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sexta-feira, 28 de março de 2014

Comida italiana à cama!



Parla italiano?
No, ma capisco un pò
Deita na cama em busca de algum baiano
Não estavam em nenhum trapo
Curve-se mais um pouco
A rigidez entrando se contentando com tampouco
Sem nenhum ciao
Buona notte bem acordado
Com coxas batendo coxas em que não se queria dá tchau
Em que entre beijos e suor foi tudo ficando adequado
Como se dice questo in italiano?
Diria prazer a uma refeição em momento de monotonia
Em que diante de um cu o pau ereto vai perdendo a autonomia
Onde um gozo rápido poderia não terminar bene
Cattivo o barulho na parede
Onde não há auguri para a perfomace na cama
Onde é a língua que impede
Mas mesmo assim não reclama
Se comporta sem gritos como uma dama
Dai, basta! Ma che fai!
E que vai entrando mais
Mi ha fatto motto piacere incontrarti
É o que os olhos diziam por aí
Tutto a posto confindenciais
E nesse momento que o corpo sai de dentro do outro
Prego.
Não sou de fazer prece diante de um estouro
Carino entre carinhos na cama
Em que até se esquece da pessoa que ama
Quanto me dispiace, Stavo scherzando
Mas eu não estava brincando de ficar por cima essa noite
Onde não houve arrivederci, ou um addio
Onde não se adia a sorte
Ah! Capisco.

Ciranda do adeus.



A bailarina que não foi se apresentar ao espetáculo
O palhaço que não fez rir e caiu no ridículo
A gueixa que por hoje não teve nenhuma queixa
O discurso que não saiu por apenas uma deixa
O poeta que não recitou sua obra por timidez em praça pública
O ator que esqueceu o texto por deslize sem nenhuma súplica
O chefe de cozinha que desandou o dia
O monge que levou ao chão a abadia
O homem não pagou a vadia
A virgem que terminou sem namorado
O puritano que chegou atrasado com seu jeito abobalhado
O compositor que não escreveu sua última música
O físico que não descobriu uma nova lei da astrodinâmica
A mãe que esqueceu e não gerou filhos
O mendigo em que apenas se ver que estar maltrapilho
O travesti que não estava brilhando nas ruas
O escultor que errou feio nas curvas de suas estátuas
O aluno que não estudou bem a matéria
A enfermeira que não enxergou a artéria
O agricultor que não ganhou terra
Soldados que não foram preparados pra guerra
Amigos que para não ficarem tristes não se despediram a tempo
Rico que com toda sua exuberância ficou sem alojamento
Pobre se esbaldando na mesa vazia e não sabendo mais o que é fome
O professor que não importa o nome
Deixou o quadro em branco pra não deixar saudade
Não tendo a noção de sua maldade.

domingo, 23 de março de 2014

Quando estava em Roma.



Todos os caminhos levam a Roma
Mesmo que você não consiga chegar a tempo ao seu destino
Escravos batem cartão e correm atrás de metas
Pronto para todos os serviços submetidos ao mínimo
Homens deixam em casa a vergonha e a esposa autônoma
Para desfrutar com rapazes no banho matutino
Meretrices brincando com falos sem estar anônimo
Prostitutas não gastas registradas paras as festas
Favelas que viram cidades sempre nas mãos de algum imperador
E condomínios do tamanho do mundo
Esnobando o lixo, lavando o luxo
Na cara de plebeus sem título e com fome
Os áugures se tivessem pássaro viriam um futuro assustador
Com Panteões maiores que a fé onde tudo que está fora é imundo
Onde não se concede Édito ao bruxo
Nas catacumbas se ver enterrado a tolerância
E dias fastos não são apenas feriados
E dias nefastos não são só decretados da boca de algum pastor
E nem por Minerva
O direito escapa de ser usado com ignorância
Onde até Marte se assustaria com as armas empunhadas
Onde a beleza e a compaixão estão desarmadas
E homens saem de suas cavernas povoam ruas atrás de trio
Não escapando do frio da desigualdade do camarote e do folião sem corda
Onde é perdoado o adultério
Onde cônsules estão aptos a tudo que lhe são apropriados
Talvez essa Roma não sofra queda
Onde os bárbaros estão na rua
Fardados, encapuzados  quem é que se exceda
Onde seus limites se perderam e seu provincianismo apesar da idade continua.



sexta-feira, 21 de março de 2014

Íntimos. - capítulo 16.



