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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Curtas urbanas.

Terapia de casal, acho que não preciso informar mais nada.


Crise no casamento, corra que lá vem terremoto.

-Bom dia Senhora Júlia e senhor Glauber. -O analista.
-Bom dia. -Júlia.
-Bom dia. -Glauber responde bem depois, olha em seguida as horas.
-Qual o problema?
-Casei com um homem sarado, surfista, carinhoso, romântico e insaciável. Hoje ele se transformou nessa desgraça aí! Gordo, estúpido e que não fode comigo há um mês.
-Júlia! -Glauber - Doutor não é bem assim.
-Como não é bem assim? Doutor chegamos ao fundo do poço matrimonial, ele peida no meio das nossas intimidades.
-Isso é besteira de mulher. Reclamava antes e reclama agora também. Nunca fica satisfeita.
-Besteira de mulher? Doutor sabe o que ele me deu de presente de aniversário de casamento? Um ferro de passar-roupa, disse que o outro estava quebrado. E adivinha o que ele me deu no meu aniversário. Pano de prato. Eu pra ele sou uma escrava do lar.
-Pelo menos você tem que admitir que eu comprei os panos de prato da sua cor preferida.
Ela rir.
-Sabe o que você faz com esses panos de prato Glauber?...
-Espera aí, calma. Não quero baixaria no meu consultório. - o doutor.
-O senhor acha que faço baixaria? - Ela se levanta e pega um jarro e joga no chão - Eu sou uma mulher que não agüenta mais viver com um homem que trás toda quarta-feira os seus amigos para tomarem cerveja e verem futebol. Fora que ele acha mais interessante o Arnold Schwarzenegger do que transar com a sua mulher. - ela senta, arruma o cabelo - Diz doutor que não é pra se revoltar, ele está comendo igual uma jamanta, você aparece na frente dele e faz isso. - ela tira a blusa deixando os seios à mostra - Ele nem nota. - ela começa a chorar.
O doutor fica de boca aberta.
-Porra! Tapa isso caralho. -Glauber veste a blusa nela.
-Por que vocês não dizem tudo que tem vontade de dizer um para o outro? - o doutor - Isso às vezes resolve.
-Ele ronca.
-Ela tem frieira no pé, é uma coisa nojenta. Já tive até pesadelo com isso.
-Incessível! Eu não perdi a virgindade com você. Perdi com um anão aos treze anos de idade. E ainda... Na nossa primeira noite de amor eu fingi o orgasmo.
-Deixa estar. Ela geme igual uma porca. Isso é extremamente broxante doutor.
-Chega! - o doutor - Vocês nunca tentaram nada de novo no casamento?
-Uma vez comprei um vibrador em formato de pênis. Achei bonitinho, tinha de cachorro, de cavalo, eu optei pelo de boi. Levei o vibrador para casa e no meio da transa perguntei a ele se ele deixaria eu enfiar aquilo no rabo dele.
-É que o senhor não viu o tamanho do vibrador. E se ela queria inovar, que enfiasse no dela.
-Machista!
-Eu sempre a levo pra passar fim de semana fora de casa.
-Há três anos que as nossas viagens são para o rancho da mãe dele. Ultra-romântico isso. Detesto sua mãe. Mulherzinha chata, insuportável. Juro que se ela falar outra vez mal da minha comida dou na cara dela.
-Mas a sua comida é muito sem graça mesmo.
-Ha... Ha... Ha...Na próxima vez coloco veneno na comida. Ai vamos ver se a comida ganha graça.
-Vocês já traíram?
-Eu algum tempo atrás freqüentava academia. Não perdia uma aula de swing baiano. O professor era um moreno alto, forte, com uma tatuagem enorme no braço. Toda terça e quinta as 20 hs eu estava lá. Juro que eu fiquei doidinha pra dá pra ele, mas ele era gay. Aliás, Glauber quem é Simoninha? Todo dia o número dessa vagabunda está no registro de chamadas do seu celular.
-É uma senhora sexagenária crente fervorosa lá do escritório. Creio que nem sabe o que é sexo oral.
-Para de ser mentiroso Glauber. Se fosse uma senhora sexagenária se chamaria Dona Simone. Se fosse uma mulher direita, não devoradora de maridos alheios, seria só Simone. Mas já Simoninha, é nome de guerra de alguma vagabunda! - ela se levanta e pega outro jarro - Glauber me conte agora quem é essa pirainha.
O doutor pega o jarro da mão dela, conserta a posição dos óculos, senta-se no banco e coloca a mão no coração.
-Você não quebra mais nada nesse consultório. Vocês já passaram por crises como essa?
-Já, mas não com a vontade de ao acordar e vê-lo cortar ele em pedacinhos.
-Isso é em relação a ela, eu acho que está tudo bem.
-Cretino!
-Vocês já pensaram em se separar?

Como o blog está fazendo aniversário ( 1 ano), eu quis presentear os leitores para que eles participassem ativamente da história. Então ao invés de comentar o que acharam desse curtas urbanas, peço que você continue a história, não precisa escrever muito, pode ser duas falas até, mas que participe. Lembre-se que se trata de uma obra de humor, por isso não transforme em drama, de resto abuse da criatividade. Desde já agradeço.

3 comentários:

Tadeu disse...

...separar??? claro que não.
-vamos embora amor, esse doutor quer acabar com o nosso casamento.

uahuhaauhuhauah FIM...

Silvio disse...

Machista é pouco!! rsrsr;

Parabéns, 1 ano não é fácil de manter.

Abraços e sucesso.

Blogueira disse...

A gente namora e pensa que conhece a pessoa, depois casa e aí sim com a convivência vai descobrindo quem realmente é a pessoa.

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