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sábado, 19 de julho de 2014

De olhos fechados.



" Por que aquele negrinho não para de olhar para o meu corpo? Estou só de sunga".

Prólogo.

Numa penitenciária do Rio de Janeiro perambula um rapaz alto, loiro, de olhos verdes, bem branco, não muito forte. Ele senta para almoçar na cantina, passa um outro rapaz forte, com uma tatuagem de um dragão no braço, entrega uma bola de papel.
Ele levanta " Não vou ficar aqui por muito tempo e esperar o advogado provar que sou dependente. Essa cadeia de papel não vai me segurar".
No seu fardamento está escrito o nome Felipe Boutinho Moraes Couto.
Na sala de visita a mãe dele lhe entrega um bolo, conversam. A mãe dele parece desgastada com isso, chorando ela se despede.
Ele volta para a cela e desmonta o bolo e pega as agulhas.
Na lavanderia ele pega a sua roupa. Chega um funcionário velho.
-Vem. - eles entram num beco da lavanderia.
-Está tudo certo?
-Sim, não tem como falhar
-Tem certeza?
-Sim, mas não quero que você vá.
-Nós vamos nos ver lá fora.
-Não sei. - ele desce a mão pelo corpo do rapaz.
-Aqui não dá.
-Dá sim.
Felipe abre a blusa da farda dele.
-Está bem se você quer. - ele abaixa o eclé da calça.
O velho se abaixa.
-Eu te quero. - ele estaciona -Ah! Ah! O que você fez?
-Morra! -O velho cai no chão.
Ele acabando de fazer isso veio na mente dele aonde estaria Pedro e Guilherme.
Num hotel de Salvador está tomando banho de sol um rapaz branco, de barba, olhos azuis, cabelos castanhos. Ele se levanta e cai na piscina sendo observado por uma senhora de aparência jovem, bonita, de cabelos amaronzados.
Ele saiu da piscina " Ninguém pode descobrir quem sou".
A noite num coquetel realizado no hotel.
-Carlos essa é Elís Andrada Machado. -uma moça baixa de cabelos castanhos bem curtos, só cobindo a nuca -Ele salvou o meu filho.
"Eu fui mais inteligente que Felipe e Guilherme".
Na noite do Rio de Janeiro, numa boate gay está dançando um rapaz só de cueca. Branco, forte, de cabelos castanhos grandes até os ombros, olhos amelados. E outros homens o alisando.
Ele desce do palco e vai até uma mesa.
-Boa noite.
-Boa noite. - com sotaque americano.
-500 dólares pelo programa, pode ser em qualquer lugar, pagando. Está a fim?
O americano o olha de cima a baixo.
-No carro, venha.
"Grandes sacanas são Felipe e Pedro".


Capítulo 1.

Na faculdade UQUE ( Universidade Quadrangular da União de Estudos) é o dia 17/03/1999, é dia de trote, para receber os novos alunos. Foi realizado num clube famoso do Rio de Janeiro.
-Quem é aquela?
-Está no terceiro semestre de Direito, se chama Patrícia.
-Quem é o rapaz que está do lado dela?
-O namorado dela, Edson, estudante de Administração, está no segundo semestre.
Um rapaz de cabelos aloirados está todo agitado, já bebeu vários copos.
" Por que aquele negrinho não para de olhar para o meu corpo? Estou só de sunga".
No outro dia os alunos que vão morar nas repúblicas oferecidas pela faculdade foram conhecê-las.
Um rapaz de estatura média, de óculos e cabelos castanhos entra na república.
"Cadê as outras pessoas?". Ele tropeça num jarro que quase cai, entra um rapaz só de toalha, molhado.
-Você também é dessa república?
-Sim, aliás como se chama a república?
-Ainda não decidimos.
-Eu não vim para o trote.
-Ah! -entra um rapaz alto, com cabelos castanhos até os ombros, com várias sacolas de compras.
-Quem é esse? - pergunta Guilherme
-Também é integrante da república. Com licença, vou vestir uma roupa.- se retira para o quarto.
-Prazer, meu nome é Guilherme, e o seu?
-Pedro Soares Viena.
-Ah! O dele é Felipe Boutinho. É parece que eu é que vou ter que preparar a comida. Patrícia até agora não veio. Vai desfazer as malas.
Pedro entra no quarto e pega Felipe de cueca.
-Desculpe.
-Já acabei de me vestir. - ele abotoa a calça e bate na costas de Pedro amigavelmente.
Pedro era sempre o garoto mais inteligente das turmas em que ele caia. Sempre elogiado pelos professores e diretores, as escolas o disputavam. Era chamado de super dotado.
Felipe é filho de Bernardo Boutinho Moraes e Dona Magarida Boutinho Couto. Uma das famílias mais inlustres do Brasil, milionária, Felipe decidiu estudar nessa faculdade longe de casa, para não saberem de que família ele é, já que detestava. Mas como o pai é o advogado mais requisitado do Brasil e a mãe dona da grife Couto Estilos, isso fica impossível.
Guilherme está nessa faculdade graças a uma bolsa gratuita, ele é pobre, mas detesta ser pobre.
Chegam duas meninas quando eles almoçavam.
-Patrícia e Alice. - diz felipe.
-Sou estudante de Direito. - diz Patrícia.
-Eu faço jornalismo. -Alice.
-Sou do Rio Grande do Sul, estudante de Direito. -Felipe fala.
-Eu sou de Brasília, também Direito. -fala Guilherme.
-Sou de Belo Horizonte, Direito. -Pedro.
Estou me sentindo um peixe fora do aquário, sou daqui daqui do Rio de Janeiro. - Alice.
-Sou de São Paulo, falta 6 semestres para me formar. -Patrícia.
Entra um rapaz alto, de uns 2 metros de altura e beija Patrícia.
" Chegou o bruta monte". Pensa Guilherme.
-Acharam o Ruy morto nos matos do clube, todos que participaram do trote foram chamados para depor.

