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domingo, 19 de outubro de 2014

12 sessões de sodomia. - Capítulo 4.



Helena - 50 anos.

Entro na sala, a senhora já estava sentada e confortável na poltrona.
-Como vai Helena?
-Vou bem.
Ela era loira, já tinha vários fios de  cabelo branco que a idade teimava em mostrar e a nenhuma vaidade que ela tinha teimava em não pintar. Tinha olhos verdes tristes, apagados, longes, como se olhasse para o passado e se perdesse lá. Unhas não pintadas, rosto cheio de marcas e nenhuma maquiagem.
-Hoje está pronta pra falar de Solange?
-Sol... -ela sorrir.
Um sorriso envergonhado, cheio de falhas e escurecidos pela nicotina.
-Solange era uma das poucas coisas boas que a vida me trouxe. Ela era pra frente, enquanto eu era conservadora, era atirada, enquanto eu era tímida, era liberal, enquanto eu ficava só nos pensamentos ou ao que os outros pensavam. Era linda, uma beleza simples que não precisava de muita maquiagem pra nos ofuscar e embebedar. Tinha um bom e mau humor na medida que não nos deixavam exacerbados e enjoados. Eu a conheci na faculdade, éramos estudantes de enfermagem.
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Helena aos 19 anos no banheiro trocando de roupa, entra Solange, uma moça negra, muito bonita e também começa a se trocar. Helena olha pra ela, sendo refletida no espelho. Solange tira a calça e o sutiã , deixando a mostra para os olhos curiosos de Helena.
Ela ficava olhando pra aqueles seios tão diferentes do dela, bonitos, grandes, as costas dela, um lençol que tinha vontade de se cobrir com elas, a cintura fina que cabia  perfeitamente em suas mãos.de unhas mal feitas e calejadas pelas atividades domésticas que a mãe a obrigava  a fazer e também pra ter com que sustentar o sonho de se formar.
-Helena você está aí?
Helena se vira.
-Estou.
-Chegue mais perto.
Helena se aproxima.
-Deixa vê-los, já que ficou olhando para os meus.
-Desculpa, eu não tive a intenção...
-Não tem nada, não me incomodo, até gosto.
Solange se vira pra ela.
-Pode tocar neles.
Helena sem palavras pra ousadia nas palavras pronunciadas por Solange e antes que pensasse em alguma resposta Solange a beija.
Helena a empurra, veste a roupa rapidamente e sai.
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-Eu não sabia que ela era, apesar de saber que tinha colegas que faziam isso, ela era tão feminina que me pegou de surpresa, nem desconfiava.
-E depois como ficou?
-Aquele beijo ficou em mim, mesmo lavando a boca, mesmo rezando que a vontade passasse.
-Foi o seu primeiro beijo?
-Foi. Eu não era a garota para qual os rapazes olhavam e perdiam tempo em cortejar, e era a amiga que era posta de lado quando era conveniente.
-E depois disso o que aconteceu?
-Eu decidir cortar qualquer relação com ela, pra não ficar mal falada, e principalmente não ser tentada. Eu várias noites tinha sonhos com ela, mesmo não querendo ter e eu tinha a certeza que era o Diabo me tentando, pra ver a desonra da minha família. Sofria tanto com esse desejo que as noites em meio as minhas orações, eu com o cinto do lado, batia com o cinto na minha vagina, era 20... 50... quantas fossem necessárias pra passar o desejo e só restar a dor.
-Ela nunca tentou falar com você?
-Ela respeitou o meu desejo e acho que também ficou extremamente envergonhada.
-Uma pena, uma coisa tão simples tenha provocado tanto sofrimento a você.
-Eu cheguei até a pensar em namorar um menino feio da igreja, que seria a alegria para o meu pai, que pra ele pra mim só existia Jesus. - sorrir -Ele teve três filhos, o único homem, mais novo, morreu afogado num rio aos 14 anos, depois de 11 anos esperando um filho homem, perdê-lo numa tragédia, acho que essa dor foi o matando aos poucos e minha irmã mais velha, Glória, já estava encaminhada, namorava um rapaz de boa família e de boa índole, e principalmente uma família abastada. E eu não pensava em namorar, só estudar e ir pra igreja, eu me cobria toda, usava saias longas, não dava um sorriso pra homem algum. Eu achava os meus seios grandes, pedi pra minha mãe me ajudar a diminuí-los, porque sabia que isso atraía os olhares de homens.
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-Helena! - Glória.
Glória ver a irmã sentada na bacia do banheiro com uma faca e cheio de sangue.
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-Eu tentei tirá-los de mim. Aí viram que meu caso precisava de tratamento.
-E Solange?
-Solange morreu, não aqui no meu coração, nem na cabeça. Solange era desatenta, andava sempre com a cabeça nas nuvens. Foi atropelada a uma quadra da faculdade. Ainda lembro ela estirada no asfalto à espera de ajuda.
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-Uma moça foi atropelada, uma negrinha, parece que era aluna da faculdade. Onde já se viu cara de empregada ser estudante de enfermagem.
Helena começa a chorar, se aproxima do círculo de pessoas .
-Com licença.
Ver Solange deitada ainda com os olhos abertos, que olha pra ela. Helena se abaixa.
-Desculpa Helena.
-Desculpa Sol.
-Você tem olhos tão bonitos.
-Vai ficar tudo bem.
-Seja feliz Helena.
-Alguém ajuda aqui!
-Ixi morreu! - Uma senhora.
-Solange! Solange!
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-Faltavam 4 meses pra nos formamos, foi uma perda muito grande e um vazio. E eu fiquei me perguntando se ela era feliz. Eu não aceitava alguém ser feliz assim, desse jeito, não conseguia compreender, mesmo não sendo feliz. - chorando.
-Quer continuar?
-Glória casou. E pra mim não me restava  muita coisa, não dava pra escolher como ela, devido aos meus poucos atributos, Tinha Flávio um homem bom, um pouco mais velho do que eu, motorista de ônibus, pro desagrado do meu pai, mas pelo menos estava empregado e o mais importante, tinha se interessado por mim. Começamos a namorar no sofá e depois na porta de casa e em pouco tempo casamos. Eu tinha uma única qualidade importante na época, era virgem.
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Flávio já deitado na cama, entra no quarto Helena, toda tímida e envergonhada, só de camisola.
-Deita aqui. - ele bate com a mão na cama.
Ela se aproxima, senta na cama, deita depois de fazer uma oração, fica parada, imóvel, afastada com medo de aproximar seu corpo do outro.
-Você estava tão bonita de noiva.
-Obrigada.
Pega na mão dela.
-Vai doer? - ela chorando.
-Calma querida. - ele alisa o rosto dela e enxuga as lágrimas dela.
-Eu não sei como faz, nem por onde começa.
Ele a beija, desce a mão pelos seios dela, até chegar no meio das pernas dela, ela começou a tremer com aquilo, ele desce uma alça da camisola e depois a outra, deixando os seios dela a mostra, ele ver a cicatriz.
-Por que você quis tirar seios tão bonitos?
-Porque tinha medo de olhos como esses.
Ela se vira.
Ele suspende a camisola pra ver a bunda dela, ela fecha os olhos pedindo que aquilo terminasse logo.
-Vire-se pra mim.
Ela se vira pra ele.
Ele tira a bermuda, o pênis dele já estava ereto. Deita sobre ela, tira a calcinha dela, e começa a penetrá-la e ela a sentir dor.
-Para.... para, por favor para. - ela bate nele.
E ele sai de cima dela, ela se cobre e fica sentada na cama.
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-Ele tentou mais uma vez sem sucesso e depois ficou enfurecido, foi dormir no sofá. Pedi desculpas no dia seguinte. Conversei com minha mãe e ela disse que era minha obrigação, que doía, mas depois se acostumava, que o importante era relaxar, que pensasse em outras coisas. E ele tentou novamente na noite seguinte. Ficou não sei quanto tempo metendo, eu tentava o parar, mas ele continuava, virei de costas pra ele e ele insistiu, e lá não demorou muito pra ele gozar. E assim passou um ano, grávida da nossa primeira filha, minha mãe já era viúva do meu pai. Era casada, trabalhava, ele ficava descontente, eu ganhava mais do que ele. Em 4 anos tive três meninas, Clara, Isabela e Fátima. Sair do emprego por ele insistir muito que eu tinha que ter  mais tempo para as meninas. E as vezes inventava desculpas pra ele não me pegar, dizendo que estava cansada, ou que tinha que fazer algo na rua, ou plantões. Eu rezava que terminasse logo e eu não me acostumava como minha mãe disse que aconteceria.
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Flávio gozando dentro dela, sai de cima dela. Deita do lado e começa a roncar. Ela se vira de lado e começa a chorar.
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-Ele ficou deixando de ser romântico ou talvez nunca fosse. Ele se transformava na cama, as vezes eu demorava de ir pro quarto, ele ia me buscar aonde estivesse  não tinha mais os plantões como desculpa e as minhas amizades ele cortava todas. Era insuportável sentir o cheiro de álcool que vinha de sua boca tentando me beijar, em cima de mim. E numa dessas noites ele me deu um murro no olho. Disse que eu era a mulher dele, que não tinha que tá na rua aquela hora.
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Helena passando roupa, quase queima a mão. Coloca o ferro em pé na tábua, olha para o ferro, pega o ferro e vai até um espelho. Olha-se no espelho, abaixa a saia e coloca o ferro quente sobre sua vagina.
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-Eu pensei que com aquela queimadura ele não ira mais me querer. Ele falou pra minha mãe e minha mãe pediu pra minha irmã conversar comigo, já que ela tinha mais experiência de casada, e minha mãe não tinha nenhum traquejo pra conversar sobre essas coisas.
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-Você é feliz Glória?
-Sou casada.
-E a felicidade é só o casamento?
-Eu amo o meu marido e os meus filhos.
-E só isso basta?
-Meu pai não deveria ter deixado você fazer faculdade. Só sabe fazer perguntas. Sou feliz, tenho nome, você também deveria, Flávio é um homem bom e lhe suporta Helena.
Glória joga um frasquinho de remédio em cima da mesa.
-Isso vai lhe deixar anestesiada, não vai sentir nada.
Helena pega o frasco.
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-Fiquei viciada no remédio por um tempo como ela disse passei a não sentir nada, mas ele continuou reclamando, disse que era como se tivesse transando com alguém morta e eu tinha vontade  de estar morta as vezes, não sentia, mas ainda via. Aí minha irmã começou a me aconselhar a voltar a trabalhar e pediram pra ele permitir, fiz um curso, já tinha um tempo parada, voltei a trabalhar, na mesma época que me tornei fumante. E nessa época conheci a doutora Roberta. Eu tinha 40 anos e ela 45. Todos sabiam que ela era homossexual, mesmo ela não falando de sua vida pessoal, não tinha filhos e tinha um jeito bem masculino, voz forte, grossa, cabelos mais louros que os meus, vivos sabe. Apesar do jeito masculino, andava sempre de batom, mas discreto e o perfume dela exalava pelos corredores, suave, meio amadeirado ou de rosas. Nessa época já estava bem afastada da igreja, devido ao trabalho e Flávio que não gostava. Ela sabia que eu fumava e quando esquecia o cigarro me pedia um.
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Helena fumando do lado de fora do hospital.
-Helena você me ver um cigarro?
-Sim, doutora Roberta.
-Me chame só de Roberta, temos quase a mesma idade e somo colegas. É casada há quanto tempo?
-Quase 16 anos.
-Eu também já fui casada por um tempo, só por 10 anos. Ela arranjou uma moça mais nova do que eu, da idade dela, fez uma boa troca. - ela ver o rosto assustado de Helena -Desculpa, você já deve saber que sou homossexual.
-Sim, já ouvir falar sobre.
-Sei, não precisa se desculpar, sei que falam de mim pelos corredores, ás portas fechadas. - sorrir - Quero você na minha equipe Helena.
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-Ela disse que eu era atenciosa e amorosa com os paciente, que eu tinha toda a paciência do mundo, mesmo para as tarefas desagradáveis, e que gostava disso em mim. Disse que eu precisava sorrir mais, que eu tinha um sorriso bonito e fazia piadas pra me fazer rir. E num natal, que sempre passava na casa da minha irmã, ela fazia questão de eu ver a bonita mesa que ela fazia, e principalmente ver a mesa cheia, farta que tinha.
