Pesquisar este blog

domingo, 19 de outubro de 2014

12 sessões de sodomia. - Capítulo 3.



Rafael - 22 anos.

Um rapaz sentado no sofá da sala do consultório e outro mais jovem em pé.
-Você é filho dele?
-Sou.
Ele nota que ele ficou incomodado com a pergunta.
-Filho único?
-Sim..., eu tinha uma irmã, morreu.
Silêncio, o rapaz ver ferimentos no pescoço do outro, vira o rosto e olha para o relógio no pulso.
-Veio aqui para se consultar com o seu pai?
-Não, vim pegar o dinheiro para pagar o colégio.
-Tem quantos anos?
-16. Há quanto tempo é paciente dele?
-Faz tempo. - sorrir.
Saio e encontro os dois conversando.
-Aqui. - entrego o envelope.
-Obrigado, prazer em conhecê-lo. -saiu sem oferecer a mão.
-Como vai? -ofereço a mão.
-Vou indo.
-Entre.
Entramos, ele senta.
-Bonito, pena que não faz meu tipo, gosto de homens mais velhos, como o senhor.
Eu dou risada.
-O que tem pra contar hoje?
-Algemas.
.......................................................................................................................................................
Rafael preso com algemas presas a uma parede, seminu, apenas de cueca. Ele era magro, franzino, jeito frágil e acompanhado no quarto por dois homens fortes, musculosos, com o dobro ou triplo do tamanho dele, também seminus, observando ele preso algemado tentando se soltar. Os dois homens fortes se beijam.
-Vou ficar quanto tempo aqui vendo vocês dois se divertirem?
-O tempo que quisermos que você fique. - Um deles se levanta e se aproxima de Rafael.
Puxa o cabelo dele.
-Quer leitinho puta?
Rafael sorrir, abre a boca, o outro cospe nele. Rafael tenta prender o homem com suas pernas que estão soltas. O outro dá um tapa no rosto dele, e outro aparece com uma maçã, morde e oferece a ele e depois joga a maçã no chão.
-Filho da puta.
-O quê?
-Filho da puta.
-O quê?
Ele lambe a boca de Rafael. E depois começa a chupar os mamilos dele, o outro vendo, observando com a mão em seu pênis já ereto.
-Me solta vai.
O outro solta.
-De quatro vai.
Rafael tira a cueca e fica de quatro no chão. O mesmo que o soltou se abaixa e olha pro rosto dele.
-Fale bate mainha.
-Hum bate mainha... Bate mainha.
O outro com o cinto começa a bater nas nádegas dele e ele repetia mais forte e alto, a frase enquanto sua pele ficava vermelha. Rafael deita no chão, o outro estira os braços dele, segurando suas mão bem e prendendo a cabeça dele entre suas coxas grossas, e outro amarra algo gelado em seu pênis e começa a puxar o pênis reto de Rafael.
-Arh!Ah...Hur.
E depois começa a chupá-lo. O outro ainda com a cabeça de Rafael entre suas coxas, faz ele o chupá-lo também e ficam nisso por alguns minutos.
Rafael volta a ficar de quatro e um dos homens fortes começa a colocar cada um dos seus dedos dentro de Rafael, fazendo isso olhando e sorrindo para o outro.
Eles depois amarram Rafael todo num banco todo inclinado, deixando-o imobilizado e um dos caras começa a penetrá-lo, batendo na bunda de Rafael, o cuspindo e apertando o pescoço do mesmo contra a cadeira.
-Gosta de tomar vara? Vou arregaçar esse cuzinho.
Depois o amarram sentado, e outro o beija e senta sobre a pica de Rafael, e o mesmo sentindo prazer com pênis de Rafael duro dentro dele, batendo, gozando.
..................................................................................................................................................
-Gosta de se sentir submisso, ser dominado?
-Sim, comecei a gostar disso quando me envolvi com um homem mais velho. Ele gostava de garotos frágeis e jovens, de dominá-los, senti-los.
-Como conheceu esses dois?
-Por aí. Eu andava muito por aí, becos, lugares escuros, cheiro de mijo, úmidos, porcos, tudo cheirava a sexo e era bom.
........................................................................................................................................
Rafael sai do metrô e desce uma escada da estação, pisa numa poça de água e ver caras urinando na parede. Se encosta na parede ao lado de um cara alto, com um cigarro que também estava urinando. Rafael desce os olhos para o pau do rapaz e depois sobe pro rosto dele. O rapaz o puxa e desce ele em direção ao seu pênis. Um cara negro se volta pra eles, e começa a bater e num instante goza, puxa Rafael pra melar o rosto dele, Rafael se levanta, se encosta na parede e o rapaz e depois o negro o penetram.
