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domingo, 27 de abril de 2014

Íntimos. - Capítulo 19.



Júlia Staun  - 2004 - 24 anos

Laura sentada na poltrona vê o marido,  Roberto, lendo jornal no sofá.
-Eu trair você.
Ele continua lendo o jornal.
-Eu gostei, ele me deu prazer. Colocou a boca em lugares que você nunca ousou em chegar.
Ele mexe a perna, desconfortável com a fala da esposa.
-Foi lá no apartamento da nossa filha, na escada, no chão. Era jovem, bonito, tinha um abdômen igual ao seu quando você era mais jovem, quando você ligava pra essas coisas.
Ele fecha o jornal.
-O que você quer?
-Eu quero dizer que também posso trair, quero mostrar que posso ser desejada, que sou mulher.
-Precisamos mesmo dessa conversa?
-Só deu vontade de dizer. - ela olha pra as unhas - Sair de lá até sem calcinha.
-Se comportando como uma puta Laura. Vai ser o que agora? Sexo na rua?! Com vários homens? Receber dinheiro em troca?
-Vai me dizer que ficou com ciúmes? Esqueci, homens como você não sentem ciúmes, se incomodam que mulheres sejam iguais  aos homens. Você desde o noivado me trai, eu vi você beijando a minha melhor amiga. Nem isso você respeita. E me deixou sozinha no quarto na nossa lua de mel pra ficar  com alguma prostituta. Mas não posso reclamar tenho cartões sem limite, minha distração é redecorar a casa, a minha única preocupação é com que roupa vou pra tal evento e elaborar uma desculpa bem elaborada por você não me acompanhar nesses eventos. Você seria feliz com isso Roberto?
-Nunca lhe faltou nada.
-Me faltou homem de verdade, com alguma coisa no meio das pernas que funcione. E de preferência que seja grande. Minha filha uma vez falou que gostaria de dois paus bem grandes no cu dela, isso com 13 anos. Confesso que desde que ouvir, fiquei imaginando e gostando de imaginar e me masturbava com você na cama dormindo..
-Vai ser como nossa filha agora? Talvez vocês foram sempre iguais.
-Quem sai aos seus não degenera. Ela pelo menos tenta ser feliz, quer ser feliz, é corajosa. - ela se levanta - E você? Como é com as prostitutas? Elas gostam? Pedem pra gozar na cara? Você penetra elas por trás?
-Eu não quero falar sobre isso, vou me deitar. - ele dá as costas e depois volta - Você continua o vendo?
-Não, não por falta de querer, de vontade. Gostaria muito de voltar me sentir lerda, meu corpo todo entregue, ouvir estalinhos, estar nas nuvens. Mas de mentira já basta meu casamento. Não se preocupe vou continuar sendo a esposa comportada e devotada, de preferência calada pra você.
-Boa noite.
-Uma última pergunta. Você é feliz?
-Tem perguntas que é bom não se fazer, por medo das respostas.
-Frouxo, covarde. Aposto que essa porra não sobe nem com prostituta.
O marido dá um tapa nela, ela vira o rosto.
-É assim que você gosta? É isso que lhe dá prazer? Me mostre que você é homem, que tem alguma coisa que valha a pena entre essas pernas.
Ela dá um tapa nele, e se abaixa, tira o cinto, abaixa a calça dele e começa a chupá-lo. Ele gemendo, ela lá embaixo submissa ou talvez tomando às rédeas da relação. Ele goza e sai correndo assustado, ela senta no chão, limpa a boca. Fica observando o que conquistou, uma casa, uma família, nada.
Na noite anterior...
Júlia no portão vendo a irmã na varanda com a babá, a filha e o marido, brincando com a criança, uma família. Se lembrou das comparações que tanto incomodava fingindo que não ligava. Sentiu vontade de ter uma família como aquela, de comerciais de margarina, ou aquelas famílias convencionais que tanto são defendidas. Pareciam felizes, isso a irritava, não sabia o porquê. A irmã nota ela observando a sua família, Júlia fica esperando alguma reação, que ela chame pra entrar, cumpra o seu papel de tia, mesmo que fosse só o que ela queria, ou que ela esperava ser convidada a se retirar dali de telespectadora da felicidade alheia. Mas ao invés disso ela só fez entrar com a babá, a filha e o marido. Isso certamente doeu mais que  qualquer ofensa,  que qualquer verdade cuspida na cara, do que qualquer coisa.
Ela vai andando e ver uma exposição no museu, onde diziam que Jarzis trabalhava. Ela não sabia bem porquê entrou, Júlia era dessas não se perguntava apenas fazia, sentia. Ficou procurando Jarzis e ficava olhando as obras de arte sem muita atenção, detestava arte, achava chato, um saco, quando os pais a levavam pra esses passeios, obrigando a ser cult, enquanto ela queria ser puta.
