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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Carne fraca. - Capítulo 1.

- Valéria Messalina,  foi uma imperatriz, terceira esposa do imperado Cláudio. Ela era também prima pelo lado do pai de Nero, prima de segundo grau de Calígula e sobrinha-bisneta de Agusto. Messalina era poderosa e influente, e recebeu a  reputação de promíscua, alega-se que ela teria conspirado contra o marido e foi executada quando o plano foi descoberto. E esta reputação, que pode ser derivada de um viés político contra ela, acabou perpetuada na arte e na literatura até os tempos modernos. Messalina era a mais nova e a única menina entre dois filhos  . Sua mãe era a filha mais nova do cônsul Lúcio Domício com AnTõnia Maior. Domício já era casado com quem viria a ser a impertariz Agripina, a Jovem. e era o pai biológico do futuro imperador Nero, que era, portanto, primo de Messalina apesar de ser dezessete anos mais velho. As avós de Messalina, Claúdia Marcela e Antônia Maior eram meio-irmãs. Cláudia, a paterna, era filha da irmã de Augusto, Otávia, a Jovem e de Caio Cláudio Marcelo Menor. Antônia, a materna, era a filha mais velha da mesma Otávia com Marco AnTônio e era tia de Cláudio. Como se pode ver, a família tinha muitos casamentos de parentes próximos.
Pouco se sabe sobre a vida de Messalina antes do casamento em 38 com Cláudio, que já tinha por volta de 48 anos de idade. Dois filhos nasceram desta união. Quando o imperador Calígula foi assassinado em 41, a  guarda pretoriana proclamou Cláudio o novo imperador e Messalina, sua imperatriz. Com sua ascensão ao poder, Messalina entrou para a história com uma reputação de implacável, predadora e insaciável sexualmente. Seu marido é retratado como sendo facilmente guiado por ela e ignorante de seus muitos adultérios, até ser informado de que ela teria exagerado ao se casar com seu último amante, o senador Caio Sílio em 48. Cláudio então teria ordenado a sua morte e ela recebeu a opção de se suicidar. Incapaz de se auto-apunhalar, Messalina foi morta pelo oficial que a prendeu. O senado romano então ordenou que o nome de Messalina fosse retirado de todos os lugares públicos e privados e que tivesse todas as suas estátuas destruídas. A sua história só ficou conhecida através dos  historiadores que contam estas histórias através de sátiras, principalmente Tácito e Suetônio, escreveram por volta de 70 anos depois dos eventos, quando o ambiente era hostil à linhagem imperial de Messalina. Porém é bom lebrar que as fontes não são confiáveis, a maioria vem de memórias  de Agripina, a Jovem, que havia conseguido retirar os filhos de Messalina da sucessão imperial e que, portanto, tinha todo interesse em manchar a imagem de sua predecessora . Já se argumentou que tudo não passa interesses políticos essas acusações sexuais.os excessos sexuais, principalmente, eram uma tática já testada e aprovada para manchar a reputação e geralmente era resultado de "hostilidade politicamente motivado" . Dois relatos foram os principais culpados pela má reputação da imperatriz. Um é a história de uma suposta competição de sexo com uma prostituta,  que teria durado 24 horas e que Messalina venceu com um placar de 25 parceiros diferentes. E outra igualmente famosa de que a imperatriz costumava trabalhar clandestinamente a noite toda num bordel sob o nome de "Loba" . Ele também menciona a história de como ela teria compelido Sílio a se divorciar de sua esposa para casar-se com ela em sua décima sátira.
É fato que a traição é um tema bem antigo, por isso mesmo se criou códigos de regra como O antigo testamento, principalmente entre judeus, gregos e romanos. Antigamente mesmo se você trísse sua esposa com uma escrava ou uma serva ou uma prostituta, isso não era considerado como um ato de infidelidade,na Idade Média os maridos não poderiam obter prazer com as suas esposas, pois isso era condenado pela Igreja, ai corriam para as prostitutas. E a mulher? Essa não tinha direito a nada, e também não sentia nada. Por isso personagens como Messalina chamam tanto a atenção e provocam num ambiente da traição que predominantemente masculino.
Toca a sirene.
-Até a próxima aula e na próxima aula.
Verônica poderia não reclamar da vida, é professora de História Antiga, famosa com vários livros escritos, ensina na melhor universidade da cidade, casada com um homem lindo, não tem nada de errado com o corpo dela, apesar de já ter 33 anos, ninguém diz que ela tem essa idade. Mas não julguem ela caro leitor, ela jogaria essa vida toda fora por uma aventura,o desejo de voltar a se sentir desejada.
O casamento dela aparentemente feliz é um tédio, monótono. Dizem que a culpa é o filho que ainda não veio. Ela se cansou de ser a esposa perfeita, gostaria de errar algumas vezes.
O seu marido, Celso, não culpem ele caro leitor, não é por falta de amor, ele a ama, realiza todos os desejos dela. mas também sabe que após dez anos de casado, o casamento esfriou. Ainda tem a cobrança da família do filho do casal que ainda não veio. Ele é instrutor de uma academia, gosta de correr pela manhã no bairro.
Ao meio dia entra em casa, enxuga o rosto na toalha, beija a esposa, esta já estava em casa para preparar o almoço., como todos os dias fazia.
-Adivinha quem vai se hospedar aqui?
-Não estou com cabeça para adivinhações.
-Augusto. O meu ex-colega do ensino médio. Ele vem passar uns dias aqui com a sua esposa Suzana.
Ele nota que ela não gostou da notícia.