......................................................................................................................................
-E todas essas vezes você se protegia?
-Algumas, eu gostava de brincar com a sorte. Sabia de amigos que tinham, sabia de pessoas que tinham. Eu tive sorte por um tempo.
..................................................................................................................................
Rafael com outros rapazes numa sala, todos nus em círculo e uma garrafa no chão, que quando girava e parava, dois se dirigiam ao centro do círculo e transavam com todos os outro assistindo. E a garrafa tinha parado em Rafael.
.......................................................................................................................................
-A regra do jogo era transar descapado. Eu também normalmente broxava com camisinha.
-E nunca procurou ajuda?
-Não me admitia broxar.
................................................................................................................................
Rafael numa sessão assistindo a um filme pornô, olha pra outro rapaz, que também está vendo o filme.  Rafael coloca a mão no pênis do outro, o outro olha  pra ele e pro pau dele e desce com a mão em direção a bunda dele.
Vão para uma cabine, o rapaz o chupa até deixá-lo pronto, coloca a camisinha em Rafael, depois fica de costas e se oferece, porém Rafael já não estava mais ereto.
O rapaz sai depois de tentar mais uma vez sem sucesso.   Rafael vai para o banheiro, dá um murro no espelho, vai até o armário e pega um remedinho.
.....................................................................................................................................
-Usava esses remédios com frequência?
-Só quando perdia a ereção, infelizmente não  encontrei novamente no mesmo dia o rapaz.
-Por que você não aceita broxar? É normal, acontece.
Ele sorrir.
-Talvez pelo meu pai, quando ele soube, quase me matou, mas depois ficou indiferente e uma vez me perguntou se eu era o homem ou a mulher na relação. Naquela hora não sei porquê eu disse que era o que comia. parece que pra ele foi mais aceitável ouvir aquilo, que o filho fosse gay, mas que não fosse o que desse.
-E você como se sentiu?
-Eu sempre gostei das coisas, mas  sempre fiquei mais a vontade como passivo. Eu acho que no fundo ele sabe disso. Mas era mais confortável pra ele ouvir aquilo.
-O que mais tinha?
-Droga, uma combinação explosiva, eufórica, excitante, prazerosa. Perder o domínio de si, do seu próprio corpo, dos sentidos. Eu costumava sair com um amigo meu e nessas saídas, cheirávamos muito e quando fazíamos isso vinha a vontade de fuder.
..................................................................................................................................
Eles param numa rua deserta, se beijam, o outro pega no pênis dele, beija o pescoço de Rafael, morde a orelha do mesmo.
-Entre no porta-malas e tire a roupa toda lá dentro.
Rafael sai, abre o porta-malas e entra e tira a roupa e começa a andar  o carro e depois de alguns minutos para. O porta malas é aberto, Rafael encolhido nu, e o amigo começa a penetrá-lo de todas as maneiras possíveis. Querendo experimentar tudo, não experimentando nada, querendo fazer tudo, não fazendo nada. E Rafael não sentindo nada, sentindo tudo, nem vendo o rosto do amigo, apenas uma besta.
........................................................................................................................................
-Você falou de um homem mais velho. Quer falar dele? Você o amou?
-Não sei, sempre achei que era incapaz de amar, sempre quis tudo e a todos. Detesto monotonia, gosto da sensação de não saber o que vem depois, ficar curioso como vai ser.
-Mas também pode ser interessante algo duradouro a dois.
