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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Releituras.

Em uma das minhas noites em surto escrevi.

Gostaria de voltar a ser menino
A pensar e agir como menino
Mas minha mãe diz que homem não chora
Gostaria de errar menos a cada hora
Sei que não sou perfeito
Talvez você não entenda o meu jeito
Cansei de ouvir o que acham o que é certo para mim
Queria que certos momentos não tivessem fim
Não quero mais esperar na janela o beijo que não recebi
Envelheci você pensa que não percebi
Deveria conversar mais com Deus
Queria ter o poder de fazer previsões
Para enxergar um mundo sem guerra, fome , doenças e aflições
Cansei da minha falsa modéstia
Quero tirar do meu dicionário a palavra angústia
As vezes me sinto tão carente
Sinto falta de ser elogiado pela família
Desejo o colo da minha mãe
Descobri que minto as vezes
No futuro você quer plantar que semente?
O que me perturba durante o dia?
Vou fazer uma revolução, não de armas, mas de amor
As palavras deveriam sair como flor
Cansei dos seios perfeitos e da bunda empinadinha
Descobrir que não acredito mais na política
Não gosto de ouvir critica
Me pergunto o que está acontecendo com as nossas crianças
Por que elas morrem e sofrem?
As vezes gostaria de ver Cristo para saber se isso é justo
Não quero a glória a qualquer custo
Deveria crer que existe novas esperanças
Queria ser dono de uma ideia genial
Sei que não sou um bom poeta
Queria caminhar com Gandhi pelas águas do Ganges
Queria pilotar uma motocicleta e sair pelo mundo
Queria fazer rir como o saudoso Bussunda
Queria estar alerta para ouvir outra vez os Mamonas tocar
Gostaria de continuar viajando com as músicas do Renato
Eu não nasci para ser beato
Choro, mas cadê lágrimas, fico sem ar
Acho que não sei o que sou de verdade no fundo
Queria gozar entre as pernas da Madonna
Beijar a Angelina Jolie
Comer o Gianecchine
Ter por uma noite em minha cama a Luana Piovani e a Fernanda Lima
Queria sentir outra vez o corpo quente da pessoa que amo
Queria me libertar das dúvidas, ir pra zona
Esquecendo o que é certo ou errado talvez haja rima
Não desejo sofrer, quero ser livre caminhando sem rumo
E por fim, não menos romântico
Gostaria de morrer de amor


Sem título, sem nome.


Foi encontrado estendido no asfalto
Se tratava de um homem alto
Com os seus vinte e poucos anos
Dava para ler em seu rosto os seus planos
O nome ninguém sabe
Profissão desconhecida
Só me lembrava o rosto da senhora estarrecida
O relógio marcava meio-dia em ponto
Foram cinco tiros, minha mulher viu tudo
-Há um corpo estendido no chão
O outro desapareceu, quem o vê fica mudo
Ninguém acreditava que tinha acontecido na Oceânica
Riam por acharem que era uma crônica
Mas se tratava de um conto
Em que o principal protagonista estava morto
-Há um homem caído no chão
Começaram as deduções, tinha gente que jurava que ele era torto
Outros diziam pela fisionomia que se tratava de um trabalhador
Diziam que trabalhava na rua de trás
Como se fossemos parentes começamos a lamentar a dor
Não poderia ser má pessoa por não ser um homem de cor
Será que toda a vida de uma pessoa pode ser percebida só pela fisionomia?
Ficava parado com os olhos diante do horror
-Há um homem caído no chão
Se você ver o corpo, não fique parado
Como se naquele momento nada estivesse mudado
-Há um homem caído no chão
O nome ninguém sabe
Profissão desconhecida
Só o que se sabe é que há alguém procurando alguém que não existe mais.



Palavras jogadas para escanteio.

Vou dizer que você encontra motivos para me ver
Vou dizer que é você que liga a noite para mim
Apenas para ouvir a minha voz
Vou dizer que você ainda escuta a nossa música
Vou dizer que você não sabe mentir, é do seu ser
Vou dizer que a nossa história ainda não teve fim
Vou dizer que não secou a nossa foz
Vou dizer que você chora as escondidas de saudade
Vou dizer que você não pode fugir de mim
Pois sou a sua metade
Vou dizer que você não vive sem mim
Vou dizer que você disfarça para me olhar
Vou dizer que você escolhe maneiras de me ferir
Para não demonstrar que ainda me ama
Vou dizer que você sozinha não sabe andar
Vou dizer apenas que te amo
Que quero você
Simplesmente você
Essas palavras que são jogadas para escanteio
Pois digo somente para mim
E você ainda não veio
É para me iludir
Somente para iludir.


O primeiro poema não acreditei quando vi o resultado que fui eu que escrevi, gostei muito desse poema, acho que o autor sabe quando está diante de uma grande obra ou não, esta quando terminei eu tive a sensação de trabalho feito. Acho que saiu bom, por causa que coloquei todos os meus sentimentos nele eu não gostava de escrever muito do que sentia, agora aprendi a transportar isso no papel ( e é muito bom fazer isso). O segundo foi de um assassinato que eu soube que aconteceu na frente de um colégio e ao passar eu vi o corpo e uma aglomeração de curiosos ao redor do corpo, aí veio a ideia do poema, mas ao acabar tive a sensação de que aquela obra me lembrava alguma coisa, aí o blog avassaladoras no comentário informou uma obra que parecia com essa ( gente não me denuncie por plágio- rsrs).E o último poema é daqueles poemas de coração sangrando, dor de cotovelo, saudades de um grande amor que as vezes eu escrevo.

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