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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Otage -capítulo 30.

Manuela ao acabar a prova é empurrada e uma garota se joga em cima dela e lhe dá vários tapas.
Se junta um monte de gente no pátio.
Ai. -a outra puxando o cabelo dela.
-Isso é por você não ter me dado pesca sua metida.
Chegam uns funcionários da escola e apartam a briga. Vão à diretoria, tomam suspensão.
Manuela ao voltar da suspensão a garota que a bateu vai falar com ela.
-desculpa, foi por uma besteira que brigamos amigas? -Oferece a mão.
-Sim.
-Me chamo Roberta.
-Manuela.
Roberta se retira, e se aproximam depois Elís e Ingrid.
-Não acredito que essa sapata me pegou.
Ao saírem da escola, Manuela e Ingrid, aparece Caio, que beija Ingrid.
-Eu te acompanho até em casa.
-É melhor não Caio.
-Por quê?... Sua família não de mim não é? Por ser negro.
-Manu vai comigo. Tchau. -o beija e sai.
Carolina vai falar com Elís.
-Eu vi você adulterando as notas, não tem vergonha?
-É para eu cantar na apresentação do coro.
-mas quem ganhou foi Priscila.
-Eu sempre fui a melhor, eu não aceito perder. -se retira.
No dia seguinte, Elís ao sair da escola vê Priscila que lhe dá um tapa.
Após isso ela vai ao encontro dos pais.
-Você precisa contar uma coisa ao diretor. -A mãe.
-Filha o que você fez não foi honesto. -O pai.
Ingrid e Caio este com a mão na cintura dela. Passam pela sala do diretor e ela vê os pais dentro da sala pelo vidro.
Dentro da sala.
-Quero que tirem esse negrinho dessa escola. Eu soube que minha filha está namorando esse negrinho. E quando menina quer dá, ninguém segura. Eu não vou ter neto mulatinho, afogo, aborto, dou. Eu não quero! Tá no sangue cedo ou tarde vai mostrar que não vai poder ser ninguém na vida, vai ser mais um vagabundo no mundo. -Ela fala isso alisando a pele - Se eu pudesse matava toda essa raça de ignorantes fedidos.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Otage -capítulo 29.

" Caio dos Santos -19 anos.

Decide compartilhar com vocês uma coisa que aconteceu na minha infância. Tinha oito anos, meu pai era policial, e guardava uma arma em seu armário.
Eu, um dia por curiosidade abrir a gaveta onde se encontrava a arma e a peguei. A levei para a escola e brinquei com outros três amigos meus com a arma. A arma disparou e atingiu o meu melhor amigo, Diego.
Fiquei internado para tratamento psicológico, meu pai foi afastado do trabalho e eu ao voltar para casa fui colocado para fora dela por minha mãe.
O mais impressionante de tudo isso que eu fui acolhido logo pelos pais de Diego, nunca esperaria por isso.
Meus pais nunca mais quiseram saber de mim. Não os culpo, a culpa é toda minha, se eu soubesse o que o meu ato causaria não teria feito o mesmo. Espero que os meus pais me perdoem um dia.

05/12/1998

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Releituras - Olhar de anjo.

Um homem claro, de olhos azuis, cabelos encaracolados castanhos, sentado num banco, entra um homem na sala acompanhado de uma mulher.
-O anjo estrangulador.
O homem joga as fotos das vítimas na mesa.
-Sabe quem são?
-Cadê os jornalistas? A imprensa? O trabalho que fiz foi muito bom, é digno de uma foto. -sorrir.
-Infelizmente doentes como você surgem cada vez mais.
-Só foram 11? -Pergunta a mulher.
-Só o que vocês sabem, perdi a conta.
-E Sabrina onde ela está? É a única vítima que não foi encontrado o corpo.
-E se não tiver corpo?
-Você só atacou mulheres e meninas?
-Que preconceito! Curtia rapazes também cheirando a leite, se é que me entendi. -rir.
-Como escolhia as vítimas?
-Andava pela rua e aí se visse uma boa vítima a escolhia, puxava conversa no ônibus, na lanchonete, na rua... Uma roleta russa, assim ficava mais emocionante pra mim... E pra vítima. Depois seguia todos os passos...
-E estrupava todas as vítimas.
-Só as que eu tinha vontade e depois estrangulava e cortava o corpo todo.
Eles verem no vidro o pai de Sabrina chegar, ele entra e vai em cima do assassino.
-Era uma menina de 14 anos. -chorando.
Os guardas o seguram, o Anjo estrangulador em pé. O pai se acalma.
-Por que minha filha? Onde ela está?
-No dique, todos os pedacinhos dela estão lá.
-Monstro! -dá um murro.
O homem vira o rosto e limpa o sangue.
-A sua filha era bem gostosinha, até gostou a safada.
Os guardas seguram o pai
-O tirem daqui. -Pede a investigadora.
O pai é retirado.
-Dizem que Deus e os anjos dele observam nossos passos. Que Deus? -sorrir -Ninguém, nem os anjos se importam conosco, Deus se esqueceu da gente faz tempo. Estamos sozinhos.
A investigadora olha para ele e se retira, o investigador senta de frente para ele.
-Tem um filho, é viúvo. Espero que ele saiba que não é bom falar com estranhos, tem muitos aí, pervertidos igual a mim, doidos para tirar a inocência de uma criança de oito anos. Torço que você saiba onde ele esteja. Quem sabe na minha cama.
-Cale a boca!. -O investigador com as mãos no pescoço do assassino.
Ele olha o pai chegando a delegacia.
-Quem o chamou? Por que o chamaram? -Ele chuta a cadeira.
-Acalme-se.
-Ele tem problema do coração. -Chorando.
Ele levanta, olha para o pai.
-Ele nunca vai me perdoar.
-E você se perdoaria?
-Minha mãe disse que eu não tinha coração.Fica dificil perdoar sem coração. Você não acha?
-Você sabe o que vai acontecer com você? Os prisioneiros adoram pessoas como você.Conte pra mim onde está a menina.
-Eu me mato antes de entrar na cela, e nunca, nem você e nem os pais da menina vão saber onde ela está.
-Quero que veja uma coisa.
Mostra a foto de uma menina de quatro anos.
-Gostaria que fizessem isso com a sua filha?
-Ela está morta. Cansei de conversar com você, prefiro a gostosona da investigadora.
-Não sei por que te apelidaram de o Anjo estrangulador.
-Dizem que é por causa do meu olhar de anjo. Até Satanás foi um anjo querido.
O investigador vai se retirar.
-Tranque bem a porta do quarto do seu filho. Vou me mastuubar hoje a noite pensando nele. -o investigador se retira.
Mais tarde o investigador com um martelo quebra o cadeado e abre a cela e tira de lá o Anjo estrangulador, o algema.
-Vamos dá um passeio.
O leva ao Dique.
-Onde está a menina? -Com uma lanterna.
-Procure. Ela não deu muito trabalho, não gritou, deve lhe ajudar.
O investigador o joga no chão e mira a arma.
-Isso faz justiça com a própria mão.
-Eu liguei pra casa e o meu filho está assistindo um filme com um amighinho dele.
-Você acreditou. -sorrir -Aprendi a blefar jogando cartas.
O investigador continua procurando, o homem olha um toco de madeira atrás do banco, se abaixa e pega e bate várias vezes com ele na cabeça do investigador, que cai no chão. Pega a chave, se livra da algema.
-Idiota. -o puxa pelas pernas, até a plataforma de madeira que prende os barcos, olha pelas frestas a menina. -Não consegui falar? Ai eu costurei o lugar errado. Se eu tirar a pedra que te sustenta. Isso, você respondeu corretamente, você morre afogada.
Se joga na água, e tira a pedra.
Sobe a plataforma.
-Eu soube que é funda. Aí a agua está gelada. Ah investigador tem que trocar as pessoas que revistam lá. Olha o que deixaram passar.
Faz a injeção com a droga e aplica no investigador.
-A sensação é ótima! Você fica tonto... Tonto. Ai você vai tentar salvar a menina e vai morrer também afogado. Eu não disse que ela estava no dique.
O investigador tenta se levantar inutilmente, cai. O homem vai até o carro, acende um cigarro, liga o som.
-Ai que música ruim, péssimo gosto investigador.
Entra no carro, procura um disco, o investigador quebra o vidro dianteiro do carro e tira o homem de lá e dá vários murros no Anjo estrangulador, esse o chuta e o investigador cai no chão.
-É vou ter que adiantar a sua morte. -pega a arma.
Ver a luz de um farol de um carro ,é atropelado, sai do carro a investigadora e atira na cabeça do Anjo estrangulador.
-Está bem?
-Salve a menina.
No hospital.
-O médico disse que você ainda deve ficar um pouco tonto nas próximas 12 horas, mas está bem.
O investigador chega em casa.
-Miguel? Filho? Ruth?...
Sobe a escada, encontra a empregada chorando.
-O Miguel...
-Cadê o meu filho?
-Ele estava assistindo a um filme com um amiguinho dele e eu na cozinha, alguém o chama e ele desceu. -chorando a empregada.
-Quem foi? -sacudindo o menino.
-ele disse que era um amigo com quem ele se corrrespondia na internet.
O investigador larga o menino, coloca a mão na cabeça, está chorando.
-Meu filho... Meu filho. Não!

Otage -Capítulo 28.

Manuela vai para academia, pensa por que tudo deu errado e como deixaram isso chegar tão longe. O medo tomava conta dela, não tinha mais paz ao dormir. Nunca foi uma garota religiosa, mas deu para ir à igreja, como se já soubesse o que lhe aguardava.
Na academia encontra-se com Elís e Ingrid, já se faziam 4 anos da morte de Carolina.
-Manuela. -as duas.
-Oi.
-Você emagreceu mais. -Comenta Elís.
-Olhe o que eu comprei para mim. -Ingrid mostra o anel.
-Que lindo! -diz Elís.
-Como está o seu irmão? - Pergunta Ingrid.
-Com certeza não deve estar bem.
-Não devíamos ter feito aquilo.
-cale a boca Ingrid. -fala Elís.
-Nós fomos frios.
-Chega! -Se retira Manuela.
-Viu o que você fez. -Elís olha para Ingrid - Manu! -Manuela vira-se - Eu vou me casar.
Manuela volta e abraça.
As duas foram ao casamento, Elís estava tão feliz, o noivo era Bruno, Heitor também se encontrava ao lado de Caio.
Elís jogou o buquê e este caiu nas mãos de Manuela.
-Vai casar. -Ingrid fala.
-Já tem um pretendente. -Heitor.
-Pare de ser pé no saco.
Ela ao sair encontra uma lixeira e joga o buquê nele.
Vai para um restaurante ao ar livre e vê Marcos atravessando a pista.
Ela deixa a bolsa, o celular em cima da mesa.
-Marcos!... Marcos!
Ela atravessa e quase é atropelada.
-Marcos!
Ela chega ao outro lado e não vê mais ele, se vira para todos os lados e só vê pessoas andando e olhando para ela.
-Marcos... -chorando.
Ela vê uma cabeça que julga que seja a de Marcos entre várias outras.
-Com licença.
Ela passando entre as pessoas.
-Marcos. -ela toca no ombro, este vira e não era ele e sim um rapaz qualquer - Desculpa.
Ela chega em casa.
-Pai?... Mãe?
Ela veste um roupão e desce e deita no sofá. Lembrou-se que já faz sete anos que não faz sexo, tira o roupão, olha para a sua vagina e se lembra que a vagina de Carolina era mais bonita. Introduz o dedo, inclina a cabeça para trás e se recordou da vez que viu Carolina e Marcos transando, só que invés de Carolina era que comida por Marcos.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Otage -Capítulo 27.

