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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O mestre-capítulo 10

Dez anos se passaram, Eduardo foi trabalhar numa empresa especializada em criar sotware e conheceu Otávio Figueira, um gordinho de uns quarenta e poucos anos e que usava óculos e Daniel Tripodi, um homem de uns trinta anos. Pedro já estava com 33 anos, aliás o Eduardo também.
-Já acabei o trabalho, vou pra casa. -Daniel.
-Você tem sorte, eu vou ter que continuar aqui.
-Otávio você devia parar de fumar.
-Então me dê um daqueles adesivos de nicotina que eu paro. Vou ao banheiro. -se retira e deixa o cinzeiro em cima da mesa.
-tchau. -vai saindo Daniel, chega Ana.
-Carolina.
-Oi Daniel.
-Cada vez mais bonita.
-São seus olhos. -ele se retira - Amor. -se beijam.
-Vai almoçar em casa?
-Vou.
-Fiz umas comprinhas. – coloca as sacolas em cima da mesa e ver o cinzeiro de Otávio, vai à janela. –Bonita paisagem se ver daqui. – pega o cinzeiro e coloca dentro da bolsa, vira-se e sorrir. –Então te espero em casa as doze.
Pedro viu, mas ele não entendeu porque deixou ela fazer aquilo. Otávio nunca se deu falta do cinzeiro.
Eduardo foi almoçar, mas tem o almoço atrapalhado, pois ouve uma discussão do filho com outro menino.
-Devolve minha bicicleta.
-O que está acontecendo aqui? –Pergunta Ana ao chegar.
-Ele roubou minha bicicleta Dona Ana.
-É verdade filho?
Fábio começa a chorar.
-Eu juro que iria devolver.
-Ladrão!
-Devolve a bicicleta Fábio para o menino. Anda!
-Eu só peguei emprestado para brincar um pouco, eu não sou ladrão.- devolve a bicicleta e o outro menino se retira.
-Entra.
Eles entram, Fábio sobe correndo as escadas nem deixando o pai terminar a pergunta.
-Filho não vai... almoçar? O que houve?
-Nada.
Pedro soube anos mais tarde que falhou na educação do filho, mas isso não fica fácil quando se tem dois pais trambiqueiros.
A noite foram a uma Igreja Universal a convite de Daniel e sua esposa Luana, que eram crentes. Fábio estava conversando com a filha do casal, Stephanie.
-Vocês vão gostar. –Luana.
-Que bom que vocês vinheram.- Daniel.
-O seu filho gosta muito da minha filha, acho que vão terminar namorados. – Luana.
-Ana sorrir.
-Daniel eu tenho que te mostrar um programa de jogo que criei. –Eduardo.
-Vai começar.
-Boa noite irmãos.
-Boa noite.
-Satanás não entra nessa casa. Vocês crêem nisso?
-Aleluia!
-Esta mulher estava demoniada irmãos, mas pela glória de Deus, hoje ela é uma serva dela. Posso ouvir uma aleluia.
-Aleluia.
-Glória Deus. Eu digo que Satanás não tem força contra a vontade de Deus, por que chegará a época que o cão será derrrotado.
-Glória!
Ana olha para Luana que grita com tanta força.
-Hosana nas alturas.
-Podem vim dar as suas ofertas e os seus dízimos. Lembrem-se Deus sabe que vocês são capazes de darem uma boa oferta.
Depois passam uma cesta para a entrega do dinheiro.
-Estamos sem dinheiro. –Ana
Eles depois se retiram.
-Vão aceitar Cristo? –Pergunta Daniel.
-Ainda é cedo para respondermos, mas gostamos da igreja.
-Lembre-se que se aproxima o fim dos tempos, quanto antes servirmos ao Senhor nos salvaremos. Então espero vocês amanhã. –Luana.
Ana, Pedro e Fábio chegam em casa, Fábio entra.
-Olhou o anel de brilhantes de Luana, quero um igualzinho e maior. –fala Ana.
-Entre, vou ficar aqui um pouco.
Ana entra, ele olha a Lua, majestosa lá no céu, pensa um pouco em sua vida, ele nunca imaginou que sua vida tomaria esse rumo, mentir, se tornar alguém que não é de verdade, viver uma farsa. Ouve um barulho de palmas, gritos e batidas, ele se aproxima da casa. E ouve o pessoal da casa cantando uma música:
-Eu tenho sete espadas
Pra mim defender
Eu tenho Ogum na minha companhia.
Ele abre o portão e a porta da casa está aberta, ver uma mulher chupando pirulito e bebendo refrigerante num copo como se fosse uma criança.
-Reis! Reis! – Uma mulher grita balançando a cabeça e os quadris.
-Para sempre seja louvado o Senhor Jesus Cristo.
-Para sempre seja louvado o Senhor Jesus Cristo. – todos respondem.
-Quem apaga o fogo?
-É a água. –Todos.
-Quem apaga o fogo?
-É a água. –Todos.
A mulher começa a se contorcer toda e fica toda encurvada e aparece um homem cambaleando pela casa. O homem pega um charuto e vai na direção de Pedro todo afeminado.
-Oi seu moço. Sua puta tem que jogar rosas pra mim no mar. Aquela ali é filha de Iansã – dá uma tragada no charuto – Vejo você gostoso deitado numa poça de sangue e nota sobre nota. –começa a rir - Quer descer, desce.
Pedro dá um grito e começa a girar a mão, como se tivesse algo nela, diziam que era Boiadeiro que tinha se apossado do seu corpo.
Depois de tudo isso Pedro foi para casa, tomou um remédio para dormir e foi para o quarto, a esposa já estava dormindo, deita-se, decidiu esquecer que tinha se manifestado.

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