Começa a perguntar por Jarzis, apontam pra ele. Ela vai até ele, estava mais velho, mas continuava bonito. Ela pequena adorava vê-lo sem camisa, ficava molhada em baixo. A noite torcia para ouvir algum barulhinho, algum gemido, som de cama balançando, fricção de pele com pele no quarto ao lado, o quarto da irmã. E ela estava se sentindo menina enquanto se aproximava, com o líquido descendo por suas pernas, o mesmo friozinho na barriga, a mesma gostosa quentura por dentro da calcinha.
-Jarzis?
-Sim.
-Não sabe quem sou né? -encosta a boca no ouvido dele - Deixo você me pegar por trás como minha irmã não deixa.
-Júlia! Você não foi mandada para a fazenda da sua avó.
-A fazenda era pequena pra mim. Gosto de coisa grande, grandes emoções. Tem algum canto pra dá atenção de verdade a você? Não quer matar a saudade de sua sobrinha? Lembra ainda a cor da calcinha?
-Prefiro sem, tem sim, vem.
Eles descem uma escada, ele tira a roupa, ainda estava em forma, deita no chão. Ela tira a roupa, a calcinha não era da mesma cor. Deixam de serem coloridas, e passam a ser de uma única cor, passam a ser menores e até a ter mais algumas coisinhas pra ficar mais provocativo.
Ela se abaixa e passa a mão pela perna dele.
-De costas ou de frente?
-As duas opções. - sorrir.
Sobe em cima dele, passa a língua na boca dele e tira o sutiã.
-Estão maiores, duros. - ela segura com a mão um dos seios e leva a sua boca e depois para a boca dele.
Ela começa a cavalgar por cima dele.
-Arrebente o meu cu.
-Gostosa... Putinha... Delícia.
Ela começa a gemer, e ele quase gozando em cada movimento certo que ela fazia. Ela colocava o cabelo pro lado e depois pro outro, sorria. Ele com as mãos na cintura dela a auxiliando.
Ele goza, ela sai de cima dele, espera ele se masturbar pra deixar duro novamente, pra agora ficar de costas.
Ele vê a tatuagem.
-Quem é Darci?
-Você quer saber se é homem ou mulher? - rir.
Deixando ele ainda mais duro dentro dela.
Eles sobem depois, ele a acompanha até a saída, ela vira pra ele.
-Minha irmã casou novamente você sabia?
-Sim, soube.
-Tem uma filha com o atual marido.
-Você também está cheinha.
-Eu tô grávida.
-É do tal tal Darci?
-O que foi? É inveja que não sabe fazer filho. O oco era você,  Jarzis,  da relação. - rir.
-Você é vazia Júlia. Oca de qualquer sentimento. Era até mais gostosinha quando mais nova, cheirava a leite, e até mais divertida também. Mas coisa usada não vale nada. Coisa que todo mundo bota a mão não tem serventia.
Ela levanta a mão pra ele, ele segura e a joga no chão, onde talvez foi sempre o seu lugar.
Ela se dirige andando descalça, a maquiagem borrada, a roupa desarrumada, não mais do que as ideias que tinha na cabeça. Era madrugada já, poucos carros passando. Ela chega no viaduto, olha pra baixo, imagina a queda. Coloca as pernas pra fora do viaduto, se segura no parapeito, fecha os olhos, sente a brisa noturna, solta devagar as mãos. se imagina estatelada lá embaixo, será que alguém se importaria, choraria, se comoveria. Ouvir o som do silencio, era assustador.
" Desisto de procurar você! Desisto de tentar te entender!.  Desisto de ser sua mãe!". " O mundo não gira ao seu redor, todos não estão no mundo pra te servir garota". " Você é vazia Júlia. Oca de qualquer sentimento". " Sabe qual é o seu problema? Você não consegue ser feliz, porque nunca vai estar bem com você mesma".
Ela desiste, retorna, senta no chão, chora. Era fraca demais pra morrer assim.
Chega no prédio, sobe as escadas, abre a porta, tira a blusa e vai pro quarto e ver os dois dormindo de conchinha
-O que é isso?!
Os dois acordam assustados, se levantam, vestem apenas uma cueca.
-Júlia acalme-se. - Pedro.
-Viados cretinos como ousaram fazerem isso comigo? - chorando - Pedro por quê? - começa a bater nele.
Pedro a joga na cama, ela olha assustada pra ele.
-Eu também o amo.
Ela pega o abajur e joga em cima dele, e tudo o que vai encontrando ao seu alcance, aleatoriamente.
-Chega Júlia!
Ela fica em pé na cama e vai em cima de Vinícius, e os dois param no chão, ela o arranhando em meio a grunhidos e gritos.
-Seu viado desgraçado! - Pedro a segura - Me larga! Eu quero cortar o rosto dele! Quero matar vocês! - chorando.

