir aquelas coisas, a tentar negar a mim mesma que estava sentindo algo mais por Roberta, voltei pra igreja, me confessei ao padre, ele pediu pra eu pedir demissão, sair da equipe dela, me afastar. Até que um dia.
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Helena entra em casa pra pegar a sua carteira que esqueceu em casa, ver a porta aberta e roupas de mulher pelo chão e ver o marido com outra na cozinha, volta pra sala, eles não a viram.
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-Naquela hora fiquei confusa, abalada, era uma mistura de desencanto com felicidade, porque se ele me traía significava que não me amava mais, poderia ser o fim do nosso casamento. Mas nunca tive coragem de falar sobre isso e ele nunca falou sobre isso. Ele sofreu um acidente, foi afastado do trabalho, até morrer por consequência da diabetes. Eu agradeci quando ele morreu, eu sofrir muito na mão dele.
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-Helena.
Roberta vira o rosto de Helena.
-Quem fez isso com você?
-Meu marido.
-Meu Deus Helena pra quê viver assim?
-Você não entenderia, eu vive sempre pra agradar os outros.
-Não, você que não entende, sabe apresentar alguém que não é a pessoa dos sonhos pros seus pais, que não é um namorado, ver a decepção dos seus pais a ouvirem que eu era moleque macho. A única forma que tive pra orgulhá-los foi através do estudo e mesmo assim meu pai diz: " Essa aí estudou, mas deu pra sapatão. É médica, mas gosta de uma buceta" . Você é bonita Helena.
Helena a beija, Roberta a afasta.
-Helena você está confundindo as coisas, eu tenho uma namorada.
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-Ela não demorou muito, foi embora, se mudou pro sul do Brasil, a namorada era de lá. E eu as vezes ficava me olhando no espelho, fechava os olhos e era capaz  de sentir o cheiro dela, de sentir os cabelos dela pelas minhas mãos, como ela era bonita. Acariciava os meus seios e levava as minhas mãos lá embaixo e sentia uma coisa que nunca sentir com o Flávio.
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Helena estende as roupas na corda, joga algumas roupas na cama e alguns pegadores também depois. Coloca algumas roupas no armário, fechas as portas e se ver no espelho, estava sozinha, encosta a porta, tira a blusa, prende dois pegadores em cada seio, na vagina, deitada sobre a cama.
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-As vezes quando acendia  uma vela pra algum santo, depois eu ia para o quarto e me trancava lá e percorria com uma vela acesa o meu corpo nu, cada gota que caía e me queimava me excitava e me punia. Já tem 5 anos que estou viúva de Flávio.
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Helena colocando a mesa para as filhas.
-Duas meninas se beijaram na faculdade, na frente de todos, uma coisa nojenta, não tem respeito. Vontade que tinha era partir pra cima delas, pouca vergonha. - Clara.
Helena deixa cair um prato.
-Mãe tudo bem? - Isabela.
-Minhas mãos estavam molhadas, só isso.
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-Nunca vi tanta intolerância e tanto ódio, por isso nunca contei as minhas filhas. Uma vez Isabela tentou conversar sobre isso comigo, porque guardava nas minhas coisas a foto de Solange e da doutora Roberta.
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-A senhora tem fotos de duas moças nas suas coisas, mas não tem de papai.
-Foram minhas amigas.
-Só isso mãe?
-O que você quer dizer?
-Eu sei que papai te fez sofrer muito. E você olha diferente algumas moças.
-Impressão sua.
-Mãe, confia em mim.
-Eu não quero continuar essa conversa, quero ficar sozinha Isabela.
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-Permaneci viúva, nunca mais me envolvi com alguém, de casar.... namorar. Clara casou-se, Isabela foi estudar fora, em Portugal, só ficou comigo a mais nova. Fátima, que tem hoje 23 anos.
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-Está chorando meu anjo.
Ela senta na cama ao lado da filha.
-Eu sou gay mãe e eu não sabia como contar isso a você, me desculpa.
-Meu anjo. antes de qualquer coisa que você seja ou deixe de ser, você é minha filha e eu te amo.
Helena a abraça e as duas choram.
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-Ela teve a coragem que nunca tive, Clara, a irmã mais velha não aceitou muito bem a notícia.
