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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Íntimos. -Capítulo 14.



Vinícius Ramos - 25 anos - 2003.

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Vinícius no leito de hospital com Pedro em pé, entra Júlia chorando.
-Me desculpa. - alisa o rosto dele -Me perdoa por favor.
-O que o ciúme fez com a gente? Você quase me matou.
-Eu não queria que tudo terminasse assim.
-Acabou quando já não somos mais em quatro.
-Volta pra casa. Lá é o seu lar, por favor.
Vinícius olha pra Pedro, que também estava chorando e depois pra ela, segura na mão dela.
-Vocês é que são o meu lar.
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-Vinícius você topa fazer um filme gls? O cachê é maior.
Vinícius ao chegar para mais um dia de trabalho é recebido com essa proposta, da qual aceitou sem fazer muitas perguntas.
E ao chegar no cenário ver novamente o ator pornô famoso Victor Zapeta, e não acreditava que no seu primeiro pornõ gay iria transar com o homem mais gostoso que tinha visto.
-Oi, aqui nós outra vez. - fala ele.
-Vamos. - o diretor.
Victor se aproxima, olha nos olhos dele, e naquela hora Vinícius não sabia mais o que fazer. Victor o beija, o puxa pro corpo dele, o corpo quente dele, Victor começa o despir e Vinícius com fome também, despe Victor. E nessa hora ele perdeu a vergonha que sentia, não existiam mais câmeras, cenário, diretor, ele só via Victor em sua frente, que colocou ele de costas pra ele e cumpriu o que estava no roteiro.
Ao acabar a cena Vinícius foi tomar banho e pra sua surpresa Victor foi falar com ele. Vinícius visivelmente com vergonha, como se Victor não o conhecesse profundamente.
-Você foi bem.
-Obrigado.
-Bora pra minha casa comemorar? - sorrir fazendo o convite.
Aquele sorriso era tentador e Vinícius sabia que se sentia atraído por ele, saíram juntos do estúdio.
-Eu não sabia que você fazia esses filmes.
-Eu comecei tem pouco tempo. Não abandonei o outro lado. Gosto, sou bissexual, só não gosto de ser comido.
Ele abre a porta do carro.
-Entra.
Vinícius entra e Victor também que olha pra ele.
-Homens e mulheres têm cu não é verdade? - dão risada -E você?
-Humanos, tudo que é humano me atrai. Não tem restrições para o amor. Sou contra classificações de gostos, tudo pode ser bom com ou sem medida.
Victor coloca a mão na perna dele.
-Vamos.
Chegam no apartamento.
-Grande aqui!
-Serviu pra alguma coisa tantas gozadas. Quer beber alguma coisa? Tem água, vinho, chá, refrigerante, cerveja, suco de laranja.
-Quantas opções! Eu aceito uma cerveja, nesse calor cai bem.
Victor se retira e logo volta só de cueca e com duas cervejas. Senta ao lado dele, virado pra ele com os pés no sofá e braço apoiado no encosto do sofá, e a mão no queixo.
-Tire a roupa, fique mais a vontade. Ou quer que eu tire?
-Mora sozinho?
-Sim, sou um lobo solitário. E você?
-Moro com outros três amigos.
-Pervertidos?
-Diria divertidos.
- Gosto de ser sozinho, mas com o passar da idade vai aumentando a vontade de querer encontrar alguém te esperando em casa, conversar sobre como foi seu dia, ter uma perna pra se roçar a noite.
-Quem diria você é romântico.
-Tenho 40 anos, pretendo me aposentar com 45, acho bom encerrar com 20 anos de carreira. e você não tirou a roupa ainda.
Pega a cerveja da mão dele e coloca na mesa de centro, o deita, tira a bermuda de Vinícius.
-Você é muito bonito.
E coloca o membro ereto de Vinícius pra fora, alisa a virilha dele como se tivesse admirando, segura com força o pênis de Vinícius, apertando, e Vinícius apenas olhando. Victor começa a chupá-lo, e Vinícius começa a gostar de Victor entre suas pernas, o provando. A boca dele ia por todo o seu pênis, enchendo a boca dele com o saco dele, e terminando na bunda. Ele sobe beijando o corpo todo de Vinícius, virilha, abdômen, peitos, braços, não resistiu a uma parada nas axilas dele, indo pro pescoço, depois molhando o queixo todo dele e  a barba passando por todas essas partes tornando mais irresistível  se tornar acessível a ele.
-Vamos pro quarto?-Sugere Victor.
E assim foram pro quarto, onde consumaram o fato, agora sem câmeras, sem gente pra assistir, sem gente pra cortar a cena, sem roteiro, apenas eles.
Vinícius acorda sozinho na cama e ver Victor na porta.
-Que horas são?
