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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Entre 5 e meia noite. -Cap. 1.



-Que horas sai o próximo voo para Nova York?
-As 15:00 senhora.
-Quatro passagens. -entrega o dinheiro.
A moça olha para a senhora e seus filhos, ela era loira, de olhos azuis, alta nos seus 35 anos, com várias sardas no ombro, com uma filha adolescente com cabelos loiros , mais escuros do que a da mãe, alta com os seus 15 anos. Os outros menores, um de 10 e outro de 6, o menor loiro, espevitado, e o de 10 anos  carregava uma bombinha para asma, tinha cabelos castanhos claros, meio gordinho, tinha uma pele meio rosada, enquanto o caçula um branco palídico.
A moça olha o nome da senhora no passaporte, vera Cláver.
-De onde o sobrenome?
-É um sobrenome catalão.
Ela olha o nome das crianças, a mais velha Christina e o do meio Afonso, o mais novo Miguel.
-Aqui.
-Obrigada.
-Boa viagem.
Eles sentam na área de espera e Vera leva as malas e pede ajuda pra colocar um baú na esteira de embarque.
-Pesada. -o homem rir carregando com ajuda de mais um.
-´´E chumbo senhora.
-Mais ou menos. Obrigada. -ela agradeceu aos homens.
Ela volta pra perto das crianças, pega o celular e faz uma ligação.
-Alô... Você tem certeza que o baú tem como passar?...Assim espero, confiarei em você. -desliga.
-Vai demorar muito mãe? -Miguel.
Já já, vamos entrar no avião. -sorrir.
O sorriso sai do rosto ao ver dois homens em frente procurando algo ou alguém. Ela se vira de costas, a filha se levanta e segura na mão da mãe.
-São eles né mãe.
Se vira pra filha, colocando a filha de frente pra ela, olha pros homens.
-Olhe nos meus olhos, preste atenção, não saia daqui. Eu vou ao banheiro. Cuide dos seus irmão.
Ela sai e entra no banheiro. Ela lava o rosto, se refresca, tira o casaco, dobra e coloca sobre o ombro. Olha pro espelho, fica olhando pros seus olhos azuis, se perdendo no passado diante do espelho.
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-Acorda dorminhoca.
O homem que subiu na cama com uma bandeja e a beija.
-Trouxe algo pra você comer.
-Se dependesse de mim não sairia dessa cama. -ela alisa a cama e os dois dão risada.
Ela deita, ele olha pros olhos dela, a beija, passa a mão pelo cabelo e rosto dela.
-O que foi?
-Eu te amo, não deixe nada o que acontecer você esquecer disso.
-Eu também te amo.
Ela olha o relógio digital, mostrava 17:00.
-Eu vou tomar um banho.
-Por que não foi trabalhar hoje?
-Folga.
-Pensei que não folgava, ultimamente andava trabalhando tanto.
Ela se levanta, veste o roupão e penteia o cabelo. Senta na cama, come um biscoito.
-Crianças se arrumem, vamos ao mercado. - fala bem alto.
Se levanta e vai até a porta do banheiro e ver o marido tomando banho.
-Vai sair?
-Vou resolver um negócio. -desliga o chuveiro e começa a se enxugar.
-Vai precisar do carro?
-Não, pode levá-lo.
Ele a puxa pra ele.
-Você ainda tá molhado?
-Eu sei. - a beija.
Alguns minutos depois, eles descem, ela tira o carro da garagem.
-Bora crianças.
Ela olha pro marido.
-Tchau pai. - as crianças o abraçam.
-Te amo.- fala ele.
-Te amo. -ela fala e entra no carro.
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Ela toma um susto ao ver que alguém entrou no banheiro e se tranca e sobe em cima de um vaso. Ela ouve passos de alguém caminhando e portas se abrindo. Ela começa a suar  e quase cai, devido ao salto está escorregando. Até que ela ver sapatos masculinos pela fresta da e notar através da sombra que ele está se abaixando pra ver se alguém atrás da porta., mas desiste e sai e ela respira aliviada.
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Ela chega com as crianças no mercado, estaciona o carro e entra.
-Miguel e Afonso não corram.
-Mãe pode levar isso? -Miguel mostrando biscoito.
-Não, besteira não.
Depois ela ver um pacote de lasanha.
-Que tal lasanha? -ela mostra a massa a Christina -Seu pai adora. -coloca no carrinho.
-Os nuggets estão caros. -Christina fala.
-Mãe e isso? Miguel mostrando chocolate.
-Eu já disse, besteira não.
Afonso começa a ter uma crise.
-Filho. Cadê sua bombinha?
-Deixei no carro.
-Christina pega lá. -dá a chave a filha -Você sabe que não pode andar sem ela.
Ela alisa o peito dele.
-Tá passando?
-Precisando de ajuda? -Uma senhora.
-Ele é asmático.
-Aqui Afonso. -Christina.
Afonso usa a bomba.
-Pronto, passou filho. Quer voltar pra casa?
-Não, tudo bem.
O carrinho quase cheio. vera nota que um homem a observando do outro lado enquanto ela coloca as coisas no carrinho. Ela sai do setor de frios e vai pra outro setor e o homem começa a segui-la. Ela para. Ela olha pra ele, ele percebe que ela já notou. Ela coloca as latas de molho de tomate no carrinho. ela começa a mover o carrinho e o homem também.
-Filhos não se afastem de mim.
-O que foi mãe? -Pergunta Christina.
-Nada.
Ela olha pra trás e ele não está mais a seguindo, no fim do corredor ela se esbarra em alguéme deixa cair umas coisas.
