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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Releituras.

Curtas urbanas.


Sabe aquelas situações em que você está no lugar errado e na hora errada, mas não nota e aí quando você percebe já é tarde de mais. Foi isso que aconteceu com Sérgio que foi convidado para uma roubada.


Um completo estranho em uma balada.

- É... Aqui tá ótimo!
Vai ao bar, ver uma morenaça bem alta.
-Oi gatinha. Não quer dividir o drink?
-Se toca.
-Sabia que você é linda.
Ela sorrir e olha para uma outra garota.
-Gostosa. - Ela diz isso para a outra garota.
-Eu ouvir bem você chamou a garota de gostosa.
-Porra que perna de pau são esses jogadores. É no meio! - ela não se controloa ao ver o jogo pela tv.
-Mais um drink desse. - Sérgio pede ao barmem. -Você acha que não está com muita pouca roupa não rapaz?
-Se quiser posso fazer um servicinho legal pra você. - pisca pra ele.
Ele vira-se.
-Cara estranho. - vira o copo.
Ver dois homens se beijando, e olha ao redor e ver a cena se repetindo entre homens ou mulheres.
-Nossa tem muito gay aqui.
-Mas aqui é uma boate gls. - fala o barmen.
-Hã?
Toca a sirene e aparece vários homens que começam a fazer um striper tease.
-Meu Deus estou numa boate gay. Onde tem um buraco pra me enfiar?
-Lá em cima.
Sérgio sobe e se depara com uma parede cheia de buracos e ver que alguns colocam a mão pelo buraco ou a boca. Ele se abaixa para olhar.
Ele dá um grito.
-Socorro, não fico mais aqui. - fala tapando o olho com uma das mãos.
Liga para um número.
-Dalton, estou numa boate gay, a vagabunda me enganou, me tira daqui. Eu acho que o meu olho direito está grávido. Você não sabe o que estou vendo, me tira daqui. - desliga.
Ele ver um colega de trabalho, se esconde.
-Merda o que o Alfredinho está fazendo num lugar como esse.
-Oi boneca. - ele vira-se e ver um homem armário em sua frente.
-Ui. Como você é grande!
-Tem outras coisas bem maiores em mim. Quer ver?
-Não... Meu namorado está me esperando ali.
-Não sou ciumento. - ele pega Sérgio com força.
-Eu... so... sou fiel.
-Adoro.
Começa a tocar uma música.
-Adoro essa música.
Ele começa a dançar, todos fazem um círculo em volta dele. Pára a musica e ele ver o colega dalton.
-Dalton até que fim você apareceu.
-É, se eu chegasse mais um minuto depois você estaria soltando purpurina.
-Me tira daqui, aqui tem muito vi...
Pára a música e todos ouvem, ele vira-se.
-Aqui tem muitas pessoa virtuosas, espiritualizadas.
-Não está colando. - Dalton.
Saem correndo da boate e entram no carro, Sérgio cansando.
-Passaram a mão na minha bunda. Eu não sei o que é pior, não saber que tipo de coisa passou a mão na minha bunda ou eu ter gostado.
-Cara você está estranho.
-Acelera esse carro logo, eu ainda estou com a sensação que estou correndo e aquela multidão de gazelas enlouquecidas atrás de mim. Que filha da puta.
O carro parte.



Memória em surto.



