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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Vagabunda.




Ela é a noiva que não foi convidada pro seu próprio casamento
A moça que não participa de reuniões familiares
A mulher que nunca foi beijada
A mulher sem cor, sem nome, sem nada
A vida dela não é só lamento
Pode até vê-la aí pelos bares
Pronta na esquina pra ser desejada
Sabe fechar as pernas quando é necessário
Pegá-la por trás é mais caro
Mete a boca sem receber ordem
As roupas já a denunciam
Ela já esqueceu do seu próprio aniversário
Ela faz isso pra dá amparo
Todos os dias tudo lhe agridem
Todas as suas qualidades num pedaço de papel não caberiam
Ela é anunciada sem passar batom
Dá hora extra depois do plantão e expediente
Está no banheiro drogada e infeliz
Todas as medidas, todas as cores, todos os valores
Dá por necessidade, distração, ambição  muitas vezes sem estar consciente
Se encontrá-la no sinal vermelho o que me diz
Ela perdeu todos os pudores
No seu corpo todos os odores
Ela é a universitária bonitinha
A moça que esconde o rosto
A menina que deixou as bonecas
A mulher que passou da idade
A mulher com pau no meio das pernas
A mulher que está com seu marido enquanto você está na cozinha
A mulher que esqueceu na cama o gosto
Que já passou da hora de tirar a sua soneca
Tá aí pela cidade
Caminhando com as suas próprias pernas.


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