Pedro Nasva  - 2003   - 24 anos.

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-Você disse que chegou em casa e os encontrou mortos na cama?
-Isso, eu cheguei no meu horário de costume...  e estavam os dois um do lado do outro.
-E por que demorou 2 dias para chamar a polícia?
-Eu... fiquei... esperava que eles acordassem. Fiquei com medo. - chorando -Eu pensei que no outro dia não passaria de um pesadelo ou uma brincadeira de mau gosto.
-E não pensou em se livrar dos corpos?
Pedro olha pro rosto de delegado depois dessa pergunta insinuosa.
-Não faria isso. Eu não os matei. - leva as mãos a cabeça - Por que não acreditam em mim?
-Eles foram envenenados. Por que eles fariam isso? Ou um deles faria isso?
-Não sei... Não sei! - grita -Merda, eu só queria que tudo voltasse como antes.
-Já não era mais como antes. Soube que houve uma briga feia na noite anterior a morte deles. E que Vinícius recebeu uma facada.
-Foi Júlia.
-Por que não registrou queixa? E porque ela fez isso?
-Ciúmes... Ela tinha ciúmes de mim com ele. Ela encontrou nós dois na cama.
-Por que ele voltou pra casa?
-Nós nos amávamos, mesmo que não tivéssemos noção do que sentíamos, do tamanho. O amor não perdoa tudo? Não perdoa?
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Júlia e Pedro decidiram ir até um clube de swing para comemorar os meses juntos. Eles entram no lugar, ficava numa rua escondida para não causar escândalo.
Pedem um armário, Júlia sobe logo no queijo e segura na barra de ferro, gira em volta dela olhando pra Pedro. Se abaixa ficando de quatro rebolando, roçando a bunda no quadril dele. Vira de frente pra ele, o beija, desabotoa a camisa dele, tira a calcinha com a saia por cima, esfrega no rosto dele o cheiro dela. Se abaixa, abre a calça dele, se levanta, roça a parte íntima dela na dele, prende as pernas na cintura dele. Ela coloca a língua pra fora, lambe um lado do rosto dele e depois o outro, ele a deita no chão, insinua encenando penetração com ela no chão, beija o pescoço dela, os peitos, a levanta, a encosta na parede de costas pra ele, desce a mão do pescoço pros seios duros, cintura fina, verilha molhada, vagina gulosa. Ela vira o rosto e vê outro casal.
Deviam ter uns 40 anos cada, pareciam casados há anos, eram bonitos. A mulher também olha pra ela, Júlia sem pensar a beija, e os dois deixados de lado só olham.
Júlia depois passa por um corredor cheio de picas, grandes, pequenas, tortas, direitas, pretas, brancas, amarelas, com cabeça, sem cabeça. Ela senta, vários ficam em volta dela, ela olha pra todas picas retas, suspende a cabeça, alisa o colo dos seios. Pedro numa sala escura em pé num batente com a pica ereta pra todas as bocas dispostas a chupá-lo, homens, mulheres, corpos grandes, franzinos, gente bonita, gente feia, bocas grandes, bocas pequenas,  bocas que chupam bem, outras que precisam ensaiar mais.
Os homens se masturbando e gozando em cima de Júlia, e ela sorrindo por cada gota de esperma que escorria por seu corpo. Pedro se controlando para não gozar logo. Júlia encostada  de quatro no parapeito de metal do mezanino dando para um cara que achou bonitinho.
Pedro sentado no sofá, olha para um cara enorme com a pica desavergonhadamente exposta, olha pra ele. Pedro mostra o dele, em pé, viril, o cara enorme começa a chupá-lo. Júlia estavam com duas garotas numa cabine, elas molhando o sexo dela, eram namoradas.
Pedro no chuveiro, se lavando, molhando o rosto, vê a uma pica negra enorme de um negão de caras de poucos amigos, mas logo a imagem dá lugar a um homem gordo, careca e de pênis flácido.
-Mija no meu pé. - Um outro homem que estava do outro lado faz esse pedido.
-Não.
-Por favor, só uma mijadinha, você escolhe onde.
Vão até o banheiro.
-Ajoelha.
O homem ajoelha, Pedro urina no rosto dele, o homem a boca pra não perder o líquido, e o restinho ainda sobra pro pé.
Depois sentam os dois em uma mesa.
-Oi, vocês não são o casal que estavam no queijo com a gente? - A mulher.
-Sim.  eles dão risada.
-Casados? - pergunta o homem.
-Não, eu tô grávida dele.
-Júlia você não sabe de quem é o filho.
-Nossa! - os dois.
-E você casados há muito tempo?
-16 anos. Há três anos embarcamos nessa experiência. - fala ela.
-Como? E por que num lugar como esse?
-Ele me traiu há três anos atrás.
Ela nota o  marido incomodado com o assunto.
