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domingo, 22 de novembro de 2009

Curtas urbanas.

Mariana é uma mulher de 30 anos que passa pela crise dos 30. Não casou, não teve filhos. Ela receberá em casa a sua prima Abigail, uma mulher que só tem 33 anos e já casou três vezes, desbocada e sexy, que veio especialmente dá dicas a Mariana.

A prima Abigail.

-Esvânia essa roupa está bem em mim?
-Você vai encontrar com homem Dona Mariana?
-Não, eu vou buscar a minha prima no aeroporto. Mas quem sabe, sei lá, eu encontro o homem da minha vida, o príncipe dos meus sonhos através de um tropeção. Você sabe não casei, não tive filhos.
No aeroporto ela ver a prima Abigail com um vestido todo justo ao corpo, todos os homens olhavam pra ela. Mariana vai ao encontro da prima desfilando, olha para os lados para verse tem alguém olhando pra ela, mas ninguém olha, ela se desanima.
-Oi prima.
-Oi.
Em casa.
-Não tem cerveja aqui? –Abigail olhando a geladeira.
-Eu não bebo.
Agora querida entendi mais um motivo de você não ser comida por ninguém.
-Você já foi casada três vezes?
-É, o primeiro me separei com três meses de casamento, o segundo morreu, era bem velhinho, e o terceiro, eu trair ele, ele descobriu e pediu o divórcio. Tenho até uma agendinha com o nome de todas as mãos e bocas por qual eu passei. –entrega a ela.
-Grande essa agenda.
-A última vez que eu contei tinha uns 1200 nomes.
-Adalberto, Luís Henrique, Flávio... Gabriela.
-Longa essa história querida. – pega a agenda da mão dela. –Você xinga?
-Merda, caralho.
-Querida merda não é mais xingamento. É tão comum você falar merda, que acho que o Aurélio já adotou essa palavra. E como é os eu orgasmo?
-Sei lá, tem diferença?
-Claro que tem. Se ele for tipo assim. Ai... Ai...Ahh...Ahhr ai, aumentando, o homem adora. Agora se ele for assim: Ai meu Deus...Ai meu Deus! Ou Uh! Urh! Ou o contrário do Ai aumentando, ou seja diminuindo a intensidade do grito, é batata você só vai fuder com esse homem uma única vez. Tudo que um homem menos quer é sons estranhos e o nome de Deus numa relação sexual. Se ele quisesse ouvir o nome de Deus ele iria para a igreja e não um motel. Quando foi a sua última transa?
-Há 8 meses. – fala baixo.
-O quê?
-Oito meses! Tive até que dá um cachorro que eu criava, um chihuahua. Ele lambia o meu pé e eu torcia para que Le subisse... subisse, mas ele não subia.
-Já sei aonde vou te levar.
Abigail levou Mariana a uma casa noturna com stripper masculino.
-Vai ta te chamando.
Mariana sobe no palco, o cenário era medieval, com várias velas e cortinas, strip se aproxima dela. Mariana derruba uma vela e mais outra e outra e pega fogo no cenário que se alastra rapidamente.
Após isso, Mariana chorando, se aproxima Abigail.
-Eu sou uma desastrada mesmo.
-Espero que você tenha dinheiro para pagar o prejuízo. – Abigail entrega o papel -A noite não acabou querida.
Vão numa boate.
-Quando o homem não é gay, ele é casado. Eu queria saber identificar.
-Aquele ali, por exemplo, é casado, mesmo sem a aliança na mão, ele está tão inseguro que coloca a mão no bolso e note que ele está olhando uma vez ou outra para os lados com receio de encontrar algum conhecido.
Mariana conhece um cara na balada, conversam, dançam e depois Mariana se retira para ir ao banheiro e encontra Abigail.
-Ele é tão sensível, disse que chorou assistindo Dumbo e é fã da Madonna.
-Querida almofadinha, faz as unhas, não bebe, não fuma, fã da Madonna e chora vendo dumbo. Se não é gay, tem alta tendência a ser no futuro.
No dia seguinte.
-Acorda! Abigail abre as cortinas - Vamos fazer compras e depois ir à praia.
No shopping as duas de frente ao espelho.
-Você não acha que tem muito pouco pano essa roupa?- Mariana.
-Querida aprenda uma coisa, homem gosta de apreciar numa mulher três coisas: bunda, pernas e seios. Quanto mais a roupa valorizar isso, melhor. – Abigail senta-se –Agora dá uma desfiladinha.
Mariana desfila, tropeça e cai. Abigail escorrega pela poltrona e tapa o rosto com uma revista. Uma senhora acompanhada da filha olha pra ela.
-É que ela tem problema.
-É meio lesadinha NE? – pergunta a senhora.
-É.
Na praia, as duas sentadas tomando água de coco.
-Não existe lugar melhor para se paquerar do que uma praia. Olhe aquele cara jogando vôlei. É um desses que você precisa. Ele tem cara e jeito de homem. Ele deve ser do tipo que te joga na parede e trata como lagartixa.
Mariana olha pra ele.
-Vai, chame ele com os olhos. Use sua sensualidade. Está bem.
Mariana fazendo caras e bocas quando recebe uma bolada na cabeça.
No hospital.
-Nossa que azarada você é prima. Traumatismo craniano.
Entra Flávio.
-O cara da praia está aí, trouxe flores.
-Ai, não deixe ele entrar, estou horrível. Ele não pode me ver assim.
-Eu falo com ele, e aconselho ele marcar um jantar com você. –Flávio se retira.
-Ele é gay?
-Ele parece, mas nunca me disse nada.
Abigail se retira e depois entra com Flávio e o leva ao banheiro do quarto. Começa a vim um barulho de lá. A maca onde está Mariana começa a querer se fechar com ela.
-Abigail?... Flávio? Me de uma ajudinha aqui. – ela não conseguindo.- Ai.

Um comentário:

Wellington Holanda disse...

Olá, Virgilio.
Minhas desculpas pela demora pra responder o seu comentário, infelizmente minha internet desconectou.
História interessante a sua, digna de um estudante de história mesmo. 8D Valeu a pena em ler e ri.

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