Manuela chega em casa.
-Filha prenderam Pedro.
-Como?
-Disse que acharam uma prova que o incrimina.
-espera mãe, que vou resolver isso.
Na delegacia.
-Eu tenho o direito de ver a prova que incrimina o meu irmão.
O delegado coloca um caderno na mesa, ela o abre.
Há várias fotos de Carolina e frases como: eu te odeio, vou te matar um dia, sangue, você será minha e de mais ninguém.
-O seu irmão tinha uma obsessão por ela, parece que tiveram um caso na adolescência, como ela o largou...
-Vocês não podem se prender nisso.
-Recebemos uma denúncia anônima dizendo que foi ele quem a matou, e ele foi visto no local do crime.
-Isso não prova nada.
-O júri é que vai decidir.
-Quero ver o meu irmão.
Ela o vê e começa a chorar, ele atrás das grades toca o rosto dela e ela beija a mão dele.
-Se eu souber quem te denunciou, eu juro que mato.
-Não fala isso, podem lhe escutar.
-Eu tenho certeza que foi um dos que estavam conosco naquela noite.
-Ela mereceu, eu faria de novo o que fiz.
-E eu planejaria tudo outra vez.
-Eu não tenho a coragem de lhe ver aqui, se eu denunciar os outros, os outros te denunciam. Eu estou disposto a pagar pelo crime sozinho.
-Não, você vai sair.
Manuela marcou encontro com todos.
-Pedro foi preso, suspeitam que ele matou Carolina.
-Mas vão juntar as peças, ninguém é capaz de fazer aquilo sozinho. -Bruno.
-Ele vai nos denunciar? -Elís.
-Quantos anos de cadeia pegaríamos por homicídio? -Ingrid.
-Meu Deus, dedo ou tarde isso aconteceria. -Caio.
-Ele é um idiota, como foi capaz de dar uma mancada dessa! -Heitor.
-Calem-se! Ele está disposto a pagar pelo crime sozinho, não se preocupem.
No tribunal o Juiz entra com o veredicto, e diz que Pedro é considerado culpado e que terá que pagar 15 anos pelo crime da própria prima.
Manuela chora ao levarem seu irmão e suas amigas a consolam.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Os olhos de Manuela -Capítulo 2.


Quem é você Manuela?
Eu sou a noiva que não foi convidada para o seu próprio casamento
Eu sou a moça que não participa de reuniões familiares
A mulher que nunca foi beijada
A mulher sem cor, sem nome, sem nada



No dia seguinte apareci no Sex Clube Night pela manhã, bato na porta, abre uma moça ruiva, que depois fecha a porta e abre a porta em seguida Dona Geni. Era uma senhora de sessenta e poucos anos que mantinha os cabelos loiros cheios de laquê, gorda e os olhos grandes bem escuros.
-Não preciso informar a morte de uma de suas meninas.
-Já estou sabendo, Manuela era como uma filha para mim.
-Não vai me convidar para entrar?
-Entre.
Eu entro com Edgard.
-Esse é Edgard. Manuela tinha alguma inimizade?
-Não, que eu saiba. Ela era a melhor das minhas meninas. Aqui sem ela está morto, sem luz, ela era a animação disso aqui.
-Manuela tinha parentes aqui?
-Não, ela foi mandada para fora de casa. É de uma cidade pequena.
-E o Pedro Dramactini?
-O conheci, era cliente antigo daqui. Era ciumento.
-Você tinha contatos com Manuela depois que ela saiu daqui?
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Manuela de saia jeans, blusa de crochê preta, por debaixo da blusa um biquine.
Ela bebendo um drink, me aproximo.
-Está vendo aquele senhor? É juíz e com gente da justiça temos que dá tratamento especial. E você é a melhor para isso.
-Entendi.
Ela se levanta e arruma a saia e vai em direção ao homem.
..............................................................
-Na hora do crime a senhora estava aonde?
-Aqui.
Uma moça escura varre o estabelecimento.
-Posso entrevistar as meninas?
-Pode. Se quiser uma delas, é por cortesia da casa. -ela se retira.
-Como se chama?
-Dani, Daniela. Dona Geni mentiu, não estava aqui na hora do crime.
-E você?
-Quem sou eu? Vontade não me faltou. Aquela puta tinha um rei na barriga. Tirava onda que era boa, gostosona. Que fazia acontecia. Saiu toda se sentindo, iria entrar pra filé da sociedade dizia. Aí o que deu, virou presunto.
-Você disse que vontade não lhe faltava?
-Aquela ali não iria muito longe, ninguém gostava dela, logo, logo, alguém se cansaria dela. -se retira.
Eu saio do estabelecimento.
-O que achou? Perguntou Edgard.
-Fique de olho nessa Dani. Ela tinha muito ódio de Manuela. E gente com ódio é capaz de tudo, até de matar.
-Ela disse que a Geni mentiu.
-Isso só o tempo que vai dizer.
Depois volto para o prédio da morte da jovem.
Entrevisto os moradores, alguns abrem à porta, outros batem com ela na minha cara, outros não ajudam muito, outros aparentam ter medo, outros falam até de mais. E por último ouço de uma moça:
-" Eu já ouvir o senhor Pedro Dramactini dizer com todas as letras: " Eu juro que te mato"".
Depois disso convidei para depor Pedro Dramactini, foi uma luta ele entrar na sala, passar por todos os jornalistas.
-Eu ouvir uma coisa muito interessante Pedro. Você jurou Manuela de morte.
-Há uma distância enorme entre dizer e fazer.
-Eu só quero saber se é verdade.
-É, eu sou muito ciumento, eu não aceito dividir mulher minha com homem nenhum.
-E seria capaz de matá-la se ela te traísse?
-Eu não sou assassino.
........................................................
Manuela na banheira molha o rosto, eu sentado numa cadeira ao lado da banheira, a observando.
-Entra, a água está gostosa.
-Daqui a pouco tenho que sair.
-Em quem você pensa quando transa com a sua esposa? Em mim?
Pra quê essa pergunta?
-Eu quero saber se você sente prazer quando abre as pernas da sua esposa honey. - ela fala isso bem perto do meu rosto - Sabe minha vontade era fazer amor com você na cama dela. -ela volta a sentar.
-Você é doida.
-Um dia apareço na sua casa, sei que você tem dois filhos. Já pensou você chegar em casa e encontrar a sua filha com uma nova amiguinha.
-Ouse, eu lhe arrebento!
-Às vezes imagino o rosto do seu filho. Será que ele é bonito igual ao pai? Tão bom na cama quanto o pai?
Eu começo a afogar Manuela, ela se bate na água, eu a metendo debaixo da água, olhando para ela se movimentando inutilmente. Eu com a roupa já toda molhada.
Paro, a solto, ela coloca a mão no pescoço para tentar respirar.
-Você tentou me matar desgraçado. -ela começa a me bater.
A beijo, tiro a camisa, a levo até a cozinha e a sento no fogão e ali mesmo transamos.
Ainda tinha o menino, não que eu achasse que ela transaria com ele, mas tinha ciúme da situação. Não gosto que os outros me façam de troxa.
Eu chego em casa e a encontro com ele comendo pipoca e assistindo a um filme, ele se retira e eu bato a porta.
-Eu não quero mais ele aqui.
-Mas...
-Eu já falei. -a puxo pelo braço.
-Você está me machucando.
Ainda tinha as cobranças dela, ela ficava muito tempo sozinha. Não era sempre que eu ficava com ela. Ela pedia para eu dormir com ela a noite, mas nunca fiz isso.
Entrego uma jóia a ela.
-Eu não quero! -ela joga no chão - Quinze dias! Eu aqui, como uma troxa esperando por você. -chorando - Indo na janela. Eu não vou ser como a sua esposa, me contentar com migalhas.
-Eu tive problemas na financeira.
-Eu não quero saber.
-Eu te amo. -coloca as mãos no rosto dela, ela fecha os olhos - Eu prometo viajar no fim do mês com você.
Nós dois na cama, ela mira uma arma para mim.
-O que é isso?
-Eu achei isso nas suas coisas. Você anda armado?
Eu pego a arma da mão dela.
-Não é sempre que estou com seguranças.
-Se eu tivesse outro, como você tem outra. Você usaria essa arma para me matar?
Ela deita, eu deito em cima dela com a arma mirada para o peito dela.
-Ainda te mato um dia.
Ela pega na minha mão com a arma e desce com ela até a verilha dela.
-Isso está me deixando louquinha de prazer. -nos beijamos.
...................................................
Passo depois na banca de revistas, e vejo um jornal do dia do crime, leio a reportagem. Não há nada dizendo como Manuela morreu.
-tem mais jornais desse dia?
Pego todos. " Não sei pra quê tanto alvoroço para a morte de uma prostituta" Está na imprensa, deu nos jornais, internet".
Ligo para o celular do meu filho.
-Filho faz um favor para o seu pai... Procure tudo que saiu na internet sobre a morte de Manuela, no dia do crime.
Edgard vai falar com o irmão dele, que era traficante, ele escondia isso e achava que eu não sabia.
-Irmãozinho.
-Fala baixo, não quero que ouçam. -ele senta-se - Conhece? -entrega a foto de Manuela.
-Conheço, gostosa a paca, ali entende do negócio, faz de A à Z.
-Me poupe dos detalhes.
-Morreu feio ela.
-E Dani conhece? Tem alguma coisa para me dizer sobre ela?
-Sabe né preciso fazer um tratamento dentário.
-Duzentos dá?
-Os médicos estão caros
Entrego cinco notas de cem.
-Ela comprou uma arma na rua a três quadras daqui.
Depois de eu saber disso me dirige ao sex Clube Night.
-Você de novo aqui. -Geni.
-Eu quero aquela. -aponto para Dani.
Geni a chama com o dedo, ela se aproxima e me leva até o quarto. Senta-me na cama e depois senta no meu colo, beija o meu pescoço todos e coloca a língua dentro da minha orelha, a jogo na cama e me sento na poltrona.
-Soube que comprou uma arma.
-O que foi? Até onde sei, Manuela morreu furada, não baleada.
-Pra quê comprou a arma?
-Eu tenho um rolo com um bicheiro lá fora e pedi para ele fazer um favor para mim, mas quando ele foi fazer o serviço já tinha sido feito.
-Que serviço.
-Matar a vagabunda. Ela era um encosto na minha vida, eu era a queridinha antes dela, depois fui jogada para escanteio por Dona Geni. Tive vontade de matá-la mesmo e não me arrependo que pena que não fui eu que fiz o serviço.
.............................................................
Manuela com um vestido preto, bem justo, um pouco abaixo da bunda.
-Por que não me chamou para o serviço? -Perguntei a Geni.
-É a primeira vez do menino. Manuela é a melhor para isso.
Ao sair Manuela do serviço eu me jogo em cima dela, puxando os cabelos dela e a esbofeteando.
-Eu te odeio.
.....................................................
-Por que isso? -Dona Geni.
Dani com a cabeça baixa.
-Eu não quero mais você aqui. Vai para a pista onde é os eu lugar.
-Eu não ficaria mais aqui mesmo. -com lágrima nos olhos - Fico onde sou valorizada. -se retira.
-Por que não a prendeu?
-Não foi ela.
-Ela pode está mentindo.
-Intuição me diz que não.
Depois soube que o meu filho foi preso drogado e bêbado, depois de ele ter se envolvido numa briga numa boate e ter pichado a parede de uma delegacia.
-Viu a educação que você deu ao nosso filho. Preso! -minha ex-mulher, Estela - Onde eu estava com a cabeça em permitir que ele ficasse com você.
-Não venha falar não. Você não dá a mínima para ele, só pensa nos preparativos do seu casamento, bufê, convites.
-Mentira!
-Vamos, querida. -se aproxima o noivo dela, colocando o braço no ombro dela.
Um sujeito esnobe, de cara cínica. Retiram-se. Vou até a cela do meu filho.
-Veio me tirar daqui?
-Você vai dormir aí, para pensar o que está fazendo da sua vida. me retiro.
-Pai! Me tira daqui. - balançando a cela e batendo na grade -Pai! Droga!
Decidi ir até o interior de Manuela, conversar com os pais dela, a mãe me recebe, me oferece café, sentamos a mesa.
-Lamento.
-Ela era torta desde menina. Saia quase nua, toda pintada. Matou o pai de vergonha. Diziam que ela tinha vários namorados. Engravidou aos 15 anos, eu tratei do aborto. Dançava com todos os homens do bar, como se não tivesse família.
-Tire essa roupa!
-Eu não tiro, eu ganhei.
Eu rasgo o vestido dela.
-Sua quenga. -a levo para o banheiro para tirar a maquiagem dela.
Ela cai no chão chorando, eu também chorando e tremendo de raiva.
-Você não vai sair.
-Eu durmo com quem eu quiser na hora que eu quiser! -grita.
Eu dou uma tapa nela.
..........................................................
-Eu soube que a senhora a pôs na rua.
Ela se levanta.
-Ela se envolveu com homem casado, a esposa dele veio até aqui e me disse tanta coisa. Eu não criei filha para ser marafona, a expulsei de casa. -chorando - Foi melhor assim, morreu. -ela pega o retrato na sala e me mostra - Olha como ela era linda.
Ao chegar em casa Edgard me liga informando que saiu o resultado da perícia. só foram encontradas digitais de Pedro, e sêmem dele nela, a arma usada foi mesmo um canivete, foi atacada deitada, a causa da morte foi estrangulamento. A pessoa que usou o canivete estava à esquerda, mas não deu para saber se era destra ou canhota.
Pedro foi chamado para fazer a reconstituição do crime.
-Pra quê tenho que fazer isso? Eu não a matei.
-Você não é obrigado a fazer. - o advogado.
-Eu vou.
Chegamos ao local do crime.
-Esquisito entrar aqui depois de tudo.
-Cale a boca desses jornalistas Edgard.
Edgard se retira.
-Você teve aqui no dia do crime?
-Estive, transei com ela.
-Ela foi encontrada aqui, e é aqui que a perícia disse que ela morreu. -entrego o canivete a ele e jogo a boneca no chão.
-Eu não a matei. -chorando - Acredita em mim.
Depois da perícia fui conversar com o porteiro do prédio, já se fazia 15 dias que o crime aconteceu.
-A Dona Marlízia, como era o relacionamento dela com Manuela?
-Ela não gostava dela. Sempre dando umas indiretas.
-E o menino que sumiu?
-Esse babava por Manuela.
-Conhece alguém dessas fotos? -mostro fotos dos suspeitos, ele pára numa em que tem Dona Cínthia e os filhos.
-Esse menino já teve aqui.
-No dia do crime?
-Não, mas já teve aqui.
Decidi investigar Bruno Dramactini, ele era um garoto misterioso. Ele se dirigiu com a sua moto a uma boate GLS, o sigo.
-Vem sempre aqui gatão? - Um homem de quarenta e poucos anos de barba.
Passo por duas mulheres se beijando e um rapaz branco de cabelos longos preso por uma xuxa. Vejo Bruno no bar, se aproxima um moreno alto e forte e o beija.
Fiquei dentro do carro e Edgard na espera do rapaz. O rapaz apanhou tanto de Edgard, tem 26 anos e se chama André.
-Desde de quando você tem um caso com Bruno?
-fala! -Edgard o chutando.
-Coisa de oito meses.
Continuei o interrogatório e com os chutes de Edgard e terminei arrancando do infeliz que Bruno conheceu a amante do pai e que iria matar a moça.
Depois disso pedi a prisão de Bruno Dramactini.
Cínthia apareceu lá para retirar o filho da cadeia com um advogado, este conseguiu um habeas-corpus para Bruno.
-está bem filho?
-Sim mãe.
-Senhor Eduardo desejo falar com o senhor.
-Sim, me acompanhe a minha sala.
Entramos, ela se sentou.
-Por que prendeu o meu filho? Ele é inocente.
-A senhora sabe que ele tem um caso com um rapaz?
-Não me interessa a vida dele lá fora. Ele vai se casar com uma prima dele. É assim com todos os Dramactini.
-Esse rapaz disse que ele iria matar Manuela e disse que ele se envolveu com ela para isso.
-Esse rapaz pode está mentindo. Que motivo levaria meu filho a matar essa moça?
-Não sei, isso eu gostaria de saber.
-Quem teria mais motivo para matar essa moça era eu.
-E por que não fez?
-Não gostaria de ver os Dramactini nas páginas policiais. E ainda mais essa vergonha manchando o nosso nome.
-E a senhora sabia do envolvimento do seu marido com essa moça?
-Em primeiro lugar vamos parar de chamar essa garota de moça, que de moça ela não tinha nada, era uma prostituta.
-Continue.
-Sabia, ele não se contentou com a secretária, teve que procurar outra. O senhor também deveria chamar para depor a Alessandra, a secretária do meu marido.
Chamei Alessandra para sair, fomos a um barzinho.
-Desde de quando você e o senhor Pedro Dramactini são amantes?
-Dez anos que ele me enrola.
A senhora sabia da existência de Manuela?
-Não, juro que não. -gaguejou um pouco e sorriu.
-Como não? Ele tinha que mandar alguém da empresa pagar as despesas que ele tinha com Manuela e uma mulher sabe quando o homem trai.
-Eu só soube dela agora. -ela passa a mão no cabelo e tira a jaqueta para mostrar a blusa com o decote generoso e tive a impressão que ela roçou a perna dela na minha. -Pode me dá mais uma cerveja?
Continuei o interrogatório, onde ela pareceu muito nervosa, depois a dispensei e fui tomar mais uma cerveja. Alessandra atravessa a pista, um carro aparece e vai em direção a ela. Saio correndo e a jogo no chão, e o carro parte sem eu ver a placa direito.
-É ela, ela matou a outra, agora quer me matar. -alessandra nervosa.
-Ela quem?
-Cínthia Dramactini.
Ao chegar ao trabalho recebo uma notícia maravilhosa de Edgard.
-Achamos o garoto.


