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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ME

Estou desconectado
Me sinto péssimo
De todas as mentiras que já contei
A que eu queria que fosse verdade
Era que eu tivesse te amado
De todos os pecados do corpo seminu da tela quero acréscimo
Da distância de querer você que inventei
Quero um porre de meninas e meninos controlado
Desejo todas as coisas do mundo
Quero todas as drogas em minhas mãos
Em quantas ejaculações eu tenho posse de você
Sem futuro, sem diário, sem relógio
Nesse mundo ilógico fudendo com alguém que acabei de conhecer
Desejando por uma noite não ser
Em que não conforta o elogio
Em que detesto ser dependente de você
Andando pelas ruas atrás do próximo vagabundo
Medindo com minha boca o tamanho do seu tesão
Ferindo e se despedindo de quem eu não quis
Não fazendo sentido torrar o que não tenho
À espera do próximo crente a me oferecer redenção
Olhando da minha janela a minha depressão
Esperando tarefas do jeito malquis
E se contentar com rabo que obtenho
E que talvez esses meninos não encontre ascensão
Desejo todas as coisas do mundo
Quero todas as drogas em minhas mãos
Não quero sentir ser mais um
Dançar na pista como se fosse o último dia
Rir com os amigos e não ter hora de voltar para casa
Não quero voltar pra casa
Cria-se na minha cabeça imagens urbanas de acefalia
Engarrafamento de palavras brotam que não saem
Não consigo controlar a minha abstinência
Eu sou tantos e não sou nenhum
Fumando algo incomum
Sem aplausos, risos e choro
Dividindo a cama com vários couros
Sou artista e assim vou criando a minha próxima dor
Desejo todas as coisas do mundo
Quero todas as drogas em minhas mãos.





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