-Sai Vinícius.
Pedro ainda a segurando pelo braço, ela ajoelhada no chão.
-Você vai ficar bem?
-Vai Vinícius.
Ele vai se retirar, Júlia morde a mão de Pedro,  se solta dele e vai  atrás de Vinícius, joga uma almofada nas costas dele.
-Sai daqui desgraçado. Bicha!
-Sou mesmo! - ela vai fechar a porta, ele segura - Louca, desequilibrada. Me arrependo de ter me envolvido com você, de ter alguma vez entrado dentro de você.
-Ahr!
Ela começa a bater nele com a mão na cabeça dele. Pedro a tira de cima de Vinícius, Vinícius caído no chão, sentado, encolhido. Os três chorando.
-Você está bem?
Pedro coloca Vinícius pra dentro e fecha a porta, e viram e verem Júlia com uma arma.
-Eu mato vocês e depois me mato. mas essa dor eu não vou suportar.
-Júlia abaixa essa arma, vamos conversar.
-Na nossa cama, sem mim... nas minhas costas.
-Aconteceu, não pedimos pra ser assim. Nunca ligamos pra isso.
-Eu não ligava até achar que você era meu. Eu não gosto de dividir o que é meu.
Pedro se aproxima e pega a arma, e ver que não tinha balas.
-Você o ama mais do que a mim?
Ela se aproxima da cama , joga álcool, e acende o fósforo, joga na cama.
-Tá maluca Júlia?!
Pedro corre pra apagar o fogo, consegue apagar.
-Responde.
-Não sei, não quantifico o amor, apenas sinto.
-Não se pode amar todo mundo, e nem amo todo mundo porque me dizem isso.
-É triste acabar assim. - Vinícius.
-Por amor eu morro.
-Temos que viver por amor Júlia, amor não é morte... é vida! - Pedro.
Ela ver uma tesoura em cima da cômoda.
-E você Vinícius me amou algum dia?
-Te amei, te desejei, como qualquer homem, quis você.
Ela enfia a tesoura no peito dele chorando, e continua enfiando até ser parada por Pedro. Ela senta com as mãos sujas de sangue. Pedro segurando Vinícius , muito ferido, agonizando.
-Aguenta Vinícius.
-Te amo Júlia. - Vinícius chorando.
-Te amo... Vinícius. - Júlia também chorando.
Pedro carrega Vinícius.
-O que você fez Júlia? - chorando.
E sai com Vinícius, colocando a primeira roupa que encontra, em vão, porque se suja de sangue.
Júlia fica parada por algum tempo, olhando toda a bagunça que provocou, não tendo  a noção direita do que fez. Limpa o chão, toma banho, liga a TV, fica mudando de canal até desligar.  Ver as horas, já era 03:00 da manhã, vai até o espelho, veste uma roupa de puta e vai pra rua, para numa esquina à espera de alguém que queira  o que ela quer oferecer.
Pedro vê Júlia com maquiagem carregada e pouca roupa de longe com um rapaz na rua e percebe ela abrindo o zíper da calça dele. Ele corre pra cima do rapaz e dá um murro nele, fazendo o rapaz cair no chão, e começa a chutá-lo e Júlia gritando pra ele parar com aquilo.
O rapaz foge correndo e Júlia se joga em cima dele dando tapas nele.
-Me deixe em paz.
Os dois caem no chão, começam a chorar. Ela cospe no rosto dele.
-Eu odeio você. Me esquece, vai viver com ele. - ela de cabeça baixa.
-Eu amo você. Meu amor é tão grande que não dá pra ser só de um.
-Vá embora! Vá embora! -grita.
Pedro se levanta, olha pra ela, que se encosta no poste com as pernas estiradas, se abraçando. Dá as costas a ela, vai se afastando lamentando como tudo terminou, olha pela última vez para trás e ela já estava em pé pronta pra outra.
Ela observa ele indo embora pelo horizonte, deu vontade de perguntar por Vinícius, mas desiste, entra no carro.
Ela leva o homem pra sua casa, tinha na faixa uns trinta anos, cabelos raspados. Ele fica assustado com a bagunça. Ela se vira pra ele.
-Eu sair disposta a dá pro primeiro que encontrasse. - joga a camisinha pra ele.
Tira a blusa transparente e depois o sutiã.
Ele olha pros seios dela,se aproxima, beija os peitos dela e ela não sente nada, ele desce, tira a saia dela, abaixa a calcinha, mete a língua lá embaixo agora, ela não sente nada.
-Para.
-O quê? Por quê?
-Meus dois namorados são viados, tô grávida.
-Bora, eu faço gostoso, devagar. - segurando ela.
-Você é surdo? - mostra a arma.
-O que é isso? Você é maluca?
-Saia! Anda!