Quem comentar, eu acharia interessante que desse a opinião de quem seria o assassino, e claro informando também o motivo da escolha. Poupando assim aqueles comentários: gostei do seu blog, muito boa a história e bla bla. O próximo capítulo, é o último capítulo, então não perca a revelação de quem matou a prostituta Manuela.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Do começo ao fim


Eu mesmo me prometi de não comentar nada em relação a esse filme sem antes de vê-lo, pois não gosto de criar expectativa em ninguém. Mas está rolando na internet que o filme nem chegue aos cinemas e vá direto em DVD, se acontecer isso será uma pena, pois é uma produção brasileira que não fala de violência e nem se trata de uma comédia e as imagens estão belíssimas. O filme relata a relação incestuosa de dois meio irmão e vem criando discussões acaloradas na internet. O filme tem no elenco Fábio Assunção, Júlia Lemmertz, Gabriel Kaufmann, Jean Pierre Noher, Louse Cardoso, Lucas Cotrim, Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcelos e dirigido Aluizio Abranches
O filme que estava com previsão de estrear no final de agosto, foi transferido para Dezembro e tem alguns que dizem que estar sem previsão até Janeiro de 2010. O filme que também tem dificuldades de encontra patrocinios, os dois que tem querem ficar anônimos. O filme retrata dois temas polêmicos o homossexualismo e o incesto, o primeiro ao meu ver é menos polêmico que o segundo, pois a dramaturgia está se falando muito nisso, mas o incesto na nossa sociedade ( e eu não me excluo disso, verem como crime). O filme que tem cenas homoeróticas bastante quentes e declarações de amor entre os dois personagens, quem tiver interesse e não conhecer assista ao teaser e ao trailer, confesso que fiquei meio incomodado ao ver o teaser que é bastante forte. O vídeo promocional do filme já teve mais de 300 mil visualizações no youtube. E chama a atenção de homo e heterossexuais na discussão.
O filme promete impactar e emocionar por que não? Pois a sinopse é uma história linda ( leia a sinopse oficial logo abaixo do texto).
Agora vou falar um pouco de preconceito, essa semana me surpreendi com um comentário no meu blog de uma história que eu escrevi que retratava um menino que era criado por um casal homossexual, e no texto não usei beijo entre as personagens, por crer que não cabia isso no texto, aí o comentador escreve que ao informar isso eu estav sendo preconceituoso. Aí nesse momento você acorda, pois eu acreditava que não era preconceituoso, conclusão, o preconceito está tão arraigado na nossa sociedade que tem certos momentos que ele aflora sem agente perceber. Um outro comentário em relação ao filme foi de um pastor que li em outro blog, que disse que o mundo estava perdido, uma criança interpretar um homossexual é o significado do fim da humanidade, isso devido a participação de Gabriel Kaufmann no filme, e que interpreta um dos componentes desse casal na infância. Aproveito a oportunidade para parabenizar a família, espero que não tenha feito isso por dinheiro, por que não se pode conversar com uma criança o homossexualismo, uma vez no cursinho um colega meu disse que achava revoltante colocar um casal de sapatão trocada juras de amor e carícias em pelna tarde na televisão podendo uma criança ver isso ( Na época estav passando a reprise de Mulheres apaixonadas). Voltando ao preconceito arraigado na nossa sociedade, um documentário que eu assistir na Tv Cultura que falava sobre o tema preconceito racial e negro na teledramaturgia brasileira, em que teve um depoimento de Zezé Mota, que falou que sofreu muito quando fez par romântico com Marcos Paulo ( chegaram ater a recomendar ao ator a lavar a boca depois das cenas, qual era o motivo de ele aceitar beijar uma negra todos os dias), e ela ao comentar isso com uma amiga, com o filho dessa amiga presente, o menino declarou que se ele se apaixonasse por uma mulher negra ele se casaria com, a mãe do menino se sentiu incomodada com a declaração, e ela não se considerava racista.
Aproveito também a chance para comentar um caso que li em outro blog lamentável que aconteceu numa das maiores paixões do brasileiro que é futebol, um jogador ( não me lembro o time agora) que se declarou gay, ao entrar no estádio foi gritado em alto bom som viado e toda vez que também pegava na bola, é revoltante que esse tipo de comportamento aconteça em pleno século XXI.
Desculpem acho que estende de mais e espero que o filme chegue ao cinemas mesmo, apesar de crer que o filme não vá acabar com o preconceito ou diminuí-lo, pois concordo com outro comentário que li em relação ao filme de que até podem dizerem depois do filme que gay é promíscuo mesmo, mas pelo menos é a opotunidade de ver o cinema brasileiro retratar outros temas.
sinopse: filme conta a história da médica Julieta (Julia Lemmertz). Ela tem dois filhos: Francisco (Lucas Cotrim, quando criança, e João Gabriel Vasconcelos, na fase adulta), com o primeiro marido, o empresário Pedro (o argentino Jean-Pierre Noher); e Thomás (Gabriel Kaufman e Rafael Cardoso), com o atual marido, o arquiteto Alexandre (Fabio Assunção). Rosa (Louise Cardoso) é a melhor amiga de Julieta. Os dois meninos têm uma diferença de idade de seis anos. Eles desenvolvem uma relação mais íntima do que o normal.

Som e fúria.


Chega hoje ao fim a minissérie Som e fúria com direção de Fernando Meirelles, a minissérie que conta os bastidores do teatro, com pitadas de o humor e dramas me conquistou. Com um elenco ótimo, em que marca a volta de Felipe Camargo vivendo Dante, "um doidão", Andréia Beltrão vivendo Elen, uma atriz que tem medo de envelhecer e perder o status de estrela do grupo e se ver de novo diante do grande amor da sua vida, as cenas de Pedro paulo Rangel com Felipe Camargo estavam impagáveis, Rodrigo Santoro fazendo comédia,Gostei muito do papel de Cecília Homem de Melo,me divertir muito com o personagem dela, adorei Dan Stulbach na minissérie, ele é um ótimo ator e também estava impagável com Regina Casé.`
O bom é que pesquisei na internet e a globo está negociando a segunda temporada de Som e fúria,agora é so torcer, não é toda vez que a televisão mostra textos de William Shakespeare para o grande público.

Recomendo : Agatha Christie

Antes de escrever sobre essa autora que já conhecia mas nunca li um livro dela, pois tinha um ufanismo idiota em relação a literatura estrangeira, só lia livros de autora brasileiros. Recentemente estou lendo dela Morte no Nilo. E já li Um brinde de cianureto e Os crimes do ABC.
Pra quem não a conhece ela escreve histórias policiais, sempre com um detetive investigando para encontrar o assassino da história, com dosagens de suspense e surpresinhas no decorrer da história e diálogos, que leva ao leitor a entrar na história e a buscar a solução do crime através das pistas e características das personagens através de atos ou falas dos mesmos.
O que eu mais gostei até agora dela foi Um brinde de cianureto, uma jovem no dia do seu aniversário morre envenenada por cianureto, a policia arquiva o crime por achar que a jovem se suicidou, devido a uma gripe que a deixou muito debilitada. Anos a frente, a irmã dela encontra uma carta e mostra ao viúvo, este chama todos que estavam na mesa no mesmo restaurante e morre também envenenado por cianureto, só que há um detalhe, ele mudou propositalmente a posição de todos na noite em relação a noite do outro crime, o que acho interessante desse recurso da autora, é que com isso ela subestimou a inteligência do leitor, todos tinham um bom motivo para matar Rosemary ( a jovem envenenada), mas no decorrer da história o leitor vai esboçando para o leitor que a mesma pessoa que matou Rosemary não poderia matar o viúvo.
É caro leitores desse blog não é a toa que a chamam da Rainha do Crime, essa é a minha sugestão. Até a próxima. Ah quem quiser sugerir um livro para mim nos comentários fique a vontade, quem sabe esse livro possa estar na próxima edição.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Vamos falar de educação.

A história da grande torre.


Se o teu sol é verdadeiro, não tenha medo das nuvens que o encobrem, pois um dia elas se dissiparão e o brilho do sol voltará...


