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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Próximo demais -Capítulo 3.

-Ela está desaparecida desde ontem, saiu para trabalhar logo cedinho e não voltou.
-Desculpa, mas só podemos tomar alguma atitude quando completar 48 horas do desaparecimento dela, é de prache. -O delegado.
-Que porra de prache! -Eu bato na mesa.
-Calma Pedro -Wassaly me contendo.
-Lamento, mas é assim que as coisas funcionam.
Volto para casa e encontro a minha filha no sofá me esperando.
-Acharam mamãe?
-Não, mas não se preocupe. Quando isso acabar vamos dá risada juntos. Entendido?
E por que você tá chorando?
-Por nada. Foi cisco no olho.
Mais tarde o telefone toca, estava na cozinha.
-Alô.
-"Encontramos a sua esposa".
Fui ao estacionamento da escola onde ela trabalhava. havia muitos peritos, policiais e gente da imprensa.
-É minha esposa, deixa eu passar.
Ela estava com a cabeça deitada no volante e uma faca enorme fincada na nuca.
-Não!
Regina me abraça.
Eu começo a chorar, me aproximo do carro, a toco.
-Meu amor... -depois olho pra as minhas mãos sujas de sangue.
São 16h 20 min., dava para perceber que a casa estava com mobilia nova, uma cortina separava a sala do quarto, as paredes tinham cores vivas. Havia um piano e um frigobar na sala . A casa tinha vários quadros. Ela deve gostar muito de obras de arte.
-O café está pronto, não sei se está bom. Não sou muito de fazer as tarefas domésticas do dia-a-dia. -ela me entrega a xícara.
Me sento na poltrona, ela vai até a janela.
-Você tem idéia de quem tenha feito isso?
-Renata timha muitos amigos, era impossível não gostar dela. Amiga, companheira, leal, justiceira, amável. -ela enxuga as lágrimas -A família não aceitava, mas creio que não fariam essa monstruosidade. Se eles matassem alguém, esse alguém tinha que ser eu. -ela se abraça ainda com a xícara na mão.
-Quanto tempo de relacionamento?
Ela coloca a xícara em cima do piano.
-Dois anos morando juntas, três anos de relacionamento. Nos conhecemos numa boate, mas ela não chegava junto e eu disse a mim mesma eu vou ficar com essa garota essa noite. Ela era baixinha, me aproximei , a beijei. Foi a melhor noite da minha vida.
-Você a amava muito?
-Eu era louca por ela. Eu não deveria ter viajado, se eu não tivesse viajado não tinha acontecido o que aconteceu.
-Não se culpe, não foi sua culpa. Você viajou por quê?
-A trabalho, fiquei seis dias na Austrália. Eu tinha gostado tanto de lá que liguei para ela dizendo que nossas próximas férias seriam lá. Tínhamos feito um pique-nique um dia antes, nunca mais vou ver aquele sorriso.
-E a ópera?
-Ela adorava executar essa ópera no piano e eu gostava de ouvir, Cármen. Quem a matou a conhecia bem.
Saio da casa de Renata , não tinha como não me emocionar, me lembro do assassinato da minha esposa. Porque mortes tão violentas e tão sofridas para as vítimas. passo na banca em todos os jornais a capa era sobre esse crime com requintes de crueldade.
Renata também estudou no Liceu, era da turma de 97, não tinha com ter conhecido Dominique. As duas morreram por causa de uma ópera.
Carmen é uma ópera em quatro atos do compositor francês Georges Bizet, estreou em 1875, no Ópera-Comique de Paris. Conta a história da cigana Carmen, que usa seus talentos de dança e canto para enfeitiçar e seduzir vários homens, entre eles Don José, Cabo do exército, é um homem honesto e decente que, ao se envolver com Carmen, vira um fora-da-lei.Micaëla, noiva de Don José, tenta resgatá-lo da vida destrutiva que ele levará com Carmen. No final Don José com ciúmes de Escanillo,e Cármen já cansada da vida que levava com Don José. Joga o anel no chão. Don José com fúria enfia uma faca na barriga de Cármen. E Renata também morreu devido a um ferimento com faca na barriga.
Que motivo tinha esse assassino em série  para matá-las. Isso se  houver motivo, porque de uma mente doentia pode se esperar até um motivo bobo.
Vou até o Liceu e espero Lucas acabar a sua aula, eu na porta. Ele vira-se e me ver.
-Então amanhã a valiação, estão dispensados. Estudem!
Os alunos se retiram, a sala vai ficando vazia, eu entro. Ele está guardando as coisas dele, vejo um livro sobre óperas.
-Gosta de ópera?
-Sim, todos que tem um gosto apurado devem gostar de ópera.
Ele guarda o livro.
-Ao que deve a visita?
Ele coloca o braço levemente no meu ombro e nos retiramos da sala.
-Estou lhe devendo você conhecer a minha casa.
-Ah é mesmo!
Descemos a escada.
