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sábado, 13 de dezembro de 2008

A mulher do desembargador -Capítulo 4

Acordei muito nervoso, iria começar esta manhã as minhas aulas com a mulher do desembargador. Tomei o meu café correndo e fui para lá, as minhas mãos estavam geladas, duas pessoas que se encontraram comigo falram que eu estava pálido, parecia que tinha perdido todo o meu sangue.


As minhas pernas pararam, tive que puxá-las até a casa dela, as minhas mãos começaram a suar. eu estava levando também um caderno, caneta, borracha, lápis e alguns livros.


A chamei do portão, ela saiu com um vestido marrom que ia até os joelhos com costa nua.


-Eu vim para as aulas.


-Ah!... Já tinha esquecido, entre.




Entramos.


-Coloque as coisas em cima da mesa.


Comecei a olhar um quadro de uma menina morta e uns indivíduos encapuzados em volta dela, todos iguais, mas não eram humanos.


-Você se importa que estudemos no chão?


-Claro que não.


Sentamos , ela colocou as suas pernas para se apoiar em cima delas.


-Substantivo, parte da gramática a que pertence todas as palavras que desiganam os seres em geral, as entidades reais ou imaginárias. Como se classificam os substantivos?


-Concretos, abstratos, comuns, ...Próprios, coletivo.


-Pegue o seu caderno.


Eu peguei o meu caderno.


-Vou ditar algumas palavras e eu quero que você as classifique o substantivo usado.


-Esta bem.


-Sol, fome, ...Ódio, caneta, ...Pacífico, arquipélago, ...Baixela, cáfila, Córdoba, ...Vingança, Deus,... Pronto, faça.


Eu não prestava atenção na aula, me desconcentrava para olhar os seios dela, a coxa...


Depois da aula, cheguei em casa e encontrei a minha mãe no banheiro, com os olhos roxos.


-Mãe. - eu a toquei.


-Ai, está doendo. -Ela chorando.


-Ele é um covarde.


-É o seu pai.


-Se eu podesse eu a tirava dessa vida.


-Eu não quero que Maria bárbara me veja asssim.


-Onde ele está?


-Deve está bebendo.


-Largue ele mãe.


-Mulheres desquitadas são vistas com maus olhos filho, é a minha sina, eu tenho que levar isso até o túmulo.


Mais tarde Dona Justina fez uma visita a minha mãe.


-Virgem Santíssima, o que acontece com você?


-Cair da escada.


-Me perdoe pela pergunta. O seu marido bate em você?


-O quê?


-É o que eu estou ouvindo na rua.


-Quero que todos saibam que estou muito feliz com o meu marido. não quero meu nome na boca do mundo.


Sair de casa e encontrei Cláudio e Felipe.


-Estou perdido. -fala Cláudio.


-Por quê? -perguntei.


-Vou perder de ano.


-Mas segunda-feira é a prova de admissão.


-Não posso perder de ano.


-A professora Custódia é uma solteirona, já velha, mal humorada, diria que isso é fogo por debaixo da saia. -falou Felipe catedraticamente.


-Você acha?


-Ela precisa de um homem.


Veio cinco meninos do orfanato República do Lar.


-Vinhemos para ordenar que vocês se afastem da meninas do orfanato.


-Por que teríamos que obedecer a tal ordem? -Felipe


-Vocês estão com maledicência com elas.


-O que não é muito diferente do que vocês também querem com elas.


-Elas são nossas!


-Não tenho culpa se vocês não sabem conquistar as mulheres que tem.


-Vádios.


-É desses vádios que elas gostam!


No dia seguinte, na igreja aparecemos cheios de hematomas, pelo menos a briga valeu a pena, ganhamos.


-Eulália que bom voltando a frequentar a igreja. -Dona Justina


-Temos que nos conformar.


-Bom dia senhoras.


-Bom dia Padre Eurico.


-Padre desejo me confessar.


Era uma jovem de cabelos curto encaracolado.


-Vamos.


-Quem é? -Perguntou Dona Justina a Eulália.


-Amância, coitada tem 29 anos e ainda é solteira.


-Coitada nada, essa daí para não ter casado ainda deve ter aprontado de tudo, só coloco as minhas mãos no fogo pelo Santo do meu falecido marido. A mulher tem que ser do lar! Trabalhar, cuidar do marido, ser honesta, e aceitar as puladas de cerca do nosso conjuge. Cabeça vazia são quem seguem esssas feministas, que colocam idéias contrás aos ensinamentos de nossas mães e avós, homem é homem, mulher é mulher.Lugar de mulher é na cozinha rodeada dos filhos. Prazer nunca desejei sentir com o meu marido. Nós sim, somos obrigadas a dar prazer aos homens, porque aparece uma sirigaita e rouba eles da gente, nós mulheres viga da religiosidade e do bom senso.


No dia da prova.


-Eu passei.

-Você?...

-Sim e na sala dos professores, na mesa, ela aparenta ser velha, mas tem um belo corpo.

-Não estou acreditando.

Entramos na sala, havia sete fileiras verticais, cada uma com oito cadeiras. No meio da avaliação Feilpe me pediu cola e a professora nos pegou. Eu disse a verdade perante o diretor que Felipe tinha me pedido cola.

Eu tive a oportunidade fazer outra prova, Já Felipe perdeu e Cláudio passou e ainda abriu as pernas de Dona Custódia, que reparando bem bem, que coxas!

Na saída encontrei com Felipe.
Você provou que não é meu amigo
-Eu só falei a verdade
-Eu lhe arrebento.
-Acalme-se Felipe. -Cláudio.-Se lembre da amizade da gente.
-Se depender de mim ele não é mais nada meu
-Que pena que tenha que acabar assim
-Felipe pense, você estava errado. -Fala Cláudio
-E você acha certo o seu procedimento. Ainda você há de me pagar Pedro não esqueça.

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