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domingo, 18 de maio de 2014

Sentir.



Quero sentir o amor tomar o meu corpo
Falar palavras bonitas ao pé do ouvido
Pegar minhas mãos e aquecê-la quando for frio
Quero ver sorrindo depois de uma noite de prazer
Quero que pelo menos tenha corpo
Sem a necessidade de ser físico, aguerrido
Sem nenhuma necessidade de nenhum acusatório
Sem a necessidade de um filho fazer
Mas não tá aqui me acompanhando a noite
Não está com os braços em volta do meu pescoço
Me dando beijos sem querer se despedir
Com os olhos brilhando me envolvendo num altar
Me fazendo rei sem precisar acreditar no convite
Ao invés disso me faz sentir estrangular sem ter nenhuma reação de esboço
Deixando me afastar sem me impedir
Deixando criar ilusões bobas pra depois sepultar
Leva a minha carne num cortejo fúnebre
Onde o choro é só um passatempo
Reata os nós dos desavisados
Brincando com coxas, pernas e abraços
Beijando outro rapaz que se arde sem febre
Passa-se dias e noites sem noção do tempo
Você sorrir dos corpos abusados
Lambuzados pelos demorados amassos
Não sentir é inevitável
Queria rasgar tua pele
Fazê-lo engolir as declarações de amor
Te encher de todas as doenças possíveis
Mas nada disso vai lhe fazer voltar aceitável
Nada disso vai lhe tirar da minha pele
E não vai desaparecer com meu mau humor
Sendo impossível entender tantas coisas incompreensíveis
Só não queria sentir
Como uma vez te sentir
O que faço com esse sentimento que não consigo dá a outra pessoa?
Sentir é invitável
Eu só não queria sentir sozinho.



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