Ele veste a calça e sai.
Ela abre a gaveta guarda a arma. Vai até o espelho, alisa a barriga, olha que a gravidez já tá visível.
Abre outra gaveta, cheia de remédios, pega um frasquinho, sai do quarto, joga os comprimidos na mesa, abre a geladeira, enche um copo com água. Olha mais uma vez o relógio, 04:30 da manhã, olha mais uma vez a bagunça. Vai levando um a um os comprimidos a boca, bebe a água sem desperdiçar nada. Fecha os olhos, os abre novamente, como se isso adiantasse alguma coisa. Fica sentada por um tempo. Se levanta, começa a sentir uma dor, grande, como ela gosta,  se apoia na geladeira, no chão há sangue pingando dela. Ela se encosta na geladeira, desce se agachando até sentar, estava chorando de dor. Olhava pro teto, como se adiantasse alguma coisa. Respira fundo, mais fundo, tentando  encontrar forças pra aguentar a dor. Começou a gemer de dor.
-Ai... Ah! - chorando.
Ouve porta se abrindo, era Pedro que a encontra no chão, encolhida, e embaixo uma poça de sangue.
Ele se abaixa a altura dela.
-O que você fez Júlia?
-Eu me vinguei.
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Laura pega Roberto e Paula, sua irmã, na cama, a história se repete.
-Laura? - Roberto.
Paula se coloca de frente pra irmã, segurando o lençol, cobrindo sua vergonha.
-Eu posso explicar minha irmã.
-Vá colocar uma roupa, na sua idade ficar assim é ridículo.
Se retira do quarto.
-O que vai ser de mim Roberto? -Paula chorando.
-Não sei, não quero saber, vou salvar meu casamento.
Roberto coloca uma roupa e vai atrás da esposa.
Ver ela fazendo uma mala.
-O que você está fazendo?
-Suas malas, você vai embora.
-Não é pra tanto. Você não pode fazer isso, você vai sair perdendo.
Ela rir.
-Você se acha muita coisa não é? Minha irmã?! É isso que lhe sobrou? Você vai embora dessa casa, chega! - ela aumenta o tom de voz - A casa é dos meus pais, portanto minha.
-Você tá louca, blefando. - ela joga no chão um elefantinho de cerâmica - Eu detestava esse elefante. Termine de arrumar a mala.
Ela desce, senta no sofá, chama a empregada.
-Ajude a senhora Paula a arrumar as suas malas e chame um táxi pra ela, e dê qualquer valor que ele pedir pra deixá-la bem longe daqui. Mais uma coisa, tire os lençóis do quarto, queime-os.
Roberto desce com as malas.
-Roberto mais uma coisa. Quem tem mais a perder é você. Vou lhe tirar tudo, de suas calças até a sua dignidade, seu nome. Não vai ter nem dólar sonegado pra limpar a sua merda.
-Vamos conversar, tentar.
-Conversar? Tentar? Agora você quer. Não tô afim. Tô gostando de me sentir livre, estou pronta pra ser feliz. Você também deveria estar, na merda, mas feliz.
-Você vai se arrepender Paula.
Ela dá as costas a ele e faz sinal com a mão, mandando-lhe tomar no cu.
Ela sobe e encontra a irmã chorando diante da mala.
Ela se joga nas pernas dela.
-Me perdoe, ele me iludiu.
-Me larga, que cena ridícula. Já mandei chamar o táxi. Aqui suas bijuterias vagabundas. - joga pra ela a trouxinha -Acho que valem alguma coisinha, que dá pra lhe sustentar por um tempo.
-Eu tenho direito. Essa casa também é minha. - enxuga as lágrimas.
Laura rir.
-A casa foi deixada  pra mim em testamento, você perdeu o apartamento deixado pra você. Se você fez merda com sua parte problema seu. Agora termine de arrumar a mala.
Ela vai se retirar, volta.
-Não se preocupe vou te dá uma mesadinha. Só com o único intuito de não ver em jornais que tô deixando uma irmã na miséria, e também pra você não bater na minha porta mendigando. Agora me responda. Por que  Roberto? Ele não é nem tão homem assim! Você teve sempre dedo podre, nunca soube escolher homem, acho que é mal de família. Que meu pai não era maravilhoso. Você pensa que eu não sei que o seu ex te deixou na miséria e seu segundo ex e falecido marido estava falido? Que você teve que fazer vida lá Europa. Eu fiquei besta que mesmo velha você conseguia, te queriam. - sorrir -Talvez você faça isso aqui no Brasil, acho que não se esquece tão fácil como rodar a bolsinha.
A irmã chorando.
-Puta, vagabunda, piranha. O colar de pérolas negras é minha, confisquei. É o preço de tudo que gastei com você. É uma fortuna pra ficar na mão de gente tão barata quanto você.
Se retira.
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