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sábado, 28 de novembro de 2009

Por que você me ofereceu um jardim de rosas com espinhos?

Cláudio dirigindo o seu Fiat uno quando começa a ficar as imagens difusas para ele. Ele perde a direção e leva o seu carro direto a várias bancas de uma feira. Ao sair do carro, ainda tonto, com a cabeça sangrando por ter batido a cabeça no volante.
As pessoas falando, resmungando, exigindo explicação. Ele não entende nada a sua volta, uma mulher se candidata a chamar ajuda médica.
Perguntam se ele consegue caminhar até a clínica, ele não responde.
Em menos de uma hora ele já estava sendo examinado numa clínica, ele deitado na maca, ver de relance a ex-esposa no corredor.
Dorme e ao acordar ver o filho e a mãe.
-Ai que coisa boa acordar e vê-los. - recebe um abraço do filho.
-Renata esteve aqui. - a mãe diz.
-Como ela está?
-Bem, trabalhando muito disse. Desejou melhoras.
Ele recebe alta e fica em casa aguardando os resultados do exame. Passam 15 dias e o dia seguinte é dia para receber os resultados dos exames, mas antes ele recebe uma ligação, para a sua surpresa era Renata.
-" Alô Cláudio".
-Oi Renata.
-" Eu soube que é amanhã que você vai pegar os resultados dos exames, se quiser... Eu o acompanho".
-Não precisa, eu quero ir sozinho, mas obrigado.
-" Você que sabe".
-Estou com tanto medo.
-" Você vai ver não é nada, se for, você não vai passar por isso sozinho".
Ele na clínica, na sala de espera. Ele olhava o relógio e as horas não passavam e as perguntas também. Ele é chamado, entra na sala, senta-se, o médico dá um aperto de mão amigável.
-Os seus exames não acusaram nada. Tem se alimentado bem? Dormido bem?
-Nada?
-Não, você vai viver muito rapaz.
-Não conte isso a minha família.
-O quê?
-Não, por enquanto.
-Você está querendo que eu omita os resultados do exame?
-Não, eu quero que constem que estou muito doente neles.
-O que você está me pedindo e antiético.
-Eu não posso perder a minha mulher! - ele grita - Eu queria muito que esses exames dessem um câncer, um aneurisma ou qualquer coisa do tipo... Não importaria nada se eu tivesse a Renata comigo. -chorando.
-Você é louco.
Cláudio pega a poltrona e ameaça a jogar em cima do médico.
-Você vai fazer o que estou mandando!
-Se acalme.
-Eu tenho dinheiro. Quanto quer? Eu posso pagar.
Ele larga a poltrona, se senta por ver medo nos olhos do médico.
-A vida é minha, a minha vida não tem sentido sem minha esposa.
-Eu não vou contar, mas se ela vim até mim eu vou ter que contar a verdade.
Cláudio em casa olhando para os exames, toca a campainha, ele abre a porta, era Renata. Ele a abraça chorando.
Ele Renata e o filho vão almoçar na casa da mão dele. Renata ajudando a ex-sogra.
-É grave o que o meu filho tem?
Ele me falou pouco, parece que é uma doença rara que dá no sangue. Ele só me disse que tem pouco tempo de vida.
Elas o verem brincando com o filho, Lucas.
Depois Cláudio leva Renata e Lucas para casa.
-Eu queria levar Lucas para o parque.
-Deixa mãe.
-Certo. Entre Lucas. -Lucas entra - Cláudio porque você não muda de médico, você parece que desistiu da vida.
-Não, ao contrário, eu quero muito a vida, eu quero aproveitá-la do lado de quem realmente importa. Antes dessa doença eu era muito infeliz, não tinha você, eu me contento até com as suas migalhas de atenção.
Cláudio sai do trabalho no carro do amigo Rodrigo.
-Por que você não me contou que estava muito doente?
-Eu não estou doente.
Rodrigo olha pra ele.
-Eu estou bem de saúde, estou mentindo para ter a Renata do meu lado.
O carro freia.
-O que você está fazendo é errado, todos estão sofrendo.
-Eu sei, mas amo a Renata. Assim ela fica comigo.
-Por pena. Será que vale realmente a pena tudo isso?
-Você não entende.
-O que eu entendo é que não existe amor em que só há uma pessoa que ama.
À noite Cláudio recebe a visita de Renata.
-Trouxe um filme para assistirmos.
Ela entra e tira o casaco.
-Quer vinho?
-Cairia bem.
Assistem ao filme comendo pipoca e bebendo vinho. O filme acaba se olham. Ele acaricia o rosto dela, ela fecha os olhos. Ele aproxima o rosto dele no dela e a beija ardentemente. Ele coloca a tigela com pipoca no sofá, tira a camisa e os dois deitam no chão.
Ao amanhecer ela tomando banho, ele aparece na porta, ela vira-se pra ele e sorrir.
Na mesa para tomarem café.
-Eu pensei em ir com você na próxima vez que você for ao médico.
-Não precisa.
-Eu quero saber de tudo.
-Eu já falei que não precisa.
-Você está me escondendo alguma coisa?
-Por que esconderia alguma coisa? Eu já disse tudo.
-Está bem. Se você quer assim.
Renata chega em casa e dá de cara com a mãe.
-Dormiu fora de casa. Espero que não tenha sido com ele.
Ela sobe sem falar nada.
Renata, Cláudio e Lucas numa praça brincando.
-Pára aí. -Cláudio -Vou tirar uma foto.