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-Você vai deixar ela namorar meninas? É isso mesmo que estou ouvindo?
-O mundo mudou. E eu prefiro que a minha filha escolha com quem ela quer ficar e a forma que ela escolher pra ser feliz, não vejo crime nisso.
-E eu não quero ela na minha casa.
-Então também você não vai querer sua mãe. Porque se minha filha não é bem aceita aqui, eu também não sou. Meu Deus Isabela ficou feliz por Fátima decidir contar a família.
-Isso pra mim não é família,
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-Ela tem 4 filhos atualmente, deixou de trabalhar e tá grávida de gêmeos, o marido passou um tempo desempregado, ela voltou a se aproximar de mim, os ajudei como pode. Infelizmente ela fala o mínimo possível com a irmã.
-E você nunca tentou ter nada com outra mulher?
-Não suportaria ter o ódio da minha própria filha, e também já  tô velha pra isso, mas sim , eu já tentei, eu queria saber como era e se aquilo me deixaria satisfeita. Eu contratei os serviços de uma prostituta, ela me atendeu em sua casa, eu escolhi uma que fosse bem distante da minha casa, não poderia correr o risco de alguém saber.
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A prostituta vai tirando a roupa em frente de Helena sentada na cama. Ela tira o sutiã e joga pra Helena, se aproxima dela. Helena toca nos seios dela, os aperta e olha pro rosto da jovem, essa beija o seu pescoço e rosto.
-Sem beijo.
-Está bem.
Começa a desabotoar a blusa de Helena.
-Eu não consigo, desculpa. - Helena se levanta.
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-Eu fiquei imaginando minha mãe de onde ela estivesse, como ficaria desapontada.
Nessa hora lembrei da minha mãe que tentava me colocar em tudo que é curso, e eu  fazia nada direito.
" Você não sabe fazer nada Pedro, você vai ser incompetente pro resto da vida". " Você é igual ao seu pai não consegue fazer nada direito, só pra me irritar!". "Nem jogar uma dama você consegue jogar, um jogo minimamente inteligente". " As notas dele estão uma vergonha, é melhor tirá-lo da escola e colocá-lo na porta algum mercadinho, com sorte pode se tornar um empacotador".
-Doutor.
-Desculpa, me perdi, você pode voltar.
Algumas mães poderiam ser tão piores, danosas, prejudiciais pra seus filhos do que qualquer outro tipo de violência, porque dessa você não pode se defender.
-E voc nunca mais encontrou a tal Roberta?
-Sim. Eu comecei a viajar com minha filha, a Fátima e decidimos visitar Isabela e no aeroporto a encontro sozinha, ela iria casar, não com aquela do sul e estava morando no Rio e me convidou para o casamento.
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-Helena como vai?
-Doutora Roberta!
-Sim, você continua linda, está com um sorriso diferente.
-Estou chegando de uma viagem que fiz com minha filha.
-E eu  estou indo pra uma, indo preparar meu casamento na Grécia, quero um casamento grego. - dão risada - Ainda casada?
-Viúva, não quero mais casar.
-Uma pena, nem todos os casamentos são ruins.
-Mas você...
-Roberta dá risada.
-Meus casamentos deram certos no período que tinham que dá. O importante é não desistir, sempre tentar.
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-E eu fui ver o casamento com minha filha, o engraçado que eu nunca tinha me maquiado, Fátima me ajudou, comprei um vestido lindo, e eu tive dificuldade de me olhar daquele jeito no espelho, de saber que ali era eu, que eu gostei do que vi, que eu estava bonita. Aprendi a gostar de mim naquela hora. - chorando.
Eu dou um batom a ela.
-Vai ao banheiro, tem um espelho lá, você é bonita Helena, e em todo e qualquer espelho voce pode enxergar isso.
Nos levantamos, ela entra no banheiro, fica parada em frente ao espelho.
"Você é um homem mais ou menos Pedro, fui eu que te tornei alguma coisa"
"Você fica aí chorando pela nossa filha, ela se foi, aceita. Você não conseguiu a proteger do mundo e infelizmente o mundo não está protegido da sua amargura"
"Me diga como é ficar o dia todo com seus pacientes malucos e não ficar maluco, porque eles são malucos em procurarem logo você pra tratá-los"
"Você não coloca nada em casa, então não venha me dizer o que tenho ou não que comprar. Sua mãe fez certo, fez fama com os problemas dos outros, coisa que você nunca vai fazer, porque você é moralzinho demais".