-Não gostou?
-Hospedar desconhecidos na nossa casa?
-É o meu amigo.
-Seu amigo. Eu tinha esquecido que não temos amigos em comum. Aliás o que temos em comum Celso? Todos perguntam a mesma coisa. Desculpa, estou nervosa. Tive um dia cheio. E onde eles vão ficar?
-No quarto lá em cima, é só tirarmos as coisas de lá, dá uma arrumada e limpar.
A tarde arrumaram o quarto.
-Por que não joga esses livros fora?
-São livros da minha época de faculdade, esse é um exemplar raro escrito em francês do mazdeísmo. Mas perco tempo em te explicar coisas que você nunca vai entender. -se retira.
No dia seguinte, dia chuvoso, chegam os visitantes. Eles entram correndo, molhados.
-Como foi a viagem até aqui? -Pergunta Celso.
-Se não fosse a chuva, diria que foi maravilhosa. -Augusto.
-Moram aonde? -Pergunta Verônica.
-Estamos morando em Belo Horizonte. -responde Augusto.
-Onde colocamos as malas? -Pergunta Suzana.
-Acompanhem-me. -Eles seguem Celso.
Verônica fica, observa os hospedes.
A noite Verônica e Celso na cama não dormem, o casal de hospedes que está no quarto acima do deles, fazem amor, e não deixam eles dormirem, com os gemidos, risadas, orgasmos sucessivos. Eles ouvem com uma pontinha de inveja.
No dia seguinte, Verônica coloca a mesa para o café, se aproxima Suzana e senta-se a mesa.
-Desculpa por ontem, acho que incomodamos.
-O que aconteceu ontem? Eu peguei no sono rápido, não ouvi nada.
-E vocês transaram ontem?
Verônica se surpreende com a pergunta.
-Por quê? Temos que transar todos os dias?
-Um casal que se ame, sim. Como são vocês na cama? Discretos, safados, puritanos ou libidinosos?
Verônica se senta.
-E você e o Augusto?
-Somos dois putos, adoramos putaria. -ela sorrir.
Chegam Celso e Augusto e elas mudam a conversa.
-Você tem que me dá a receita desse bolo.
Suzana olha para Verônica.
-Claro. -esta responde desconcertada.
-A casa de vocês é muito bonita. Quem a decorou? Aposto que foi sua esposa Celso, na época que estudávamos juntos você não tinha esse bom gosto.
-Minha esposa, não gosto da decoração, acho antiga demais, ela ensina História Antiga.
-Não, a casa mostra-se bem acolhedora.
-Perdoem o Augusto, sabem os aquitetos, sempre observando se está tudo no lugar certo, harmônico, economizar espaços.
-E você Suzana faz o quê? -Verônica.
-Sou artista plástica.
-Interessante.
Depois Verônica foi receber a amiga na varanda de casa, tomaram xícara de café, Augusto estava na piscina.
-Esse amigo do seu marido é um gato.
-Jura? Nem notei.
-O quê? Mentira, com a crise que você está passando no casamento.
-Que crise que estou passando Amanda?
-Já que eles transaram sem nenhum pudor na sua casa. Por que você e o seu marido não propõem uma suruba?
-Que absurdo Amanda.
-Eu não perderia essa oportunidade, já vou indo. -se beijam no rosto -Me ligue a noite- se retira.
Augusto sai da piscina, arruma a sunga, ela não tinha notado que ele era forte, tinha uma tatuagem na virilha, só dava para ver uma parte dela.
-A água da piscina é maravilhosa.
-É -ela fala após algum tempo.
Bebe o suco para se esfriar e alisa o pescoço.
Augusto e Celso assistem jogo de futebol pela TV. Verônica lava os pratos.
-Homens quando tem duas beldades em casa perdem tempo para ver um monte de coxas de homens. -Quem vai entendê-los?
-Nem Freud explica.
-Por que não tiveram filhos?
-Não foi por falta de tentativas, inseminação... várias experiências frustrantes. -ela fala emocionada -Mas não veio, fazer o quê?
-Vocês são jovens ainda. Eu e o Augusto não queremos ter filhos. Acho que filho atrapalha, tira o tesão do casal.
No sofá.
-Você tem uma esposa muito bonita -Augusto fala.
-A sua também é.
-Já a traiu?
-Por que essa pergunta?
-Acharia você louco se a traísse, sua esposa é perfeita.
Mais tarde Celso vai ao banheiro e pega Suzana nua.
-Desculpa -ele se vira.
Ela se enrola na toalha e se retira para o quarto, ele vai até a porta do quarto, olha pela fechadura ela vestir a calcinha, passando um creme por todo o corpo, alisando os mamilos, dá as costas a ele e coloca os cabelos loiros cacheados para o lado, dá para ver a tatuagem, deve ser a tatuagem que Augusto disse que ela tinha, o nome dele tatuado.
Ele começa a se excitar com o corpo nu da esposa do amigo, abaixa o ecler da calça e começa a segurar com a mãos o  seu sexo, o aperta com mais força, suando, quase se desvanecia com o prazer que isso provocava.
No dia seguinte Verônica levanta mais cedo como de costume, e ver na mesa um bilhete:
" Noto em seus olhos que não é feliz. saiba que desejo a sua boca".
-Bom dia amor.
Ela esconde o bilhete assustada.
-O café já está pronto.
Ela sobe e entra no quarto. Abre o bilhete novamente, ler cada palavra novamente, sorrir e fecha os olhos, deita na cama.
Estava se sentido como uma criança, que estava descobrindo um mundo novo.

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