Neste mês decidi criar três momentos no meu blog, o primeiro, releituras, que são postagens antigas, como acho que muitos não olham as postagens antigas, decidi criar esse espaço, o segundo, recomendo, são comentários e resumos de livros que eu já li e recomendo, já que nos momentos vagos aproveito pra ler. O terceiro é Memória em surto, que são lembranças de momentos da minha vida, de pessoas que convivem ou conviveram comigo ( fique tranquilo, se caso você for uma dessas pessoas, não vou revelar nomes).
A minha vida não é tão interessante assim, mas também não é tão casta. Acho que criei esse espaço como tipço de desabafo. Antes de começar vou dizer o porquê do título, memórias (Recordação), surto, pois só posso estar surtado para fazer esse desabafo logo na internet, agora acho que vou compreender certas pessoas que tem biografia e se arrependeram, como Paulo Coelho, por exemplo.
Serão 8 surtos durante esse ano, já escolhi os 8 momentos que vou desabafar, dependendo do sucesso ou não ddo espaço, talvez continue no ano que vem, mas por enquanto, é previsto só para esse ano. Vou começar falando sobre o amor em meus até 21 anos de vida.
Creio que só amei duas vezes, tipo de faltar palavras quando você estar diante dessa pessoa, se você não ver essa pessoa você não se sente completo, ao olhá-la o seu coração despara. Mas vou começar em ordem.
A primeira vez que o amor apareceu para mim, eu acho que eu ainda não tinha entrado na puberdade, pois bem, eu como qualquer criança da minha época, brincava de salada de fruta, papai e mamãe, de médico, tudo na maior inocência infantil. Minha mãe tinha uma vizinha que vire e mexe ela ia lá para prosear, enquanto eu e minha irmã e os filhos da vizinha, que tinham a mesma idade, nos trancavamos no quarto.
Numa dessas brincadeiras, a menina me beijou, pois na brincadeira eu beijava a filha da vizinha e o filho da vizinha beijava a minha irmã e também tinha momentos que os irmãos se beijavam, espero que o leitor não seja um moralista, éramos crianças e só era um selinho. Bem a menina me beijou e perguntou se o beijo dela era doce ou salgado, acho que respondi era salgado, a menina nunca mais quis falar comigo. Mulheres sempre românticas e que falta de romantismo da minha parte também.
A segunda vez foi uma colega em que convivi todo o primário e quando chegamos ao ginásio ela ficou em outra sala e aí soube que ela gostava de mim, e os amigos na tentativa de ajudar, algumas vezes prejudicando, a prenderam na sala dela e me pegaram para me levarem até lá. Só que eu pedi para não ir, pois não gostava dela e não queria enganá-la. Eu quando era menor tinha a idéia de casar com a primeira namorada, envelhecer com ela, de beijar alguém que verdadeiramente mexesse comigo. Reencontrei ela um tempo depois, ela estava mais linda do que era, me bateu um pouco de arrependimento, se eu fosse naquela sala talvez estivesse com ela até hoje, mas era tarde, ela tinha namorado, quase noiva.
Depois veio um daqueles 2 amores que eu relatei no início. Ela era linda, dediquei uma personagem a ela em um dos meus livros, que ainda não está postado no blog. Ela me via como amigo e também não me via como homem para namorar, sentia ciúmes ao vê-la com outros. Teve uma vez que ela não quis sair comigo para comprar uma coisa por me achar fraquinho (eu sempre fui magrinho), e aquilo doeu muito, ela mal sabia que eu era capaz de dar a minha vida por ela. Eu sempre ia na casa dela, quase todos os dias, eu fazia tudo o que ela pedia, todos sabiam que eu gostava dela, menos ela, nunca contei. Ela se mudou para outro bairro, a achei no orkut e hoje só temos contato através dele.
Tinha outra menina na mesma época, mas acho que não era amor, acho que era coisa de carne, desejo, e nessa época o pessoal se reunia para brincar de verdade ou consequência e com ela eu dei o meu primeiro beijo de lingua. Me perguntaram depois se eu sentir tesão com o beijo, disse na hora que sim, mas acho dificil sentir tesão apenas com um beijo, acho mais fácil com um toque ou carinho especial.
Depois conheci o meu segundo grande amor, que veio com seu jeito sonolento, descuidado, com aquele sorriso, com aquelas mãos. Me abraçava e era o momento mais feliz da minha vida. Me compreendia tão bem. Eu sempre maltrando para não demonstrar talvéz esse amor, que alguns já notavam, sonhava com essa pessoa as noites. Me roía de ciúmes ao ver beijando alguém que não era eu. Era uma amor impossível, essa pessoa não aceitaria e nem eu também.
Nessa mesma turma tinha uma outra menina, não tão bonita, que se interessou por mim, mas ela queria ser submissa, não lutava pelo que queria e era meiga, isso sempre me encantava nas mulheres, acho que magoei ela também, pois só a via como amiga. Aí no último ano do ensino médio aparece outra menina meiga, tão próxima e diferente de mim, eu me declarei a ela e ela não me quis, disse que me via como amigo e várias outras disseram a mesma coisa, até a menina que eu gostava dos pés dela,
A última, um rolo de beijos e separações, hoje nos encontramos separados por uma traição da minha cabeça, gosto dela muito, mas sei que não é da forma que gostei dessas 2 pessoas relatadas no início.
A minha vida até esses 21 anos de vida foi de fracassos amorosos, já me perguntei se tenho medo de amar, de ser feliz, mas acho que é medo de me machucar ou de machucar alguém. Ainda teve duas professoras, mas não era amor, acho que era encantamento de aluno, admiração profunda, sempre me chamou atenção pessoas inteligentes e de bom papo.Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Dediquei um bom tempo da minha vida aos estudos, agora não, estou desleixado, não aguento nem ver livros as vezes. Me arrependo de ter dedicado uma boa parte da minha vida aos estudos e não ao amor. Eu sempre quis me estabilizar financeiramente primeiro e depois o amor. mas as duas coisas podem caminhar juntas. Não sei se foi amor o que eu sentir, mas acho que não vive paixão, paixão vira a cabeça, queria tanto ir até o prédio e gritar bem alto eu te amo para alguém, ligar várias vezes ao dia só para escutar a respiração. Torço para encontrar um grande amor esse ano, pois as vezes o indivíduo sente falta de conversar, de carinho, afeto, de ficar abraçado juntinho, de andar de mãos dadas.
Tenho maior medo de terminar sozinho, de não sentir de novo alguém me amando. Queria sentir como Carlos Drumond de Andrade escreveu, de ter uma pessoa que o meu primeiro e último pensamento do dia fosse ela, que eu não conseguisse enxergar o futuro sem ela.
Por fim, quero escrever a todas essas pessoas aqui escritas que as amei, talvez não da formna que elas esperassem ou da forma que eu queria, e elas estão aqui nesse texto, pois para mim, serão para sempre especiais.