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-A vizinha descobriu que o filho é gay e não expulsou o menino de casa. Pode uma coisa dessa?
Helena vai ajudando a irmã a colocar as coisas na mesa, ouvindo a vizinha falando.
-A médica com você trabalha é homossexual não é minha irmã? Ela já deu em cima de você?
-E deixam pessoas como ela serem médicas? E se ela passar alguma doença aos pacientes?
-Quanta ignorância! A vida é dela, vocês só sabe julgarem a vida dos outros.
-O que é isso Helena? - Glória.
Helena deixa o peru sobre a mesa.
-Vocês não passam de duas infelizes no casamento, então deixa quem quer ser feliz do jeito que quiser ser.
A irmã segura no braço dela.
-Você defende essas coisas Helena?
-Eu defendo a liberdade das pessoas.
-Deixa o padre e minha mãe souberem disso e até o seu marido.
-Sabe, coma todo o seu peru e toda a sua ceia sozinha. Porque eu sei que o seu marido vai chegar depois da meia noite. E o que lhe garante que ele não esteja dentro de alguma sauna agora?
Glória dá um tapa em Helena.
-Feliz Natal minha irmã.
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-Até o meu marido passou a notar que falava muito de doutora Roberta.
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-Você só fala agora dessa doutora Roberta!
Eles se arrumando para irem para a cama.
-Ela fala que tenho mãos de anjo, que todo paciente que eu pego, eu curo.
-Mãos que não conseguem pegar direito a rola do marido.
-Como você é grosseiro. - ele dá um tapa nela.
-Pede desculpa.
-Desculpa. - chorando - Você nunca me faz um elogio.
-Porque você não serve pra nada, até o meu bife você faz errado. - ela olha pra baixo - Até uma mesa tem mais serventia que você. Por acaso você já fez alguma coisa nojenta, alguma imundície com essa daí?
-Você está me ofendendo.
-Tire a roupa.
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-E eu me aproximava cada vez mais dela e até começaram a achar no trabalho que estávamos tendo alguma coisa , que eu fiz logo questão de dizer eu era uma mulher casada, que não passava de amizade e eu voltei a sentir aquelas coisas, a tentar negar a mim mesma que estava sentindo algo mais por Roberta, voltei pra igreja, me confessei ao padre, ele pediu pra eu pedir demissão, sair da equipe dela, me afastar. Até que um dia.
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Helena entra em casa pra pegar a sua carteira que esqueceu em casa, ver a porta aberta e roupas de mulher pelo chão e ver o marido com outra na cozinha, volta pra sala, eles não a viram.
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-Naquela hora fiquei confusa, abalada, era uma mistura de desencanto com felicidade, porque se ele me traía significava que não me amava mais, poderia ser o fim do nosso casamento. Mas nunca tive coragem de falar sobre isso e ele nunca falou sobre isso. Ele sofreu um acidente, foi afastado do trabalho, até morrer por consequência da diabetes. Eu agradeci quando ele morreu, eu sofrir muito na mão dele.
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-Helena.
Roberta vira o rosto de Helena.
-Quem fez isso com você?
-Meu marido.
-Meu Deus Helena pra quê viver assim?
-Você não entenderia, eu vive sempre pra agradar os outros.
-Não, você que não entende, sabe apresentar alguém que não é a pessoa dos sonhos pros seus pais, que não é um namorado, ver a decepção dos seus pais a ouvirem que eu era moleque macho. A única forma que tive pra orgulhá-los foi através do estudo e mesmo assim meu pai diz: " Essa aí estudou, mas deu pra sapatão. É médica, mas gosta de uma buceta" . Você é bonita Helena.
Helena a beija, Roberta a afasta.
-Helena você está confundindo as coisas, eu tenho uma namorada.
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-Ela não demorou muito, foi embora, se mudou pro sul do Brasil, a namorada era de lá. E eu as vezes ficava me olhando no espelho, fechava os olhos e era capaz  de sentir o cheiro dela, de sentir os cabelos dela pelas minhas mãos, como ela era bonita. Acariciava os meus seios e levava as minhas mãos lá embaixo e sentia uma coisa que nunca sentir com o Flávio.
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Helena estende as roupas na corda, joga algumas roupas na cama e alguns pegadores também depois. Coloca algumas roupas no armário, fechas as portas e se ver no espelho, estava sozinha, encosta a porta, tira a blusa, prende dois pegadores em cada seio, na vagina, deitada sobre a cama.
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-As vezes quando acendia  uma vela pra algum santo, depois eu ia para o quarto e me trancava lá e percorria com uma vela acesa o meu corpo nu, cada gota que caía e me queimava me excitava e me punia. Já tem 5 anos que estou viúva de Flávio.
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Helena colocando a mesa para as filhas.
-Duas meninas se beijaram na faculdade, na frente de todos, uma coisa nojenta, não tem respeito. Vontade que tinha era partir pra cima delas, pouca vergonha. - Clara.
Helena deixa cair um prato.
-Mãe tudo bem? - Isabela.
-Minhas mãos estavam molhadas, só isso.
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-Nunca vi tanta intolerância e tanto ódio, por isso nunca contei as minhas filhas. Uma vez Isabela tentou conversar sobre isso comigo, porque guardava nas minhas coisas a foto de Solange e da doutora Roberta.
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-A senhora tem fotos de duas moças nas suas coisas, mas não tem de papai.
-Foram minhas amigas.
-Só isso mãe?
-O que você quer dizer?
-Eu sei que papai te fez sofrer muito. E você olha diferente algumas moças.
-Impressão sua.
-Mãe, confia em mim.
-Eu não quero continuar essa conversa, quero ficar sozinha Isabela.
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-Permaneci viúva, nunca mais me envolvi com alguém, de casar.... namorar. Clara casou-se, Isabela foi estudar fora, em Portugal, só ficou comigo a mais nova. Fátima, que tem hoje 23 anos.
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-Está chorando meu anjo.
Ela senta na cama ao lado da filha.
-Eu sou gay mãe e eu não sabia como contar isso a você, me desculpa.
-Meu anjo. antes de qualquer coisa que você seja ou deixe de ser, você é minha filha e eu te amo.
Helena a abraça e as duas choram.
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-Ela teve a coragem que nunca tive, Clara, a irmã mais velha não aceitou muito bem a notícia.
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-Você vai deixar ela namorar meninas? É isso mesmo que estou ouvindo?
-O mundo mudou. E eu prefiro que a minha filha escolha com quem ela quer ficar e a forma que ela escolher pra ser feliz, não vejo crime nisso.
-E eu não quero ela na minha casa.
-Então também você não vai querer sua mãe. Porque se minha filha não é bem aceita aqui, eu também não sou. Meu Deus Isabela ficou feliz por Fátima decidir contar a família.
-Isso pra mim não é família,
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-Ela tem 4 filhos atualmente, deixou de trabalhar e tá grávida de gêmeos, o marido passou um tempo desempregado, ela voltou a se aproximar de mim, os ajudei como pode. Infelizmente ela fala o mínimo possível com a irmã.
-E você nunca tentou ter nada com outra mulher?
-Não suportaria ter o ódio da minha própria filha, e também já  tô velha pra isso, mas sim , eu já tentei, eu queria saber como era e se aquilo me deixaria satisfeita. Eu contratei os serviços de uma prostituta, ela me atendeu em sua casa, eu escolhi uma que fosse bem distante da minha casa, não poderia correr o risco de alguém saber.
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A prostituta vai tirando a roupa em frente de Helena sentada na cama. Ela tira o sutiã e joga pra Helena, se aproxima dela. Helena toca nos seios dela, os aperta e olha pro rosto da jovem, essa beija o seu pescoço e rosto.
-Sem beijo.
-Está bem.
Começa a desabotoar a blusa de Helena.
-Eu não consigo, desculpa. - Helena se levanta.
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-Eu fiquei imaginando minha mãe de onde ela estivesse, como ficaria desapontada.
Nessa hora lembrei da minha mãe que tentava me colocar em tudo que é curso, e eu  fazia nada direito.
" Você não sabe fazer nada Pedro, você vai ser incompetente pro resto da vida". " Você é igual ao seu pai não consegue fazer nada direito, só pra me irritar!". "Nem jogar uma dama você consegue jogar, um jogo minimamente inteligente". " As notas dele estão uma vergonha, é melhor tirá-lo da escola e colocá-lo na porta algum mercadinho, com sorte pode se tornar um empacotador".
-Doutor.
-Desculpa, me perdi, você pode voltar.
Algumas mães poderiam ser tão piores, danosas, prejudiciais pra seus filhos do que qualquer outro tipo de violência, porque dessa você não pode se defender.
-E voc nunca mais encontrou a tal Roberta?
-Sim. Eu comecei a viajar com minha filha, a Fátima e decidimos visitar Isabela e no aeroporto a encontro sozinha, ela iria casar, não com aquela do sul e estava morando no Rio e me convidou para o casamento.
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-Helena como vai?
-Doutora Roberta!
-Sim, você continua linda, está com um sorriso diferente.
-Estou chegando de uma viagem que fiz com minha filha.
-E eu  estou indo pra uma, indo preparar meu casamento na Grécia, quero um casamento grego. - dão risada - Ainda casada?
-Viúva, não quero mais casar.
-Uma pena, nem todos os casamentos são ruins.
-Mas você...
-Roberta dá risada.
-Meus casamentos deram certos no período que tinham que dá. O importante é não desistir, sempre tentar.
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-E eu fui ver o casamento com minha filha, o engraçado que eu nunca tinha me maquiado, Fátima me ajudou, comprei um vestido lindo, e eu tive dificuldade de me olhar daquele jeito no espelho, de saber que ali era eu, que eu gostei do que vi, que eu estava bonita. Aprendi a gostar de mim naquela hora. - chorando.
Eu dou um batom a ela.
-Vai ao banheiro, tem um espelho lá, você é bonita Helena, e em todo e qualquer espelho voce pode enxergar isso.
Nos levantamos, ela entra no banheiro, fica parada em frente ao espelho.
"Você é um homem mais ou menos Pedro, fui eu que te tornei alguma coisa"
"Você fica aí chorando pela nossa filha, ela se foi, aceita. Você não conseguiu a proteger do mundo e infelizmente o mundo não está protegido da sua amargura"
"Me diga como é ficar o dia todo com seus pacientes malucos e não ficar maluco, porque eles são malucos em procurarem logo você pra tratá-los"
"Você não coloca nada em casa, então não venha me dizer o que tenho ou não que comprar. Sua mãe fez certo, fez fama com os problemas dos outros, coisa que você nunca vai fazer, porque você é moralzinho demais".
Helena passa o batom, suspende a saia, olha a sua vagina, eu viro o rosto e ela passa o batom nos lábios debaixo.
-Por que fez isso?
-Porque estou tentando aceitar o tenho, o que sou.
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Helena e a filha sentadas, vendo Roberta e a sua noiva no altar. Helena começou a se ver na outra e a melancolia tomou conta do seu corpo, fazendo a sair correndo de lá.
Helena fica parada diante do mar, diante da bela paisagem, que a Grécia poderia lhe dá. Ela começou a pensar como a sua vida poderia ter sido diferente se tivesse aceito o beijo que Solange lhe deu, não apenas o guardado nas memórias, que agora está empoeirado e velho como tantas outras memórias de sua vida. Assim ela poderia ser feliz como estava Roberta e sua noiva, era possível ser feliz sendo diferente.
-Mãe está chorando?
Helena enxuga as lágrimas.
-O que houve? Você saiu correndo.
-Eu fico emocionada quando assisto casamentos. O meu deu tão errado, mas ao mesmo tempo deu certo, porque veio você e suas irmãs. vamos sair daqui, caminhar pela cidade - a abraça - Sem rumo, apenas deixar a paisagem nos levar.
-E o casamento?
-Só interessa a elas.
-E se nos perdemos?
-Quem sabe se perder não seja o ato de se encontrar.
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Helena sai do banheiro, me beija, eu fico parado.
-Eu não sentir nada, exatamente nada - sorrir -Obrigada doutor.
Ela sai, espero que como uma nova mulher.