-Já são 23 horas. Estava dormindo tão bonitinho que não quis acordar.
-Eu tenho que ir.
-Fica, dorme comigo.
-Tem gente que me espera.
Vão pra sala, Vinícius começa a se vestir atrás do sofá, onde Victor está sentado observando Vinícius colocando a roupa.
-Você poderia vim mais vezes aqui, e quem sabe dormir nessas outras vezes.
-Prometo pensar. - o beija.
-E se lá não ficar mais divertido, adoraria dividir meu AP com você.
-Isso é um pedido de casamento?
-Sabe que já pensei casar fazendo pornô, começa a cerimônia todos pelados, e depois da cerimônia os recém casados e convidados se entregam e se esbaldam no prazer na igreja mesmo. - rir.
-Não, tenho outra ideia de casamento.
-Isso é um sim?
Quem sabe... Pode ser um talvez. Eu gostei de estar com você.
Vinícius chega em casa e encontra apenas Pedro e Júlia na cama, e decide ir pro outro quarto, porém Júlia estava acordada.
Victor e Vinícius mesmo não contracenando juntos, continuavam se falando por telefone, e-mail, ou pessoalmente. Ele ligava no trabalho e perguntavam como tinha sido as cenas um do outro, a querer saber um pouco mais um do outro, de como foi o dia, história de vida, gostos. E os outros começaram a notar os presentes que Vinícius ganhava, aos olhos ingênuos frutos do trabalho, aos olhos maliciosos algo mais.
As ligações se tornavam tão constantes que chegaram até a ocorrer em casa.
-Não vai atender?
Pedro pergunta pra Victor, os dois estavam na mesa jogando dominó. Victor olha a ligação.
-Agora não, retorno depois.
-A ligação insistia, Victor pega o celular e manda uma mensagem.
-Quem é? Posso saber?
Vinícius se mantém calado olhando pra Pedro.
-É outra pessoa? A mesma de ontem a noite? Alguém especial?
-Se fosse, você sentiria o quê? Acharia o quê?
-Acharia uma pena não ter você mais aqui, e raiva dele ou dela por tirar você de mim. -segura na mão dele.
Um certo dia Vinícius ao chegar em casa encontra Júlia a sua espera.
-Quero que você assista uma coisa.
Abre o notebook e mostra o filminho novo que ele fez.
-Desde de quando você faz essas porcarias?
-Espera aí, essas porcarias sustenta você e os outros aqui. Ou você acha que você mostar a bunda e outras coisas na CAM banca alguma coisa aqui?
-Por que se você estava fazendo filme hétero passou a  fazer a filme gay?!
-Abaixa o tom de voz comigo. Eu sou adulto, faço o que quero.
-E vem se deitar com a gente depois de fazer essas coisas.
-Calma gente -Pedro.
Marina chorando no sofá.
-Você sabe muito bem que fazia  isso na cama com vocês vendo.
-Mas era diferente, não vai tá nesses sites imundos, pra todo mundo ver.
-Pra quem gosta de ver, ou que tenha curiosidade. Você é hipócrita. Eu fui homem pra você na cama tanto quanto Pedro!
-Você é um viadinho Vinícius. Um viadinho! Que gosta de tomar no cu.
Ele parte pra cima de Júlia, a derrubando no chão.
-Sua cretina!
-Largue ela, ela tá grávida -Pedro tira ele de cima dela.
-O mundo não gira a seu redor, todos não estão no mundo pra te servir garota!
Mariana ajuda Júlia a se levantar.
-Não se preocupe que o viadinho não vai fazer mais parte dessa palhaçada aqui.
-Vinícius não precisa disso. - Pedro vai atrás dele.
-Eu não quero que a gente brigue. - Mariana sendo consolada por Júlia.
Vinícius faz as malas rapidamente.
-Pensa, esfria a cabeça. -Pedro.
-Não dá mais, não dá pra viver com quem não me respeita.
Voltam pra sala.
-Eu não quero que ele vá embora. -Mariana fala pra Júlia.
Vinícius olha pra Júlia.
-Família?... Estou vendo que nos tornamos mesmo uma porra de família.
Se retira, sem deixar a porta aberta. O que doía mais é que ele nunca teve família, nunca teve um amor realizado. E quando chegava perto de ter isso, escapava de suas mãos como se não fosse sólido.
Vinícius bate na porta de Victor, abre um rapaz enrolado num lençol.
-O que gostaria?
Ele empurra o rapaz e entra e vê Victor comendo outro rapaz na mesma cama que estavam. Victor vê, e Vinícius se retira, Victor corre atrás dele e para de frente pra ele.
-Eu posso explicar.
-Não tem explicação. - chorando - Eu que sou um idiota romântico, pensei que seria diferente, mas sempre fui usado, um pedaço de carne sem sentimento, apenas pica e bunda.
-Não é assim.
-Volte pros seus amiguinhos, e por favor se vista.
Vinícius se retira, se sentindo mais só do que nunca.








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