Helena passa o batom, suspende a saia, olha a sua vagina, eu viro o rosto e ela passa o batom nos lábios debaixo.
-Por que fez isso?
-Porque estou tentando aceitar o tenho, o que sou.
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Helena e a filha sentadas, vendo Roberta e a sua noiva no altar. Helena começou a se ver na outra e a melancolia tomou conta do seu corpo, fazendo a sair correndo de lá.
Helena fica parada diante do mar, diante da bela paisagem, que a Grécia poderia lhe dá. Ela começou a pensar como a sua vida poderia ter sido diferente se tivesse aceito o beijo que Solange lhe deu, não apenas o guardado nas memórias, que agora está empoeirado e velho como tantas outras memórias de sua vida. Assim ela poderia ser feliz como estava Roberta e sua noiva, era possível ser feliz sendo diferente.
-Mãe está chorando?
Helena enxuga as lágrimas.
-O que houve? Você saiu correndo.
-Eu fico emocionada quando assisto casamentos. O meu deu tão errado, mas ao mesmo tempo deu certo, porque veio você e suas irmãs. vamos sair daqui, caminhar pela cidade - a abraça - Sem rumo, apenas deixar a paisagem nos levar.
-E o casamento?
-Só interessa a elas.
-E se nos perdemos?
-Quem sabe se perder não seja o ato de se encontrar.
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Helena sai do banheiro, me beija, eu fico parado.
-Eu não sentir nada, exatamente nada - sorrir -Obrigada doutor.
Ela sai, espero que como uma nova mulher.





12 sessões de sodomia. - Capítulo 3.



Rafael - 22 anos.

Um rapaz sentado no sofá da sala do consultório e outro mais jovem em pé.
-Você é filho dele?
-Sou.
Ele nota que ele ficou incomodado com a pergunta.
-Filho único?
-Sim..., eu tinha uma irmã, morreu.
Silêncio, o rapaz ver ferimentos no pescoço do outro, vira o rosto e olha para o relógio no pulso.
-Veio aqui para se consultar com o seu pai?
-Não, vim pegar o dinheiro para pagar o colégio.
-Tem quantos anos?
-16. Há quanto tempo é paciente dele?
-Faz tempo. - sorrir.
Saio e encontro os dois conversando.
-Aqui. - entrego o envelope.
-Obrigado, prazer em conhecê-lo. -saiu sem oferecer a mão.
-Como vai? -ofereço a mão.
-Vou indo.
-Entre.
Entramos, ele senta.
-Bonito, pena que não faz meu tipo, gosto de homens mais velhos, como o senhor.
Eu dou risada.
-O que tem pra contar hoje?
-Algemas.
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Rafael preso com algemas presas a uma parede, seminu, apenas de cueca. Ele era magro, franzino, jeito frágil e acompanhado no quarto por dois homens fortes, musculosos, com o dobro ou triplo do tamanho dele, também seminus, observando ele preso algemado tentando se soltar. Os dois homens fortes se beijam.
-Vou ficar quanto tempo aqui vendo vocês dois se divertirem?
-O tempo que quisermos que você fique. - Um deles se levanta e se aproxima de Rafael.
Puxa o cabelo dele.
-Quer leitinho puta?
Rafael sorrir, abre a boca, o outro cospe nele. Rafael tenta prender o homem com suas pernas que estão soltas. O outro dá um tapa no rosto dele, e outro aparece com uma maçã, morde e oferece a ele e depois joga a maçã no chão.
-Filho da puta.
-O quê?
-Filho da puta.
-O quê?
Ele lambe a boca de Rafael. E depois começa a chupar os mamilos dele, o outro vendo, observando com a mão em seu pênis já ereto.
-Me solta vai.
O outro solta.
-De quatro vai.
Rafael tira a cueca e fica de quatro no chão. O mesmo que o soltou se abaixa e olha pro rosto dele.
-Fale bate mainha.
-Hum bate mainha... Bate mainha.