12 sessões de sodomia. - Capítulo 3.



Rafael - 22 anos.

Um rapaz sentado no sofá da sala do consultório e outro mais jovem em pé.
-Você é filho dele?
-Sou.
Ele nota que ele ficou incomodado com a pergunta.
-Filho único?
-Sim..., eu tinha uma irmã, morreu.
Silêncio, o rapaz ver ferimentos no pescoço do outro, vira o rosto e olha para o relógio no pulso.
-Veio aqui para se consultar com o seu pai?
-Não, vim pegar o dinheiro para pagar o colégio.
-Tem quantos anos?
-16. Há quanto tempo é paciente dele?
-Faz tempo. - sorrir.
Saio e encontro os dois conversando.
-Aqui. - entrego o envelope.
-Obrigado, prazer em conhecê-lo. -saiu sem oferecer a mão.
-Como vai? -ofereço a mão.
-Vou indo.
-Entre.
Entramos, ele senta.
-Bonito, pena que não faz meu tipo, gosto de homens mais velhos, como o senhor.
Eu dou risada.
-O que tem pra contar hoje?
-Algemas.
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Rafael preso com algemas presas a uma parede, seminu, apenas de cueca. Ele era magro, franzino, jeito frágil e acompanhado no quarto por dois homens fortes, musculosos, com o dobro ou triplo do tamanho dele, também seminus, observando ele preso algemado tentando se soltar. Os dois homens fortes se beijam.
-Vou ficar quanto tempo aqui vendo vocês dois se divertirem?
-O tempo que quisermos que você fique. - Um deles se levanta e se aproxima de Rafael.
Puxa o cabelo dele.
-Quer leitinho puta?
Rafael sorrir, abre a boca, o outro cospe nele. Rafael tenta prender o homem com suas pernas que estão soltas. O outro dá um tapa no rosto dele, e outro aparece com uma maçã, morde e oferece a ele e depois joga a maçã no chão.
-Filho da puta.
-O quê?
-Filho da puta.
-O quê?
Ele lambe a boca de Rafael. E depois começa a chupar os mamilos dele, o outro vendo, observando com a mão em seu pênis já ereto.
-Me solta vai.
O outro solta.
-De quatro vai.
Rafael tira a cueca e fica de quatro no chão. O mesmo que o soltou se abaixa e olha pro rosto dele.
-Fale bate mainha.
-Hum bate mainha... Bate mainha.
O outro com o cinto começa a bater nas nádegas dele e ele repetia mais forte e alto, a frase enquanto sua pele ficava vermelha. Rafael deita no chão, o outro estira os braços dele, segurando suas mão bem e prendendo a cabeça dele entre suas coxas grossas, e outro amarra algo gelado em seu pênis e começa a puxar o pênis reto de Rafael.
-Arh!Ah...Hur.
E depois começa a chupá-lo. O outro ainda com a cabeça de Rafael entre suas coxas, faz ele o chupá-lo também e ficam nisso por alguns minutos.
Rafael volta a ficar de quatro e um dos homens fortes começa a colocar cada um dos seus dedos dentro de Rafael, fazendo isso olhando e sorrindo para o outro.
Eles depois amarram Rafael todo num banco todo inclinado, deixando-o imobilizado e um dos caras começa a penetrá-lo, batendo na bunda de Rafael, o cuspindo e apertando o pescoço do mesmo contra a cadeira.
-Gosta de tomar vara? Vou arregaçar esse cuzinho.
Depois o amarram sentado, e outro o beija e senta sobre a pica de Rafael, e o mesmo sentindo prazer com pênis de Rafael duro dentro dele, batendo, gozando.
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-Gosta de se sentir submisso, ser dominado?
-Sim, comecei a gostar disso quando me envolvi com um homem mais velho. Ele gostava de garotos frágeis e jovens, de dominá-los, senti-los.
-Como conheceu esses dois?
-Por aí. Eu andava muito por aí, becos, lugares escuros, cheiro de mijo, úmidos, porcos, tudo cheirava a sexo e era bom.
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Rafael sai do metrô e desce uma escada da estação, pisa numa poça de água e ver caras urinando na parede. Se encosta na parede ao lado de um cara alto, com um cigarro que também estava urinando. Rafael desce os olhos para o pau do rapaz e depois sobe pro rosto dele. O rapaz o puxa e desce ele em direção ao seu pênis. Um cara negro se volta pra eles, e começa a bater e num instante goza, puxa Rafael pra melar o rosto dele, Rafael se levanta, se encosta na parede e o rapaz e depois o negro o penetram.
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-E todas essas vezes você se protegia?
-Algumas, eu gostava de brincar com a sorte. Sabia de amigos que tinham, sabia de pessoas que tinham. Eu tive sorte por um tempo.
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Rafael com outros rapazes numa sala, todos nus em círculo e uma garrafa no chão, que quando girava e parava, dois se dirigiam ao centro do círculo e transavam com todos os outro assistindo. E a garrafa tinha parado em Rafael.
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-A regra do jogo era transar descapado. Eu também normalmente broxava com camisinha.
-E nunca procurou ajuda?
-Não me admitia broxar.
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Rafael numa sessão assistindo a um filme pornô, olha pra outro rapaz, que também está vendo o filme.  Rafael coloca a mão no pênis do outro, o outro olha  pra ele e pro pau dele e desce com a mão em direção a bunda dele.
Vão para uma cabine, o rapaz o chupa até deixá-lo pronto, coloca a camisinha em Rafael, depois fica de costas e se oferece, porém Rafael já não estava mais ereto.
O rapaz sai depois de tentar mais uma vez sem sucesso.   Rafael vai para o banheiro, dá um murro no espelho, vai até o armário e pega um remedinho.
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-Usava esses remédios com frequência?
-Só quando perdia a ereção, infelizmente não  encontrei novamente no mesmo dia o rapaz.
-Por que você não aceita broxar? É normal, acontece.
Ele sorrir.
-Talvez pelo meu pai, quando ele soube, quase me matou, mas depois ficou indiferente e uma vez me perguntou se eu era o homem ou a mulher na relação. Naquela hora não sei porquê eu disse que era o que comia. parece que pra ele foi mais aceitável ouvir aquilo, que o filho fosse gay, mas que não fosse o que desse.
-E você como se sentiu?
-Eu sempre gostei das coisas, mas  sempre fiquei mais a vontade como passivo. Eu acho que no fundo ele sabe disso. Mas era mais confortável pra ele ouvir aquilo.
-O que mais tinha?
-Droga, uma combinação explosiva, eufórica, excitante, prazerosa. Perder o domínio de si, do seu próprio corpo, dos sentidos. Eu costumava sair com um amigo meu e nessas saídas, cheirávamos muito e quando fazíamos isso vinha a vontade de fuder.
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Eles param numa rua deserta, se beijam, o outro pega no pênis dele, beija o pescoço de Rafael, morde a orelha do mesmo.
-Entre no porta-malas e tire a roupa toda lá dentro.
Rafael sai, abre o porta-malas e entra e tira a roupa e começa a andar  o carro e depois de alguns minutos para. O porta malas é aberto, Rafael encolhido nu, e o amigo começa a penetrá-lo de todas as maneiras possíveis. Querendo experimentar tudo, não experimentando nada, querendo fazer tudo, não fazendo nada. E Rafael não sentindo nada, sentindo tudo, nem vendo o rosto do amigo, apenas uma besta.
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-Você falou de um homem mais velho. Quer falar dele? Você o amou?
-Não sei, sempre achei que era incapaz de amar, sempre quis tudo e a todos. Detesto monotonia, gosto da sensação de não saber o que vem depois, ficar curioso como vai ser.
-Mas também pode ser interessante algo duradouro a dois.
-Já tentei, ele foi o primeiro, confesso que gostaria que as minhas relações durassem mais do que meus coitos. Mas sempre quando estava com alguém vinha a vontade de entrar no terreno do vizinho.
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-Eu acho melhor acabar aqui, eu não quero mais ser seu garoto, eu não sou mais aquele garoto, eu não sou mais aquele menino de 18 anos. que você conheceu.
-Por quê? Vamos tentar, está tão bom.
-Não está bom. Milagre essa brincadeira ter durado 4 meses. Eu não tenho dono. Quero conhecer outras pessoas, experimentar outras coisas.
-É outro?
-Outros, eu já te trair várias vezes.
-Eu te amei, te amo. - chorando.
-Desculpa, mas sou assim.
-Saia. saia! - grita.
-Me bata, me espanque, eu quero sentir seu ódio dentro de mim.
-Você não quer o meu amor, não vai ter muito menos o meu ódio, vai ter apenas a indiferença.
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-Eu sempre dei números errados, inventava desculpas, não comparecia aos encontros que não eram sexo.
-Isso não é medo?
-Não sei, depois comecei a pegar héteros ou tipo héteros. Gosto de homem com cheiro de homem, jeito de homem, com todos os seus pelos e suor. Uma outra coisa que me broxava era não ver pentelho lá embaixo, lisinha, gelada, sem graça, como uma buceta. Depois dele tive uma relação de 3 meses com um massagista casado.
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O cara o massageando, ele sente o pau do massagista sobre sua perna, vira e ver o cara com o pênis pra fora da calça.
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-Aí descobrir que ele fazia programas com os clientes. Aí enjoei.
-Você sempre foi assim, descartando as pessoas?
-O que não é mais divertido e não me dá prazer não me atrai. Ai um dia eu estava sem dinheiro ao voltar de uma balada, e conhecia um vizinho taxista. E todo mundo sabia de mim, não fazia questão de esconder. E era isso que matava meu pai, que eu fosse viado, mas que ninguém soubessem. Claro que acharia mais interessante encontrar dois policiais que me fodessem a noite toda. Mas chamei o vizinho.
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-Eu tô sem dinheiro, só quando chegar em casa.
-Você pode me pagar de outra forma.
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-E de lá fomos pro motel, uma vez ou outra repetíamos. Até a esposa dele ligar pra mim perguntando se eu era a vagabundinha da Vanessa que estava dando pro marido dela. Desliguei, troquei de número e nunca mais dei trela pra ele.
-E a doença? Você quer falar sobre ela?
-Eu já tinha feito o exame uma vez, tinha dado negativo, esfreguei na cara de todo mundo. Não era santo, mas era limpa. Da outra vez que fiz, deu positivo, e aí foi a vez de todo mundo esfregar na minha cara que esse era o fim de viado, esse era o fim que todo viado merecia. Meu pai acho que é o que ficou mais feliz, não era bom ter filho viado, mas era bom ter filho viado morto.
-Como contraiu?
-Aquele amigo com quem eu saía junto e nos drogávamos juntos e transávamos juntos. Ele era garoto de programa e eu não sabia. Burra! O cara morava num bairro de classe média, não tinha emprego, os pais mortos de fome, Zé ninguéns, davam uma merrequinha sem fazer ideia do que ele fazia aqui e eu acreditava  que ele se sustentava com isso. Ele falou pra mim, pediu pra eu fazer o exame. Nunca acreditei em Deus, mas rezei que desse negativo. - chorando -Não foi essa a resposta, eu o perdoei, mas outro cliente não, o matou. Fiquei com tanta raiva de mim, fiz tanta coisa  e o perigo estava tão perto de mim. Eu decidir despejar meu ódio ao mundo antes que ficasse visível que eu era aidético.
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Rafael numa sauna a vapor, abre a toalha para o cara a sua frente e depois vão para o quarto.
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-Era fácil convencer alguém a transar sem camisinha no calor do tesão, ainda mais se fosse bonito.
-Quantos?
-Não sei, perdi as contas, só queria que outros sentissem o que estava sentindo.
-Sentindo o quê?
-Medo. Não quero morrer, vem essa doença e acaba com tudo. Não é engraçado você abrir seu armário e ver vários remédios lá, uma vida toda regrada, cheio de efeitos colaterais, uns piores do que outros. - chorando -Não sabia o que viria depois, a não ser pelo que os médicos diziam e em quanto tempo todos ficariam sabendo de mim. Aí conheci um garoto de 18 anos na boate, o levei pro motel.
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Entram no quarto se beijando, tiram a roupa um do outro.
-O que é isso? - aponta pra ferida.
-Alergia, a cama que durmo tá me dando alergia.
O jogo na cama, olho pra ele.
"Naquela hora que olhei pra ele, me vi nele, não era justo acabar com a vida dele, e não iria querer que alguém acabasse com a minha com apenas 18 anos.
-Sai.
-O quê?
-Sai.
-Vem cá!
-Sai! Não ouviu? Vá embora. E não seja tão fácil, idiota.
O menino se veste.
-Você que é um idiota. - O menino se retira.
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-Percebi que aquilo não estava me dando nada, acrescentando nada.
Começou a chorar, pego um copo de água pra ele.
-Desculpa.
-Não tem nada, não feios e mostrar frágil, é humano. É humano todos esses sentimentos que você contou aqui. E nunca mais conheceu alguém?
-Por incrível que pareça, depois da doença me deu a vontade de conhecer alguém, não queria passar por tudo isso sozinho, e o ideal era que fosse alguém que soubesse o que era isso. Mas só encontrava gente maluca, curiosa, até que reencontrei Sérgio, o homem mais velho dominador. Contei pra ele tudo pronto esperando a resposta, bem, era isso que merecia. E ele só fez me abraçar, o abraço que tanto precisava e não encontrava em casa e também não aprendido a pedir.
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-Pra o que você precisar estarei aqui, se quiser pode se mudar pra cá.
-Você não tem medo? E seu companheiro?
-Ele não precisa saber que tivemos algo, nem que você é...
-Aidético.
-Eu ainda te amo garoto, e tudo que eu não queria era que você tivesse isso.
-Eu não quero sua pena.
-Eu não quero te dá isso, quero te dá amor. Por que você foge tanto disso? - chorando.
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-Porque não sei o que é o amor. Aí ele me indicou você. E eu pensando que iria morrer antes dele, ele uma dia..., se achava um ótimo motorista, e era, se gabava na direção, viajava muito, por horas, e numa dessas viagens não voltou, seu carro capotou. E meus pais que nem procuraram saber onde estava, como estava, se ainda estava vivo, não me deixaram tão amparado quanto ele me deixou. Apesar de nunca mais termos transado, nos unimos estavelmente, e ele me deixou tudo, ele me salvou, e eu não pôde salvá-lo e eu me pergunto porque não eu, se já estou condenado. E já são 2 anos e meio com essa doença.
-Os planos da vida  são um mistério. Você tem medo da morte?
-Aprendi que a vida é muito mais perigosa. Não passei a a acreditar em Deus, se é isso que quer saber. Mas caso o encontrasse, só iria  dizer que minha mãe estava certa ao pedir pra eu rezar. - sorrir.
Fico diante da cadeira agora vazia, o horário agora não mais ocupado e um enterro pra comparecer. A vida era tão mais perigosa, mas a morte ainda continuava a nos surpreender.






quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Se perguntassem o que é o amor.



Se perguntassem a um romântico desencantado o que é o amor
Ele responderia que queria mais um instante de amor
Num mundo em que se prega cada vez mais o desamor
Em que não se enxergam mais coisas com nenhum humor
Talvez amor seja apenas um primo rico do sexo
Se perguntassem o que é amor a um romântico apaixonado
Ele iria pintar o amor cheio de cores, fantasioso, indecente
E cada vez mais falaria do outro num extremo estado de ser um ser carente
O amor seria apenas o estado da euforia, do descobrimento, do embelezamento
De coisas que muitas vezes não são tão belas
O romantismo fingido embalsamado em literaturas
Se perguntassem a um ultrarromântico o que seria o amor
Ele diria que é impossível viver sem amor
Tem  de buscá-lo em cada coisa na vida em outras telas
É um sentimento nobre, das mais puras
Que poderia morrer sem esse sentimento
O amor a todos, sem a necessidade de amar de fato nenhum
O sentimento superiorizado do que o próprio amado e o próprio tolo amador
Se perguntassem o que é o amor ao anti-romântico
Ele diria que era balela, coisa pra se vender
Que é impossível encontrar em qualquer esquina e  se perder
Que é apenas um artifício criado pelo homem a se satisfazer
E nega que precise desse sentimentalismo para ter algo sendo somente ser
O amor só estaria apenas no plano das ideias negadas
Se perguntassem a um sexualizado o que é o amor
Ele diria que encontrou em cada perna e o perdeu em cada gozo
Que é possível amar alguém que malmente conhece e deixá-lo pra trás como se já bem o conhecesse
O amor não passaria de encontros furtivos, de troca, de dissabores
Se perguntassem o que é o amor ao amante
Ele diria que é o ato de abster da própria vontade em razão do outro
Porque o outro é maior do que a si mesmo
Colocando-se num papel de coadjuvante
Um amor que não é mesquinho, mas é pobre do sentimento próprio a esmo
Se perguntassem a um louco o que é o amor
Ele diria que é o próprio amor e iria dá risada de todos os outros
Não estaria enganado
Pois o amor tem que partir com ou sem a necessidade de  chegada e volta
Feita pra nos prender não deixando de ser  uma coisa solta
Se perguntassem o que é o amor a uma pessoa que nunca experimentou o amor
Aí sim tudo que se falaria não poderia ser mencionada como amor
Talvez até o próprio poeta desconheça o que é o amor
Porque o amor foge de qualquer generalidade, regra
É apenas e ponto.


Ménage



Dois corpos a satisfazer
Lutando por um pouco de prazer
Duas bocas para se perder
Com duas línguas sem ceder
Dois paus para entreter
Num parque de diversões as escuras sem temer
Ou as claras  para fazer o corpo tremer
Dois cus para  abastecer
Um cu de dois para ser
Um pouco mais viril
Sem romantismo vil
Sem pelos e pentelhos
Apenas cabelo puxados sem  entolhos
Gozos compromissados  em derramar no outro
Gozos com a necessidade do neutro
A três apenas no nome
Individual ao que se consome.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Não vamos para o céu.



O Paraíso não nos pertence
Disposto a procurar um teto de vidro que não vale nenhum pence
Olhe os olhos da criança apavorada diante do álcool da noite  sem testemunhas
Entregue aos corpos de nenhuma alcunha
Tremendo de frio fugindo do luto de mais um furto
Em um dia claro disposta numa mesa vazia que provoca o surto
Carregada, apertada, pronta pra servir na esquina
À algum pai de família que vai chegar hoje um pouco mais tarde e a dona nem imagina
Ou escondido se alimentando de fotos de alguma criancinhas
Longe de alguns olhos por não parecer nenhuma gracinha
Fechado dentro de algum banheiro fazendo alguma coisa bem imunda
Apoiado com as mãos na parede lambendo bem alguma bunda
Cuspindo, levando a mão a cara de alguém de muita idade
Incapaz de se levantar contra o inimigo de tamanha maldade
Capaz de selar o destino de seus progenitores atrás de uma certa liberdade
Ou alguma notas que não vão pra nenhuma caridade
Jogado em algum em que já foram depositados todos os picos
Sorrindo, pagando calcinha, não fugindo dos micos
Eles não ganharam direito a redenção
Foram condenados pelos crimes da maldição
O pecado de serem desumanos
Se entregar a delíca de serem profanos.
Conquistando  mundo sem a proteção de alguma asa
Perdendo a vida por não ter encontrado a tal casa.

domingo, 10 de agosto de 2014

12 sessões de sodomia. - Capítulo 2.




Carlos. - 19 anos.


