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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A mulher do desembargador- capítulo 12

Já tinha mais de uma semana que eu não visitava a viúva do desembargador. Na igreja ela apareceu e deixou cair um bilhete perto de mim, eu peguei o bilhete, e o li:
" Por que não me visita mais? Me sinto tão só, tão desprotegida. Se for pela visita do doutor Epaminombas, eu não o recebo mais. Se for alguma coisa que eu disse, me perdoa, só não quero perder o seu amor. Apareça hoje em casa, estará a porta aberta."
Quando eu voltei para casa.
-Mãe.
-O que foi?
ela abriu a caixa.
-é a minha televisão. Ai economizei tanto! -Ela chorando.-Onde eu coloco?
-Mãe.
-Aqui. -Ela tirou o r´dio e colcou a televisão.-Ficou perfeito. onde será que liga? -a televisão ligou -Ah! -Ela sorrindo -como será que fazem uma coisa dessa? Imagens e pessoas falando numa caixa.
-Mãe.
-O que foi?
-Eu vou dormir na casa de Cláudio.
-Vai, mas não volte tarde.
Ela nem me escutou. A porta estava aberta como eu esperava na casa do desembargador.
Esta tarde foi tão maravilhosa, tive a impressão de estar no céu, ela trouxe uma bandeja com pudim de leite, bolo de chocolate, churros e suco de acerola.
-Vou dormir esta noite aqui.
-Que bom que você voltou! Pensei que você tinha deixado de me amar.
-O que você disse no bilhete, de não mais receber em sua casa o doutor Epaminombas, é verdade?
-Coma.
-Me responda, por favor.
-Ele me visitou todos esses dias que você não veio.
-Você mentiu no bilhete, como sou idiota, ainda acredito em você.
-Você já vai?
-Você nunca me amou, você não ama ninguém. Ninguém! Você nem amou o seu falecido marido.
Ela me esbofete-ou.
-desculpa! Mas quem é você para duvidar do meu amor? Vá! Pois vá. Você saindo, entra o doutor Epaminombas.
-Você acha que eu não consigo viver sem você, não é?
-Fique, não estrague esse dia que é só nosso.
Eu a beijei e nos cobrimos com o lençol.
Acordamos a noite com o som da campainha.
-Quem é?
-Sou eu, Epaminombas.
-Espera, vou ver o que ele quer. -Ela se veste. -Já vou.
Ela se retirou do quarto e eu fiquei a escutar.
-Doutor Epaminonbas, o que faz aqui?
-Desculpa por ter vindo a essa hora.
-Já estava indo dormi, então descupe pelos trajes.
-Eu não me importo, eu vim te dizer que estou apaixonado por você. -Ele a beijou. -Desculpa.
Ele se retirou.
-Eu dormo no sofá.
-Mas foi ele que me beijou.
-Boa noite.
-Você não pode me culpar por uma coisa que eu não fiz.
-Quem sabe você seja mais feliz com ele, apague a luz por favor.
Na manhã seguinte eu e Camila passeamos tomando sorvete.
-Voc~e gosta de morar aqui?
-Sim, por quê?
-Eu gostaria de ser como ps pássaros, eles sim são felizes!
-Mas também podemos ser felizes.
-Então me ensine, eu não sei ser feliz.
Eu a beijei.
-Desculpa.
-os sorvetes cairam, tenho que voltar ao orfanato.
Quando eu retornei do orfanato, encontrei minha mãe e Dona Justina, dona Eulália, Cláudio e a mãe dele.
-Neusa, meu filho deu muito trabalho?
-Por que o seu filho daria trabalho para mim?
-Ele não dormiu essa noite em sua casa?
-O quê? O seu filho na minha casa!
-É que não dormimos em casa, dormimos na casa abandonada da rua do lado, para ver se ela é mal assombrada mesmo.
-Que besteira! -fala Dona Justina.
-Mas que se escuta uns ruídos esquisitos de lá, isso se escuta. -fala dona Eulália.
-Mas você saiu cedo de casa.
-Para esperá-lo.
-Pedro me ajude com essas sacolas -Era dona Marisa.
-Eu já vou indo filho.
Nós entramos em casa.
-O que foi?
-Estou grávida e o filho é seu.
-Como? Você não era incapacitada?
-Acho que o incapacitado era o meu falecido marido.
-Não pode ser.
-E agora o que será de mim?

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