-Ah não Cláudio. -Renata.
-Você está linda. Há tanto tempo que eu não via esse sorriso.
Ele tira a foto. Cláudio finge uma tontura e cai no chão.
-Cláudio está bem?
-Estou, só foi um mal-estar.
Renata o leva pra casa.
-Lucas não mexe em nada. Tem o quê para se comer aqui?
-Não precisa se incomodar. Eu como num restaurante.
Não, eu faço a comida.
Cláudio vai ao banheiro, introduz o dedo na boca e provoca o vômito. Renata vai até o banheiro e o vê vomitando no vaso sanitário.
-Meu Deus.
-Você tem tomado os seus remédios? Qual o número do seu médico?
O leva até a sala, ela pega o celular e faz uma ligação.
-Alô, Sônia fica com Lucas pra mim, vou levar Cláudio ao médico.
Na clínica, o médico olha para Cláudio, este abaixa os olhos e o médico depois dirige o olhar para Renata.
-O quadro dele não é preocupante.
-Como não é preocupante? Ele desmaiou na rua e vomitou.
-Vou passar novos exames.
No carro.
-Eu não gostei desse médico.
-Ele é um dos melhores que se tem na cidade.
Cláudio depois vai até a casa de um vizinho.
-Estou precisando. - mostra a nota de 100.
O rapaz faz a receita médica e Cláudio pega o medicamento na farmácia.
Em casa ele troca o medicamento por cápsulas de açúcar, joga o remédio no vaso e dá a descarga.
Toca a campainha, ele abre a porta, era Renata com malas.
-Vim morar aqui com você, agora vou te vigiar 24 horas.
Ela um dia o ver assistindo o vídeo do casamento deles.
-Esse foi o dia mais feliz da minha vida. -diz ele.
-Eu estava horrivelmente gorda.
-Você era a grávida mais linda. Sua mãe deve ter ficado uma fera por você ter voltado pra mim. Ela me odeia. -rir.
-Você também não alivia. Mas ela é uma boa pessoa.
-Não brinca.
Na escola, eles vão buscar o filho juntos, o menino os abraça feliz, beija o rosto deles.
-Prometem que nunca mais vão se separar.
Renata olha para Cláudio.
-Nunca filho. -Cláudio.
-Nunca. -Renata fala emocionada.
O outono já estava se despedindo com as suas folhas caídas pelo asfalto e florescia a primavera de cores.
Cláudio estava vendo uns projetos quando entra o seu filho correndo na sala chorando.
-Diz que é mentira. -o abraça.
-O quê?
-Que você vai morrer. Você prometeu pra mim que nunca iria morrer. -Cláudio começa a chorar.
-Papai não vai te deixar. - olha para o rosto dele - Quem te disse isso?
-Minha avó.
-Vai brincar, vai.
Ele vai até a casa da mãe de Renata, ela abre a porta depois dele tocar a campainha.
-Você não deveria ter contado a Lucas. Ele é uma criança.
-E quando o pai dele morrer? Porque esse dia vai chegar. Eu só estava preparando ele. Vocês têm que preparar esse menino pra realidade! Foi assim com a separação e está sendo assim com a sua doença.
-Eu sou o pai dele.
-E eu sou a avó. Renata está com você por pena.
-Não, por amor. Eu não vou discutir com você. Você está assim porque ela preferiu a mim do que a você, até o seu marido se encheu de você.
-Saia da minha casa! Saia da minha casa! -Ele se retira.
Ele chega em casa, entra no quarto, escuta o som de chuveiro ligado. Abre uma gaveta, olha os exames. O telefone toca, ele coloca tudo na gaveta rapidamente e fecha a gaveta deixando um pedaço do envelope do lado de fora. Ele sai para atender ao telefone. Enquanto sai do banho Renata, ela veste a roupa, enxuga o cabelo e ver o nome da clínica no envelope. Ela abre a gaveta.
Na sala Cláudio desliga o telefone e volta para o quarto e ver Renata com os resultados dos exames, ela está chorando.
-Eu posso explicar.
-Explicar o quê? Diga! -ela grita -Aqui diz que você não tem doença nenhuma.
-Eu... - ele se aproxima dela para tocá-la.
-Não me pegue. Você mentiu pra mim, pra sua mãe... Pro seu filho. Você é um monstro!
Ela começa a dar tapas com a mão no corpo dele.
-Ah, arh, ai...Ah! -Renata.
Ele cai no chão chorando e dá um grito:
-Foi por amor!
Ela se encosta na parede.
Ele arranha o piso do chão com as unhas e se encolhe todo.
-Eu pensei que poderíamos... Ah Cláudio! O que você fez não tem perdão. Eu tive tanto medo de perder você. O seu filho chorou tanto a noite. -Ela se vira para a parede.
Ele se levanta e toca no ombro dela.
-Não toque em mim!
Ele a beija a força, ela o empurra e dá tapa no rosto dele e depois ela limpa a boca com as costas da mão.
-Eu te amo.
-Não me diga mais nada.
Ela abre o guarda-roupa e começa a fazer as malas.
-Não, não vá. -ele se ajoelha abraçado às pernas dela chorando.
Ela enxuga as lágrimas.
-Me solta Cláudio. Me solta! -ela o chuta e ele cai no chão e ela sai com a mala e ele vai atrás dela, o elevador se fecha com ela. Ele desce correndo as escadas.
-Renata!
Ela entra no carro, ele para em frente ao carro.
-Me escuta. Me dê uma chance.
Ela liga o carro e acelera em cima dele, e ele sai da frente quase sendo atropelado e o carro parte. Ele continua chorando sendo observado pelos vizinhos.
Continua...