Eu no elevador, entra uma senhora.
-Você aqui?
-Esqueceu que também tenho um consultório aqui?
-Que andar?
-Oitavo. - aperto.
-Não se aposentou?
-Não consigo. - rir -Te espero até hoje lá.
-Psicólogos não se consultam. E não tenho tempo, tenho muitos pacientes.
-Não te espero como paciente, mas como filho. Caso você tenha esquecido eu ainda sou sua mãe.
-Não esqueço, você não me deixa esquecer. Você é a melhor no que faz.
-Eu sou tão boa que não consigo me aproximar do meu próprio filho.
O elevador se abre.
-Tá subindo. - falo.
Fecha, silêncio.
-As vezes penso que deveria ter tido mais filhos. Mas volto logo atrás, que é inevitável ficar sozinha.
-Eu pensei que você já estava acostumada com isso. Porque de deixar sozinho você entende bem.
A porta se abre.
-Deixa eu te ajudar. - segura meu braço -Elisa me pediu ajuda.
-O casamento tá acabando, os sinais estão aí, e disso a senhora também entende bem,
Saio, o elevador se fecha depois de olhar bem para o seu rosto desapontado mais uma vez pela última vez.
Chego no consultório e encontro um rapaz já me esperando.
-Oi, Pedro Messur.
-Carlos Alexandre.
-Prazer, entre.
Entramos na sala, ligo o som.
-Sente na poltrona.
Ele tira o casaco e senta, era magro franzino, cara de menino.
-Quer uma água? Café?
-Não, obrigado.
-No que posso ajudar?
-Nem sei por onde começar.
-Que tal pelo começo. O que faz da vida?
-Trabalho numa locadora, das poucas que teimam em existir.
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-Carlos já pode fechar a locadora. - fala o senhor gordo -E também já pode ir.
-Sim, senhor. - o senhor sobe a escada
Entra um rapaz de boné na locadora.
-Já estamos fechando.
-Sim, sacana. - dá risada.
-Breno. - sorrir.
-Vim devolver esse filme e pegar outro.
-Aqueles ali estão à venda.
Ele se abaixa pra analisar os filmes.
-Filme de viadinho.  - mostra para Carlos a capa de um e dão risada.
Carlos derruba a caixa, caindo dinheiro no chão, Breno olha pra ele.
-"O que foi que aconteceu Carlos?" - a voz do gordo lá de cima.
-Eu só derrubei umas coisas. - Carlos fala alto olhando pra Breno.
-Ai tem muito dinheiro.
-Não, Breno.
-Você quer continuar sendo um merdinha? Vamos ser grandes!
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-E vocês roubaram o dinheiro?
-R$830,00
-O que mais?
-A noite só estava começando. Saímos de lá com o dinheiro e compramos bebida.
-Quem é esse Breno?
-Estuda comigo num cursinho técnico. É um péssimo aluno, tem péssimas notas.
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Carlos e Breno passam na casa de outro amigo.
-Paulo!
Abre uma mulher gorda, velha, com uma verruga enorme no rosto.
-Paulo não está.
-Sabe onde ele foi? - Breno.
-Não sei, ele não me diz.
-A luz do quarto dele está acesa. - Carlos.
-Deve ter esquecido. - ela vê a garrafa na mão de Breno -Estão bebendo?
-Não. - Breno esconde a garrafa.
-Já é tarde, já deveriam estar em casa. Não tem mães não? Com licença. - bate a porta.
-Merda, velha gorda estúpida. - Breno.
-Ei. - Paulo da janela.
Eles olham pra ele e dão risada.
Paulo pula a janela e desce pelo muro.
E os três antes de prosseguirem passam na casa de Carlos.
-Não demore. -Breno.
-Eu só vou pegar o spray e a máscara.
Carlos entra em casa e encontra a mãe sentada no sofá com uma máscara facial verde em frente a TV. Sobe a escada e passa por um banheiro e vê o padrasto se masturbando. entra no quarto, pega as coisas, vê da janela a vagabunda da irmã chupando o namoradinho no carro dele.
saem os três a noite, pelas ruas, engarrafamento, sinal fechado, andam pelas sinaleiras.
-Larga a bolsa puta! - Breno dá um tapa numa mulher num carro e leva a bolsa.
Paulo vira a garrafa, Carlos picha uma parede.
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-O que mais aconteceu? O que aconteceu no dia seguinte com seu chefe?
-O matei. - dá risada.
Olho sério pra ele.
-Não... Apareci lá, ele me acusou, eu disse que devo ter esquecido a porta aberta. Ele não acreditou, me chamou de moleque, me deu um tapa. Eu só vi o bastão de beisebol que ele exibia na parede. Eu só queria me ver livre daquilo. O deixei desacordado, não estava morto.
-Quanto tempo faz isso?
-Cinco, seis horas. Eu já tinha feito coisa muito pior na noite passada.
-Como o quê? Pra aonde vocês foram depois?
-Pro inferno. Fomos de metrô, sabíamos de uma festinha que iria ter. Ainda dá pra ouvir os gritos.
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Entram no metrô, sentam em assentos diferentes, mas próximos. Breno pega a garrafa da mão de Paulo e bebe.
-Tem quantos anos menino?! -Um senhor.
-Já sou de maior de idiota, se que quiser te mostro o quanto sou de maior dentro das minhas calças. - dá risada, o senhor se levanta e ele olha pra Carlos -Já tem alguma namoradinha pra furar Carlos?
-Vá se danar! - fumando um cigarro.
-Você não sabe o cheiro, é uma delícia, geladinha.... molhadinha passando por sua boca. escutar os gemidos dela no seu ouvido. A porrinha fechadinha, apertando o seu pau. Uma delícia. - Breno.
Chegam na festa.
Paulo dançando com algumas meninas, Breno beijando duas meninas no sofá. Carlos bebendo na poltrona.
Carlos sobe a escada, tinha gente dormindo na escada. Entra no banheiro e vê um rapaz penetrando uma menina por trás, apoiada na parede.
-Vagabunda.
-Ah! - bate na bunda dela.
-Desculpa.
Sai, encontra outro rapaz desacordado sentado no chão ao lado da porta do banheiro, com um elástico amarrado no braço e a seringa ainda injetada.
Entra num quarto, onde estão alguns deitados no tapete, outros na cama, onde tinha duas meninas pagando boquete num rapaz. Deita na cama, sente uma mão por dentro de sua calça, estava bêbado demais pra reagir, e já o tinha deixado duro, a mão era boa demais nisso, nem quis saber de quem ou quê se tratava, só queria ver o céu.
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-Até aí tudo bem.
Ele sorrir.
-Ainda faltava um personagem.
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Carlos urinando na parede.
-Venha aqui moleque. -Breno bate no ombro dele e o puxa -Você precisa se divertir, se soltar.
Vão até a sala, encontram Paulo tirando a roupa, exibindo seu pênis enorme ereto, ele vira de costas e abre o cu para os que assistiam o espetáculo.
-É melhor eu ir, já bebi demais, é tarde.
-É tarde de mais pra voltar. - Breno beija no rosto de Carlos - vem, vou lhe apresentar uma pessoa.
Passam por duas garotas se beijando, e outras pessoas mais loucas ou não do que eles, e que também  não tinham donas.
Chegam numa mesa, onde estão um grupinho fumando narguilé.
-Quero ser comida. - uma garota ruíva.

Ela tira a calcinha, joga pro rapaz sentado na mesa que cheira o presentinho, suspende a saia e fica de quatro na mesa. Um cara escuro, alto e forte, começa a meter nela sem camisinha. Ela olhava pra Carlos enquanto gemia e pisca pra ele.
-Vai Carlos.
O rapaz sai  de dentro dela, deixando um pouco de gozo escorrendo por sua bunda.
Carlos abaixa a calça e começa a penetrar a moça em exibição na mesa.
-Chupe aqui viadinho. - Breno puxa um rapaz de cabelo colorido pelos cabelos e leva pra dentro de suas calças.
E o rapaz começa a chupá-lo, e ele a dá tapas nele e a cuspi-lo, e ainda assistia Carlos comendo a menina ruiva bonitinha sobre a mesa.
-Saia de cima da minha namorada seu idiota. - Aparece um rapaz bombado e quebra uma garrafa nas costas de Carlos.
Breno ao ver se joga em cima do cara quebrando a mesa.
-O solte filho da puta1
Um rapaz aparece e parte pra cima do cara com um extintor de incêndio, batendo com isso nele no rosto dele várias vezes.
E todos batendo palmas, gritando, fazendo parte do espetáculo.
Deixa o rapaz com o nariz quebrado, e alguns dentes caídos, cuspindo e espirrando sangue, tremendo deitado no chão enquanto a vadia de sua namorada chorava ao lado dele.
-Caique. - Breno rir ao vê-lo.
Breno e ele se abraçam.
-Não se pode mexer com amigos meus porra!
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-O Breno é bissexual?
-Não sei, ele disse que detesta viado, mas que viado chupa bem uma rola.
-E de lá vocês foram pra aonde?
- A  noite não tinha terminado, tinha que fechá-la com chave de  ouro.
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Eles saem da festa e verem uma casa.
-Tem uma menina de 15 anos sozinha naquela casa, o pai é segurança, a mãe é enfermeira, tá no plantão. - Caíque.
-O que vamos fazer? - Breno pergunta.
-Roubar a casa.
-Não, vamos pra casa. - Carlos.
-Vai arregar agora? -Breno.
-Vai ser divertido. - Paulo.
Carlos olha pra casa, um dos cômodos estava com a luz acesa. Colocam as máscaras.
Se aproximam da casa e batem na porta.
-Quem é? - a voz da menina dentro da casa.
-Abre a porta putinha, ou vamos arrombar e depois arrombar você.
-Socorro! Não!.
Começam a tentarem a arrombar a porta, conseguem abrir a porta, vão derrubando tudo pela casa. Caíque andando pela casa.
-Vamos para os quartos, deve ter dinheiro e jóias lá.
-Cadê ela?
-O que você está procurando? - Breno.
-A menina.
-Mas...
-Mudei os planos.
Pega o telefone, puxa o fio da tomada e joga o telefone no chão, pisa até quebrar. vai para cozinha, a encontra escondida debaixo da mesa, ela estava de camisola. Ela corre.
-Pega a vagabunda! - Caíque.
Ela sobe a escada correndo, Breno puxa a perna dela fazendo ela cair. Ela chuta Breno, conseguindo se soltar, ela sobe e Paulo vai atrás dela.
-Você fica aqui, olhando a porta. - ordena Caíque para Carlos incrédulo no que estava vendo.
-Vadia! - Breno leva a mão a boca sangrando.
Ela entra no quarto, bate a porta  prendendo a mão de Paulo, consegue fechar.
Paulo e Caíque derrubam a porta, ela estava tentando abrir a janela. Caíque puxa ela pelo cabelo.
-Venha cá vagabunda!
-Por favor não faz isso.
A jogam no chão.
-Segure ela Paulo.
Paulo segura os braços dela.
-Ajuda, por favor ajuda.
Ela movimentando as pernas e o corpo tentando se ver livre, eles eram fortes demais. Caíque tira a calcinha dela.
-Não!
-Vou te dá um trato.
Ela vê o ferro de passar debaixo da cama, consegue  soltar um dos braços de Paulo e  pegar o ferro e bate com ele no rosto de Caíque e depois na cabeça de Paulo. Sai correndo, deixando o ferro no chão.
Ela vê no corredor Breno, consegue se soltar dele, tropeça e desce rolando a escada e logo em seguida estava Breno em cima dela, que a coloca deitada na escada e ela o arranhando.
Descem Caíque e Paulo.
-Você me deixou com raiva vagabunda.
Caíque dá vários murros nela. Ela chorando vira o rosto e vê Carlos olhando a cena parado.
-Até um crime machucar esse seu rostinho bonito.
Breno beijando os seios dela, lambendo o rosto dela.
-Arh!
Paulo no meio das pernas dela. Caíque abaixa o zíper e coloca o pau pra fora, suspende a perna dela.
Ela tremendo em cada metida que ele dava. Breno abaixa a calça, a vira de bruços, batendo o rosto dela no degrau. Beija a bunda dela, antes de penetrá-la. Ao terminar a farra dentro dela, ela escorrega pelos degraus.
Mas Paulo a pega.
-Não acabou.
Suspende a perna dela e Breno e Caíque juntos recomeçam o ato, a penetrando juntos. Ela estava sangrando, mas mesmo assim continuavam. Ela olha pra cruz na parede e depois pra luz em cima dela e antes de fazer alguma súplica ou pedido ela é carregada até a cozinha e posta de bruços sobre a mesa e agora era Paulo que a penetrava.
-Gosta de um pau grande no seu cuzinho vadia?
-Venha Carlos! - Breno.
Carlos se aproxima.
-É sua vez.
A menina deitada sobre a mesa, Carlos se aproxima dela.
-Por favor...
Sobe em cima da mesa, coloca o pau dentro dela, alisa o cabelos e rosto dela, ela vira o rosto e resmunga palavras indecifráveis misturadas a grunhidos.
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-O que você sentiu?
-Eu não sei, na hora eu fiquei só viciado no medo dela. Ela tremia o corpo todo, os olhos grandes apavorados e eu me vendo neles. Me sentindo dono dela, gostando de sentir o medo dela por mim. Na hora eu fiquei paralisado vendo o quadro todo, depois me arrependi de ter começado tudo, mas já era tarde, era como se fosse uma obrigação concluir.
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Ela cai no chão, ela grita, chora de bruços, deita no chão toda encolhida ainda tremendo de medo. Caíque ao vê a cena coloca o pau novamente pra fora e começa a bater uma admirando a cena, goza, derramando o líquido sobre ela. Breno dá risada e urina no rosto dela e Paulo picha o corpo todo dela terminando a brincadeira cruel. E todos saem deixando a desgraçada da noite com seu pavor.
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-E depois vocês foram pra aonde?
-Eu só sei que acordei num motel com eles e mais três prostitutas.
-E como você acordou?
-Bem. Eu sei que não deveria, mas acordei bem e me sinto culpado por isso. - com lágrima nos olhos - Posso ir no banheiro?
-Pode, é ali. - aponto.
Ele vai, fecha a porta, olho as horas, ainda tinha mais mais pacientes. Olho pro telefone e a porta fechada e fico nesse dilema por alguns minutos.
Bato na porta.
-Carlos, se você se arrepende, eu acho melhor confessar.
Nada de respostas, bato novamente.
-Carlos?
Giro a maçaneta, a porta estava trancada. Pego uma chave numa caixa e abro a porta e encontro Carlos deitado ao lado do vaso, ensanguentado, e o pau dele decepado, ainda exposto no chão.
-O que você fez? - pego o corpo dele - Vou chamar ajuda.
-Não. - ele chorando - Você já viu alguém morrer? É uma das cenas mais bonitas de se ver. Você me perdoa?
-Desculpa Carlos, eu não posso... Sinto muito, muito - também chorando.
Ele agonizando.
-Eu tenho uma estranha maneira de ser feliz. - sorrir
Uma hora depois levam o corpo dele. A minha mãe em meio as várias pessoas que lotaram o meu consultório, olho pra ela.
-Eu não conseguir ajudá-lo.