Quais são os profissionais mais importantes da sociedade?

Para finalizar este livro, contarei uma história que revela a perigosa direção para onde a sociedade está caminhando, a crise da educação e a importância dos pais e dos professores como construtores de um mundo melhor. Tenho contado essa história em muitas conferências, inclusive em congressos internacionais. Muitos educadores ficam tão sensibilizados que vão às lágrimas.

Num tempo não muito distante do nosso, a humanidade ficou tão caótica que os homens fizeram um grande concurso. Eles queriam saber qual a profissão mais importante da sociedade. Os organizadores do evento construíram uma grande torre dentro de um enorme estádio com degraus de ouro, cravejados de pedras preciosas. A torre era belíssima. Chamaram a imprensa mundial, a TV, os jornais, as revistas e as rádios para realizarem a cobertura.

O mundo estava plugado no evento. No estádio, pessoas de todas as classes sociais se espremiam para ver a disputa de perto. As regras eram as seguintes: cada profissão era representada por um ilustre orador. O orador deveria subir rapidamente num degrau da torre e fazer um discurso eloqüente e convincente sobre os motivos pelos quais sua profissão era a mais importante da sociedade moderna. O orador tinha de permanecer na torre até o final da disputa. A votação era mundial e pela Internet.

Nações e grandes empresas patrocinavam a disputa. A categoria vencedora receberia prestígio social, uma grande soma em dinheiro e subsídios do governo. Estabelecidas as regras, a disputa começou. O mediador do concurso bradou: "O espaço está aberto!"

Sabem quem subiu primeiro na torre? Os educadores? Não! O representante da minha classe, a dos psiquiatras.

Ele subiu na torre e a plenos pulmões proclamou: "As sociedades modernas se tornarão uma fábrica de estresse. A depressão e a ansiedade são as doenças do século. As pessoas perderam o encanto pela existência. Muitas desistem de viver. A indústria dos antidepressivos e dos tranqüilizantes se tornou a mais importante do mundo." Em seguida, o orador fez uma pausa. O público, pasmo, ouvia atentamente seus argumentos contundentes.

O representante dos psiquiatras concluiu: "O normal é ter conflitos, e o anormal é ser saudável. O que seria da humanidade sem os psiquiatras? Um albergue de seres humanos sem qualidade de vida! Por vivermos numa sociedade doentia, declaro que somos, juntamente com os psicólogos clínicos, os profissionais mais importantes da sociedade!"

No estádio reinou um silêncio. Muitos na platéia olharam para si mesmos e perceberam que não eram alegres, estavam estressados, dormiam mal, acordavam cansados, tinham uma mente agitada, dores de cabeça. Milhões de espectadores ficaram com a voz embargada. Os psiquiatras pareciam imbatíveis.

Em seguida, o mediador bradou: "O espaço está aberto!" Sabem quem subiu depois? Os professores? Não! O representante dos magistrados - os juizes de direito.

Ele subiu num degrau mais alto e num gesto de ousadia desferiu palavras que abalaram os ouvintes: "Observem os índices de violência! Eles não param de aumentar. Os seqüestros, assaltos e a violência no trânsito enchem as páginas dos jornais. A agressividade nas escolas, os maus-tratos infantis, a discriminação racial e social fazem parte da nossa rotina. Os homens amam seus direitos e desprezam seus deveres."

Os ouvintes menearam a cabeça, concordando com os argumentos. Em seguida, o representante dos magistrados foi mais contundente: "O tráfico de drogas movimenta tanto o dinheiro como o petróleo. Não há como extirpar o crime organizado. Se vocês querem segurança, aprisionem-se dentro de suas casas, pois a liberdade pertence aos criminosos. Sem os juizes e os promotores, a sociedade se esfacela. Por isso, declaro, com o apoio dos promotores e do aparelho policial, que representamos a classe mais importante da sociedade."

Todos engoliram em seco essas palavras. Elas perturbavam os ouvidos e queimavam na alma. Mas pareciam incontestáveis. Outro momento de silêncio, agora mais prolongado. Em seguida, o mediador, já suando frio, disse: "O espaço está novamente aberto!"

Um outro representante mais intrépido subiu num degrau mais alto da torre. Sabem quem foi desta vez? Os educadores? Não!

Foi o representante das forças armadas. Com uma voz vibrante e sem delongas, ele discursou: "Os homens desprezam o valor da vida. Eles se matam por muito pouco. O terrorismo elimina milhares de pessoas. A guerra comercial mata milhões de fome. A espécie humana se esfacelou em dezenas de tribos. As nações só se respeitam pela economia e pelas armas que possuem. Quem quiser a paz tem de se preparar para a guerra. Os poderes econômico e bélico, e não o diálogo, são os fatores de equilíbrio num mundo espúrio."

Suas palavras chocaram os ouvintes, mas eram inquestionáveis. Em seguida, ele concluiu: "Sem as forças armadas, não haveria segurança. O sono seria um pesadelo. Por isso, declaro, quer se aceite ou não, que os homens das forças armadas não são apenas a classe profissional mais importante, mas também a mais poderosa." A alma dos ouvintes gelou. Todos ficaram atônitos.

Os argumentos dos três oradores eram fortíssimos. A sociedade tinha se tornado um caos. As pessoas do mundo todo, perplexas, não sabiam qual atitude tomar: se aclamavam um orador, ou se choravam pela crise da espécie humana, que não honrou sua capacidade de pensar.

Ninguém mais ousou subir na torre. Em quem votariam?

Quando todos pensavam que a disputa havia se encerrado, ouviu-se uma conversa no sopé da torre. De quem se tratava? Desta vez eram os professores. Havia um grupo deles da pré-escola, do ensino fundamental, do médio e do universitário. Eles estavam encostados na torre dialogando com um grupo de pais. Ninguém sabia o que estavam fazendo. A TV os focalizou e projetou num telão. O mediador gritou para um deles subir na torre. Eles se recusaram.

O mediador os provocou: "Sempre há covardes numa disputa." Houve risos no estádio. Fizeram chacota dos professores e dos pais.

Quando todos pensavam que eles eram frágeis, os professores, com o incentivo dos pais, começaram a debater as idéias, permanecendo no mesmo lugar. Todos se faziam representar.

Um dos professores, olhando para o alto, disse para o representante dos psiquiatras: "Nós não queremos ser mais importantes do que vocês. Apenas queremos ter condições para educar a emoção dos nossos alunos, formar jovens livres e felizes, para que eles não adoeçam e sejam tratados por vocês."

O representante dos psiquiatras recebeu um golpe na alma.

Em seguida, um outro professor que estava no lado direito da torre olhou para o representante dos magistrados e disse: "Jamais tivemos a pretensão de ser mais importantes do que os juizes. Desejamos apenas ter condições para lapidar a inteligência dos nossos jovens, fazendo-os amar a arte de pensar e aprender a grandeza dos direitos e dos deveres humanos. Assim, esperamos que jamais se sentem num banco dos réus." O representante dos magistrados tremeu na torre.

Uma professora do lado esquerdo da torre, aparentemente tímida, encarou o representante das forças armadas e falou poeticamente: "Os professores do mundo todo nunca desejaram ser mais poderosos nem mais importantes do que os membros das forças armadas. Desejamos apenas ser importantes no coração das nossas crianças. Almejamos levá-las a compreender que cada ser humano não é mais um número na multidão, mas um ser insubstituível, um ator único no teatro da existência."

A professora fez uma pausa e completou: "Assim, eles se apaixonarão pela vida, e, quando estiverem no controle da sociedade, jamais farão guerras, sejam guerras físicas que retiram o sangue, sejam as comerciais que retiram o pão. Pois cremos que os fracos usam a força, mas os fortes usam o diálogo para resolver seus conflitos. Cremos ainda que a vida é obra-prima de Deus, um espetáculo que jamais deve ser interrompido pela violência humana."

Os pais deliraram de alegria com essas palavras. Mas o representante do judiciário quase caiu da torre.

Não se ouvia um zumbido na platéia. O mundo ficou perplexo. As pessoas não imaginavam que os simples professores que viviam no pequeno mundo das salas de aula fossem tão sábios. O discurso dos professores abalou os líderes do evento.

Vendo ameaçado o êxito da disputa, o mediador do evento disse arrogantemente: "Sonhadores! Vocês vivem fora da realidade!" Um professor destemido bradou com sensibilidade: "Se deixarmos de sonhar, morreremos!"

Sentindo-se questionado, o organizador do evento pegou o microfone e foi mais longe na intenção de ferir os professores: "Quem se importa com os professores na atualidade? Comparem-se com outras profissões. Vocês não participam das mais importantes reuniões políticas. A imprensa raramente os noticia. A sociedade pouco se importa com a escola. Olhem para o salário que vocês recebem no final do mês!" Uma professora fitou-o e disse-lhe com segurança: "Não trabalhamos apenas pelo salário, mas pelo amor dos seus filhos e de todos os jovens do mundo."

Irado, o líder do evento gritou: "Sua profissão será extinta nas sociedades modernas. Os computadores os estão substituindo! Vocês são indignos de estar nesta disputa.'

A platéia, manipulada, mudou de lado. Condenaram os professores. Exaltaram a educação virtual. Gritaram em coro: "Computadores! Computadores! Fim dos professores!" O estádio entrou em delírio repetindo esta frase. Sepultaram os mestres. Os professores nunca haviam sido tão humilhados. Golpeados por essas palavras, resolveram abandonar a torre. Sabem o que aconteceu?

A torre desabou. Ninguém imaginava, mas eram os professores e os pais que estavam segurando a torre. A cena foi chocante. Os oradores foram hospitalizados. Os professores tomaram então outra atitude inimaginável: abandonaram, pela primeira vez, as salas de aula.

Tentaram substituí-los por computadores, dando uma máquina para cada aluno. Usaram as melhores técnicas de multimídia. Sabem o que ocorreu?

A sociedade desabou. As injustiças e as misérias da alma aumentaram mais ainda. A dor e as lágrimas se expandiram. O cárcere da depressão, do medo e da ansiedade atingiu grande parte da população. A violência e os crimes se multiplicaram. A convivência humana, que já estava difícil, ficou intolerável. A espécie humana gemeu de dor. Corria o risco de não sobreviver...

Estarrecidos, todos entenderam que os computadores não conseguiam ensinar a sabedoria, a solidariedade e o amor pela vida. O público nunca pensara que os professores fossem os alicerces das profissões e o sustentáculo do que é mais lúcido e inteligente entre nós. Descobriu-se que o pouco de luz que entrava na sociedade vinha do coração dos professores e dos pais que arduamente educavam seus filhos.

Todos entenderam que a sociedade vivia uma longa e nebulosa noite. A ciência, a política e o dinheiro não conseguiam superá-la. Perceberam que a esperança de um belo amanhecer repousa sobre cada pai, cada mãe e cada professor, e não sobre os psiquiatras, o judiciário, os militares, a imprensa...

Não importa se os pais moram num palácio ou numa favela, e se os professores dão aulas numa escola suntuosa ou pobre - eles são a esperança do mundo.

Diante disso, os políticos, os representantes das classes profissionais e os empresários fizeram uma reunião com os professores em cada cidade de cada nação. Reconheceram que tinham cometido um crime contra a educação. Pediram desculpas e rogaram para que eles não abandonassem seus filhos.

Em seguida, fizeram uma grande promessa. Afirmaram que a metade do orçamento que gastavam com armas, com o aparato policial e com a indústria dos tranqüilizantes e dos antidepressivos seria investida na educação. Prometeram resgatar a dignidade dos professores, e dar condições para que cada criança da Terra fosse nutrida com alimentos no seu corpo e com o conhecimento na sua alma. Nenhuma delas ficaria mais sem escola.

Os professores choraram. Ficaram comovidos com tal promessa. Há séculos eles esperavam que a sociedade acordasse para o drama da educação. Infelizmente, a sociedade só acordou quando as misérias sociais atingiram patamares insuportáveis.

Mas, como sempre trabalharam como heróis anônimos e sempre foram apaixonados por cada criança, cada adolescente e cada jovem, os professores resolveram voltar para a sala de aula e ensinar cada aluno a navegar nas águas da emoção.

Pela primeira vez, a sociedade colocou a educação no centro das suas atenções. A luz começou a brilhar depois da longa tempestade... No final de dez anos os resultados apareceram, e depois de vinte anos todos ficaram boquiabertos.

