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sábado, 17 de outubro de 2009

Sob novo olhar.

Marcos teve um infarto as 23 h 45 min. do dia 6 de setembro de 2009, era um domingo. Ele tinha acabado de jantar com a família. Não era o primeiro infarto, ele já tinha tido um há quatro anos atrás.
Era médico, mas não cuidava da saúde, era fumante, hipertenso, bebia e sedentário, só vivia para o trabalho. Não conta a ninguém que não gosta de voltar para casa. Se fosse possível ele ficava o dia todo no hospital.
-É casado com Marta há 26 anos, tem dois filhos, 49 anos e agora uma ponte de safena.
-Que susto você deu hein Marcos. - Dr. Silvana, colega de trabalho - tem que cuidar dessa saúde. - ela senta nun banco ao lado dele e sorri - Por que não faz uma viagem com a esposa?
-Eu gostaria de desaparecer, ir para um lugar que ninguém me conhecesse. Marta foi a única namorada que eu tive. Há mais de trinta anos que eu divido a minha vida com ela. Mas ela não é a minha melhor amiga, não é a pessoa com quem quero dividir a cama.
-Mas depois de tantos anos de casado perde-se o tesão mesmo.
-Não é tesão, não é química, é nós dois, acho que nos desencontramos.
Marta aparece na porta.
-Oi Marta.
-Oi.
-Com licença, tenho um paciente ainda para atender. - se retira.
Ponte de safena, você não é mais o mesmo Marcos.
-Acho que depois de algum tempo ninguém é mais o mesmo.
Ao receber alta, ele em casa procura coisas da sua infânci e adolescência. Acha um álbum de fotografias, fotos dele com um amigo, Miguel. Ler as cartas que faziam para manter contato.
Na sala.
-Papai está dentro do qaurto há horas. - Mel, a filha do casal.
-O seu pai está meio saudosista esses dias. Sabe que ele tinha um amigo, Miguel acho. Ele falava tanto dele, que cheguei a ter ciúmes desse Miguel.
No quarto Marcos encontra um número e embaixo do número o nome Miguel. Procura o celular, acha e liga.
-"Alô... Alô"
-Alõ. Miguel?
-"Não o filho dele, Henrique. Meu pai faleceu há cinco anos".
Marcos volta a ficar calado por causa do choque.
-"Alõ. Ainda está aí?"
-Estou...
-"Está chorando?"
-Sim, éramos mais que amigos, dois irmãos.
-"Você deve ser Marcos, meu pai falava muito sobre você".
-É?
Passa-se meia hora, uma hora. Marta se aproxima e olha ele pela porta aberta rindo, conversando com alguém pelo celular. erá que era uma mulher? Ele estava diferente, tinha um brilho nos olhos agora.
-Você é músico?
-"Sim, vou fazer uma apresentação aí no Rio de Janeiro".
-Então você vai se hospedar aqui.
-" Não, não posso, não precisa se incomodar".
-Não faça essa desfeita pra mim. Será uma honra hospedar um filho de um grande amigo. Aceita vai.
-" Está bem".
Conversaram mais quinze minutos e desligaram.
Marta trocando a roupa de cama, se aproxima Marcos.
-Vamos ter um hospede, um filho de um amigo vem pasar um tempo aqui.
-Vai colocá-lo aonde? Nao temos quarto de visitas.
-Dorme com Thiago.
-Com quem você estava conversando?
-Henrique, ele é o o filho de miguel. Miguel morreu...
-Antes ele do que eu. - se retira.
No aeroporto.
-Marcos?
-Henrique?
Dão risada.
Em casa, mostram o quarto pra ele, o acomodam. E marcos depois vai deitar.
-Por que o tratou daquela formaw O interrogando?
-Ele é um desconhecido, não sei a educação que ele recebeu, os vícios dele. Podemos estar colocando um psicopata ou um ladrão dentro de nossa casa Marcos.
-Não delira Marta, ele é filho de um amigo.
-Você o conheceu através de uma ligação e parece que conhece mais a ele do que a mim. Você está colocando em risco o nosso filho.
No dia seguinte. marcos se arruma para ir ao trabalho.
-Posso ir com você? - Pergunta Henrique.
-Claro.
Entram no carro e da janela observando Marta.
Voltam rindo pra casa, vão na cozinha.
-Bebe? - pergunta Marcos.
-Sim.
Entrega uma latinha de cerveja.
-Eu vi umas composições suas, muito bonitas.
-Faz uma cara que não escrevo nada, não são tão boas.
-Já chegaram? - Marta.
-Com licença. - Henrique se retira.
-Ele vai ajudar nas despesas da casa? Vai comer e beber de graça aqui?
-Ele é meu convidado. Vai ficar o tempo que ele precisar, por minha conta. Quem paga as contas e coloca comida aqui sou eu. Estamos entendidos?
Também não deve ganhar bem. pra não ter dinheiro nem para pagar um hotel. É artista! Imagino a vida que ele levava na cidade dele. sabe que eu até já sentir ele cheirando a maconha.
-Chega Marta! - Ele bate com a mão na mesa - Eu exijo que você respeite ele. - se retira.
Marcos chma Henrique para o seu quarto.
-Ela não gosta de mim, não éw também entendo, derrepente um intruso entra na casa dela...
-Há tempos que não me sinto tão bem. escrevi até uma música ontem.
-Deixa eu ver.
Entrega a ele.
-Deixa eu pegar meu violão.
Depois Marcos mostra as cartas e o álbum a Henrique.
-Tenho tanta saudade do meu pai, éramos só eu e ele, ele ao morrer fui criado por vizinhos. - chorando.
Marcos o abraça.
No fim de semana vão todos ao clube. Marta conversando com amigas, Thiago na piscina, Mel tomando sol. E sentados em uma mesa Marcos e Henrique.
-Você não gosta muito de ficar com a sua família. Deveria rir mais, tem um sorriso tão bonito. Você é felizw
-Trabalho, tenho uma casa, filhos que me amam...
-Felicidade pra você é issow
-Felicidade é relativo. na verdade nunca tive tempo para me perguntar se sou feliz.
-Felicidade é se sentir realizado, mesmo que você more numa casinha de sapê, se for isso que você deseja muito e se realizou, então você é feliz. Eu queria muito conhecer o homem que o meu pai tanto falava, realizei o meu desejo, estou feliz.
Os dois olham para Marta.
-Você a ama?
-Gosto dela.
-Gostar não é amar. - pega na mão dele -Eu posso te fazer feliz, só você permitir que eu lhe faça feliz.

A continuação se encontra na postagem logo abaixo, boa leitura.

Um comentário:

Daniel Blankman disse...

história interesante!!
Parabéns.

www.sarau2eteres.blogspot.com

Daniel Lima

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