12 sessões de sodomia. - capítulo 1.





Clara. - 25 anos.

-Como vai?
-Vou bem. - ela com os olhos pra baixo fugindo de mim.
-Em que posso ajudá-la?
Era inevitável ao olhá-la lembrar de minha filha.
-Eu tenho um problema com o meu namorado.
Tinha olhos azuis lindos que estavam marejados de lágrimas.
-Que tipo de problema? Você pode contar o que você quiser aqui, fique a vontade. Não vou lhe julgar. A arte de clinicar é um sacerdócio.
-Eu não tenho prazer com o meu namorado.
Ela fica segurando e mexendo nas coisas e objetos de decoração da mesinha de centro.
-Que música está tocando?
-Losing my edge, LCD Soudsystem. Não gostou?
-É melhor do que ouvir FM. Posso acender um cigarro?
-Pode, fique a vontade.
-É fumante?
-Não.
-Eu também não sou. - dá risada.
Uma risada nervosa
-Você disse que não tem prazer com seu namorado. Já conversou sobre isso com ele?
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O namorado de Clara em cima dela, a penetrando, olhando pro rosto dela, chupa um dos seios dela, estava suando igual a um porco, metia... metia e não gozava. Demorando dentro dela, e a porra do pau ainda permanecia dura, persistente.
-Arh!...
Deita sobre ela e depois vira pro lado, pega um rolo de papel higiênico, limpa o pau dele, entrega a ela depois de usar o rolo.
-Vou tomar banho.
-Tenho que trabalhar, te vejo mais tarde. - a beija.
Ele se levanta.
-Te amo.
-Tá tomando a pílula?
-Estou, Claúdio.
Ela olha pra baixo, pra sua parte íntima peluda.
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-E você já tentaram sexo anal? Ou qualquer outra coisa?
-Ele não é romântico, não é que eu também seja. Queria que as vezes ele dissesse coisas como: Quero beijar seus lábios de baixo, sua xoxota tá cheirosa ou me dá seu cuzinho linda.
-Quantos cm ele tem?
-14.
-Já fez sexo anal com ele?
-Uma vez, nem doeu. Não sinto nada.
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Clara no chuveiro, lava os cabelos de cima e depois os cabelos de baixo. Olha para o chuveirinho. Senta, abre as pernas, começa a meter o chuveirinho ligado por entre suas pernas, leva uma das mãos a parede, abre a boca. O chuveiro ainda ligado a molhando toda, molhada em baixo.
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-Eu passei a me masturbar quando ele saía.
-Nunca se masturbou?
-Uma vez. Estava assistindo TV, tinha 14 anos, fiquei excitada ao ver um homem sem camisa num filme. Não tinha ninguém na sala comigo e só tinha o controle remoto. Tirei a calcinha e meti o controle dentro de mim.
-Já tinha perdido a virgindade?
-Sim. Foi com treze anos, um garoto da escola me chamou pra passear, eu toda feliz. Ele era um garoto lindo. Disse que queria ver a cor da minha calcinha, que gostava de mim... que não tinha mal. Me deu um beijo. - os olhos azuis dela enchem-se de lágrimas - E foram 7 metidas até gozar, 17 segundos exatos.
-Sinto muito.
O meu telefone toca.
-Desculpa. - desligo -E depois disso?
-Pensei que éramos namorados, mas vi ele convidar outra menina. E assim foi continuando até um dos passeios terminar em gravidez. E ele sumiu, mudou de escola,... de estado.
-E antes desse namorado você teve outros?
-Tive outros dois, o Marcelo trabalhava comigo num restaurante, era bem grande, mas carinhoso demais e o Fausto demorava pra ficar excitado, eu ficava quase 30 minutos só o chupando e a porra do pau não subia. Pensei até que não sabia fazer direito. Até que fiquei decidida em chupar um desconhecido na rua, nem chegou em um minuto, derramou esperma por toda a minha boca.
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Ela lavando a louça.
-Tchau Clara.
-Tchau, boa noite.
Marcelo aparece.
-Ainda aqui?
-Terminando de lavar a louça.
-Sabia que estamos sozinhos?
-É...nem notei.
A vira, suspende a roupa dela, desce a calcinha, afasta as pernas dela. Ela olha o seu reflexo no prato a espera de alguma coisa e o de Marcelo transformado. A primeira não tinha dor nem prazer, a segunda muito menos e assim sucessivas, até ele gozar.
Ela deitada de bruços, Fausto  em cima dela, ela olhando o relógio.
-Chupa mais um pouco.
Ela se vira, ela deitada e ele de joelhos metendo o pênis meia bomba pra dentro da boca dela. Ela olhava pro rosto dele e o suor escorrendo por seus pelos sobre o peito, que dava nojo nela. Ele começa a beijar as pernas dela, chega no meio das pernas dela, demora bastante lá, nenhum líquido, vaporzinho, quenturinha, estalinho, nada.
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-E como conheceu o atual? Qual é o nome dele?
-Cláudio. Eu o conheci num cursinho pré-vestibular. Ele era até esforçado no início, mas não foi chegando, ele foi ficando mais frio do que eu.
-Você gosta dele?
-Amor?
O meu telefone toca novamente.
-Desculpa. Atenda.
-Vou deixar desligado o celular. -desligo o aparelho.
-Quem era?
-Minha mulher.
-Quanto tempo casados?
-27 anos
-Ela ainda goza como no início? Sente prazer?
-Acho que sim, mas não estamos aqui pra falar de mim.
-Posso levar essa bola de vidro?
-Gostou?
-Sim, fico imaginando ela dentro de mim. Como disse eu comecei a me masturbar, a meter várias coisas, grandes, pequenas, tortas, grossas, e comecei a sentir uma coisa que não sentia com nenhum dos meus namorados.
-Que tipo de coisa?
-Não sei, só sei que é gostosa de sentir. Vai subindo pelo corpo e depois desce e fica preso ali nas suas genitálias.
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Ela metendo a ponta do secador de cabelo  na sua vagina, feriu, começa a sangrar.
-Merda!
Ela deixa o secador no sofá, vai ao banheiro, pega papel pra tentar estancar, pega uma toalha.
-Ai.
Termina indo para um pronto-socorro de uma emergência.
-O que aconteceu?
-Cair sobre o corrimão da escada.
Termina de fazer o curativo a enfermeira.
Na sala do médico.
-Novinha em folha. Tome cuidado garota.
-Como é ver tanto tipo de buceta todos os dias?
-O quê?
-Tipo... Não enjoa?
-Como assim? - sorrir.
-É casado. - aponta pra aliança no dedo dele - Como é ver depois de tantas bucetas diferentes a mesma buceta de sua mulher?
-Você já está melhor, pode ir.
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Alguém bate na porta.
-Eu vou ver quem é, desculpa.
Ele abre a porta e vai para outro cômodo.
-O que você está fazendo aqui Elisa?
-Estava tentando falar com você, mas como você não atende sua própria esposa, decidi vim aqui.
-Estou trabalhando.
Ela olha o retrato da filha.
-Você ainda guarda retratos dela aqui?
-É minha filha também.
-Tá morta!
-Fala baixo, tem gente na sala.
Ela abre a porta.
-Daqui a pouco ele volta pra você querida, que pra mim ele esqueceu de voltar.
Ele fecha a porta.
-O que foi? Fala!
-O nosso filho.... O outro filho caso você ainda lembre que tenha, meteu o pauzinho dele sem camisinha na namorada dele e agora ela tá grávida. Me diz o que fazer? Ele só tem 17 anos e eu estou vendo que o idiota vai querer casar e você como sempre correto vai deixar o menino acabar com a vida dele por causa de uma besteira de adolescente, que poderia ser muito bem resolvida, num desses estabelecimentos ou tomando qualquer porcaria que faça descer, que vai ser muito menos trabalhoso do que organizar  uma festa de casamento, comprar um vestido e fazer um enxoval de uma criança.
-Me espere em casa. Quando eu chegar em casa conversamos sobre isso.
-Espero, só espero que não fique em bares como sempre fica, porque cada gole não vai trazer a nossa filha de volta. Você não deveria tratar ninguém, já que nem você consegue se tratar. - ela sai.
Eu fecho a porta, volto pra sala, olho sem graça pra paciente.
-Desculpa.
-Não tem nada. Morreu como? Foi inevitável não ouvir.
-Eu não quero falar sobre isso. Desculpa não vou poder continuar.
-Eu quero continuar.
-Como?
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Clara no sofá metendo a mangueira do aspirador de pó, o namorado entra com um buquê de rosas e ver a cena.
-O que é isso?!
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-Ele me achou doente.
-Terminaram?
-Eu disse que ia parar.
-Por que não conversa com ele, pra ele tentar te masturbar durante a relação? Por que não tenta?
-Eu sei que não vai dá certo.
-Por quê? Faça então você mesma.
-Você me acha doente?
-Eu não estou aqui pra fazer julgamentos, estou aqui só pra te ajudar.
-Você sabe que namoro os objetos que vejo, que dou nome a eles, que até repito os que me dão mais prazer.
-E você o que acha disso?
-Imagine uma criança que goste muito de um brinquedo e ele quebra ou perde-se ou é proibido. Eu não consigo  parar de brincar como os outros. estou perdendo os meus limites. - chorando.
A vontade que tinha era de abraça-la, carregá-la no colo, era uma menina.
-E pra você esquecer o brinquedo, ele tem que ser substituído por outro.
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Clara andando na rua, ela nota um homem a seguindo, ela entra numa rua.
-Parada aí.
-Deixa eu ir, não tenho nada. - os olhos dela tremendo.
O homem pega no pau sob a calça, dá um tapa nela.
-Ai.
Tira um canivete,  passa a lâmina pelo rosto dela.
-Moca bonita que olhos lindos você tem.
-Por favor, não faz isso.
Tira a calcinha dela e não escuta a sua súplica.
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-O que você sentiu?
-Dor, medo e por incrível que pareça a mesma sensação do chuveiro. Você já viu uma lebre com medo? Ela treme todo o corpo, como se tivesse sendo acuada, caçada. Ela se contorce, se bate, os olhos arregalam, não se rende se movimentando tentando se ver livre do seu caçador, até se render, por ver que não tem mais jeito.
-Sinto muito.
-Eu gostei. A vontade que tenho é sair e gritar que me estuprem.  Eu quero água.
Eu me levanto e trago um copo com água. Ela bebe.
-Acabou a sessão.
Ela pega a minha mão, cheira a minha mão, alisa a minha mão sobre o seu rosto.
-É melhor você ir. - recolho o braço.
-O seu pau não ficou duro? Eu quero sentir de novo, uma dor tão grande que não caiba entre minhas pernas.
-Eu não posso.
-Ética profissional? É fiel?
-Você parece com a minha filha.
Eu dou as costas, ela se levanta.
-Obrigada.
Ela sai, deixando a porta aberta. Ele abre o freezer, pega uma cerveja, abre, pega o retrato da filha no outro cômodo, senta na sua  cadeira, começa a beber olhando pro rosto da filha. O expediente tinha começado mais cedo.





sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Encomende sua morte. -Capítulo 2.



Eduardo Franteshi e Caio Pitiguá.

Marta chega a um porto marina, onde tem alguns barcos ancorados, tira o óculos pra conversar com um homem de cabelos grisalhos que já estava a esperando.
-Bom dia. - fala ela.
-Bom dia.
-Trouxe o combinado?
-Sim. - entrega a mala.
Ela abre a maleta.
-Adoro o cheiro das verdinhas.
-E vai ter mais dessas.
Ela se vira pra ele.
-Certamente, e nós dois vamos sair ganhando e felizes dessa.
Um tiro atinge a cabeça de Eduardo Franteshi, sujando o rosto de Marta de sangue.
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Marta jovem , 23 anos, dormindo numa cama toda desarrumada, ela acorda, ainda tenta manter os olhos fechados, sente algo pegajoso em sua mão, abre os olhos, vê sangue. Olha pro corpo ao lado , o seu amado, depois de uma noite de amor, morto e em pé com uma arma, um funcionário do seu pai.
-O que você fez? Por quê? -ela se levanta e começa a bater nele.
Ele a segura.
-Ordens do seu pai.
-Não. - ela chorando.
-Pare de chorar, temos um corpo pra enterrar.
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Um homem dá uma toalha a Marta, ela limpa o rosto, enquanto outro coloca o corpo no porta mala do carro.
-Continua com uma ótima pontaria Celso.
-Obrigado senhora. O que vamos fazer com o corpo?
-Coloque um peso amarrado nas pernas e jogue no mar, com sorte pode ser encontrado daqui há alguns anos, eu só espero que esteja irreconhecível.  Fez o que pedi?
-Sim. - entrega o envelope a ela - Tudo confere com o que ela disse.
-Sabemos bem que essas coisas podem ser facilmente feitas, que podem ser questionáveis. Continue investigando, alguma coisa me diz que ela vai me causar muitos problemas.
Celso é um dos importantes e melhores homens que trabalham com ela, matador profissional, está com a família Schultz já há algum tempo. Ele tem 52 anos, tem família, esposa e filhos e nenhum deles sabem no que o provedor da família trabalha.
Eduardo Franteshi é traficante de heroína na região, ele pagou a Marta para encomendar a morte de Caio Pitiguá, seu principal rival no ramo, que nos últimos meses o ultrapassou. o que ele não contava é que Caio também encomendou a sua morte.
Marta chega em casa e vê a mesa posta.
-O almoço já está pronto querida sogra. - Clara.
-Pêni, tanto tempo casada com meu filho e não sabe que ele não gosta de macarrão. Ceiça retire a mesa e sirva o de sempre. - se aproxima da nora - Aqui nessa casa quem escolhe o que vai a mesa sou eu.
-Faz o que com a comida senhora? - Ceiça.
-Jogue fora, não vai servir nem pros empregados. -fala isso olhando pra Clara.
Mais tarde como é de costume de Marta, ela oferece uma espécie de chá das cinco, uma tradição da família Schultz. É uma honraria uma senhora ser convidada para o chá na casa dos Schultz, em que as senhoras se descabelavam para estarem.
Nas conversas sempre estavam em pauta a vida de outras senhoras da alta sociedade, um acessório, um objeto de decoração, ou algum evento beneficente ou elaboração de alguma festa, claro que na mansão dos Schultz. 
-Sejam bem vindas senhoras. - Marta senta na sua poltrona.
A empregada traz as xícaras.
-À esquerda querida, sempre à esquerda.. É nova, me desculpem. Essa criadagem  já não vem pronta, você tem que ensinar tudo. Pode ir.
Ela vê Clara.
-Clara junte-se a nós.
-Eu não suporto essas futilidades.
-Está chamando sua sogra e amigas de fúteis?
-Eu só estou dizendo que tenho coisas mais importantes a fazer do que falar de sapatos, jóias, roupas e crianças pobres, vou esperar meu marido. -se retira.
-Vaca. - sorrir.
-Parece que você não se dá bem com sua nora. - uma das senhoras.
-Infelizmente não escolhemos com quem nossos filhos devem se casar. E sinceramente pensei que seria só mais uma que teria que calar com algum dinheiro. Meu filho nunca foi fácil, se atrai fácil por um par de pernas, seios durinhos e uma bunda perfeitinha e as vezes nem isso. - dá risada -Infelizmente ela engravidou, mas vamos falar de nossas crianças. Estou pensando em leiloar minha escrivaninha de pedra mármore e eu pensei em contar com ajuda das senhoras em também em ajudar com objetos, principalmente de valor afetivo e colaborativo.
-Não seria mais fácil dá uma quantia em dinheiro Marta, já que somos todas ricas, e você mais ainda. - uma senhora loira.
-Eu não sabia que ser amante dava alguma posição social. Laura você sabe que não perco a oportunidade de abrir as portas da minha casa pra uma festa, e é tão menos frio do que dá simplesmente o dinheiro. Mas se não tiver nada pra leiloar não tem importância, somos amigas há tanto tempo.
-E de onde vem tanto dinheiro Marta pra dá essas festas? Até aonde sei vocês não tem emprego, mas tem empregados e bens.
-Aplicações e resgates e meu pai me deixou uma boa fortuna.
-Que não acaba! E que sorte em tempos difíceis conseguir dinheiro fácil.
-Desculpa querida se eu não tive que dormir com algum homem casado pra chegar até aqui. E eu não sabia querida que você trabalhava pra receita. as minhas contas com o leão já foram pagas.
Laura era uma das amigas de Marta e que frequentava a casa dela. Vive num bom e luxuoso apartamento pago por seu amante, um desembargador e assim  enquanto as marcas da idade não aparecem, graças a medicina dos cosméticos e das cirurgias plásticas, vai vivendo.
Marta sentada num sofá, pega um celular.
-Já está feito?... Ótimo, conclua o resto.... Daqui a pouco estou indo aí.
Clara aparece.
-Concluir o quê? Ir pra aonde?
-Que feio ouvindo a conversa dos outros.
-Estava andando pela casa esperando meu marido.
-Que esposa devotada, a mansão é tão grande pra você me rodear como urubu. Continue esperando ele, de preferência na porta. E o que estava falando ao telefone e com quem não te interessam, são apenas negócios.
-Está bem, com licença.
Marta tira o chip do celular e quebra.
O telefonema informava que interceptaram o carro em que estavam Caio Pitiguá mais 4 pessoas, todos foram alvejados a tiros, apenas a filha dele sobreviveu. E também invadiram a fábrica de drogas de Eduardo Franteshi, matando todos os operários.
Começaram a desencavar um túmulo, abrem o caixão, dele se vê Marta sorrindo, Caio sai do buraco.
-Pensei que não iriam me tirar daqui.
-Trato é trato.
-Acreditaram?
-Certamente sim, saiu até no jornal e sua filha é uma ótima atriz, me emocionei no velório. -abraça a menina.
-Pena que tive que perder dois homens. Então estou oficialmente morto?
-E o único traficante de heroína da região como queria. Eduardo se foi e todo seu estoque foi queimado junto com seus homens e não vão procurar você, já que está morto.
Oferece a mão a ela.
-Bom fazer negócios com a senhora.
-O prazer foi todo meu, me contate quando precisar encomendar alguma morte.
-



quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Quinze minutos.



Eles nunca se viram, se conheceram
E agora só lhes restam 15 minutos dentro de cabine em que já estiveram
Só é preciso de um nome, uma cama e um pau rígido
Beijar um desconhecido sem estar tímido
Ultrapassar o tempo sai mais caro
Corpos com preço sem nenhum despreparo
A introdução foi na sessão extra com toda a boca fazendo a festa
Depilado, copiado, com floresta
Desenvolveu-se de lado onde era mais confortável
E mesmo assim por falta de K-Y não foi algo suportável
Apesar de todo álcool e tesão que não se mediam  em uma régua milimetrada
Concluindo numa batida a dois com trocas de mãos concentradas
Nesse momento não se lembravam mais  o nome um do outro
E o líquido jorrado em alguma parte do corpo terminava o encontro
Valor dividido
Em algum lugar escondido
Rosto nunca mais visto
Fazendo algo previsto.

domingo, 3 de agosto de 2014

Cabeça de dinossauro. - Capítulo 2.



Mãe.


