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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

De olhos fechados.




O escritório era um prédio de 17 andares, cinza-claro, com uma porta giratória. Ele entrou, tinha dois vigilantes, a recepção ficava a direita e coordenadoria a esquerda, em frente se encontrava dois elevadores. Por dentro tudo branco, ele entrou no elevador e chegou ao décimo primeiro andar.

Capítulo 9.


Felipe, Pedro e Guilherme num carro azul marinho.
-Lindo carro. -Fala Guilherme.
-Meu pai me deu de presente por conseguir passar na prova da OAB.
-Estamos indo pra onde? -Pergunta Pedro.
-Chegamos o nosso novo lar.
Era um prédio de três andares, com uma loja de roupas embaixo.
-Nós vamos morar juntos? -Pergunta Pedro.
-O aluguel é R$ 600,00, vamos subir. -subiram as escadas - Aqui é o seu escritório Guilherme, minha mãe que decorou e meu pai comprou os livros, já que você também passou na prova da OAB não poderia ficar sem trabalhar. Gostou?
-Claro...
Subiram outra escada.
-A casa está maravilhosa! -Fala Pedro.
Pela noite jantaram comida japonesa.
-Pedro você vai trabalhar aonde? -Pergunta Felipe.
-No Escritório Lenine Associados, o "ELA".
-Nossa que sorte você teve!
-Também com a nota que tirei na prova da OAB.
-Eu vou trabalhar no escritório ai embaixo? -Pergunta Guilherme.
-Sim, não gostou? -Pergunta Felipe.
-Está bem...
À noite para eles demoraram, estavam ansiosos para começarem a trabalhar, cinco anos de luta e esperança para realizar o sonho. Apesar de Felipe não querer ser advogado, profissão imposta pela mãe, por o pai ser advogado e Guilherme pelo dinheiro que a profissão garante. Pedro é o único que podemos dizer que sonhava em ser tornar advogado.
Amanhece, Pedro chega uma hora antes do marcado. O escritório era um prédio de 17 andares, cinza-claro, com uma porta giratória. Ele entrou, tinha dois vigilantes, a recepção ficava a direita e coordenadoria a esquerda, em frente se encontrava dois elevadores. Por dentro tudo branco, ele entrou no elevador e chegou ao décimo primeiro andar.
Quando ele olhou muitas mesas e várias pessoas andando como baratas tontas se assustou.
-Com licença. -ele parou um rapaz.
-Onde se encontra a senhora Marta Sheep?
-Parente?
-Sou um novo funcionário desse escritório.
-Advogado?
-Sim.
-Vá direto e vire à esquerda, você vai encontrar uma senhora alta, de cabelos grisalhos e olhos verdes.
-Obrigado.
Ele segue as instruções e encontra a senhora alta, de cabelos grisalhos e olhos verdes, com uma blusa amarela de manga comprida e uma saia preta abaixo do joelho.
-Marta Sheep?
-Sim, o que gostaria?
-Sou o novo funcionário desse escritório.
-Ah! Pedro Soares Viena?
-Sim.
-O senhor terá que descer para pegar o seu crachá.
Depois de Pedro ter pego o seu crachá.
-O senhor veio muito cedo, nem estava lhe esperando, marcamos 7:30 da manhã.
-Desculpa.
-Aqui a sua sala doutor Pedro Soares.
A sala tinha uma mesa, ar-condicionado, um tapete vermelho e uma estante de livros.
-O armário de processos se encontra na minha mesa e café fica ao lado da sua sala junto ao bebedouro, se eu não me encontrar me chame pelo inter-fone.
-Obrigado. -Ele sentou na cadeira giratória - Nossa! -pegou um lápis e começou a fazer a ponta no apontador, ele deu uma pequena folga na gravata e começou a sorrir -Nada mal, nada mal...
Felipe chegou ao novo escritório do pai situado no Leblon.
-Pai.
-Filho seja bem vindo! Essa é a Varlusca.
-Prazer.
-Não há de que.
-Ela é a secretária do escritório e recepcionista. Aqui a sua sala. O arquivo fica em frente da sua sala e a minha sala ao lado da sua.
