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quinta-feira, 19 de março de 2009

A mulher do desembargador -Capítulo 16.

Ops se você vai começar a ler essa postagem, lamento informar que você vai começar Lê-la pelo fim. Para ler o primeiro capítulo ou você vai nas postagengens antigas ddo mês de novembro para começar a ler o primeiro capítulo. Ou espera até eu postar o livro na integra no meu outro blog. Ufa terminei até que fim. Escrevi esse livro em 2005, eu tinha 17 anos, é uma história de traição, um jovem de quinze anos se apaixona por uma mulher trinta e cinco anos mais velha, casada. Demorei de concluir aqui no blog, pois tinha outros textos que digitava e e confesso que sou lento pra digitar e não tenho muita paciência pra isso. Então desculpe pela demora e por essa lenga lenga e boa leitura.



No final da tarde ocorreu uma manifestação de mulheres contra o ato institucional.Me chamou a atenção em especial uma moça loira de cabelos longos, branca e olhos de um imprecionante verde.
Quando ela se esbarrou em mim me lembrei da minha meiga, doce e carinhosa Camila.
-Desculpa. -Ela foi se juntar as suas companheiras de luta.
A noite já me encontrava na casa de Dona Justina, e lá estava Dona Eulália e minha irmã Maria Bárbara e um outro rapaz, afilhado de Dona Justina, Mateus.
-Dona Justina se lembra de mim?
Não dava nem para acreditar que uma mulher que falava tanto se encontrava agora muda.
-Meu irmão. -Ela me abraçando.
-Como está?
-Bem.
-Quero saber onde minha mãe foi enterrada, para levar para ela um buquê de rosas.
-vocês já prestaram a atenção que Dona Justina quer falar alguma coisa. -fala Dona Eulália.
A minha irmã olha para Mateus.
-Impressão sua Dona Eulália- maria bárbara.
-E também é normal a agonia que ela deve estar sentindo por não poder falar. E também o que ela poderia falar, só eu, ela e Maria Bárbara que moramos aqui. -fala Mateus.
-Coitada de Dona Justina, quanto ela deve estar sofrendo.
Na manhã seguinte fui levar rosas ao túmulo da minha mãe e do meu pai. depois fui a sorveteria, onde trabalhava Cláudio.
-Já soube de Felipe?
-O visitei ontem.
-Ele e a mãe viajam para tratamento na próxima semana.
-É muito triste.
-Eu não entendo por quê voce pediu na carta para sua irmã onde encontra-se o hospício onde está internada Dona Marisa.
-Você encontrou?
-Sim, ela está internada neste hospício, aqui o endereço.
Eu peguei o papel com o endereço.
-Um sorvete de chocolate Cláudio.
-Sim Camila.
Eu a olhei, ela virou para mim e sorriu.
-Tchau Cláudio.
-Tchau Pedro.
-Pedro. -Ela me chamou.
-Camila.
-Nos reencontramos.
-Eu nunca deixei de pensar em você nesse tempo todo.
depois de tomarmos sorvete ela me levou até a casa onde ela morava junto com uma amiga e um senhor que era o pai adotivo dela, que estava sentado na poltrona inerte.
-Ele se encontra doido por causa da tortura, só Cláudio que me chama de Camila, sou conhecida por Raquel agora, vivo na clandestinidade. É pequeno, está dessarumado, sent-se.
-Obrigado.
sai uma moça ruiva de toalha.
-Esta é a minha amiga Anairde.
-Prazer. -ela aperta a minha mão.
-Você é muito bonito1
-Obrigado.
-Vamos Pedro, estou pronta.
-Vamos.
Eu e ela no carro, nós paramos num beco.
-Você teve ciúme?
-E quem não tem ciúme amando?
Nos beijamos, e o beijo dela tinha o mesmo gosto do que há dez anos atrás.
Pelo reto do dia fiquei a pensar se iria ou não ver Marisa no hospício, mas me dava medo do que encontraria.
-Vamos ver os ingredientes do Risoto de camarão.
250g de arroz
1 kg de camarão limpo
1 cebola picada
2 dentes de alho picado
molho de tomate
meia xícara de vinho branco,
azeite a gosto
1 cebola picada.louro em pó a gosto3
smeia xícara de maracujás
queijo parmesão ralado a gosto.
sal a gosto.
-Amanhã veremos o modo de preparo, até a próxima aula.
Todas as meninas saem, eu entro.
-Eu só vim fazer uma visita, vou daqui a pouco ver uma proposta de trabalho.
-Tomara que consiga.
-Parece que o seu curso vai de vento em popa.
-É da para levar, não posso ser sustentada com o trabalho de costura de Dona Justina.
-Já vou indo.
-Já!
-Eu disse que era uma visita rápida.
-Tchau.,
-Tchau.
E quando eu estava saindo escuto um barulho e volto e vejo a minha irmã e Mateu se amando na mesa.
Se passaram uma semana, e soube que Camila foi presa, por causa da manifestação.
-VoCê sai amanhã daqui.
-Engraçado eu queria ser um passarinho e fui engaiolada.
-Viaja comigo para Londres?
-Eu vou com a esperança de um dia poder voltar.
-Nós viajamos amanhã, antes tenho que visitar uma pessoa.
Na manhã seguinte, estava eu no endereço do hospício que Cláudio me deu.
-Gostaria de tirar daqui Dona Marisa.
-Parente?
-Não.
-Só pode retirar quem é parente.
Tive pena de Dona Marisa, já que nem os próprios parentes tinham notícias dela.
-Quero vê-la.
-Venha comigo.
Me levou até uma sala, ela estava sentada numa maca. Não tinha mais a beleza de antes, er auma senhora de sessenta anos.
-Descupe-me por não poder a tirá-la daqui.
-Meu menino. -Ela me abraça e alisa o meu rosto, do qual descem lágrimas.
Não sei quanto tempo durou, mas foi rápido, logo a levaram, fiquei a lamentar que triste fim para uma mulher de desembargador.

Um comentário:

Bruno (de mim para mim) disse...

Escreves bem.
Gostei do post
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