Os jovens não desistiam mais da vida. Não havia mais suicídios. O uso de drogas dissipou-se. Quase não se ouvia falar mais de transtornos psíquicos e de violência. E a discriminação? O que é isso? Ninguém se lembrava mais do seu significado. Os brancos abraçavam afetivamente os negros. As crianças judias dormiam na casa das crianças palestinas. O medo se dissolveu, o terrorismo desapareceu, o amor triunfou.

Os presídios se tornaram museus. Os policiais se tornaram poetas. Os consultórios de psiquiatria se esvaziaram. Os psiquiatras se tornaram escritores. Os juizes se tornaram músicos. Os promotores se tornaram filósofos. E os generais? Descobriram o perfume das flores, aprenderam a sujar suas mãos para cultivá-las.

E os jornais e as TVs do mundo? O que noticiavam, o que vendiam? Deixaram de vender mazelas e lágrimas humanas. Vendiam sonhos, anunciavam a esperança...

Quando esta história se tornará realidade? Se todos sonharmos este sonho, um dia ele deixará de ser apenas um sonho.

A editora e o autor permitem o uso do texto da "grande torre" para encenação teatral nas escolas, com o objetivo de homenagear os pais e os mestres, desde que citada a fonte (N.A.).



Autor: Augusto Cury.

U§ 500000

Caco e Dado são irmãos e órfãos. Caco está desempregado e Dado trabalha num açougue, passam por dificuldades financeiras, por isso mesmo Caco decidiu se inscrever num site de medicamento para ser cobaia, o dinheiro é bom, 50 mil dólares.
Caco não esperava ser selecionado tão rápido, ele recebe a carta, mas não estava em casa na hora, ao chegar encontra Dado e Nando, o primo.
-O que siginifica isso? Reuniãozinha?
-Você se inscreveu como cobaia?
-são 50 mil dólares.
-Eu li o contrato e diz que caso haja algum acidente com você que ocasione a sua morte ou lhe deixe inválido, você ou a família recebe 500 mil dólares.
-Sim, eu sei.
-Dez vezes mais. Já pensou irmão o que podemos fazer com essa grana. -sorrindo.
-Mas você esqueceu um detalhe, se eu morrer...
-E quem disse que você não vai morrer?
Caco no dia seguinte foi fazer todos os exames, o teste físico, a avaliação psicológica para participar da equipe de cobaias.
dado foi visitar o tio, o tio era bibliotecário de uma universidade pública, se chamava Marco.
-Eu procurei na internet esse medicamento aqui. -entrega o papel com o nome da droga -Eu queria mais sobre ela.
-Ma porque você quer saber sobre isso?
-Curiosidade.
-Tem certeza que não quer contar aos eu tio o seu real interesse nessa droga?
-Está envolvendo muito dinheiro, 10% para o senhor se me der as informações certas
-De quanto estamos falando?
Em casa Dado, Caco e Nando reunidos.
-Aqui diz que ela provoca todos os sintomas de um ataque cardíaco, deixa a respiração e os batimentos imperceptíveis, dependendo da dose não se consegue identificá-la através de exames de sangue. -fala Dado
-Bom, mas como vamos conseguir a droga e entrar no isolamento com ela, deve ter câmeras, eu devo ser revistado.
-Consegui já sei com quem. -dado olha para Nando.
-Não, não olhe pra mim. -se levanta da cama -Eu não posso liberar esse medicamento e ainda se derem por falta dele, eu tô ferrado. só faço se ganhar 100 mil.
Então já pode considerar os 100 mil em sua mão. -dado beija o rosto de Nando -Já entrar, há alguns lugares no nosso corpo que não podem ser revistados.
-Sim, considerando que eu consiga entrar com a droga, e dê certo, e a autópsia?
-Já pensei em tudo. Já tenho até um corpo. Já sei até como trocar os corpos, concerteza vão levá-lo ao Intituto Médico Legal da cidade.
dado e Nando olhando para um mendigo.
-Ninguém vai dá falta de um mendigo a menos na rua. Até vamos para o céu por ter dado descanso a esse infeliz e túmulo digno, não vai ser enterrado como indigente.
Nando depois se aproxima do mendigo.
-Estou fazendo um trabalho, tirando fotos de moradores de rua, eu estou oferecendo 50. -mostra a nota entre os dedos.
O mendigo se coloca na posição mandada e aparece um carro e o atropela, sai do carro Dado.
-Não acreditoi que você foi capaz de fazer isso. -Nando.
-Há muitas coisas que voc~e não sabe do que sou capaz. Tá morto?
Nando chuta o corpo e esse se vira inerte.
-Está.
-Agora me ajude a colocar no porta-mala.
Dado pára em frente ao açougue onde trabalha e aproxima-s um colega de trabalho.
-Por que me chamou aqui?
-Eu preciso esconder um corpo no freezer e sozinho não vou dá conta.
-Como?
dado abre o porta-mala, o rapaz se assusta.
-Eu tenho um defunto no porta-mala e te ofereço 50 mil dólares para me ajudar. para voc~e ter uma ideia. Não quer sair do aluguel? Com esse dinheiro você compra um apartamento de frente pro mar.
Caco foi ao isolamento, foi revistado,s e juntou ao restante do grupo. Tomava os comprimidos 3 vezes ao dia e sempre era examminado e o local onde dormia revistado.
-Qual o seu nome? -Uma jovem.
-Carlos, mas me chamam de Caco.
-Wanessa. É da onde?
Eles começam a conversar e num quarto qualquer dado e uma jovem loira mal tingida, nua em cima dele, transando, ele deitado e ela sentada bem maquiada.
Ela deita na cama depois sorrindo.
-Faço sexo oral, mas não ejacule na minha boca, se não mordo essa porra.
-Está interessada em ganhar dinheiro, muito dinheiro? -alisando o rosto dela.
-Na cara não faço por nenhuma quantia, dizem que sou a cara da Flávia Alessandra. Só dos ombros pra baixo.
Ele beija o pescoço dela e morde a mucosa da orelha dela dela de leve.
-Que tal me dá mais uma hora, assim te explico como ganhar esse dinheiro.
Se cobrem com o lençol.
caco vai almoçar, olha a câmera o filmando, deixa cair um garfo, se abaixa e coloca o comprimido na boca e começa a comer, alguns minutos depois ele começa a se sentir mal e cai no chão.
Em casa Dado atende o telefone informando da morte do irmão e para ele ir ao IML liberar o corpo, ele desliga e olha para Marco, que se encontra sentado no sofá.
O camburão pára na pista por ver uma moça loira pedindo ajuda, desesperada e ferida.
-O carro em que eu estava com o meu namorado caiu na ribanceira, acho que ele tá morto.
-Vai ver. -fala o outro funcionário como outro.
Um deles sai e desce a ribanceira com a moça, ele se aproxima do carro amassado, ma não ver o corpo.
-Cadê o seu namorado?
Ela bate com uma barra de ferro na cabeça dele. E Nando com o colega de Dado tiram o outro funcionário do camburão.
No Instituto Médico Legal.
-É ele! -chorando Dado abraça Marco.
Fora do estabelecimento, na varanda.
-Quando vão liberar esse corpo, não gosto disso aqui.
Se aproxima um funcionário.
-Tenho um serviço de primeira para te oferecer.
-Não,já tá tudo arranjado, obrigado. -O funcionário se retira -Papa defunto de uma figa.
Ele olha uma senhora gritando e chorando.
-Você deveria ser mais convicente como aquela senhora.
-Aonde... já estou revoltado por ter gastado minhas lágrimas por aquele infeliz e fazer um escarcéu por um Zeninguém, me poupe.
O legista o chama.
-Deixa que eu vou. -coloca os óculos escuros.
-Ele quebrou o braço e fraturou o crânio.
-A queda.
-Ele tinha uma tatuagem? Pois disseram que ele não tinha.
Dado não encontra palavras para dizer.
-Me explique um fato muito curioso, como o seu irmão que tem sangue O positivo e no exame dá B negativo e como ele foi perder 5 cm de altura.
Dado coloca o braço no ombro do legista.
-Se eu lhe der 50 mil dólares você esqueceria todos esses detalhes?
-De onde vem 50 pode vim 80 mil.
-É você tem razão, gostei do senhor.
Liberam o corpo, é enterrado. E depois Dado vai buscar o dinheiro no banco com o tio.
Ele cheira o dinheiro.
-Rico. -sorrir -Tenho que colocar 80 mil na conta daquele legista.
-Não se esqueça do meu. -Nando.
Em casa Caco fazendo as malas.
-Você vai ficar no sítio até eu dá um jeito, você tá morto para todos.
Dado nota que o irmão não gostou.
-Prometo que vou dá um jeito nisso, deixe esfriar as coisas e vamos para a Europa.
Um mês depois, Dado visita o irmão, está com roupa nova, cheio de correntes, o cabelo com luzes.
-E você aí todo bem e eu aqui na merda, sem poder colocar os pés na rua. Eu não aguento mais ficar preso nessa casa. Você disse que iria resolver.
-Eu vou resolver. Você sempre foi ingrato, eu estou planejando o seu futuro, estou cuidando de você, como seu irmão mais velho.
-Cuidando de mim? -rir -Vai a merda, dispenso esses cuidados.
Dado ao voltar para casa soube que não pode mais mexer no dinheiro, descobriram uma cartela de comprimidos nas coisas de Caco.
-sabe o que são esses comprimidos? -O investigador.
-Não faço a menor ideia.
-Muito estranho você perder o seu irmão e está com o carro do ano, roupa de marca.
-o que o senhor quer dizer com isso? Acha que não estou sofrendo?
dado reúne Marco e Nando na casa onde está Caco.
-Eu vou contar tudo! -Caco.
dado aponta uma arma par o irmão.
-Você fica aí, se você se mexer eu atiro.
-Abaixe essa arma Dado. -Nando.
-Eu não cheguei tão longe pra morrar na praia.
Caco senta-se.
-É hora nde nos acalmarmos, vão exumar o cadáver. -Marco.
-Se houver exumação. Pois não há exumação sem cadáver.
-Você está planejando violar um túmulo? Você tem ideia da quantidade de crimes que já cometemos?
-Nunca soube de ninguém que permaneceu preso por violar um túmulo nesse país.
A noite golpeiam o coveiro e colocam os cães para dormirem e embaixo de muita chuva tiram o corpo.
No dia seguinte Dado recebe a visita do investigador.
-Muito interessante logo agora o corpo do seu irmão desaparecer não é senhor Eduardo?
A noite ele recebe uma ligação do colega de trabalho.
-"A polícia está investigando o caso, e eu tenho muita coisa interessante a dizer, mas espero uma boa oferta para permanecer calado".
-Você ccontando você também vai ser preso seu idiota.
-"Eu não tenho nada a perder, já você...". -desliga.
-Droga.
No dia seguinte, Dado no trablho olha para o colega e se aproxima dele.
-No fim do expediente lhe entrego o dinheiro.
No fim do dia, todos foram embora, só permaneceu Dado e o colega, dado vai falar com o colega.
-Sabe uma qualidade que eu admiro nas pessoas é a ambição. Ma sambicioso idiota ninguém merece.
-O que você disse?
dado enfia o gancho que pendura as carnes no pescoço do outro, esse cai no chão sangrando muito e se estribuchando.
-Gostava de você, mas uma coisa aporendi, temos que eliminar os idiotas que ameçam os meus planos.
Corta o pescoço com a machadinha, e depois corta em vários pedaços.
No outro dia, ele fecha o caminhão.
-Já colocou toda a carga no caminhão?
-Já senhor.
-E o Frederico ainda não veio?
-Não senhor.
Um mês depois.
-Prenderam o homem que roubava corpos de cemitérios e ele disse que roubou o corpo do meu irmão, logo a grana foi liberada. Deus está conosco. -Dado brinda com Nando e Marco. e rirem.
-Qual é a senha do banco? -Marco pergunta.
-O número calçado por mim e caco, a altura do meu tio mais a sua idade. Vou retirrar o dinheiro no banco. -guarda o cartão no bolso do casaco e Marco lhe dá um abraço se despedindo, e logo se retira
-Eu vou tirar Caco de lá, Dado está louco. -diz Nando a Marco ao sair Dado.
Nando desamarra Caco da cama, este está fraco.
-Venha, vamos sair daqui.
Guarda todo o dinheiro que encontra na mochiola, e dá alguma coisa para Caco comer.
dado ao chegar no banco nota que está sem o cartão e se lembra do abraço de Marco.
-A quantia já foiu transferida senhor. -ela entrega o comprovante ao rapaz.
O rapaz do outro lado da mesa era marco com um sorriso largo nos lábios.
De um telefone público.
-Tenho uma denúncia a fazer. -dado.
Marco numa fila de embarque, se aproxima dois policias, ele vai se retirar, mas é parado por eles e algemado.
Na estação de metrô caco e Nando.
-Droga policiais, corre. -Nando.
Correm, atropelando as pessoas, Caco deixa cair a mochila, esta cai no trilhos do metrô.
-caco vamos!
Caco tenta pegar, mas não consegue, se esforça mais e cai e o metrô passa.
-Caco! -Nando dá um grito.
Um policial o ver, chega outro metrô, Nando entra nesse e pelo vidro ver um monte de gente se reunir na plataforma para ver o corpo do rapaz retalhado, ele senta e se abraça chorando.
dado chega em casa, mas não encontra Caco, nem o dinheiro.
-Meu dinheiro. -derruba uma mesa -Caco! -chuta uma cadeira e joga o abajú contra a parede.
A loira prostituta num bar.
-Uma cerveja.
Olha para o noticiário na Tv da morte de um jovem na Estação do metrô.
-Conhece?
-Não, coitado tão jovem. Tem um cigarro?
dado andando na rua desorientado.
-Meu dinheiro... Meu dinheiro. Onde está o meu dinheiro? -pergunat as pessoas que passam por ele- Onde escondeu meu dinheiro? Ele sacode um garoto, logo a mãe aparece e pega o menino pelo braço e se retira o chamando de doido -cadê meu dinheiro. -procura numa latra de lixo.
Num Resort jantando Marco, o legista o ver do bar e vai até a mesa dele.
-Te conheço de algum lugar?
-Não, acho melhor que não. Entendeu? -ele se retira deixando na mesa dinheiro.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Otage- Capítulo 26.

