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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

De olhos fechados.


Guilherme já estava desesperado não tinha nenhum cliente. Já tinha uma semana no escritório.
Ele escuta a campainha, e olha a televisão do circuito interno e abre o portão eletrônico e fica a espera de sua mãe.



Capítulo 10.


Felipe e Guilherme estão num restaurante para comemorarem o primeiro dia no emprego novo, quando verem Pedro chegar com um carro.
-Nossa que beleza é essa? -Pergunta admirado Felipe.
-Eu comprei.
-Como foi o seu primeiro dia no emprego? -Felipe.
-Bem.
-Vamos pedir o quê? -Pergunta Guilherme.
-Me empreste o cardápio. -Pede Felipe o cardápio de Guilherme - Que tal 500 gramas de caviar?
-Tem lagosta? -Pergunta Pedro.
-Eu quero Escargot! -Fala Guilherme.
-500 gramas de caviar, lagosta, escargot e de sobremesa profiteroli e traga o melhor champagnhe que tiverem. -o garçom se retira.
-Com que dinheiro vamos pagar? -Guilherme.
-Cartão de crédito, eu fiz um logo quando me formei, sem limite.
Depois de jantarem pediram a conta que foi de R$9675,00.
Guilherme já estava desesperado não tinha nenhum cliente. Já tinha uma semana no escritório.
Ele escuta a campainha, e olha a televisão do circuito interno e abre o portão eletrônico e fica a espera de sua mãe.
-Mãe o que a senhora está fazendo aqui?
-O que uma mãe faz. Saber como está o filho.
-Já está me vendo, agora se retire.
-Por que você trata assim sua mãe? -ela chorando.
-Chega de sentimentalismo! A senhora vai estragar o tapete. É dinheiro que a senhora quer não é? Toma, toma... Toma. -ele jogando dinheiro no chão - Pega, pega! -ele gritando.
-Eu não quero o seu dinheiro. Eu só quero saber se você vai voltar pra casa.
-Nunca mais volto para aquele inferno. Quando você vai entender que eu sinto vergonha de você?! Olha você... Você é tão pobre, detesto ter o sobrenome Silva Santos Silveira!
-Nunca deixei faltar nada pra você.
-Não, eu que nunca dizia o que queria! -ele chorando - Quantas vezes eu quis uma calça de marca, um curso.
-Desculpe se eu não fui uma boa mãe.
-A senhora atrasou a minha vida. Vem comigo. -pegou ela pelo braço e catou o dinheiro e saiu do escritório, parou um taxi e deu o dinheiro ao taxista e jogou a mãe dentro - Leve ela até a rodoviária.
Quando eles notaram já tinha se passado um mês e receberam o primeiro salário.
-Você recebeu quanto? -pergunta Felipe para Pedro.
-R$2900...
-R$2900,00 mais R$4500,00 dá R$ 7400,00, menos R$1200,00, resta R$6200,00, menos a comida do restaurante R$3225,00 que dividimos em três vezes de R$3995,00.
-Eu peguei um empréstimo de R$4000,00 e dividir em quatro vezes, eu terminei gastando com a fiança do meu cliente que espancou a mulher.
-Menos R$1000,00, sobrou R$2995,00 para as outras contas.
Toca o telefone, Pedro atende.
-Alô... É para você Guilherme.
Guilherme atende.
-Alô... Hã?... Hum Hum. -ele desliga o telefone.
-Minha mãe faleceu. Eu tenho que ir para Brasília para liberar o corpo no IML.
-Eu vou com você. -Fala Felipe.
-Não!
-Agente sabe que você é rico coisa nenhuma. -fala Pedro.
Felipe e Guilherme foram a Brasília.
-Quanto é o caixão mais simples?
-R$1400,00. -fala o senhor da funerária.
-Um.
No IML Guilherme assina os papéis para liberar o corpo. Guilherme encontra Felipe cochilando sentado no banco.
-A autópsia deu o quê? -Pergunta Felipe.
-Morte natural. E o funeral deu quanto?
-R$5000,00. Você vai ficar até a missa de sétimo dia?
-Sim...
Guilherme decidiu ir até a casa dos pais.
-Você vai vender a casa?
-Vou... Apesar de achar que ela não vale nada.
Ele entra e começa a remexer nas coisas.
-O que você está fazendo?
-Minha mãe era tão burra que guardava as economias dela em casa.
Ele termina quebrando um jarro e vê várias cédulas de dinheiro, ele e conta.
-R$7000,00! Vai dá para pagar o enterro e o caixão.

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