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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Nada da vida



Não me ensinaram a viver
Não disseram pra mim que magoaria pessoas
Que a vida não seria só feita de coisas boas
Que muitos momentos dela choraria
E nem todos os meus sonhos nela caberia
Que mentiria outras tantas vezes com receio da verdade
E que amigos verdadeiros seriam raridade
E que teria que buscar a satisfação no trabalho, na cama no dia-a-dia
Me disseram que não poderia me perguntar da existência de Deus
E se ele estava em todas as coisas não podia
Que não teria só que me dá com os problemas meus
Que estaria no inferno apenas por amar alguém como eu
Não me ensinaram a rezar pra saber se alguém ouve minhas preces
Que me julgariam pelo que eu aparento ou como me visto
Sendo que na verdade não preciso nada disto
Que teria que me encaixar em algumas orientações politicas, sexuais, musicais
Errar tinha que ser escondido devido a moral
E outras seriam normais devido a ser cultural
Teria que me apaixonar tantas vezes ou apenas achar
E outros seriam apenas momentos banais
Que teriam erros que adoraria repetir
E outros que gostaria de voltar o tempo pra consertar que infelizmente vão me acompanhar
Que aprenderia tantas coisas
Que me assustaria com outras tantas coisas
Talvez eu nunca aprenda a viver
São tantas perguntas que tenho que conviver
Tendo momentos só meus para me entristecer
A espera de um cavaleiro para dançar
E a frente o futuro do que não se sabe que assusta
E mesmo assim uma vontade grande de viver que nada custa
Mesmo que não saiba nada da vida
Mesmo em alguns momentos ela te deixe dividida
Não sabendo nem como se deve morrer
A graça estar em não saber nada
Apenas viver



terça-feira, 15 de outubro de 2013

FIM.



Não me acostumei com o fim
Com o acabado, o terminado, o que passou
Porque sempre leva um pouco de mim
E assim vou pendendo pra um lado
E assim vai se desconstruindo uma parte do que sou
Porque sou feito de amores, de amigos, de parentes
É difícil encontrar a essa situação algo adequado
E encontro nas memórias algo que alimente
A falta, o vazio, a perda
Não estou preparado pra deixá-lo ir
Não estou preparado para o fim
Eu pensei que era pra sempre sem aludir
Talvez se anunciasse para os quatro cantos
Mudasse os planos para não ser assim
Continuaria as risadas, beijos, abraços e broncas de cada dia
E não a distância de projetos, trajetos, amores de vida
E assim a vida vai perdendo seus encantos
Pra ser substituídos pro outros encantos soltos pela avenida
O físico se ausentou
O afeto persistiu
Aumentou
As vezes não temos noção do tamanho dele ou que existiu
A distância pode durar dias, semanas, anos
Trabalhos, famílias, conquistas, derrotas
Mas ela também tem fim
E um dia vamos reencontrar os nossos amigos, nossos amores, nossos parentes
E aí não precisará de palavras, de algo físico ou demonstrativo
Só bastará estar contigo
Pode crer na verdade tudo isso não é o fim.


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