-Já tentei, ele foi o primeiro, confesso que gostaria que as minhas relações durassem mais do que meus coitos. Mas sempre quando estava com alguém vinha a vontade de entrar no terreno do vizinho.
.............................................................................................................................................
-Eu acho melhor acabar aqui, eu não quero mais ser seu garoto, eu não sou mais aquele garoto, eu não sou mais aquele menino de 18 anos. que você conheceu.
-Por quê? Vamos tentar, está tão bom.
-Não está bom. Milagre essa brincadeira ter durado 4 meses. Eu não tenho dono. Quero conhecer outras pessoas, experimentar outras coisas.
-É outro?
-Outros, eu já te trair várias vezes.
-Eu te amei, te amo. - chorando.
-Desculpa, mas sou assim.
-Saia. saia! - grita.
-Me bata, me espanque, eu quero sentir seu ódio dentro de mim.
-Você não quer o meu amor, não vai ter muito menos o meu ódio, vai ter apenas a indiferença.
................................................................................................................................
-Eu sempre dei números errados, inventava desculpas, não comparecia aos encontros que não eram sexo.
-Isso não é medo?
-Não sei, depois comecei a pegar héteros ou tipo héteros. Gosto de homem com cheiro de homem, jeito de homem, com todos os seus pelos e suor. Uma outra coisa que me broxava era não ver pentelho lá embaixo, lisinha, gelada, sem graça, como uma buceta. Depois dele tive uma relação de 3 meses com um massagista casado.
...........................................................................................................................
O cara o massageando, ele sente o pau do massagista sobre sua perna, vira e ver o cara com o pênis pra fora da calça.
..............................................................................................................................
-Aí descobrir que ele fazia programas com os clientes. Aí enjoei.
-Você sempre foi assim, descartando as pessoas?
-O que não é mais divertido e não me dá prazer não me atrai. Ai um dia eu estava sem dinheiro ao voltar de uma balada, e conhecia um vizinho taxista. E todo mundo sabia de mim, não fazia questão de esconder. E era isso que matava meu pai, que eu fosse viado, mas que ninguém soubessem. Claro que acharia mais interessante encontrar dois policiais que me fodessem a noite toda. Mas chamei o vizinho.
...........................................................................................................................
-Eu tô sem dinheiro, só quando chegar em casa.
-Você pode me pagar de outra forma.
..........................................................................................................................
-E de lá fomos pro motel, uma vez ou outra repetíamos. Até a esposa dele ligar pra mim perguntando se eu era a vagabundinha da Vanessa que estava dando pro marido dela. Desliguei, troquei de número e nunca mais dei trela pra ele.
-E a doença? Você quer falar sobre ela?
-Eu já tinha feito o exame uma vez, tinha dado negativo, esfreguei na cara de todo mundo. Não era santo, mas era limpa. Da outra vez que fiz, deu positivo, e aí foi a vez de todo mundo esfregar na minha cara que esse era o fim de viado, esse era o fim que todo viado merecia. Meu pai acho que é o que ficou mais feliz, não era bom ter filho viado, mas era bom ter filho viado morto.
-Como contraiu?
-Aquele amigo com quem eu saía junto e nos drogávamos juntos e transávamos juntos. Ele era garoto de programa e eu não sabia. Burra! O cara morava num bairro de classe média, não tinha emprego, os pais mortos de fome, Zé ninguéns, davam uma merrequinha sem fazer ideia do que ele fazia aqui e eu acreditava  que ele se sustentava com isso. Ele falou pra mim, pediu pra eu fazer o exame. Nunca acreditei em Deus, mas rezei que desse negativo. - chorando -Não foi essa a resposta, eu o perdoei, mas outro cliente não, o matou. Fiquei com tanta raiva de mim, fiz tanta coisa  e o perigo estava tão perto de mim. Eu decidir despejar meu ódio ao mundo antes que ficasse visível que eu era aidético.
...........................................................................................................................
