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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Saudosista.



A lição de casa que a professora não corrigiu na aula seguinte
As mãos sujas brincando de explorar
Brinquedos pela casa em que é difícil escolher qual brincar
Correndo pela rua, correndo pela casa brincando de ser livre
Perguntas sem respostas ou respostas sem requinte
Broncas e castigos para fazer chorar
Dando os primeiros passos e as primeiras pedaladas com alguma boca livre
Sem bem saber direito as horas sabendo a hora da chegada e da partida
Rir da menor coisa porque ela é divertida
Repetindo mais do mesmo só para parecer que é da prole
Correndo atrás de gente grande perdendo o controle
Para um dia quem foi criança
Para quem tem criança
Para quem inevitavelmente lidam com criança
Para quem apenas busca criança
Para quem ainda é criança
Pra quem não deixou de ser criança
Um poema saudosista
Onde reencontre aquela criança que perdeu
Em frente ao espelho mostrando que cresceu
Sendo inevitável sentir saudade
Do menino que não foi deixado na posteridade
Sendo que a verdade ele só foi ali dá um tempo
Deixando você brincar com novos passatempos
Deixando você explorar a nova realidade
Deixando você com as broncas da vida que fazem chorar de verdade
Deixando você dá passos maiores ou apenas regredir
Deixando você rir sem a menor ideia do que é divertir
Apenas deixando ser adulto
Em que esses momentos saudosistas vão ficando menores e raros
Sem para a nossa idade parecer insulto
Sendo que na verdade o adulto só quer encontrar o que perdeu na infância:do adulto um amparo,

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