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domingo, 11 de abril de 2010

Deixo aos vermes.

Tudo isso me cansa
O céu não há mais estrelas
E as manhãs já não são mais belas
As rosas não tem cores
E não tenho motivos para risos
Minha carne fracassada entregarei aos vermes
E vão sentir o frio da minha epiderme
Não terei mais amores
Nem a angústia de não poder pgar ao vizinho
Não mais me desviarei do caminho
Não mais levarão meu dinheiro
Nunca mais sentirei o teu cheiro
O que só sobrará é um corpo inerte
Inerte há muito tempo
Sem cor
Sem amor
Com dor
Estou morto, sepultado e enterrado
Ofereço o meu corpo fétido e putrefado
A todos aqueles que não deram ouvidos
Se existe eternidade
Espero descanso da minha enfermidade
Com prazer fiquem com a minha morte.

5 comentários:

União Colorida disse...

Este poema me fez lembrar dos tempos em que eu lia Frankestein e usava apenas roupas pretas. Edgar Allan Poe era muito estudado por mim....koaksoaksoak... Muito bom... Eu gostei pakas. Parece ser dark mais não é... É uma melancolia desfarçada.

Noitedeluar disse...

legal gostei!

http://ndl-love.blogspot.com/

Camila Passatuto disse...

O homem e o desejo de morte...o desejo de não ser...

Muito bom o poema e o blog.

Luiz Brisa disse...

gostei do poema
belo blog

http://vagalnerdkawai.blogspot.com/

Esconderijo disse...

"Com prazer fiquem com minha morte". Muito bom mesmo. Parabéns pelo estilo dos textos.

http://escondidin.blogspot.com/

VAI LÁ.

Valeu>

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