O outro com o cinto começa a bater nas nádegas dele e ele repetia mais forte e alto, a frase enquanto sua pele ficava vermelha. Rafael deita no chão, o outro estira os braços dele, segurando suas mão bem e prendendo a cabeça dele entre suas coxas grossas, e outro amarra algo gelado em seu pênis e começa a puxar o pênis reto de Rafael.
-Arh!Ah...Hur.
E depois começa a chupá-lo. O outro ainda com a cabeça de Rafael entre suas coxas, faz ele o chupá-lo também e ficam nisso por alguns minutos.
Rafael volta a ficar de quatro e um dos homens fortes começa a colocar cada um dos seus dedos dentro de Rafael, fazendo isso olhando e sorrindo para o outro.
Eles depois amarram Rafael todo num banco todo inclinado, deixando-o imobilizado e um dos caras começa a penetrá-lo, batendo na bunda de Rafael, o cuspindo e apertando o pescoço do mesmo contra a cadeira.
-Gosta de tomar vara? Vou arregaçar esse cuzinho.
Depois o amarram sentado, e outro o beija e senta sobre a pica de Rafael, e o mesmo sentindo prazer com pênis de Rafael duro dentro dele, batendo, gozando.
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-Gosta de se sentir submisso, ser dominado?
-Sim, comecei a gostar disso quando me envolvi com um homem mais velho. Ele gostava de garotos frágeis e jovens, de dominá-los, senti-los.
-Como conheceu esses dois?
-Por aí. Eu andava muito por aí, becos, lugares escuros, cheiro de mijo, úmidos, porcos, tudo cheirava a sexo e era bom.
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Rafael sai do metrô e desce uma escada da estação, pisa numa poça de água e ver caras urinando na parede. Se encosta na parede ao lado de um cara alto, com um cigarro que também estava urinando. Rafael desce os olhos para o pau do rapaz e depois sobe pro rosto dele. O rapaz o puxa e desce ele em direção ao seu pênis. Um cara negro se volta pra eles, e começa a bater e num instante goza, puxa Rafael pra melar o rosto dele, Rafael se levanta, se encosta na parede e o rapaz e depois o negro o penetram.
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-E todas essas vezes você se protegia?
-Algumas, eu gostava de brincar com a sorte. Sabia de amigos que tinham, sabia de pessoas que tinham. Eu tive sorte por um tempo.
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Rafael com outros rapazes numa sala, todos nus em círculo e uma garrafa no chão, que quando girava e parava, dois se dirigiam ao centro do círculo e transavam com todos os outro assistindo. E a garrafa tinha parado em Rafael.
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-A regra do jogo era transar descapado. Eu também normalmente broxava com camisinha.
-E nunca procurou ajuda?
-Não me admitia broxar.
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Rafael numa sessão assistindo a um filme pornô, olha pra outro rapaz, que também está vendo o filme.  Rafael coloca a mão no pênis do outro, o outro olha  pra ele e pro pau dele e desce com a mão em direção a bunda dele.
Vão para uma cabine, o rapaz o chupa até deixá-lo pronto, coloca a camisinha em Rafael, depois fica de costas e se oferece, porém Rafael já não estava mais ereto.
O rapaz sai depois de tentar mais uma vez sem sucesso.   Rafael vai para o banheiro, dá um murro no espelho, vai até o armário e pega um remedinho.
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-Usava esses remédios com frequência?
-Só quando perdia a ereção, infelizmente não  encontrei novamente no mesmo dia o rapaz.
-Por que você não aceita broxar? É normal, acontece.
Ele sorrir.
-Talvez pelo meu pai, quando ele soube, quase me matou, mas depois ficou indiferente e uma vez me perguntou se eu era o homem ou a mulher na relação. Naquela hora não sei porquê eu disse que era o que comia. parece que pra ele foi mais aceitável ouvir aquilo, que o filho fosse gay, mas que não fosse o que desse.
-E você como se sentiu?
-Eu sempre gostei das coisas, mas  sempre fiquei mais a vontade como passivo. Eu acho que no fundo ele sabe disso. Mas era mais confortável pra ele ouvir aquilo.
-O que mais tinha?
-Droga, uma combinação explosiva, eufórica, excitante, prazerosa. Perder o domínio de si, do seu próprio corpo, dos sentidos. Eu costumava sair com um amigo meu e nessas saídas, cheirávamos muito e quando fazíamos isso vinha a vontade de fuder.