Vamos falar de educação.


Por que ser professor? Algumas vezes me perguntei isso.
Já me falaram que professor ganha mal, que é preguiçoso, trabalha muito, não é reconhecido, enfrenta muitos desafios em sala de aula.
já quis ser empresário, jornalista, músico e advogado, mas nada me satisfaz tanto, do que é o ato de ensinar.
É verdade que professor ganha mal, ganha pouco, ainda não dá pra me sustentar sozinho, ainda dependo de mamãe, mas compro o que quero na hora que quero -isso se me pagam -Que é preguiçoso, não sei, também não concordo com greves, prejudica muito os alunos. Trabalha muito para ganhar melhor, isso eu já sei, dei aula até nas minhas férias. Não é reconhecido, não acho, talvez salarialmente não. Enfrenta muitos desafios, isso sim, cada aluno é uma caixinha de surpresa.
Mas sabe o que me dá mais satisfação em ser professor, é quando um aluno diz: Eu aprendi isso com você.


Neste Releituras ( que é também um quadro do blog) decidi colocar tr~es quadros que gosto e gostei bastante de fazer. Um Curtas urbanas, que comecei recentemente, a ideia inicial era fazer textos menores e saiur um pouco do drama para ir para a comédia, nãos ei se conseguir. Foi difícil escolher entre a cartomante e um completo estranho na balada, mas preferir o último, pois o primeiro era mais recente, Sérgio volta em mais um curtas urbanas neste mês de dezembro. O segundo é Memória em surto, que pra mim foi uma grande experiência de desabafo ( recomendo até), acho que até desabafei demais,este é o primeiro, e achoq ue o primeira experiência você não esquece. O último texto é do quadro vamos falar de educação, eu que sou professor decidir criar esse quadro, e esse texto acho mostra a minha paixão por ensinar. É isso, releituras volta em março.

Um comentário:

Viviane Righi disse...

Adorei a do estranho na balada. Ri muito aqui sozinha, imaginando cada cena.

Baita criatividade!!!

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