-Muito trabalho? Soube de mais um assassinato na cidade.
-É, a garota se chama Renata, é da turma de 97, estudou no Liceu. -entrego a foto do corpo.
-Que horror!
-Eu juro por Deus que vou pegá-lo, ele vai sofrer em dobro tudo que suas vítimas sofreram. Eu vou pegá-lo nem que seja a última coisa que eu faça em vida. Nem que eu tenha que ir ao inferno para buscá-lo.
E saímos do Liceu.
-Eu nem me lembro mais de que turma éramos?
-93.
-Nossa! Você ainda com a memória ótima. -ele acende um cigarro -Tem notícias de alguém da nossa época?
-Não, que me lembre só Marcos, ele trabalha como modelo, eu soube já tem alguns anos. Mas amizade de conversar e sair só com você mesmo.
-Me sinto lisonjeado.
Passamos por uma quadra de basquete, ele entra, o sigo. Ele ver uma bola e pega.
-Vamos jogar? -ele joga o cigarro no lixo.
-Já estou velho pra isso.
-Que nada!
Começamos a jogar, me canso logo. Ele ainda continua rápido e faz logo a cesta. Ele abre um sorriso enorme.
-Você ainda continua bom.
-Acho que a única coisa que sei fazer bem.
-Não acho, você sabe fazer muitas coisas, toca divinamente, é inteligente.
-Tem melhores do que eu por aí.
-Mas pra mim você  ainda continua o melhor.
-Obrigado. -ele beija o meu rosto.
Chegamos em minha casa.
-Cibele Lucas, Lucas Cibele.
-Prazer, linda menina.
Eu passo em frente ao quarto de Cibele.
-Cibele arrume essa bagunça no seu quarto.
Ela entra no quarto.
-Deve ser difícil criar uma menina sozinho. Não pensa em casar novamente?
-Eu não esqueci Andréia ainda. A lembrança dela ainda é muito forte pra mim. Acho que nunca vai diminuir essa dor que sinto. Bebe alguma coisa?
-Não, obrigado. Não bebo.
Lucas se aproxima de um retrato de Andréia.
-Ela ficou muito mais bonita depois de adulta.
-É.
-Por que você não gosta de falar sobre a morte dela?
-Pois desejo esquecer. Ela morreu dentro do carro dela no estacionamento da escola onde ela trabalhava. Ela estava com a cabeça deitada no volante com uma faca enorme fincada na nuca . Todas as noites se repete essa imagem na minha cabeça. è um pesadelo que não tem fim. Até hoje nada de evolução no caso. Não me conformo que o assassino esteja aí solto, talvez até cometendo outros crimes. Mas por que a curiosidade? Você não gostava dela.
-Era ciúmes bobo de menino do seu melhor amigo. pensei que ela roubaria você de mim.
-Você acha que sou sua propriedade?
-Coisa de criança sabe.
Pego na mão dele.
-Gosto muito de você, não se esqueça disso.
Depois decidir seguir Sérgio, não sabia muita coisa dele. Era jovem, sempre recebia umas ligações e evitava falar na frente de todos com o telefone. E tinha o ar de estar preocupado com alguma coisa. Entrava calado e saía mais calado ainda do trabalho.
Ele entra num hospital da cidade vizinha a Paraíso. Espero ele sair, ele demorou algumas horas, ele ao sair.
-Sérgio. -ele vira-se -Podemos tomar um café juntos?
No café.
-Então o seu pai tem câncer?
Sim, eu tenho tanto medo de perdê-lo. Tudo o que sou devo a ele. Minha mãe morreu quando eu ainda era muito menino. Por isso me preocupo com Cibele, agora ela não entende direito que a mãe morreu, mas a medida que for crescendo ela vai se dá conta da tremenda falta que ela faz. Se meu pai morrer, minha família acaba, eu fico sozinho no mundo.
-Ele está muito mal?
-Sim. Eu não quero que ele morra. -chorando.
-Se precisar de alguém pode contar comigo.
-Obrigado.Me levanto e o abraço.
Chego em casa e encontro Cibele no sofá dormindo com TV ligada, desligo, a carrego no colo e a levo pro quarto. Olho para o rosto dela antes de me retirar. Tão parecida com a mãe Beijo  a testa dela e a cubro com o corbertô e me retiro. Entro no chuveiro, saio enrolado com uma toalha na cintura.
O telefone toca.
-Alô... Regina.
-" Pedro, Dominique Oliveira não morreu devido aos cortes no pulso. Foi encontrado alta dose de cicuta no corpo dela. Ela foi envenenada.

5 comentários:

KGeo disse...

bom texto, gostei da imagem que você colocou parece que alguma coisa vai vim.

KGeo disse...

gostei também dos outros cápitulos

Hysteria Project disse...

ótimo texto o/

pena que ela morreu, triste =//

Nunca Sei disse...

Muito bom o blog! Parabéns!!!

http://aquelaquenuncasabe.blogspot.com

Franciele Câmara disse...

Achei interessante, porém um pouco triste.

Beijos

http://apaixonadasporcosmeticos.blogspot.com
Retribuo seguidores, só deixar o link nos comentários.
Participem dos sorteios que estão rolando no blog ;)

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