Capítulo 2.


Ruy era o rapaz negro que olhava para Felipe, foi encontrado nú da cintura pra cima, sem marca faca ou bala, mas de surra, Ruy era estudante de aquitetura, estava no quarto semestre. Era um rapaz alto, com os cabelos crespos, com os seus 27 anos.
O único da república que não foi depor foi Pedro, já que ele não participou do trote.
Pedro gostava de ler e agradeceu por não depor, mas adorava notícias criminais, o interessava os crimes impossíveis de solucionar, os psicopatas estampados nos jornais, maníacos.
Mas nada dava pra ele mais prazer do que ler romances, sejam criminais, românticos, humorados, verídicos. Sendo um romance ele ia, tinha uma biblioteca na sua cabeça de Machado de Assis a Paulo Coelho. sabia narrar o livro do começo ao fim.
Quando ele lia s eperdia no tempo, nada para ele interessava a não ser o livro. Ele está lendo Triste fim de Policarpo Quaresma. A história d eum nacionalista ufanista que foi abandonado pelos amigos. Ele enquanto estava lendo notou que um rapaz gordo entrou na república.
-Quem é você? - Pergunta o rapaz a Pedro.
-Pedro Soares Viena, também sou pertencente a república.
-Onde se encontra os outros?
-Foram depor...
-Ah! Sobre o Ruy. Peguei até o jornal, olhe - entrega a ele -Morreu feio não foi?
-Foi.
-Ah! Me chamo Renato,e stou fazendo o último semestre de Pedagogia.
-Faço Direito.
-É a maioria aqui é Direito, tirando eu, Alice, Edson. Pode ficar a vontade, eu vou depor.
O caso UQUE estava em todos os jornais, a faculdade vai paralisar as suas atividades por uma semana. A família de Ruy quer justiça.
No corredor da delegacia, sai da sala do delegado Guilherme.
-Como foi? -Pergunta Edson.
-Só fez um monte de perguntas.
-Pra mim também. - Falou Alice.
-Só falta eu, Edson e Felipe. -Patrícia.
-Felipe Boutinho. -um rapaz o convida para entrar na sala do delegado.
-Faltava.
Felie entra. Oado o nota muito o delegado o nota muito nervoso "Droga! Por que tinha que dar errado".
-Sente-se. -o delegado, Felipe senta -Felipe Boutinho Moraes Couto?
-Sim.
-Você é filho de Bernardo Boutinho Couto e Margarida Boutinho Couto? É?... -longa pausa -Você estava no trote?
-Sim, estava.
-Você conhecia Ruy?
Não.
-Você foi visto com ele, 5 estudantes confirmaram isso.
-Sim, conheci-o ontem no trote.
-Você sabia que o Ruy é homossexual?
-Não.
-Espero que seja um bom advogado.
-Por quê?
-Por nada, está dispensado.
Ele sai da sala " Você está a fimde um drink?"
-Patrícia. - ela foi chamada pelo rapaz.
-Eu fui visto com o Ruy, eu sou o principal suspeito. - ele abaixa a cabeça e levanta e vai até o bebedouro, enche o copo de água -Droga, porque isso acontece comigo.
-Mas você estava com o Ruy ontem. - fala Edson.
-Fale, vai para 6, para confirmar com os outros cinco.
Ele senta " Vamos nos afastar da festa?"

10 comentários:

Tainã the Alchemist disse...

está na minha lista de blogs indicados
http://tainanthealchemist.blogspot.com/
fancamente, ñ li o post, mas é certeza q vou ler e ainda volto pra fazer outro comentário. Trust me
vlws

Adriana disse...

Li o texto e confesso que o conto não faz muito o meu estilo, mas neste post muita coisa acontece e vejo que vc tem imaginação... Parabéns.

Boa sorte com o blog.

Abraços.

Esther cyrraia disse...

nossa! imaginacao é o que não te falta mesmo! rsrs!! arabéns! continue escrevendo assim, capaz de prender a atençao!

Natalia disse...

Adorei!

W disse...

Opá, beleza?!
Interessante suas histórias!
Já pensou em ser um escritor independente?
Eu sou um. Dai criei um blog para compartilhar essa experiência e reunir iguais! rsrsrs
http://seloblozine.tk
Se precisar, eu diagramo o livro, indico pessoas para revisão do texto etc. Dá uma passada lá ou envie mail, beleza!?
Abraço!

#Marcelo disse...

Quem me dera ser um bom escritor assim com você! Parabéns

Luilton disse...

Olá.

Se aceita uma sugestão, a princípio procure fazer posts menores para que atraia leitores novos e não apenas quem já lhe conhece.
Achei meio viagem, mas não gosto muito de textos desse estilo.

Enfim, parabéns pelo blog. Um abraço.

Diogo C. Scooby disse...

Caramba! Quanto link e propaganda antes de chegar no texto! Fiquei até tonto. Tão tonto que nem li nad! De qualquer maneira...Abraço!

Avassaladoras Rio disse...

Querido amigo avassalador...meu pai me dizia que a estatua da justiça representava muito bem as coisas do Brasil... A justiça é cega mas não é surda ... escuta o som das moedas nos pratinhos!

Nina disse...

o pior é quando nos cegamos :/
gostei muito do texto, a história é interessante e você a colocou muito bem :)
www.torradastostadas.com

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