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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Miséria.



Miséria incomoda
A fome está na moda
Dormindo embaixo da ponte
No ponto de ônibus te importunando
Na esquina fazendo crias além do horizonte
Na porta da igreja de algum Jesus incomodado
Pedindo esmola pra ir a forra
Ou alimentando seus vícios fugíveis
Apenas dormindo sem algazarra
Alimentando-se de alimentos não visíveis
Em que a única certeza é a fome
Que tá lá, dá sinais, não some
Pode vim o leite, pode vim a bebida, pode vim a morte
O destino de hoje não se sabe por qual obra da sorte
Miséria tem cheiro... Tem cor
Apontem pelo amor de Deus o agressor
Do menino fazendo luz no escuro
Se alimentando de seus próprios furtos
Na noite do abatedouro
Anjos curtos
A miséria repousa em Pátria mãe gentil
Com guarda, sem horas, é útil
Miséria não se vê
Não toque
Dá pena
Os atores não tem nome
Liberté, égalité, fraternité
Numa sociedade moderna provoca choque
Não foram convidados pra contracena
E as vezes não é só fome.

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