Manuela aos 15 anos vê uma lista.
-Caimos na mesma sala prima. -Carol a abraça -Olhe o nome de Pedro aqui.
Elas entram na sala.
-Vamos estudar juntas maninha. -Pedro.
-Que pena.
Ela se bate com um rapaz e deixa cair os livros.
-Ai!
-Desculpa.
Ele pega os livros e os coloca na mesa, a olha.
-Marcos. -oferece a mão.
-Manuela. -apertam a mão.
-Manu.
-Elís?
-Eu não sabia que você vinha para esse colégio. -se abraçam.
-Que legal.
No intervalo, ela vê Carol com várias meninas ao seu redor.
-Quer um sanduiche? -Pedro.
-Me deixa em paz.
Ela senta-se no banco do pátio.
-Oi. -Manuela vira-se -Eu sou nova e queria fazer amigos, me chamo Ingrid e sou da sua sala.
-Manuela.
-Posso te chamar de Manu?
-Claro, todos me chamam assim.
-Vamos sair daqui, vamos para a biblioteca?
-está bem.
-Aqui tem cada coisa linda. Olhe aquele.
-É meu irmão.
-Ai, desculpa.
-Já vou avisando que é um chato.
Aparece Elís.
-Confundi o banheiro masculino com o do feminino.
-E aí?
-Tive que bancar a lésbica... Menina,eu não sabia que os meninos da nossa idade são bem dotados. -ri.
-Ai gostei de você. -Ingrid.
-Ingrid essa é Elís, Elís essa é a Ingrid.
-Prazer. -as duas.
-Estamos apresentadas. -Ingrid.
-Estão indo pra onde? -Elís.
-Para a biblioteca. -Manuela.
Elas entram na bibioteca e sentam a mesa.
-Posso sentar com vocês?
-Pode. -as três.
Heitor, e o nome de vocês?
-Vem comigo Manu. -Elís.
Se aproximam de uma mesa onde está uma senhora.
-Gostaria de pegar esse livro. -Elís.
Elís olha para um rapaz.
-Curte só livros ou outras coisa?
-Elís. -Manu bate com o cotovelo no braço de Elís.
-Assine aqui. -a senhora.
-Gosto de rock.
-Eu sou bem, eclética em relação a música e a meninos.
-aqui.
Ela vai se retirar com Manu.
-Espera aí! Você não disse o seu nome.
-Elís.
-Bruno.
Bate a sirene, ela ao sair ver Carolina, Elís e Ingrid conversando como velhas amigas, nem notaram que ela também estava ali, se afasta.
Ela toma um empurrão e cai no chão.
-Desculpa. -a levanta -Parece que sempre vou te derrubar. -ri -É que uma pessoa esqueceu um livro na minha mão, mas pelo que já vi, entrou num carro. Tem alguma coisa para fazer em casa agora?
-Não.
-Vem comigo, tomar um sorvete.
No outro dia, ao sair da escola, ela vê no pátio Marcos e Carolina se beijando.
Ela entra no banheiro chorando e se olha no espelho.
-Desgraçada!

Otage -Capítulo 24 e 25.

Capítulo 24.

Manuela aos 12 anos desenhando Carolina sendo esfaqueada, ela rasga o desenho, sai do quarto, vê a porta do quarto do irmão entre-aberta e vê o irmão e Carolina se beijando.
Desce.
-Vai aonde? -A mãe.
-Na locadora.
-Vê se não demora.
Ela chega na locadora e olha o rapaz colocando a placa de fechado.
-Espera.
Ele deixa ela entrar.
-Quer locar o quê?
-Meu primeiro amor.
Ela suspende a saia, ele olha para as coxas dela, estufa o peito e depois olha para os seios dela.
Quando viram, ela estava encurralada na parede, as fitas todas caindo e ela pela primeira vez se sentiu desejada.

Capítulo 25.

" Bruno Santanna -17 anos.

Como não acredito que vamos todos juntos ver o conteúdo desee diário, eu decidi escrever o que será lido nas próximas linhas. Tenho a certeza que alguém vai abrir esse diário antes, espero que seja a Carol, para ela saber quanto a odeio e porquê.
Agora se todos um dia se encontrar para abrir esse diário, espero não esteja no dia eu ou Carol.
Meu pai, Eduardo Santanna, trabalhou nas empresas do pai de Carol, ele era Contábil. Ele dedicou a sua vida aquela empresa, até que o api de Carol o demitiu, ele amava o trabalho, o acusaram de desfalcar a empresa, não acreditaram nele, não deixaram ele se defender, nuncxa acharam nada que provasse que ele fez isso. Ele era o homem mais honesto da face da Terra.
Ele morreu amargurado por não poder limpar a sua imagem, perdemos todo o conforto, minha mãe caiu doente, a vi morrer, sem poder fazer nada para ajudá-la.
Meus tios continuaram me dando os estudos, conheci há três anos a filha do homem que completamente matou o meu pai, ela não sabia quem eu era, mas eu sabia muito bem quem era ela. E pretendo fazer o pai dela sofrer através dela.

07/12/1988

Sem título, sem nome.

Foi encontrado estendido no asfalto
Se tratava de um homem alto
Com os seus vinte e poucos anos
Dava para ler em seu rosto os seus planos
O nome ninguém sabe
Profissão desconhecida
Só me lembrava o rosto da senhora estarrecida
O relógio marcava meio-dia em ponto
Foram cinco tiros, minha mulher viu tudo
-Há um corpo estendido no chão
O outro desapareceu, quem o vê fica mudo
Ninguém acreditava que tinha acontecido na Oceânica
Riam por acharem que era uma crônica
Mas se tratava de um conto
Em que o principal protagonista estava morto
-Há um homem caído no chão
Começaram as deduções, tinha gente que jurava que ele era torto
Outros diziam pela fisionomia que se tratava de um trabalhador
Diziam que trabalhava na rua de trás
Como se fossemos parentes começamos a lamentar a dor
Não poderia ser má pessoa por não ser um homem de cor
Será que toda a vida de uma pessoa pode ser percebida só pela fisionomia?
Ficava parado com os olhos diante do horror
-Há um homem caído no chão
Se você ver o corpo, não fique parado
Como se naquele momento nada estivesse mudado
-Há um homem caído no chão
O nome ninguém sabe
Profissão desconhecida
Só o que se sabe é que há alguém procurando alguém que não existe mais.

Releituras.

Amigos


Uma das coisas que eu mais admiro da vida é a oportunidade de conhecer pessoas. Sempre procurei amigos que fossem diferentes de mim, não tão tímidos, que não se achem, que falassem muito. Eu quando gosto de uma pessoa, eu faço de tudo para não perdê-la. quando não gosto, não tem como essa pessoa ter a minha amizade, sei que não devemos ser assim, mas sou assim.
Uma vez ouvir num programa de televisão um apresentador falar que amigos é a segunda família que Papai do céu permitiu que tivéssemos, e essa frase eu guardei, eu sou muito observador, então qualquer frase que uma pessoa diga, se me marca de alguma maneira, eu guardo.
Tem os amigos do colégio, da faculdade, do trabalho, da igreja, da rua, todos de alguma maneira guardados no meu coração. Me lembro quando me reunia com os meus amigos da época da escola ( engraçado o ser humano sempre classificando, parecendo que só foi amigo na época da escola) e falávamos mil besteiras. Que época boa! É a fase que eu sinto mais saudades. Engraçado que os meus melhores amigos, eu os julguei antes de os conhecer, eu não queria estudar naquele colégio, então via todos com maus olhos, e naquele colégio eu fui muito feliz. Digo que a minha vida daria um livro ou um dramalhão mexicano, e essa época eu dedicaria um capítulo inteiro nesse livro ou dramalhão mexicano.
Amigo é se comportar como bobo e nem ligar, é abdicar de uma coisa que você quer muito em favor dessa pessoa, é beijar no rosto do seu melhor amigo não se preocupando o que as pessoas vão achar ( os animais não economizam afeto, já nós humanos economizamos devido ao que o outro vai pensar) é dar amor sem pedi nada em troca, é não aceitar os erros do seu amigo e sim compreendê-lo - tenho muitos defeitos e brinco dizendo que herdei todos da minha mãe e as qualidades não sei de quem ( é mais fácil culparmos os outros pelos nossos erros do que a nós mesmos) - é ser um bom ouvinte algumas vezes.
Quando perdi no vestibular foram eles que não me cobraram, só me deram carinho naquele momento. E quando passei foram com eles que preferir comemorar. Amigo não tem idade, aprendi tanto com as pessoas mais velhas quanto com as pessoas mais novas do que eu. Teve uma fase na minha vida que eu tentei suicídio, na fase aborrecente da vida, achava minha vida uma droga, um tédio, achava que a minha vida não tinha sentido. Hoje a nova maneira que eu enxergo a vida devo a alguns amigos, eu tinha mania de contar os meus problemas, agora creio se você sorrir pra vida, ela sorrir pra você.
Infelizmente alguns desses amigos perdi contato e sinto muitas saudades deles e me dói em pensar que jamais possa encontrá-los de novo. O amor, uma casa, um conhecimento, a euforia, a juventude passam, só os amigos que ficam.
Aprendi a gostar de forró com uma amiga, aprendi a rever certos preconceitos que eu tinha com amigos, aprendi a ter paciência com amigos pacientes, deixei de ser menos comodista vendo amigos que não eram. Teve uma vez que briguei com a minha irmã e com namorado dela, ai ela saiu de casa, eu procurei ela até em lugares perigosos, e nesse dia revi um amigo da época que ainda era criança, e ele me ajudou naquele momento a procurar a minha irmã, mesmo depois de tanto tempo, ali foi uma grande prova de amizade dele. Eu aproveito esse momento para dizer a esses amigos que os amo muito, indistintamente cada um.
Se você leu esse texto até aqui, espero que tenha atingido o meu objetivo que é esse conselho, ligue para o seu melhor amigo e diga a ele que ele lhe faz bem. Se ele tiver perto de você, o abrace e pergunte como foi o dia dele ( com a correria do dia a dia esquecemos de perguntar as vezes como foi o dia das pessoas que amamos).
Por fim, sempre quando encontro um amigo que não vejo há muito tempo, me passa um filme pela cabeça de todos os momentos que vive com essa pessoa. E sabe o que eu peço? Que mesmo eu ainda velhinho ainda possa reencontrar esse amigo e me emocionar ao lembrar esses momentos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Releituras.

A família do Marvin.