-Espera. - ela sorrir -E se ele me traiu, é que faltava alguma coisa, e não era amor. Eu comecei a fechar os olhos para as traições dele. Eu ficava incomodada, porque ele buscava outras... outros. Eram todas garotas de programa, garotos de programa também entravam na lista. Até que uma noite eu conversei com ele, pedi pra ver. Ele primeiro negou, eu disse que sabia de tudo, contei detalhes, ele chorou na minha frente como menino, disse que me amava muito, que a culpa não era minha, e depois de uma conversa que durou horas, ele aceitou. Eu vi ela por cima do meu marido, ela de quatro pro meu marido, ela com a boca em lugares que eu nunca estive, gostando , livre. aí comecei a procurar as prostitutas pra ele, sabia a cor, a altura, os valores, onde encontrar. - sorrir - Elas não acreditavam  quando falava que era pro meu marido. O único acordo era que não fosse na nossa cama na vista um do outro a pulada de cerca. Eu fui aprendendo, a querer fazer o mesmo, que elas faziam, a gostar. Até que um dia uma me chamou pra ficar na cama também, não ficar só assistindo, eu gostei, era linda, adorava beijar, era uma sensação boa os peitos dela sobre o meu, sentir a quentura no meio das minhas pernas. Outro dia ele veio com uma surpresa, ele contratou um boy, mas notei que ele gostou também, o boy me comeu e depois o meu marido comeu o boy.
-Aí soubemos disso aqui na internet. Uma, duas vezes ao mês viemos aqui, ou fazemos outra coisa, com  amigos que topam , contatos da internet, conhecemos aqui quase todos. Aquele de bunda branca parada, já comi, aquela sentada faz barulhos estranhos quando goza. Eu indico uns pra ela, ela indica também pra mim, e todos saem felizes.
No quarto Júlia deitada, a mulher beijando os peitos dela, alisa o rosto dela, aparece Pedro atrás dela, por cima da mulher, que começa a penetrar por trás a mulher. O marido sentado, assistindo, batendo, gozando, se melando, lambuzando.
Depois Pedro senta ao lado dele, Júlia no meio das pernas da mulher.
-Você não sente ciúme?
-Sinto prazer. É bom saber que minha esposa é desejada, eu sei que ela é da outra pessoa só naquele momento, o restante do tempo é pra mim.
-Você a ama?
-Você acha que elas estão fazendo amor? É sexo.
-Não tem medo de confundirem as coisas?
-Não se confunde amor e sexo, prazer e 16 anos de casamento. Também nem sei se é amor isso. Eu só sei que não vivo sem ela, sem essa mulher, que faria tudo por ela. Mas também não sei viver sem isso, é uma nova descoberta cada dia, um toque diferente, um gosto diferente.
-Não tem medo?
-De quê?
-Sei lá... É perigoso. De ficar um homem vazio,  na verdade você está usando todas essas pessoas....
-E também sendo usado.
-Alguma hora a brincadeira fica séria.
-Alguma hora é um tempo que não se sabe quando vai chegar, ou se vai chegar. Pra que se perguntar ou sofrer por precipitação.
-Venham meninos. - falam elas.
Eles vão pra cama, Pedro come a esposa do homem, e o homem come Júlia. Gozam na mesma hora, excitavam-se quando as duas se beijavam. Júlia virava as vezes pra ver como Pedro se comportava dentro de outra. E Pedro e o homem se olhavam como se medindo, ou se contendo, como se pedissem permissão um do outro sem haver pedido.
Depois Júlia entrou em outra cabine. Pedro para na porta, só estava ela e o outro lá dentro, ele não tinha visto nem o rosto, se sentiu incomodado com isso. Por não ver, não participar desse momento, por não saber quem era, se pegava ela como ele pegava, se ela estava gostando, ele pelo menos com os outros se sentia participante, mesmo que algumas vezes não estivesse participando do ato.
-Ela está aí dentro? - era o homem.
-Sim. E a sua esposa?
-Tá em outra cabine também.
-Não te incomoda não participar, não ver?
-Talvez incomode mais ver. As vezes é bom sofrer menos.
-Então sente ciúmes?
-Eu nunca disse que não sentia. É amor, as vezes excluir a nossa vontade em favor do outro.
-Acho que nunca vu entender esse tipo de amor, que não se importa se o outro está sofrendo.
-Só sofremos pelo que nos permitimos sofrer.
-Mas também só ela não me basta, é como se continuasse vazio, faltasse algo, precisa-se de um motivo pra continuar me sentindo assim, e você nomeia isso com todos os nomes passíveis, tesão, sexo, amizade, drogas, amizade, amor. E você se pergunta é possível.
-Entra comigo na cabine.
Eles entram, o homem o beija.
-O vazio na verdade é só você, você precisa se completar de você mesmo, se sentir pleno, se conhecer.
O homem começa a chupar Pedro, Pedro olha pro rosto barbudo dele como se procurasse alguém, depois o homem o homem o coloca de quatro, penetra, lembrou de Guilherme, era diferente agora, não sabia bem o porquê. Depois foi Pedro que colocou o homem de quatro e com apenas quatro metidas gozou e o vazio continuava.
Depois ele encontrou Júlia.
-Onde você estava?
-Te procurando.  - ela abraça ele.
-Gostou?
-Diferente
-O quê?
O diferente é diferente como dizem, porém tudo não passa de igual.
Eles saem do local deixando lá ou não todas as experiências.