Rafael numa sauna a vapor, abre a toalha para o cara a sua frente e depois vão para o quarto.
...........................................................................................................................
-Era fácil convencer alguém a transar sem camisinha no calor do tesão, ainda mais se fosse bonito.
-Quantos?
-Não sei, perdi as contas, só queria que outros sentissem o que estava sentindo.
-Sentindo o quê?
-Medo. Não quero morrer, vem essa doença e acaba com tudo. Não é engraçado você abrir seu armário e ver vários remédios lá, uma vida toda regrada, cheio de efeitos colaterais, uns piores do que outros. - chorando -Não sabia o que viria depois, a não ser pelo que os médicos diziam e em quanto tempo todos ficariam sabendo de mim. Aí conheci um garoto de 18 anos na boate, o levei pro motel.
...........................................................................................................................................
Entram no quarto se beijando, tiram a roupa um do outro.
-O que é isso? - aponta pra ferida.
-Alergia, a cama que durmo tá me dando alergia.
O jogo na cama, olho pra ele.
"Naquela hora que olhei pra ele, me vi nele, não era justo acabar com a vida dele, e não iria querer que alguém acabasse com a minha com apenas 18 anos.
-Sai.
-O quê?
-Sai.
-Vem cá!
-Sai! Não ouviu? Vá embora. E não seja tão fácil, idiota.
O menino se veste.
-Você que é um idiota. - O menino se retira.
...................................................................................................................................
-Percebi que aquilo não estava me dando nada, acrescentando nada.
Começou a chorar, pego um copo de água pra ele.
-Desculpa.
-Não tem nada, não feios e mostrar frágil, é humano. É humano todos esses sentimentos que você contou aqui. E nunca mais conheceu alguém?
-Por incrível que pareça, depois da doença me deu a vontade de conhecer alguém, não queria passar por tudo isso sozinho, e o ideal era que fosse alguém que soubesse o que era isso. Mas só encontrava gente maluca, curiosa, até que reencontrei Sérgio, o homem mais velho dominador. Contei pra ele tudo pronto esperando a resposta, bem, era isso que merecia. E ele só fez me abraçar, o abraço que tanto precisava e não encontrava em casa e também não aprendido a pedir.
..............................................................................................................................
-Pra o que você precisar estarei aqui, se quiser pode se mudar pra cá.
-Você não tem medo? E seu companheiro?
-Ele não precisa saber que tivemos algo, nem que você é...
-Aidético.
-Eu ainda te amo garoto, e tudo que eu não queria era que você tivesse isso.
-Eu não quero sua pena.
-Eu não quero te dá isso, quero te dá amor. Por que você foge tanto disso? - chorando.
............................................................................................................................
-Porque não sei o que é o amor. Aí ele me indicou você. E eu pensando que iria morrer antes dele, ele uma dia..., se achava um ótimo motorista, e era, se gabava na direção, viajava muito, por horas, e numa dessas viagens não voltou, seu carro capotou. E meus pais que nem procuraram saber onde estava, como estava, se ainda estava vivo, não me deixaram tão amparado quanto ele me deixou. Apesar de nunca mais termos transado, nos unimos estavelmente, e ele me deixou tudo, ele me salvou, e eu não pôde salvá-lo e eu me pergunto porque não eu, se já estou condenado. E já são 2 anos e meio com essa doença.
-Os planos da vida  são um mistério. Você tem medo da morte?
-Aprendi que a vida é muito mais perigosa. Não passei a a acreditar em Deus, se é isso que quer saber. Mas caso o encontrasse, só iria  dizer que minha mãe estava certa ao pedir pra eu rezar. - sorrir.
Fico diante da cadeira agora vazia, o horário agora não mais ocupado e um enterro pra comparecer. A vida era tão mais perigosa, mas a morte ainda continuava a nos surpreender.






Nenhum comentário:

Central blogs

div align="center">Central Blogs

Colméia

Colmeia: O melhor dos blogs

Ueba

Uêba - Os Melhores Links