Numa sala de aula ocorre uma reunião.
-Quem são os pais de Marvin?
Dois homens levantam a mão.
-Nós somos os pais de Marvin, este é o meu marido.
No dia seguinte notei tudo diferente, as pessoas me olhavam diferente.
-Bom dia classe. Marvin vai para a sala da diretora.
-Por quê?
-Porque sim.
Me chamo Marvin, tenho 11 anos, estou na quinta série, meus pais são Igor Bittecourt e Flávio Figueira. Meu pai biológico, Igor, decidiu se mudar para Argolinha, uma cidade pequena e pacata, mas por causa da chegada dessa mais nova família foi abalada.
-Já em casa filho. -Flávio.
Pai Flávio era artista plástico, escultor.
-O que foi?
-A diretora pediu para eu voltar para casa.
-Mas pago a mensalidade da escola para você ficar lá.
-Ouvir piadinhas, como o filho do casal anormal.
Meu pai Igor foi procurar emprego, ele é Consultor de vendas.
-Qual a sua opção sexual?
-Por que essa pergunta? Eu não entendo onde vai interferir minha orientação sexual no meu trabalho.
-Tem pessoas que querem ser uma coisa que não foram feitas pra isso. Imagine que você faz bolos e alguns desses bolos sairam com anormalias. O que você faz com esses bolos? Os afastam dos bolos perfeitos e elimina a forma defeituosa, para não produzir mais esses bolos.
-Eu entendi onde o senhor quer chegar, com licença. -Se retira.
Na escola, a professora saiu da sala para atender a mãe de um aluno.
-É incabível o meu filho conviver com esse menino que convive numa pouca vergonha.
-Mas é bom o seu filho saber que existe diversidade.
-Diversidade, sei lá o que esses pais ensinam a esse menino, depois espalha essa tal de liberdade sexual na cabeça dessas crianças. Por isso que o mundo está cheio desses anormais.
Gostava da companhia de Maria Lúcia.
-Eu não posso ir com você.
-Por quê?
-Os meus pais disseram que você não é uma boa companhia pra mim, por causa dos seus pais, que não é certo dois homens viverem juntos.
-Eu não concordo. Se eu me apaixonar por um homem um dia, eu vou deixar de viver esse amor porque alguns não vêem isso com bons olhos? Não, eu vou viver esse amor. -Se retira.
Meu aniversário tinha chegado, mas ninguém apareceu. O meu pai Igor me olhou, eu estava desapontado, subi e me tranquei no quarto.
-Marvin! -Era uma voz vindo lá de fora.
Abrir a janela, era Maria Lácia.
-Parabéns.
Eu sorrir.
Meus pais no supermercado, Flávio olha um rapaz que passa.
-O que é isso? Não pode olhar pra ninguém a não ser pra mim. -Pai Igor coloca as mãos no rosto de Flávio e sorrir.
-Mas só tenho olhos pra você, ficaria horas perdido no tempo olhando para o seu rosto, sei cada parte dele, pois quando o olho você, você desperta o que há de melhor em mim.
-Que descaramento. -Uma senhora.
_O quê? -Igor.
-Desavergonhados.
-Se é descaramento amar, pois amo. Então sou com muito orgulho descarado.
-Igor chega.
-Essa senhora que começou. -Se retiram
Na cama.
-Hoje faz 3 anos que te conheci. -Igor.
Igor olha para Flávio.
-Me lembro de cada detalhe daquele dia, a roupa que você usava, o seu sorriso, aquela linda manhã de setembro. O seu cavanhaque cafona. -sorrir-Eu disse pra mim mesmo que você seria meu um dia.
-Me lembro também daquele dia, quando te vi, eu me perguntei porque aquele homem bonito olha pra mim, um sujeito tão simples, ali naquele dia, eu tive a certeza que encontrei o homem da minha vida.
Entra eu e deito entre os meus dois pais, meu pai Igor me abraça e alisa o rosto de Flávio.
-Eu já disse que os amo muito?
-Se disse, é sempre bom repetir não é Marvin?
-Os amo muito.
Eu indo para a escola, vejo Felipe que não fala comigo.
-O que foi? Por que não fala comigo? Éramos tão amigos
-Minha mãe proibiu de conversar com você. Mas quero continuar conversando com você.
-E por que não conversa?
-Os seus pais, eles são diferentes.
Nesse mesmo dia dei o meu primeiro beijo em Mria Lúcia.
-Desculpa.
-Por quê?
-Por não ter compreendido os seus pais.
Pai Igor contou logo a novidade a pai Flávio.
-A chama pra jantar aqui em casa. Faço minha melhor receita, bacalhau.
No dia seguinte ela foi almoçar em casa.
-Gosta mesmo do meu filho?
-Muito.
-Então gostarei de você muito.
Que pena que também não poderei jantar na casa dela, os pais dela não concordaram com o namoro.
No colégio, eu estava entrando no colégio e vinha atrás o carro trazendo Felipe.
-Bom dia Marvin. –Felipe coloca a cabeça pra fora do carro.
-Bom dia.
-Eu já disse pra você não falar com esse menino. –A mãe de Felipe.
-Eu não tenho nada haver com a vida dos pais de Marvin levam ou deixam de levar, só me interessa que ele é é o meu amigo, é legal e me faz bem. –se retira do carro e foi falar comigo.
No final do dia, minha casa recebe a visita da professora.
-Marvin tem recebido notas baixas, tem se comportado diferente. E certos colegas dele o isolaram quando souberam a história dos pais dele. Eu recomendo que vocês voltem pra cidade, a cidade grande é mais condescendente em relação a certas opções de vida.
-Você acha que eu não sofro por ver o meu filho sofrendo? Eu sofro muito, pois sei que o problema dessa gente não é com ele, é comigo. Violência e preconceito existe em qualquer lugar, não é justo que eu tenha que me mudar por causa de uma ou duas dúzias de pessoas. Eles não pagam minhas conto. Não devo nada a eles e nem a justiça. Eles não tem nada haver se amo ou deixo de amar um homem. Só devo satisfação aos meus pais e ao meu filho.
No fim de semana meus pais me levaram para pescar, enquanto estava feliz com o meu primeiro peixe, eles conversavam.
-Como queria que os meus pais fossem como os seus, compreendessem a minha opção sexual. Meus tios diziam que eu tinha problema, todos os meus amigos namoravam, menos eu.Se um homem não aparece com uma namorada, logo é cobrado. Mas vi que o problema não era comigo, era com eles que não compreendiam o meu modo de ser. –Igor.
-Minha mãe falou uma vez uma coisa que me emocionou muito. Que o fato de eu ser gay ela não deixaria de ser minha mãe como em um passe de mágica, e era por esse fato que ela disse que não poderia deixar de me amar.
Meus pais me levaram a uma festa de uns amigos deles.
-Não vou cantar hoje, vou ler uma poesia de Carlos Drumond de Andrade, o amor segundo Drumond. –Uma moça. –Quando encontrar alguém e esse alguém fizer o seu coração parar de funcionar por alguns segundos, presta atenção:
- Pode ser a pessoa mais importante da sua vida!

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fica alerta:
- Pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que você nasceu!

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem de água nesse momento, perceba:
- Existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
- Deus te mandou um presente divino: O AMOR!

Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca, receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se:
- Vocês foram feitos um para o outro!

Se por algum motivo estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura:
- Você poderá contar com ela em qualquer momento da sua vida!

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijama velho, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não conseguir trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não conseguir imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo...e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se preferir morrer, antes de a ver partindo:
- É o Amor que chegou na sua vida!

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. É o livre-arbítrio.
Por isso, presta atenção aos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia te deixem cego para a melhor coisa da vida: - O AMOR!!


Veio a festa da formatura da turma , a chegada da vez do meu nome se aproximava, olhei para os meus pais.
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Marvin sentado na escada, senta ao lado Igor.
-Filho, ta na hora de você saber uma coisa, eu não quero que você saiba isso por terceiros , até de uma forma distorcida. Eu amei a sua mãe um dia, e não foi a toa que eu o tive, mas acabou e agradeço por ela ser minha amiga hoje. O seu pai tem um namorado, e eu o amo muito, como amo muito você também, e eu pretendo passar o resto da minha vida com ele.
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A mãe de Marvin morre num acidente de carro, onde também estava Igor.
Marvin no hospital, ver Flávio sentado num banco chorando.
-É você o namorado do papai?
-Sim, sou eu.
Marvin o abraça.
-Papai vai sair dessa não é?
-Vai meu anjo... Vai.
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-Marvin Bittecourt.
Eu subo no palco.
-Antes de começar o meu discurso, quero ler o conceito de família que achei em um dicionário: Pessoas aparentadas que vivem em geral, na mesma casa. Não diz se deve ser obrigatoriamente formada por um pai e mãe, ou um pai sozinho ou uma mãe sozinha ou dois pais ou duas mães. A minha família tem brigas, dá risada, chora, se reúne pra assistir televisão, os seus membros se amam muito, tem contas pra pagar no final do mês. Enfim é uma família como qualquer outra.
-Isso é uma imoralidade. –Uma senhora se levanta e se retira.
-Imoral é alguém roubar uma vida de uma pessoa, mentir, pegar uma coisa que não lhe pertence. Isso aprendi com os meus pais, tudo que sou devo a eles. E posso garantir que sou muito feliz . Sei que não vou mudar o mundo, também não planejo isso, quando eu nasci ele já existia. E não me envergonho em ter dois pais. Por que me envergonharia de duas pessoas que só me deram amor. – chorando abraço os meus pais.
Um homem se levanta e bate palmas e todos os outros depois seguem o exemplo.
Continuei jogando futebol com meus dois pais nas tardes de domingo e a parte que eu mais gosto de casa é o retrato da minha família na estante.


A família de Marvin nasceu de uma história de um colega da facul. Na época, não vou esconder que fiquei assustado ao ir a casa dele e ver ele morando com um outro homem e chamando esse homem de forma carinhosa de amor. Depois ele me contou que tinha um filho, aí eu fiquei me perguntando como era a relação desse menino com o pai e seu companheiro e a mãe. E há tempos eu também era cobrado por uma outra amiga para retratar esse tema no blog. Ao escrever o texto tive a preocupação que ele não contesse trechos de beijos, relações sexuais, como outras obras do gênero, pois esse não era o objetivo do texto, mas sim mostrar o cotidiano dessa família e o lado do preconceito.Espero que eu tenha atingido o meu objetivo.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Otage-Capítulo 23.

Manuela foi ver o corpo da amiga, pegou na mão dela e começou a chorar, alisou o rosto dela, ajeitou o cabelo e beijou-a no rosto.
-Desculpa.
-Pega o bebê e o coloca no colo, imaginando o filho que não pode ter.
Heitor encontra Tadeu num supermercado.
-Tadeu.
-Heitor.
-Como está?
-Gostaria de estar melhor.
-Por quê?
-Eu sou soropositivo.
-Eu também não tenho muito tempo de vida, talvez morra primeiro que você, eu só tenho dois meses de vida, eu estou com câncer.
-E porque não vai se tratar?
-Eu sei que vou morrer, eu não quero morrer num hospital, quero morrer vivendo, não vegetando.
-Eu soube da Elís, era uma boa pessoa, do pouco que a conhecia.
-Nem todos aparentam o que são realmente.
-Por que fala isso?
-Por nada. Será que encontramos os mortos quando morremos?
-Não sei, mas por quê?
-Eu tenho medo de reencontrar com uma pessoa.
Caio está conversando com uma mulata bonita, sua assessora.
-Já está marcada sua próxima exposição. O que foi Caio? Estou te sentindo abatido.
-Fazemos coisa que nem acreditamos que fazemos Suzana.
-Por que não janta comigo essa noite?
-Esses dias eu não estou como boa companhia a ninguém.
-Engano, você sempre é uma boa companhia. -o beija.
Toca a campainha.
-Desculpa.
-Com licença.
Caio se levanta e abre a porta, era o carteiro, ele assina e pega a correspondência, a abre.
"Eu não morri, vou me vingar, um por um".
Ele começa a chorar.
-O que foi Caio?
-Não fale nada, só me abrace.
Manuela sai do banho, ouve a campainha tocar, abre a porta, era o investigador.
-Seu irmão fugiu.
-O quê?
-Não sabia? Não viu na televisão?
-Onde será que ele pode estar? Ele não podia fazer isso, faltava só 3 anos.
-Saiba que não tente ajudá-lo,eu vou pegá-lo, estou de olho em você. -Se retira.
Ela fecha a porta.
-Idiota.
Ela vai até o túmulo de Marcos, coloca um buquê de rosas para ele.
-Aproveite bem, porque conto os anos para passarem para ser sua do outro lado.

O que ando ouvindo.