domingo, 16 de março de 2014

Entre sem bater.



É dia no escuro
Sem afronta para o que esta atrás do muro
Na boca todos os dentes
Claros e nem um pouco distantes
Com o amor crescendo dentro da boca
Ou da infidelidade na entoca
Conhecendo sem nome
Sem bem saber nesta noite quem é que come
Língua por trás pra coisa nova
Língua na frente deixando ereto prova
Batendo na paredes da garganta
Na boca de alguma santa
Que não consegue encontrar a respiração
Pra essa noite de muita inspiração
Do líquido descendo goela abaixo
Pra essa noite quem está por baixo
Apenas atento pro falo amigo
Querendo um cu como abrigo
Molhando cada centímetro
Entre muitos escolhidos o certo cetro
Sem bordão ou exclamação
Do silêncio sem muita interação
O convite sem bater a porta
Sem antes colocar a mão na coisa torta
Sem medo de ser pego na boca na botija
Sem muitos tesouros e nenhum delito
Onde tudo sem mesmo parecer termina bonito.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Passive.



Chora garoto por não ter o convite pra balada
Por ser uma espécie sem namorada
Apenas queimando na pista
Com seus trejeitos dando na vista
Coloque mais lubrificante em sua vida
De quatro pro macho sem querida
Com seu lindo traseiro escapando da Universal
Fugindo do homem que é animal
Como uma bixinha como se isso não fosse humano
Não espere a próxima música tocar
Deixe o cigarro em qualquer lugar
Deus não vai te salvar
De covardes prontos pra conservar
E você não tem nem namorado para consolar
Já que não é discreto nem para apanhar
E ainda não existe cura para as marcas que ficam
Da intolerância batendo em sua boca
Acredite não é o gozo que ficou em sua boca
No qual você pode ver o rosto
Castigo só o seu esteja disposto
Garoto não chore, você é perfeito
Pinte a cara, pisque pro rapazinho, tire proveito
O mundo é que é malfeito
Não chore garoto você tá entre seus iguais
Aqui você é aceito.

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