O escritório tinha dois andares, com estacionamento na frente, era todo amarelo, no primeiro andar era um depósito, no segundo era o escritório. Logo quando entrava pela porta se via Varlusca no seu posto.
A sala tinha mesa e estante e dois quadros de Manabu Mabe, de abstratismo puro.
Sai da sala de Pedro a sua primeira cliente, ele se retira da sala.
-Deseja alguma coisa doutor Pedro Soares?
-Onde se encontra a sala do doutor Lenine?
-Ele se encontra no décimo sexto andar. -ele se retira logo ao saber - Mas... Ele estar numa reunião.
Pedro chega ao décimo sexto andar.
-O senhor não pode entrar aí.
-Com licença. - fala depois de entrar, todos o olham.
-Onde você pensa que está rapaz? -Pergunta doutor Lenine.
-Desculpe doutor Walter Lenine, mas eu preciso falar com o senhor.
-Não está vendo que estou numa reunião?
-Mas é urgente! -Ele fala alto.
-Quem é você?
-O novo funcionário do ELA.
-Ah! Me impressionei com as suas notas. Do que se trata?
-Por que o senhor me colocou a cargo da defesa do consumidor? Se eu quisesse trabalhar nessa área teria feito concurso para o PROCON e não trabalhar nesse escritório.
-Volte a sua sala meu rapaz e amanhã nos falamos agora se retire para não ser demitido. -Pedro se retira.
Guilherme continuou na sala sem fazer nada, ninguém apareceu, ele começou a ler os livros da estante.
Pedro saiu do escritório às 2:30 da tarde e ele enquanto estava andando parou uma limusine, era o doutor Lenine.
-Entre meu rapaz.
-Doutor Lenine? -ele entrou.
-Aqui alguns casos, leia atenciosamente e decida qual você quer.
-Obrigado doutor Lenine. -Pedro olhou para uma concessionária.
-Pare o carro motorista. Venha comigo meu rapaz. -Eles saíram e chegaram a concessionária.
-O que desejam? -Um rapaz.
-Escolha o carro meu rapaz.
-O senhor fala sério?
-Claro.
-Eu não posso fazer isso.
-Eu estou mandando, se não escolher vai ser demitido.
-Aquele. -ele apontou para um carro cinza escuro.
-R$ 60000,00. Gosto de gente ambiciosa. -ele assinou o cheque.
-O senhor comprou o carro mesmo.
-O seu salário é R$ 4900,00, só que você só vai receber R$2900,00, será esse salário por dois anos e meio, quando você terminar de pagar o carro.
Felipe abre o armário da sala do pai e encontra uma garrafa de vodka, uísque, conhaque e vinho. Ele faz um copo de uísque para ele e prova um gole.
-Filho o que faz na minha sala?
-Desculpa pai.
-Boa escolha um doze anos. -pegando a garrafa e fazendo um copo.
-Não sabia que o senhor bebia.
-Eu só não bebo em casa.
Felipe olha um processo em cima da mesa do pai.
-Pedofilia pai.
-É um caso de um técnico de clube jr em que os garotos dizem que foram abusados sexualmente por esse técnico.
-Mas são de que idade?
-7, 8, no máximo 10 anos.
-Pai você vai defender um caso desses?
-É um caso desses que dá dinheiro, não ficaria rico e conhecido se não defendesse casos que estavam estampados nos jornais! Não são merdinhas de casos que faz um nome de um advogado... Olhe para os bem sucedidos, sabem por que são bem sucedidos, porque se comportam como eu. Só advogados assim que se dão bem. É o dinheiro que faz a carreira de um advogado. Aprenda nem sempre você vai poder escolher os seus casos.
Felipe escutando o pai descobriu que nunca conheceu esse lado do pai.

3 comentários:

Lilian Negrini disse...

Adoro blog com conteúdo. Estou seguindo para voltar sempre. Agora nao estou com tempo pra ler, mas a noite, como diria o assassino no final do filme: Eu voltareeeeeeeeeeei

Paty disse...

me lembrei do filme advogado do diabo, que adorei. como estas pessoas conseguem dormir a noite, não é? e não me venham dizer que todos merecem ter uma defesa. quem comete crime tem que pagar pelo que fez.

Esther Saldanha disse...

Opa, assim eu até me animo a estudar mais, hehehe.

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