Desta vez quem vai decidir o fim da história é você. Você acha que Renata deve perdoar a mentira de Cláudio? Cláudio merece perdão? Você perdoaria alguém que foi capaz de fingir uma doença? Se coloque no lugar de Renata e Cláudio. Por amor pode se fazer tudo? Não tenho dúvidas do amor tanto por parte de Renata quanto a de Cláudio, mas o amor pode ser mais forte e apagar uma mentira? E Cláudio merece um castigo? Qual seria esse castigo?
Nos comentários gostaria que você apenas dissesse se Renata deve ou não perdoar Cláudio, se ele merece um castigo, qual. Entenda por perdoar ela voltar pra ele. O capítulo com a decisão dos leitores vai estar disponível de hoje a quinze.

10 comentários:

Nicolas disse...

Oi Virgílio gostei muito do seu post, e como vc deu a liberdade de seus leitores decidirem o final. Ai vai minha opinião. Acho que ela não deve perdoa-lo para o bem dela, como para o dele, por mais que a realidade doa, ele um dia ira superar, ela não pode ficar com ele por pena, e ainda mais com uma mentira na relação.

Tenho dito.

Dida disse...

tb gostei mto do post!!! me prendeu a atenção!! parabéns!!! agora, quanto ao final, acho que Claudio não a ama, pois se assim o fizesse, não faria essa barbaridade com a familia.
Bom, como vc me deu a opção "entende-se perdoar como Renata voltando p/ Claudio", então fico com "não perdoar a ponto dela voltar p/ ele". Se fosse eu, jamais voltaria p/ ele, mas o perdoaria como ser humano que erra como qualquer um (é claro, que levaria muito tempo p/ chegar ao perdão)...espero ter te ajudado!!

ABS!!!! e se quiser, acessa o meu blog www.quedescontrole.blogspot.com

Liliane Akamine disse...

Legal a idéia de interatividade com o leitor e muito legal o texto. Vou pensar em um final e posto aqui.

Quando der, passa no meu blog: estoriasgozadas.blogspot.com

Se puder, colabore!

Abraço

K∂riиє* Smith. disse...

Eu nao perdoaria, e ainda daria de presente de natal uma terapia de presente , porque ele precisa.

Enfim, voltarei pra ver o que escolheram...

Lady disse...

sinceramente não
ps: ótimo texto,deu trabalho ler mas adorei!
http://grudeichicletes.blogspot.com/

se quiser retribuir a visitinha fique a vontade
bjs

Bia disse...

Se ela o ama, perdoa...

laisa disse...

se ela o amasse teria ficado com ele antes... nada de perdão... qro uma fênix no final... o cara se sai bem e conhece outra pessoa bem mais bacana q naum joga o carro nele...



http://professoralaisa.zip.net

Jean Leal disse...

Cara, bem legal teu texto!
Consegues nos prender a leitura!
Muito bom mesmo, continue assim!

Gabriel Peixoto disse...

Muito interessante

Satiko disse...

Auooww cara,a Renata não deve perdoa-lo não!!
NA verdade,ele merecia ter alguma doença,soh por ter mentido HUM!

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