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sábado, 12 de julho de 2014

As virgens que não comi.



Belas vaginas cadentes
Meninas nem um pouco carentes
Rezam de dia e deixam o filho com alguma rapariga
A noite abrem as pernas por nenhuma intriga
Peitos marcados e na boca gosto de algum cigarro barato
Pra aquecer o frio de notas de algum ingrato
Brigam por espaço no altar as Marias
Usando palavras não muito bonitas que não diminuem as euforias
A beleza e a classe social trazem algum valor mais apropriado
Fazem sexo no carro sem precisar parecer adequado
As caras bem pintadas
As roupas nem um pouco comportadas
Não choram diante da cruz
Entrando, dilacerando, gozando fazendo jus
Perdendo a inocência algum cavalheiro
As puras não tem companheiro
Fazem oração de boca aberta sem importar com o tamanho do pecado, sua rigidez e retidão
Oferecem a bunda e apenas dão
Não tem nome, não pagam motel e apanham as vezes
Sendo que a maior agressão é o corpo das viuvezes
E diante do sexo terminado e do valor cobrado
Pagam ou não preço útil a sociedade
Do estigma de ser a mulher de alguma qualidade
Essas virgens que não comi
Da impureza que está em mim.

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