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Eles param numa rua deserta, se beijam, o outro pega no pênis dele, beija o pescoço de Rafael, morde a orelha do mesmo.
-Entre no porta-malas e tire a roupa toda lá dentro.
Rafael sai, abre o porta-malas e entra e tira a roupa e começa a andar  o carro e depois de alguns minutos para. O porta malas é aberto, Rafael encolhido nu, e o amigo começa a penetrá-lo de todas as maneiras possíveis. Querendo experimentar tudo, não experimentando nada, querendo fazer tudo, não fazendo nada. E Rafael não sentindo nada, sentindo tudo, nem vendo o rosto do amigo, apenas uma besta.
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-Você falou de um homem mais velho. Quer falar dele? Você o amou?
-Não sei, sempre achei que era incapaz de amar, sempre quis tudo e a todos. Detesto monotonia, gosto da sensação de não saber o que vem depois, ficar curioso como vai ser.
-Mas também pode ser interessante algo duradouro a dois.
-Já tentei, ele foi o primeiro, confesso que gostaria que as minhas relações durassem mais do que meus coitos. Mas sempre quando estava com alguém vinha a vontade de entrar no terreno do vizinho.
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-Eu acho melhor acabar aqui, eu não quero mais ser seu garoto, eu não sou mais aquele garoto, eu não sou mais aquele menino de 18 anos. que você conheceu.
-Por quê? Vamos tentar, está tão bom.
-Não está bom. Milagre essa brincadeira ter durado 4 meses. Eu não tenho dono. Quero conhecer outras pessoas, experimentar outras coisas.
-É outro?
-Outros, eu já te trair várias vezes.
-Eu te amei, te amo. - chorando.
-Desculpa, mas sou assim.
-Saia. saia! - grita.
-Me bata, me espanque, eu quero sentir seu ódio dentro de mim.
-Você não quer o meu amor, não vai ter muito menos o meu ódio, vai ter apenas a indiferença.
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-Eu sempre dei números errados, inventava desculpas, não comparecia aos encontros que não eram sexo.
-Isso não é medo?
-Não sei, depois comecei a pegar héteros ou tipo héteros. Gosto de homem com cheiro de homem, jeito de homem, com todos os seus pelos e suor. Uma outra coisa que me broxava era não ver pentelho lá embaixo, lisinha, gelada, sem graça, como uma buceta. Depois dele tive uma relação de 3 meses com um massagista casado.
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O cara o massageando, ele sente o pau do massagista sobre sua perna, vira e ver o cara com o pênis pra fora da calça.
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-Aí descobrir que ele fazia programas com os clientes. Aí enjoei.
-Você sempre foi assim, descartando as pessoas?
-O que não é mais divertido e não me dá prazer não me atrai. Ai um dia eu estava sem dinheiro ao voltar de uma balada, e conhecia um vizinho taxista. E todo mundo sabia de mim, não fazia questão de esconder. E era isso que matava meu pai, que eu fosse viado, mas que ninguém soubessem. Claro que acharia mais interessante encontrar dois policiais que me fodessem a noite toda. Mas chamei o vizinho.
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-Eu tô sem dinheiro, só quando chegar em casa.
-Você pode me pagar de outra forma.
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-E de lá fomos pro motel, uma vez ou outra repetíamos. Até a esposa dele ligar pra mim perguntando se eu era a vagabundinha da Vanessa que estava dando pro marido dela. Desliguei, troquei de número e nunca mais dei trela pra ele.
-E a doença? Você quer falar sobre ela?
-Eu já tinha feito o exame uma vez, tinha dado negativo, esfreguei na cara de todo mundo. Não era santo, mas era limpa. Da outra vez que fiz, deu positivo, e aí foi a vez de todo mundo esfregar na minha cara que esse era o fim de viado, esse era o fim que todo viado merecia. Meu pai acho que é o que ficou mais feliz, não era bom ter filho viado, mas era bom ter filho viado morto.
-Como contraiu?
