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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Encomende sua morte. -Capítulo 2.



Eduardo Franteshi e Caio Pitiguá.

Marta chega a um porto marina, onde tem alguns barcos ancorados, tira o óculos pra conversar com um homem de cabelos grisalhos que já estava a esperando.
-Bom dia. - fala ela.
-Bom dia.
-Trouxe o combinado?
-Sim. - entrega a mala.
Ela abre a maleta.
-Adoro o cheiro das verdinhas.
-E vai ter mais dessas.
Ela se vira pra ele.
-Certamente, e nós dois vamos sair ganhando e felizes dessa.
Um tiro atinge a cabeça de Eduardo Franteshi, sujando o rosto de Marta de sangue.
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Marta jovem , 23 anos, dormindo numa cama toda desarrumada, ela acorda, ainda tenta manter os olhos fechados, sente algo pegajoso em sua mão, abre os olhos, vê sangue. Olha pro corpo ao lado , o seu amado, depois de uma noite de amor, morto e em pé com uma arma, um funcionário do seu pai.
-O que você fez? Por quê? -ela se levanta e começa a bater nele.
Ele a segura.
-Ordens do seu pai.
-Não. - ela chorando.
-Pare de chorar, temos um corpo pra enterrar.
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Um homem dá uma toalha a Marta, ela limpa o rosto, enquanto outro coloca o corpo no porta mala do carro.
-Continua com uma ótima pontaria Celso.
-Obrigado senhora. O que vamos fazer com o corpo?
-Coloque um peso amarrado nas pernas e jogue no mar, com sorte pode ser encontrado daqui há alguns anos, eu só espero que esteja irreconhecível.  Fez o que pedi?
-Sim. - entrega o envelope a ela - Tudo confere com o que ela disse.
-Sabemos bem que essas coisas podem ser facilmente feitas, que podem ser questionáveis. Continue investigando, alguma coisa me diz que ela vai me causar muitos problemas.
Celso é um dos importantes e melhores homens que trabalham com ela, matador profissional, está com a família Schultz já há algum tempo. Ele tem 52 anos, tem família, esposa e filhos e nenhum deles sabem no que o provedor da família trabalha.
Eduardo Franteshi é traficante de heroína na região, ele pagou a Marta para encomendar a morte de Caio Pitiguá, seu principal rival no ramo, que nos últimos meses o ultrapassou. o que ele não contava é que Caio também encomendou a sua morte.
Marta chega em casa e vê a mesa posta.
-O almoço já está pronto querida sogra. - Clara.
-Pêni, tanto tempo casada com meu filho e não sabe que ele não gosta de macarrão. Ceiça retire a mesa e sirva o de sempre. - se aproxima da nora - Aqui nessa casa quem escolhe o que vai a mesa sou eu.
-Faz o que com a comida senhora? - Ceiça.
-Jogue fora, não vai servir nem pros empregados. -fala isso olhando pra Clara.
Mais tarde como é de costume de Marta, ela oferece uma espécie de chá das cinco, uma tradição da família Schultz. É uma honraria uma senhora ser convidada para o chá na casa dos Schultz, em que as senhoras se descabelavam para estarem.
Nas conversas sempre estavam em pauta a vida de outras senhoras da alta sociedade, um acessório, um objeto de decoração, ou algum evento beneficente ou elaboração de alguma festa, claro que na mansão dos Schultz. 
-Sejam bem vindas senhoras. - Marta senta na sua poltrona.
A empregada traz as xícaras.
-À esquerda querida, sempre à esquerda.. É nova, me desculpem. Essa criadagem  já não vem pronta, você tem que ensinar tudo. Pode ir.
Ela vê Clara.
-Clara junte-se a nós.
-Eu não suporto essas futilidades.
-Está chamando sua sogra e amigas de fúteis?
-Eu só estou dizendo que tenho coisas mais importantes a fazer do que falar de sapatos, jóias, roupas e crianças pobres, vou esperar meu marido. -se retira.
-Vaca. - sorrir.
-Parece que você não se dá bem com sua nora. - uma das senhoras.
-Infelizmente não escolhemos com quem nossos filhos devem se casar. E sinceramente pensei que seria só mais uma que teria que calar com algum dinheiro. Meu filho nunca foi fácil, se atrai fácil por um par de pernas, seios durinhos e uma bunda perfeitinha e as vezes nem isso. - dá risada -Infelizmente ela engravidou, mas vamos falar de nossas crianças. Estou pensando em leiloar minha escrivaninha de pedra mármore e eu pensei em contar com ajuda das senhoras em também em ajudar com objetos, principalmente de valor afetivo e colaborativo.
-Não seria mais fácil dá uma quantia em dinheiro Marta, já que somos todas ricas, e você mais ainda. - uma senhora loira.
-Eu não sabia que ser amante dava alguma posição social. Laura você sabe que não perco a oportunidade de abrir as portas da minha casa pra uma festa, e é tão menos frio do que dá simplesmente o dinheiro. Mas se não tiver nada pra leiloar não tem importância, somos amigas há tanto tempo.
-E de onde vem tanto dinheiro Marta pra dá essas festas? Até aonde sei vocês não tem emprego, mas tem empregados e bens.
-Aplicações e resgates e meu pai me deixou uma boa fortuna.
-Que não acaba! E que sorte em tempos difíceis conseguir dinheiro fácil.
-Desculpa querida se eu não tive que dormir com algum homem casado pra chegar até aqui. E eu não sabia querida que você trabalhava pra receita. as minhas contas com o leão já foram pagas.
Laura era uma das amigas de Marta e que frequentava a casa dela. Vive num bom e luxuoso apartamento pago por seu amante, um desembargador e assim  enquanto as marcas da idade não aparecem, graças a medicina dos cosméticos e das cirurgias plásticas, vai vivendo.
Marta sentada num sofá, pega um celular.
-Já está feito?... Ótimo, conclua o resto.... Daqui a pouco estou indo aí.
Clara aparece.
-Concluir o quê? Ir pra aonde?
-Que feio ouvindo a conversa dos outros.
-Estava andando pela casa esperando meu marido.
-Que esposa devotada, a mansão é tão grande pra você me rodear como urubu. Continue esperando ele, de preferência na porta. E o que estava falando ao telefone e com quem não te interessam, são apenas negócios.
-Está bem, com licença.
Marta tira o chip do celular e quebra.
O telefonema informava que interceptaram o carro em que estavam Caio Pitiguá mais 4 pessoas, todos foram alvejados a tiros, apenas a filha dele sobreviveu. E também invadiram a fábrica de drogas de Eduardo Franteshi, matando todos os operários.
Começaram a desencavar um túmulo, abrem o caixão, dele se vê Marta sorrindo, Caio sai do buraco.
-Pensei que não iriam me tirar daqui.
-Trato é trato.
-Acreditaram?
-Certamente sim, saiu até no jornal e sua filha é uma ótima atriz, me emocionei no velório. -abraça a menina.
-Pena que tive que perder dois homens. Então estou oficialmente morto?
-E o único traficante de heroína da região como queria. Eduardo se foi e todo seu estoque foi queimado junto com seus homens e não vão procurar você, já que está morto.
Oferece a mão a ela.
-Bom fazer negócios com a senhora.
-O prazer foi todo meu, me contate quando precisar encomendar alguma morte.
-



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