Comecei a ter o hábito de pegar ônibus ouvindo meu mp3, primeiro que o trânsito de Salvador, principalmente Iguatemi transbordo ( a noite) e Rótula do Abacaxi está caótico,. o primeiro dá vontade de você sair correndo do ônibus, ou se jogar da janela, ou que se abrisse um buraco no chão, dá agonia você ficar mais de vinte minutos parado ou não passar dos 10Km/h. Enfim, mas o objetivo da postagem não é essa, e sim informar o que ando escutando, como eu fiz na postagem O que ando vendo na TV, gostaria que quem comentasse, informasse se gostou das indicações, sugerisse. Desse sua opinião.
Não me canso de ouvir Legião Urbana, pra mim Renato Russo, é um dos melhores compositores que já existiu, as letras dele, as evzes contando uma história, as vezes retrando partes da vida dele, outras bem confusas, mais extremamente artisticas. Uma que não sai do meu repertório é o cd Paralamas e Titãs, tá foda relembrar o melhor do rock da década de 80, as melhores músicas do trajeto dessas duas bandas que eu adoro.Curto também ouvir Aviões do Forró, axè ( Ivete, Cláudia Leitte, Banda Eva - acho que depois de Ivete saulo é o melhor vocalista que a banda já teve- Cheiro de Amor -estou começando a gostar da banda, a cantora está se encontrando na banda e ela está caminhando para um rumo cada vez mais misturando axé e pop-Chiclete. Gosto ainda de ouvir Milton Nascimento, Maria Rita ( principalmente o cd dela de sambas, é bem interessante), Nando Reis, que pra mim escreve músicas como ninguém na atualidade. Gosto do novo cd de Wanessa da Mata multishow e Ana Carolina dois quartos, que está bem intimista, com músicas bem provocantes, com as música que não saem do repertório e sempre com aquela mistura que ela sabe fazer.
Internacionais, gosto muito de Queen, The doors, Extreme.
Enfim eu sou fã de ouvir música, e sou daqueles que escuta e canta junto com o cantor, mesmo cantando mal que só, não sou nenhum critico de música, só coloquei o que gosto de ouvir.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Otage- capítulo 22.

-Deu o quê?
-O que já esperávamos, é Carol, amanhã voltamos. -Pedro.
-O corpo deve está fedido. -fala Ingrid.
Elís relincha.
-Oh burra, passaram formol no corpo.
-Vocês não setem remorso? -Pergunta Caio.
-Quem sentirá remorso de Carol, só quem não a conheceu. -Bruno.
-Ela vai ser cremada, a boazinha disse que seu último desejo era que suas cinzas fossem jogadas por todo o jardim da casa. -Manuela completa.
No velório, colocam o corpo na câmara de cremação e todos choravam, mas eram lágrima de crocodilo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Releituras

Indecência

Algumas vezes vem aquela louca vontade de soltar um porra. Putz, xinguei, espero que nenhum dos meus tios leia isso. Senão, vão descobrir que também xingo as vezes.
Porra para o desemprego;
Porra para as criancinhas na sinaleira;
Porra para os pais que perdem os seus filhos para a violência;
Porra para a morte que cada vez mais leva nossas crianças;
Porra para a AIDS, a droga e a prostituição das mulheres que ainda brincam de boneca;
Porra para o analfabetismo;
Porra para a nossa falta de compromisso para com o outro;
Porra para nós que aceitamos ser prisioneiros na nossa própria casa;
Porra para os maus tratos contra animais, mulheres, idosos e crianças;
Porra para o preconceito;
Porra para o desmatamento;
Porra para a corrupção;
Porra para os políticos;
Porra para a imprensa que deforma antes de informar;
Porra para as pessoas que não tem teto;
Porra para os olhos e mãos fechadas do governo;
Porra para educação que deseduca;
Porra para nós que não temos tempo nem para nós mesmos e muito menos para os outros;
Porra para a mentira e a inveja;
Porra por termos tirado a inocência de nossas crianças;
Porra para o buzu lotado;
Porra para o engarrafamento;
Porra para tanto imposto;
Porra para a falta de dinheiro;
Porra para o aborto;
Porra para nós que abortamos o nosso tempo;
Porra para a calúnia e a difamação;
Porra para a falta de ideia;
Porra para a falta de paz;
Porra para a juventude desorientada;
Porra para a desonestidade;
Porra para a insensibilidade;
Porra para as ideologias erradas;
Porra para os que sofrem sem ser acalentados;
Porra por sermos tão acomodados.


Apenas 18 anos


Menino quero fazer morada em seus braços
Quero me perder em seus beijos
Quero o teu corpo ardendo junto ao meu
Desejo ser somente seu
Vamos provocar diferentes reflexos nos azulejos
Com seus cabelos loiros iluminados pelo sol
Me perco vendo essa imagem de noite
Menino me leve para debaixo do seu lençol
Quero minhas pernas entre as suas pernas
Quero sentir meu corpo dentro do seu
Vamos mudar a nossa sorte
Na cama não falta cenas
Pêlo com pêlo, as bocas grudadas e respiração ofegante
Venha ser o meu amante
Você rir ao ver o meu olhar devasso te despindo
Mas quero continuar te sentindo
Cada toque, cada carícia, cada beijo
Apenas 18, mas tinha a experiência de 40
Corpo de 20 e cabeça de 30
Sem esperar os nossos corpos se encontraram
O errado e o errante se doaram
Se amaram
Quem disse que nossos retratos não se combinam?
É uma questão de foco, de fotografo, de luz
É questão de amor
Menino nunca imaginei que iria gostar tanto do seu corpo nú
As suas mãos que me dominam
Nunca imaginei viver esse tipo de amor.

Otage -Capítulo 21

-Já vou me deitar.
Manuela se retira enquanto os outros assistem a TV.
Ela entra num quarto, entra no guarda-roupa que há vários espaços para a ventilação, demora algum tempo, ela acorda por ter cochilado e vê Carolina e Marcos transando.
Ela vendo o sorriso de Carolina durante o ato, tinha vontade de arrancar os lábios dela, porque ele sempre os procurava.
Por que ele escolheu a ela? Se ela não existisse? Talvez ela teria uma chance.
Carolina era mais bonita, era tudo mais do que ela. Ela estava tendo um orgasmo e Manuela sentia o orgasmo como se em vez da Carolina ele a penetrasse.
O que o corpo dela tinha que fazia todos os homens a olhar?
Manuela andava na rua ninguém a reparava. Se Carolina chorasse todos se comoviam, se ela chorasse nem a mãe perguntava o que ela estava sentindo.
Era tudo para Carolina, para ela, nada.
Era nela que ele beijava os seios e lambia a orelha. Era ela que arranhava as costas do homem que ela ama. Depois eles dormiram, ela sai do quarto, o irmão ainda assistia a televisão. Ela foi para o quarto, Elís não estava lá.
Se olha no espelho e desabotoa a blusa, viu os seus seios, Carolina concerteza tinha seios mais bonitos do que os dela, depois os esconde abaixo da blusa, pega um cigarro, o acende, o traga. Enquanto as pessoas afogam as mágoas na bebida, ela afoga as suas mágoas no cigarro, já que não pode afogar a prima. Ao amanhecer, Manuela vê Ingrid chorando.
-O que foi?
-Ela o denunciou, ele está sendo processado e pode ser preso, não pode mais trabalhar como analista, sua licença foi caçada... Ela não podia fazer isso.
-Não fica assim.
-Ela sempre tem que se meter na vida dos outros, eu a odeio.
-Se vingue dela.
-Se eu pudesse a matava.
Bruno entra no quarto de carolina,abre uma gaveta e pega o par de brincos de diamantes de Carol.
-Ele sai.
-O que está fazendo aí? -Manuela.
-Nada, pensei que tinha alguém no quarto.
-O que os brincos de Carol estão fazendo em suas mãos? -ele tenta os esconder -Eu já vi, quanto quer por eles?
-Carolina tem uma dívida comigo, nada paga.
-Eu posso contar que tem um ladrão entre nós. -ele dá os brincos a ela e se retira.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O rencontro de dois sujos numa noite suja.

Este poema foi uma das postagens mais comentadas no blog, e alguns amigos queria que eu fizesse o reencontro destes dois. Ele foi postado já há uns quatro ou três meses atrás e demorei de escrever esse reencontro, pois não queria decepcionar as pessoas que leram o primeiro, aí ontem veio a inspiração e saiu isso, espero que gostem e está atendido o pedido.
Primeiro leia o primeiro encontro deste dois sujos, se você não conhece essa postagem, logo abaixo está o reencontro.


Dois sujos numa noite suja.

Me lembrei que eu não perguntei o seu nome
Nem pedi seu telefone
Muito menos o endereço
Pra quê?
Sempre fui uma pessoa sem compromisso
Naquela noite te conheci com apreço
Quem dera! Seria um infâmia se escrevesse isso
Mas escrevo, temos que imortalizar a nossa melhor transa
É isso mesmo, você onde estiver saiba que me deixou na fossa
Com saudade daquela transa
Se é moça não leia o resto, pra não ficar ruborizada
Não estou aqui para ditar minhas qualidades, pois não escreverei sobre isso
A comi com ferocidade, tinha cara de moça e corpo de puta
Eu era o imperador desbravando o sexo dela
Se sentinddo todo dono entre as pernas dela
Com toda minha virilidade e com muita força
Ela gritava e gemia querendo o meu néctar
Nos beijavamos até ficar sem ar
As horas passavam e você não cansa
Digo entre os dentes que me fez suar
Eu achando que era o caçador, na verdade era a presa
Se as paredes falassem
Ela era uma mulher para deixar o melhor amigo do homem duro por muitas horas
Fazia cada coisa com ele
Ora na boca ora na mão e a surpresa
Foram incontáveis as posições, ela tinha imaginação
Não sou religioso, mas me fez dizer Amém
Ela me provocava e eu só tendo a fascinação
O meu rosto entre os seus seios
Me fez lembrar das outras
Olha que não foram poucas
A priminha, a colega da escola, o casal de sapatão
Para conquistar o produto não importa os meios
Você me fez lembrar da fugacidade da juventude
Me fez feliz na plenitude
Ao acordar lhe ver de bruços na cama
Noto que tem uma tatuagem nas costas
Nas horas acaloradas você não nota muitas coisas loucas
Fui tomar um banho e ao voltar você sumiu
Se eu não lhe ver mais, espero com esses versos faça você se lembrar de nós dois na cama
Em uma certa noite fomos eternos amantes.


O reencontro de dois sujos numa noite suja.

Depois daquela última transa
Pensei que não iria mais lhe encontrar
Estava com saudade de te penetrar
Depois de você nenhuma garota me satisfez
Você foi logo tirando a roupa sem dizer outra vez o nome
Eu te mostrei o meu pau e disse come
De novo você fez bem o serviço
Me fez dá um sorriso
Me fez parecer menino
Descobrindo o mundo entre as suas pernas
Juntos inventamos uma nova posição
Você ficou satisfeita com o tamanho da minha ereção
Fiquei diante de você sem ação
Você não tem noção como é gostoso fuder você nesse frio
Pergunto onde foi parar o seu brio
Por que não descobrir você antes
Para sermos para sempre amantes
A sua voz quente no meu ouvido
Falando certas coisas que só podem ser ditas confidencialmente
Me deixa até com o libido comovido
Digo após a nossa transa pra você especialmente
Que você é gostosa pra caralho
Gostaria de descobrir o seu atalho
Pra quando me desse vontade ir correndo
Queimar o meu corpo dentro do seu
Ao fim vejo você colocando a roupa de um jeito que nunca vi
Ai me dei conta que você não é minha
Pois quantos rapazes te encontraram na mesma esquina?
Ao sair você deixa um beijo no ar
Daquele jeito que só você sabe dar
Me cubro para relembrar cada detalhe dessa noite fugaz
Quem pediu pra sermos dois sujos numa noite suja rapaz.

A imagem refletida no espelho.

A imagem refletida no espelho sou eu?
Descobrir que não gosto do rótulo de santinho
Que não sou nem um pouco espertinho
Na verdade não sei se foi eu que te comi ou você que me comeu
Este espelho não é meu!
Quem disse que sou seu?
Aprendi que tem gente que não sabe amar
A vida não me ensinou a amar sem sofrer
As vezes acho que vou morrer por meu coração tanto doer
As lágrimas que caem não são minhas
As experiências vividas também não são minhas
As vezes quando olho para o meu espelho
Não gosto o que ele mostra
Você não entende quis tanto a liberdade
Que tive medo ao me ver preso a você
Gostaria de saber em que tempo eu deixei a puberdade
Vou quebrar este espelho!
Já estou velho para fazer confidências a ele
Mas o que faço com você?
Mesmo ele em pedaços não posso te esquecer
Não é possível retirar você do meu ser
Ai me vejo de novo preso ao espelho que não é meu.

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