-Aquele amigo com quem eu saía junto e nos drogávamos juntos e transávamos juntos. Ele era garoto de programa e eu não sabia. Burra! O cara morava num bairro de classe média, não tinha emprego, os pais mortos de fome, Zé ninguéns, davam uma merrequinha sem fazer ideia do que ele fazia aqui e eu acreditava  que ele se sustentava com isso. Ele falou pra mim, pediu pra eu fazer o exame. Nunca acreditei em Deus, mas rezei que desse negativo. - chorando -Não foi essa a resposta, eu o perdoei, mas outro cliente não, o matou. Fiquei com tanta raiva de mim, fiz tanta coisa  e o perigo estava tão perto de mim. Eu decidir despejar meu ódio ao mundo antes que ficasse visível que eu era aidético.
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Rafael numa sauna a vapor, abre a toalha para o cara a sua frente e depois vão para o quarto.
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-Era fácil convencer alguém a transar sem camisinha no calor do tesão, ainda mais se fosse bonito.
-Quantos?
-Não sei, perdi as contas, só queria que outros sentissem o que estava sentindo.
-Sentindo o quê?
-Medo. Não quero morrer, vem essa doença e acaba com tudo. Não é engraçado você abrir seu armário e ver vários remédios lá, uma vida toda regrada, cheio de efeitos colaterais, uns piores do que outros. - chorando -Não sabia o que viria depois, a não ser pelo que os médicos diziam e em quanto tempo todos ficariam sabendo de mim. Aí conheci um garoto de 18 anos na boate, o levei pro motel.
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Entram no quarto se beijando, tiram a roupa um do outro.
-O que é isso? - aponta pra ferida.
-Alergia, a cama que durmo tá me dando alergia.
O jogo na cama, olho pra ele.
"Naquela hora que olhei pra ele, me vi nele, não era justo acabar com a vida dele, e não iria querer que alguém acabasse com a minha com apenas 18 anos.
-Sai.
-O quê?
-Sai.
-Vem cá!
-Sai! Não ouviu? Vá embora. E não seja tão fácil, idiota.
O menino se veste.
-Você que é um idiota. - O menino se retira.
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-Percebi que aquilo não estava me dando nada, acrescentando nada.
Começou a chorar, pego um copo de água pra ele.
-Desculpa.
-Não tem nada, não feios e mostrar frágil, é humano. É humano todos esses sentimentos que você contou aqui. E nunca mais conheceu alguém?
-Por incrível que pareça, depois da doença me deu a vontade de conhecer alguém, não queria passar por tudo isso sozinho, e o ideal era que fosse alguém que soubesse o que era isso. Mas só encontrava gente maluca, curiosa, até que reencontrei Sérgio, o homem mais velho dominador. Contei pra ele tudo pronto esperando a resposta, bem, era isso que merecia. E ele só fez me abraçar, o abraço que tanto precisava e não encontrava em casa e também não aprendido a pedir.
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-Pra o que você precisar estarei aqui, se quiser pode se mudar pra cá.
-Você não tem medo? E seu companheiro?
-Ele não precisa saber que tivemos algo, nem que você é...
-Aidético.
-Eu ainda te amo garoto, e tudo que eu não queria era que você tivesse isso.
-Eu não quero sua pena.
-Eu não quero te dá isso, quero te dá amor. Por que você foge tanto disso? - chorando.
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-Porque não sei o que é o amor. Aí ele me indicou você. E eu pensando que iria morrer antes dele, ele uma dia..., se achava um ótimo motorista, e era, se gabava na direção, viajava muito, por horas, e numa dessas viagens não voltou, seu carro capotou. E meus pais que nem procuraram saber onde estava, como estava, se ainda estava vivo, não me deixaram tão amparado quanto ele me deixou. Apesar de nunca mais termos transado, nos unimos estavelmente, e ele me deixou tudo, ele me salvou, e eu não pôde salvá-lo e eu me pergunto porque não eu, se já estou condenado. E já são 2 anos e meio com essa doença.
-Os planos da vida  são um mistério. Você tem medo da morte?
-Aprendi que a vida é muito mais perigosa. Não passei a a acreditar em Deus, se é isso que quer saber. Mas caso o encontrasse, só iria  dizer que minha mãe estava certa ao pedir pra eu rezar. - sorrir.
Fico diante da cadeira agora vazia, o horário agora não mais ocupado e um enterro pra comparecer. A vida era tão mais perigosa, mas a morte ainda continuava a nos surpreender.






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