Marcos entra na casa da mãe, Marília.
-Que ideia de vocês filhos, só por achar que sou sua mãe que tenho que te receber a hora que quer quando bate a minha porta.
-É sábado, seu dia de ficar comigo.
-Exigência daquele juiz idiota , que seria bom pra sua educação, balela! -ela com um cigarro na mão - Tá com quantos anos? 14?
-13.
Ela senta na poltrona, dobra as pernas, estava num vestido azul deslumbrante, fumando olhando de cima a baixo o filho.
-Já furou alguma menininha? Ou ainda é donzelo? - traga o cigarro -Soube  que colocou um vídeo na internet de uma coleguinha putinha chupando seu pauzinho. - dá risada.
Ele continua sério, calado olhando pra ela.
-Ai, você é sem graça como seu pai. - ela se levanta -Não sei como fiquei tanto tempo casada com ele.
-Pra ficar com essa mansão talvez.
-Por aturar a chatice do seu pai por tantos anos eu merecia bem mais do que isso. Ele me prometeu o céu, o mar... quando vi já estava com a barriga desse tamanho de você. Você pesava... era um fardo desde o início.
Ela coloca o cigarro no cinzeiro, e acende outro, vai para a cozinha, Marcos a segue. Ela abre a geladeira.
-Deixa eu ver se tem algo pra comer. - ela tira um pote de sorvete - Você fuma?
Ele olha pra ela.
-Nem uma maconha? Que chatice! Pelo menos seu pai no início era divertido, me enganou direitinho...Quando vi já estava com uma aliança enorme no dedo. - ela abre o pote e dá risada - Se ferrou, não é sorvete, é feijão. Ferve assim mesmo, só deve estar uma... ou duas semanas no congelador, adolescente come qualquer coisa mesmo. - ela sai da cozinha, Marcos a segue - Você fica no quarto, não tem videogame como na casa do seu pai... mas tem TV, tem canal que não acaba mais, até pornô! Contanto que assista baixo e não saia do quarto. Vou receber um namoradinho, bem mais caliente que a porra do seu pai. Aquela velha chata ainda tem aquele cursinho de inglês dela? Aposto que ela te obrigou a fazer os 6 períodos  e você não aprendeu porra nenhuma. - dá risada e vai para o quarto.
Lucas fica parado diante daquela mulher  que ele não reconhecia.
-Não vai convidar pra entrar mal educado?
Ele abre a porta, ela respira fundo e senta a mesa, e ele também pega uma cadeira e senta.
-Não tem café? Água? Cerveja? Não oferece nada pra sua mãe?
-Só tem água.
-Ah! Que apartamento maneiro! Tô morando num barraco que não dá nem pra mim. Onde está seu irmão?
-No trabalho.
Olha para as unhas dela sujas, ele olhava pro rosto dela tentando procurar alguma coisa de sua fisionomia.
-Soube que ele trabalha numa repartição pública, é concursado... E não me deu nada. A mãe passando fome, eu com um reumatismo que me persegue há anos.
Ele olhava cada palavra sendo despejada de seus lábios rachados.
-A senhora também não nos procurou. Nos deixou a própria sorte quando papai morreu. - chorando.
-Você era pequeno, idiota, seu pai era bandido. -ela se aproxima do rosto dele - Eu tinha tudo, estraguei, perdi tudo, por ter engravidado do seu irmão e ele me deve isso! - chorando.
Ela abre a bolsa, e joga receitas médicas e contas sobre a mesa.
-Tá aí a minha merda de vida. E vocês estão no bem bom. E eu dormindo num sofá minúsculo. - ela se segura nos braços dele - Eu exijo dinheiro, e vocês não vão me ver nunca mais, eu sei que estou fedendo. - ele sente cheiro forte de álcool vindo da boca dela.
-Você não sabe quanto custou pra chegarmos até aqui e bate na nossa porta e nem pergunta como estamos, se estamos bem.
-Guilherme que te jogou contra mim, aquele filho ingrato... viado!
-Eu era pequeno, mas me lembro... nenhuma demonstração  de amor, de afeto. Você nunca foi mãe pra exigir agora que sejamos filhos.
-Onde ele guarda o dinheiro?
Ela andando pela casa.
-É melhor a senhora ir embora.
-Vocês sobreviveram e estão reclamando de barriga cheia. - ela cai no chão.
Ela se arrasta pelo chão.
-Onde é o quarto dele?! Deve estar no quarto.
Lucas a levanta, ela olha pro rosto dele, toca no rosto de Lucas, uma coisa que ela nunca fez.
-Não precisamos de você, e sobrevivemos porque tivemos um ao outro apenas.
Ela cospe no rosto dele, Lucas a puxa até a porta.
-Desgraçado! Desgraçado! Desgraçado!
Ele a coloca pra fora, ele bate a porta, tranca. Ela continua batendo na porta.
-Vocês me pagam! Eu quero dinheiro!
Lucas do outro lado da porta chorando.
João ao chegar em casa se depara com a mãe ao lado de um homem que lhe causa arrepios.
-João lembra do pastor Herbert?
Ele olha pro homem que ele se lembrava bem
-Você cresceu rapaz!
" Vamos pra aquela sala". Ele aperta as mãos.
-Ele vai voltar pra nossa igreja. Não é uma bênção filho?
"Jesus quer isso menino, você tem que me obedecer". Seu corpo começa a tremer diante daquele homem.
-Como estão seus filhos pastor?
A mãe bestial sorrindo, ele respondendo nem ouvindo o quadro diante dele. " Não conte a mamãe, você não quer desagradar a Deus"
-Oh glória! Vamos fazer a leitura da Bíblia filho?
" Você tem a boca impura, só sai blasfêmias. Tá na hora de limpar sua boca, me beije."
-Filho?
"Isso, desce"
-Filho?
-Desculpa, não estou me sentindo bem. Posso ficar no quarto?
-O que foi? Está sentindo o quê?
-Deve ser o calor Sílvia. - o pastor sorrindo. -Espero você lá na igreja João pra servir a obra de Deus. Eu adoro a companhia dos jovens.
-Está bem.
Ele entra no quarto, se tranca, começa a chorar.
"Fica quietinho, não vai doer, você vai ver Jesus".
Luíza chega em casa e encontra a empregada chorando.
-Cássia o que aconteceu?
-O Matheus me bateu dona Luíza.
-Onde ele está?
-Está lá fora com os amigos. Eu não quero mais ficar aqui dona Luíza.
-Cássia acalme-se. - ela pega um copo d'água e oferece a empregada.
-Eu não quero! Olhe pro meu rosto. - chorando.
Luíza sai de casa e vai atrás de Matheus e o encontra com outros meninos.
-Matheus pra casa.
-Eu não vou. - dá as costas a ela.
Ela pega ele pelo ombro.
-Eu estou mandando!
-Eu disse que eu não vou, estou brincando.
A empurra, ela cai no chão. As pessoas que passam na rua veem a cena. Ela olha para os rostos dos outros meninos.
Ela se levanta e tira o cinto da cintura dela e começa a bater no filho.
-Pára mãe!
-Ah! - ela chorando se confundindo com o choro dele.
Ela continua batendo até entrarem em casa. Ele se tranca no quarto.
-Abre a porta Matheus! Arh!
Ela senta no chão e nota que a empregada já não está mais em casa, só tinha deixado um bilhete. Ela estava sozinha mais uma vez.
Marcos na sala vendo a TV vê a mãe trocando de roupa, por a porta estar aberta, ele se aproxima.
-Me ajuda aqui com o zíper.
Ele entra no quarto, fica admirando as costas brancas da mãe.
-Quer tocar? Pode. - ela coloca o cabelo pro lado.
Ele alisa as costas dela, lisa, macia, suave.
-Aposto que nenhuma de suas coleguinhas tem costas tão boas de tocar quanto as minhas.
A campainha toca.
-Ele chegou. - ele suspende o zíper - No quarto como falei. - ela deixa o cigarro em um canto.
Ele vai para o quarto, fica olhando pela fresta o namoradinho entrar e ir logo pondo suas mãos grandes na cintura dela e a encher de beijos que tinha o deixado com muita raiva. Ela se coloca de costas pra ele e ele continua beijando a nuca dela. E vai tirando o vestido vermelho bonito, nem se importando com ele, o vestido que ela colocou só pra ele. E vão para o quarto e ele começa a ouvir gemidos dela, ela gemia cada vez mais forte e alto, seus gritos cada vez maiores.
-"Ah! Urh...ai"
-Gostosa... safada"
Marcos tira um canivete do bolso, sai do quarto, a porta estava encostada, ele olha ela de quatro e ele a penetrando, o rosto dela pelo espelho gostando e ele apertava com mais força o canivete em sua mão, o sangrando, o já sangrado coração.
Lucas sentado no sofá vendo a TV, chega seu irmão e vê a bagunça pela casa.
-O que houve?
-Nossa mãe esteve aqui... Ela nem perguntou como estávamos, nem disse que estava com saudades, nem pediu desculpas por ter nos abandonado. - chorando.
Guilherme o abraça.
-Eu não vou deixar ela chegar nunca mais perto de você, prometo.
João senta a mesa pra jantar, a mãe dele chorando, arrasada.
-O pastor Herbert morreu João.
Ele fica se lembrando ele chegando na igreja.
-Parece que foi assalto, ele morreu brutalmente esfaqueado. Ah que coisa horrível meu Deus! Como pode isso acontecer com um homem de Deus?
Ele lembra o pastor perguntando como ele estava, o tocando com suas mãos de pecador e ele com a faca escondida atrás das costas.
A mãe se levanta da mesa.
-Meu Jesus que monstro pôde ter feito uma coisa dessa?
Ele lembrando lavando várias vezes as mãos e o rosto pra tirar o sangue.
Matheus na janela esperando o pai.
-Ele não vem, já está quase escurecendo. Na semana passada ele nem apareceu. - a mãe ao vê-lo na janela
Ele sorrir, ver o carro do pai chegando.
-Ele chegou.
-Matheus!
Ele já abre a porta abraçando o pai.
-Traga ele cedo, ele tem trabalho de português pra fazer.
-Está bem. Bora garotão.
Eles saem e Matheus não dá nem um tchau ou beijo na mãe.
No carro Eduardo vê as marcas do cinto no braço de Matheus.
-O que andou aprontando?
-Nada... Vai me levar pra aonde?
-Um rodízio de pizza. Sua mãe anda preocupada, encontrou umas coisas no seu quarto. Quer falar sobre isso?
-Não são minhas.
Na pizzaria eles sentados a mesa, Eduardo fica olhando pra uma mesa com três mulheres atraentes.
-Não são bonitas filho?
-São.
-Já tem namorada?
-Não. - ele olha pra mesa com as mulheres, depois pra pizza e depois pro pai olhando pra mesa.
-Já pensou papai com aquela loira!
Ele deixa o filho no seu apartamento e sai com a loira.
-Papai volta já. - beija a loira e fecha a porta.
Matheus anda pela sala , passa o olho em todo o apartamento.
Luíza se abaixa e vê debaixo da cama pra pegar o cinto, e o encontra todo picotado.
Matheus começa a quebrar todas as coisas do apartamento do pai, joga a TV no chão, rasga o forro do sofá, jarros, objetos eletrônicos, tudo que ele vai vendo pela frente vai indo ao chão, se quebrando, isso ao meio as lágrimas que teimavam em cair.
Ele para, estava sentado no sofá, diante da parede branca do apartamento todo organizado, diante de sua vida nada organizada.

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