-Desculpa. -ela levanta o rosto, era ele.
Ele a ajuda a pegar as coisas e ela ver a tatuagem na mão direita, duas cordas fazendo um nó.
-Obrigada.
Ela se afasta, ela olha pra trás e ele continua parado.
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Ela sai do banheiro e ver as crianças  tomando refrigerante.
-Eu disse pra você não sai de perto deles.
-Eles foram comigo. E ficaram me pedindo.
Ela vê o painel.
-O nosso voo, vamos.
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Vera vai passando as compras, tira o cartão.
-Não liberado senhora.
-O quê? Tente débito.
Ela digita a senha.
-Nada.
-O pessoal de trás começa a se irritar.
-Tente esse.
Tenta.
-Recusado também.
-Esse.
-Também não.
-Quero falar com o gerente. -ela olha pro relógio no pulso, 19:15.
-Eu vou ter que cancelar a compra.
-Você vai cancelar coisa nenhuma, eu tenho certeza que isso é um engano. essas máquinas erram, dão piti.
-Me acompanhe senhora. -o gerente -O que aconteceu?
-Três cartões meus foram recusados, inclusive o do mercado.
-Você pode ter esquecido de alguma compra  ou pagamento.
-Que compra? Eu não fiz nada. Que inferno! que constrangimento, eu tentei débito também e nada, sendo que tenho 10 mil na conta.
-Calma. podemos tirar a sua fatura nessa máquina aqui e você pode ligar pra central de atendimento do cartão usando esse telefone.
-Obrigada.
Ela usa o telefone.
-O que foi? -Christina.
-Não tem mais dinheiro, foi retirado todo semana passada pelo seu pai.
-Aqui a fatura.
Ela olha, tênis, boliche, corrida de cavalo, clubes, hotéis, spa,   lojas de esporte, uma lancha.
-Tem alguma coisa errada. -ela sorrir -O seu pai vai ter que me explicar isso. -ela liga pra ele -Nada, fora de área. Vamos, me desculpe, pode cancelar a compra.
Ao chegarem no estacionamento, ela vê os pneus furados.
-Roubaram os fios também. -Christina.
-E os vidros estão quebrados mamãe. -Miguel.
-Eu sei filho, Droga. Merda!
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Vera passa pelo detector e é revistada e depois os filhos.
-Pode passar.
Ela na fila para o embarque vê que os dois homens ainda procuram e estão se aproximando. Ela tapa o rosto com o cabelo e suspende a gola do casaco.
Ela consegue entrar e depois os filhos.
-Bem vinda a Company aere United.
-Obrigada.
Sentam na poltrona.
-Eu quero esse lugar. -Miguel brigando com Afonso.
-Meninos parem, fiquem quietos.
-Champanhe senhora? -Aeromoça.
-Não, obrigada.
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-R$ 874,00 senhora o serviço.
-Que bom que deu pra resolver ainda hoje. Vou te pagar em cheque, já que meus cartões não estão sendo aceitos, ok?
-A pessoa que fez isso, só queria te atrasar.
-E conseguiu, já são 22:20.
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-Senhora Vera Cláver?
-Sim.
-Por favor senhora acompanhe esses dois homens.
-O que houve?
-Não estou autorizada a falar.
-Posso levar os meus filhos?
-Sim, eles também vão ter que se retirar.
Já fora do avião, ela passa por um homem e olha pra ele.
-Eles ficam aqui no corredor. E você entra aqui.
Ela lê: Polícia, entra.
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-Droga, agora engarrafamento.
-Eu acho que do jeito que tá chegamos mais de meia noite em casa. -Christina
-Vou tirar do mp3 e colocar no rádio, talvez passe alguma coisa sobre.
-Bee Gees mãe. -Afonso.
-Que porra de Bee Gees! -ela para viu que falou algo que não devia -Perdoa a mamãe, ela só teve um resto de dia difícil, por isso está estressada. Seu pai vai ter que me dá boa explicação pra aqueles gastos exorbitantes. -ela buzina, olha o relógio 23:43.
Uma senhora passa entre os carros e Vera a chama.
-O que houve?
-Tem um homem morto lá na frente.
-Crianças fiquem aqui, eu vou ver o que houve.
Ela sai do carro e começa a caminhar entre os carros, outras pessoas também saem dos carros. Ela começa a sentir uma angústia, está se aproximando do pessoal em volta.
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-Boa noite dona Vera Cláver.
-Boa noite. O que aconteceu?
-Por que não me diz a senhora mesmo.
-Não faço a menor ideia. -sorrir.
Foi encontrado uma coisa muito interessante no baú que você levou. Um corpo... esquartejado. Qual a sua explicação pra isso E a melhor pergunta: De quem é o cadáver?
-Do meu marido, Paulo Cláver. E fui eu que dividir o corpo em 11 pedaços para que cabesse no baú.
O policial olha pra ela  não acreditando em tamanha frieza.
-Ele já estava morto, vocês bem sabem disso.
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-Não! -ela começa a chorar ao ver o marido no chão -Paulo!
Ela passa pelo circulo.
-É meu marido. Paulo não faz isso comigo meu amor, não me deixa. Um médico!
-Ele tá morto. -fala a policial.
Ela se abraça ao corpo como se não quisesse acreditar ou pedindo que a levasse junto com ele.


 



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